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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

The Poughkeepsie Tapes (2007)

Sinopse: A descoberta de centenas de cassetes de vídeo com torturas, mortes e desmembramentos numa casa abandonada revela o reinado de terror de um assassino em série que cometeu homicídios durante uma década.

Opinião: Tenho andado a falhar nos visionamentos e também nas opiniões, principalmente porque os filmes dos últimos tempos não têm sido grande coisa. Assim decidi procurar alguns filmes mais antigos que ainda não tivesse visionado e deparei-me com este.
A acção decorre ao estilo de documentário e acompanha uma investigação policial a um assassino em série que vem a ser documentada por cassetes encontradas numa casa com filmagens caseiras do próprio assassino com as suas vítimas.
Somos guiados através de declarações das famílias, mais focada em Cheryl Dempsey, análises de detectives, profilers do FBI, médico-legistas e especialistas em investigações deste género suportados por imagens das cassetes encontradas. A história de Cheryl acaba por ser cativante e as cassetes assustadoras, não só pelo que mostram mas pelo que não mostram mas sugerem.
Um filme muito bom dentro do género "found footage", com actores a fazer um bom trabalho e uma maneira especial de nos prender ao ecrã ao nos cativar a perceber a mente do assassino em série.
A não perder.

Nota: 7/10

domingo, 22 de julho de 2012

O Segredo do Lago Mungo (2008)


Sinopse: Alice Palmer, uma jovem de dezasseis anos, afoga-se enquanto nada na barragem local. Quando o seu corpo é recuperado, e as autoridades declaram morte acidental, os seus desolados pais sepultam-na. Mas imediatamente começam a experimentar uma série de eventos estranhos e inexplicáveis centrados na sua casa e áreas envolventes. Profundamente inquietados, os Palmer procuram a ajuda do parapsicólogo Ray Kemeney, que descobre o facto surpreendente de que Alice levou uma vida dupla. À medida que surgem mais pistas, a família é levada ao Lago Mungo onde o passado secreto de Alice emerge...


Opinião: Não o considerei um mau filme mas acho demais classificá-lo como filme de terror e é tendo em conta esta designação que irei falar dele.
Todo o ambiente do filme e a forma como a acção é construída prende-nos e absorve-nos para o drama familiar que é apresentado. A morte de Alice devasta completamente a família e entramos dentro deste drama através do estilo documentário em que temos acesso a telefonemas e entrevistas com a família. O momento em que percebem que o fantasma de Alice anda pela casa começa a assustar a família e proporciona-nos alguns momentos de tensão e até de uns saltinhos na cadeira. Depois disto começa o desvendar de uma vida dupla de Alice que vem abalar a família e aguçar os problemas desta família mas esclarecendo muitas questões em torno da vida e da morte de Alice.
Depois de visionar o filme, confesso que deixa muito em que pensar.
Como filme de terror não achei nada de especial (saliento novamente a ideia do “filme em que aparece um fantasma é de terror…) no entanto como drama já não o considero “overrated”.

Nota. 3/10

terça-feira, 13 de março de 2012

O Despertar das Trevas (2012)

Sinopse: Em 1989, o serviço de emergência recebeu uma chamada de Maria Rossi a confessar que tinha brutalmente assassinado três pessoas. 20 anos depois, a sua filha Isabella procura respostas para o que aconteceu naquela noite. Viaja para o Hospital para Psicopatas de Centrino, em Itália, onde a sua mãe foi presa, com o objetivo de determinar se é uma doente mental ou se está possuída pelo demónio. Quando são recrutados dois jovens exorcistas, para curar a sua mãe com métodos pouco convencionais que combinam ciência e religião, deparam-se com a pureza do mal na forma de quatro demónios que possuem Maria.

Opinião: Depois do que para mim foi o fiasco de O Último Exorcismo e a tentativa de remediar o género O Ritual, embora reticente, tinha esperança que O Despertar das Trevas fosse um bom filme dentro do género da possessão. Li muitas opiniões antes de ver o filme e a maior parte eram bastante negativas.

A minha opinião? Adorei. O filme mistura o estilo de Actividade Paranormal, que por sua vez seguiu o género documentário de Projecto Blairwitch, com um pouco daquilo que se viu em O Ritual ao explorar a divisão de opiniões acerca da possessão.
O filme conta a história de uma jovem, Isabella, que procura saber a verdade sobre a sua mãe internada como doente mental há anos por ter assassinado 3 membros da sua congregação que, veio a saber pelo pai anos mais tarde, ocorreu durante o seu próprio exorcismo. Essa investigação leva-a até Roma, à escola dos exorcismos, onde somos confrontados com uma situação real e actual: qual a diferença entre doença mental e possessão? Quantas das vezes que a igreja nega um exorcismo a uma pessoa, a decisão é justa? Isabella conhece dois padres que fazem exorcismos a pessoas a quem consideram ter sido injusta a negação do exorcismo e são eles que a vão ajudar a desvendar aquilo que a sua mãe realmente tem.
Toda a acção nos prende ao ecrã, pois queremos sempre saber o que vem a seguir, e acompanhada de uns sustos e algum gore. A concepção das cenas dos exorcismos está qualquer coisa de espectacular.
Pontos contra: Maria, a mulher que acaba por motivar todo o filme poderia ter tido mais algum destaque; para o papel de Isabella eu teria escolhido outra actriz pois esta por vezes acaba por irritar; e este género de documentário já começa a estar muito saturado os filmes, por muito bons que sejam começam a perder a credibilidade.
Vi muitas críticas negativas devido ao final do filme e creio que a baixa classificação se deve precisamente a isso. Não acho que o final tenha sido tão mau assim, já vi piores e além disso creio que não poderia acabar de outra maneira. Não é um filme para teenagers com a mania do terror, é filme para quem já é batido no assunto e procura mais conteúdo. A nota que lhe dou não se baseia apenas no filme mas nas tentativas frustadas de filmes sobre possessões que não tem valido nada, e que este supera de longe.

Nota: 9/10