quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Crimes Sombrios (2016)

Sinopse: Um polícia investiga um assassinato não resolvido e encontra semelhanças entre o crime e um livro do artista polaco Krystov Kozlow. Começa então a estudar a vida do escritor e da sua namorada misteriosa até ficar obcecado pelo caso.

Opinião: Já tendo visto Jim Carrey noutro registo que não a comédia e de facto ter apreciado, fiquei muito curiosa com esta estreia em Portugal.
A acção começa de uma maneira bastante crua e abrupta e parece prometer um bom thriller. O detective Tadek pega num caso arquivado e retoma a investigação acreditando saber quem é o assassino. Até aqui a história tem tudo para dar certo, ainda para mais sendo baseada num caso real. Passado na Polónia, Jim Carrey que surge quase irreconhecível e até altera o seu sotaque para parecer um polaco a falar inglês, não consegue dar o melhor da sua personagem. Com um guião péssimo, algumas más performances e sem tensão de todo, o potencial para cativar a atenção do público perde-se de tal forma que nem simpatia pelas personagens conseguimos desenvolver.
Ponto positivo para o final que não esperava mas que não compensa as imensas falhas.

Nota: 4/10

sábado, 29 de dezembro de 2018

Slender Man (2018)


Sinopse: Numa pequena cidade do estado de Massachusetts, Estados Unidos da América, quatro raparigas do ensino secundário decidem fazer um ritual na tentativa de desmascarar o mito de Slender Man. No meio do ritual, uma das raparigas perde-se misteriosamente, fazendo com que as colegas acreditem que esta foi, de facto, a última vítima de Slender Man.

Opinião: Slender Man era um filme que prometia muito e o adiamento da sua estreia devido a complicações com o primeiro trailer conseguiu de alguma maneira aguçar a curiosidade.
A história lembra tantos outros filmes e não é nada de original: quatro adolescentes fazem um ritual (ao estilo The Ring) esperando invocar o Slender Man. De facto, uma das jovens desaparece e as outras começam a ter alucinações. A partir daqui, o guião é péssimo, as personagens sem profundidade e sem interesse e as sucessivas aparições do Slender Man fazem com que esta longa se torne aborrecida, sem interesse e pouco assustadora. 
Ponto positivo, a cinematografia bem como a maquilhagem são bastante boas, é pena o resto não acompanhar.


Nota: 5/10

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

The Clovehitch Killer (2018)


Sinopse: Tyler é uma boa criança, escoteiro, criado por uma família pobre, mas feliz, numa cidade religiosa. Mas quando ele descobre que o seu pai, Don, tem uma pornografia perturbadora escondida na sua cabana, ele começa a temer que o seu pai pode ser Clovehitch, um abominável assassino em série que nunca foi apanhado. Tyler une-se a Kassi, uma adolescente nova na cidade que tem uma obsessão mórbida pela lenda do Clovehitch, para descobrir a verdade a tempo de salvar a sua família.



Opinião: Com uma premissa interessante e sendo cada vez mais difícil encontrar bons filmes "originais" no meio dos remakes e sequelas que estão na moda, rapidamente Clovehitch Killer se tornou obrigatório.
A acção envolve-nos de forma inquestionável numa comunidade bastante religiosa onde todos parecem perfeitos. Quando Tyler começa a desconfiar do seu pai, inicia-se todo um processo de desconstrução do mundo perfeito principalmente com a ajuda de Kassi, uma miúda nova na cidade, descrente da forma como todos vivem.
Não existem aqui grandes jump scares ou gore mas é sem dúvida um thriller que nos mantém colados do princípio ao fim. Actores quase irrepreensíveis com destaque para Dylan McDermott que surge praticamente irreconhecível.



Nota: 7/10

domingo, 2 de dezembro de 2018

Sei Que Estás Aqui (2018)

Sinopse: Uma jovem desperta após nove anos em coma. Durante esse período, um fenómeno apocalíptico matou milhões de pessoas e deixou o mundo habitado por escassos seres humanos, que deambulam por um cenário de horror e escuridão. Baseado no romance “Break My Heart 1000 Times”, de Daniel Waters.

Opinião: Pessoalmente, seria muito difícil de agarrar este filme para visionar caso o mesmo não estreasse em Portugal e normalmente o que estreia por cá é um perigo.
A acção até começa de forma interessante criando alguma profundidade nas personagens. Veronica Calder vive uma adolescente perturbada que perdeu o pai num evento apocalíptico que matou milhões de pessoas. À medida que a acção decorre somos mais ou menos esclarecidos sobre o que se passou nesse evento e as consequências que ficaram, nomeadamente um mundo onde vivem uma espécie de espíritos de pessoas que morreram.
A premissa é interessante e os actores não são maus mas a história e o guião,embora cativem na primeira metade do filme, perdem tudo já para o final. 
É de facto uma pena ver tão boas ideias serem tão mal aproveitadas ultimamente.

Nota: 5/10

A Floresta das Almas Perdidas (2017)

Sinopse: Numa floresta densa e remota, o local mais popular para a prática do suicídio em Portugal, dois estranhos conhecem-se. Ele é um pai de família à procura do local onde a sua filha morreu. Ela é uma jovem com uma paixão pela morte. Mas um deles não é quem diz ser.

Opinião: Há muito que tinha esta longa portuguesa na prateleira para visionar e, tendo decidido dar prioridade a outros visionamentos, acabei por deixar passar dois meses da estreia.
A acção foca-se no encontro de dois estranhos numa suposta floresta popular onde se cometem suicídios (a floresta existe mas não é conhecida por haver suicídios) e o diálogo que desenvolvem revela, a seu tempo, que têm ambos objectivos diferentes para ali se encontrarem.
A história é bastante interessante mas perde em vários pontos: os actores são pouco credíveis e sem profundidade, os diálogos tornam-se cómicos e a falta de relação ou de explicação para a forma com o filme termina e como inicia deixa bastante a desejar.
Acho que foi um bom esforço do realizador e sendo o seu primeiro filme, espero ansiosamente para ver como contornará o que correu mal desta vez na próxima.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Os Indesejados (2009)

Sinopse: Anna regressa a casa após um período de internamento numa clínica psiquiátrica no seguimento da trágica morte da sua mãe. Descobre, então, que a antiga enfermeira da sua mãe, Rachel, se mudou para a sua própria casa e ficou noiva do seu pai, Steven. Pouco depois de tomar conhecimento destas notícias chocantes, apercebe-se que é visitada pelo espírito da sua mãe que a avisa das intenções maléficas de Rachel. Juntas, Anna e a sua irmã, têm de convencer o pai que a sua actual noiva não é quem aparenta ser e, o que deveria ter sido um feliz encontro de família, torna-se num confronto mortal entre as enteadas e a sua madrasta.

Opinião: Não tendo ficado muito impressionada com o original coreano "A Tale of Two Sisters", fiquei com esperança que este remake viesse corrigir o que houve de errado no primeiro.
Ao contrário do que se passou com muitos remakes de origem asiática, este filme prima por transpor completamente a acção para o cenário americano (o que não aconteceu com The Grudge que se passa com actores americanos num espaço japonês) e no meu entender vem colmatar algumas falhas que se verificaram filme original. Muito mais tenso, com um guião muito melhor, menos aborrecido e mais coerente, Os Indesejados resulta não só como standalone mas também como remake.


Nota: 6/10




História de Duas Irmãs (2003)

Sinopse: Duas irmãs regressam a casa depois de um período de internamento, para continuarem a recuperação. Com o que não contavam era com os modos estranhos e a crueldade da madrasta e muito menos com a presença de um estranho fantasma. Vão viver os piores momentos das suas vidas...

Opinião: Visionei este filme no âmbito do MOTELx mas nunca escrevi sobre o mesmo. Embora a pontuação do mesmo seja alta no IMDB, não fiquei muito impressionada.
A acção não é mais do que a sinopse entrega de imediato: duas irmãs que regressam a casa para encontrar uma madrasta cruel e um fantasma. Ainda assim, tinha tudo para ser um excelente filme não fosse o fraco guião, o passo lento com que a acção avança e a sua extensão.
De uma forma geral, gosto muito dos filmes que vêm deste lado do mundo (este sul-coreano) e Kim Jee-woon viria a provar melhor a sua qualidade alguns anos mais tarde, no entanto este filme torna-se aborrecido ainda que os actores façam um excelente trabalho.
É importante salientar que não compreendo comentários quer classificam esta longa como uma obra-prima do cinema asiático.

Nota: 5/10

sábado, 10 de novembro de 2018

Knock Knock - Perigosas Tentações (2015)

Sinopse: Evan Webber tem a vida perfeita. Tem uma mulher bonita, dois filhos e uma grande casa moderna. Quando o resto da família decide ir passar o fim-de-semana fora, Evan fica sozinho em casa com o tempo todo para dedicar ao seu trabalho. Mas tudo muda quando subitamente lhe batem à porta. Duas jovens mulheres estão prestes a entrar na vida de Evan e torná-la num pesadelo cada vez mais aterrador.

Opinião: Eli Roth, um dos meus preferidos, nunca perco um filme dele e tive a oportunidade de rever Knock, Knock recentemente.
A premissa deste filme é bastante simples dentro do conceito home invasion: um homem perfeito que abre a porta numa noite de tempestade a duas jovens em apuros. Ainda hoje não consigo perceber o porquê de tantas criticas negativas pois Eli Roth presenteia-nos com o melhor que sabe fazer. Actores muitos bons com especial destaque para as duas jovens mulheres de um carisma abismal. Não é um filme perfeito pois tem alguns falhas de guião e um humor por vezes exagerado, mas vale a pena a ver.

Nota: 6/10

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Condomínio (2017)

Sinopse: Phil muda-se com as filhas para um Condomínio onde irá trabalhar como Supervisor, e onde, estranhamente, vários inquilinos têm vindo a desaparecer. O mistério adensa-se com a chegada da sua família e nada os prepara para a inesperada origem destes desaparecimentos...

Opinião: Sou fã de Val Kilmer mas reconheço que nos últimos anos tanto lhe corre muito bem como lhe corre muito mal e por esse motivo estava um pouco reticente relativamente a este filme. 
A acção tem uma premissa muito simples com um pai em dificuldades a ser contratado para trabalhar num edifício nova iorquino e mudando-se para o mesmo com as duas filhas. Logo no inicio a nossa atenção é captada pela cena de abertura seguindo-se o clima de desconfiança com o desaparecimento de mais pessoas no prédio.
Val Kilmer apresenta-se num papel secundário onde faz um excelente trabalho com o pequeno apontamento da sua voz estar um pouco estranha dando ideia, por vezes, de que terá havido um pequeno trabalho de edição na mesma. Todos os outros actores são bastante bons bem como a cinematografia de um modo geral.
O ganho deste filme é, de facto, a reviravolta final de que ninguém está à espera e que é surpreendente.

Nota: 7/10

Operação Overlord (2018)

Sinopse: A algumas horas do Dia D, uma equipa de paraquedistas americanos cai em território francês ocupado por nazis, para realizar uma missão crucial ao sucesso da invasão. Incumbidos de destruir um transmissor de rádio no topo de uma igreja fortificada, os soldados desesperados unem forças com uma jovem aldeã francesa para destruírem a torre. Mas, num misterioso laboratório nazi por baixo da igreja, os militares, em desvantagem numérica, ficam cara-a-cara com inimigos nunca antes vistos. A produção está a cargo de J.J. Abrams.

Opinião: Mais um filme que prometia ser uma lufada de ar fresco no meio de todas estas sequelas e remakes com que temos vindo a ser bombardeados. Cumpriu largamente ao que se propôs.
A acção passa-se a algumas horas do Dia D e começa com uma equipa de paraquedistas a preparar-se para invadir território francês para uma missão. Logo aqui somos absorvidos pela componente histórica e dramática deste filme: ao mesmo tempo que somos situados num momento real da história mundial, começamos a ser confrontados com o drama de alguns destes homens que não pediram para lutar numa guerra. À medida que a acção avança vão sendo depositadas pequenas centelhas de mistério em redor de um médico e laboratório nazis e é a partir daqui que é construída toda a tensão de forma quase perfeita.
Não é possível falar mais sobre este filme sem tirar o efeito surpresa, que o próprio trailer já estraga um pouco. Actores irrepreensíveis, uma cinematografia espectacular e gore, bastante gore. A mescla perfeita de um drama, acção e horror com bases históricas reais.
A não perder.

Nota: 8/10

sábado, 27 de outubro de 2018

Halloween (2007) + Halloween II (2009)

8 - Sinopse: Haddonfield. Michael Myers, aos 10 anos, é atormentado pelos colegas de escola e também pela sua família. Para extravasar a raiva o garoto passa a usar uma máscara de palhaço, com a qual tortura e mata animais. Até que, num Dia das Bruxas, a mãe de Michael é chamada pelo psiquiatra da escola para uma conversa.
Um gato morto e fotos exibindo maus tratos com animais são-lhe mostrados, sob a alegação de que seriam indícios de que Michael possui distúrbios psicológicos. Ao saber que seria analisado, Michael foge da escola. Já em casa é impedido de sair para comemorar o Dia das Bruxas, pois sua irmã deseja ficar com o namorado. Como vingança, ele mata o casal com facadas. Este acto faz com que Michael seja condenado e permaneça numa clínica psiquiátrica por 15 anos, período o qual não diz uma palavra sequer e ocupa seu tempo confeccionando máscaras. Até que, na véspera do Dia das Bruxas, Michael consegue escapar, retornando à sua cidade natal para se vingar.

9 - Sinopse: Laurie Strode é levada ao hospital, após supostamente matar o responsável pelo assassinato de diversas pessoas em Haddonfield, Illinois. A sua paz logo é abalada com o ressurgimento de Michael Myers, que mata todos aqueles que cruza para encontrar sua irmã Laurie. Ela mais uma vez escapa, mas passa anos amedrontada pelo ocorrido. Após bastante tempo, Laurie enfim consegue superar o trauma. Só que, com a aproximação de mais um aniversário do massacre, Michael ressurge com a intenção de provocar uma nova reunião familiar.

Opinião: Em 2007, eis que surge Rob Zombie e decide fazer um Halloween á maneira dele. Não será bem uma sequela, será mais um remake, no meu entender, da versão de 1978.
A acção é bem equivalente ao original com a diferença de que ele explora os anos de Myers na instituição bem como dá o seu cunho pessoal que todos bem conhecemos.
Boa cinematografia, bom gore e um seguimento da história interessante ao jeito de Rob Zombie. A não perder para quem aprecia o estilo.
Em 2009, Zombie avança com a sequela pegando no final do filme anterior mas, enquanto o primeiro até não é muito mau, este é mesmo péssimo. Estilo Rob Zombie muito exagerado e demasiado de Sheri Moon fazem deste filme quase indigno de ser comentado.


Nota: 6/10 ; 4/10

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Halloween (2018)

Sinopse: Jamie Lee Curtis volta a interpretar a icónica Laurie Strode, que vai confrontar pela última vez Michael Myers, a figura mascarada que a persegue desde que conseguiu escapar da matança no Halloween há quatro décadas. O mestre do terror John Carpenter é o produtor executivo e consultor criativo neste filme, juntando forças com o atual líder da produção de filmes de terror Jason Blum. Inspirados pelos clássicos de Carpenter, os cineastas Gordon Green e Danny McBride criaram uma história que marca um novo caminho a partir dos eventos do filme de 1978. Além do argumento, Gordon Green é também responsável pela realização.

Opinião: Quem tem acompanhado a saga de Halloween ao longo dos anos, certamente a esta altura já está um pouco cansado de tantas sequelas e novas ideias que pouco ou nada acrescentam aos dois primeiros filmes. Numa tentativa de salvar aquilo que se perdeu ao longo de tantos anos e aproveitando algumas das ideias surge este comemorativo dos 40 anos.
A acção começa com dois jornalistas interessados em falar com Michael Myers, na instituição onde está confinado, que não diz uma palavra há 40 anos. A partir daqui partem em busca de Laurie para saber um pouco mais sobre o passado e perceber qual a sua opinião quanto à transferência de Myers para outro local a ocorrer em breve. A partir daqui começamos a ser envolvidos na história de Laurie, no que se passou pós 1978 e como os seus relacionamentos familiares foram afectados com o trauma que sofreu.
Esta sequela torna-se, de alguma maneira, uma mistura de estilos: drama, slasher, teenagers, anos 80, umas piadas qb e consegue resultar bem no final. Os actores são mesmo muito bons bem com a cinematografia com umas mortes "à antiga". Uma boa sequela que arruma todas as que se seguiram a 1978.
Deixa no final um cheirinho a possível continuação.

Nota: 8/10

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Halloween H20: O Regresso (1998) + Halloween - A Ressurreição (2002)

6 - Sinopse: Duas décadas depois de sobreviver a um massacre, Laurie ainda é alvo de Michael Myers. Ela agora mora na Califórnia sob uma identidade falsa, mas Myers descobre o seu paradeiro. Outro Halloween se aproxima, e Laurie sabe que corre perigo.





7 - Sinopse: Um grupo de estudantes universitários é contratado por uma empresa para passar uma noite na casa em que Michael Myers passou a infância, com transmissão ao vivo pela internet, de forma a divulgar o lançamento do site Dangertainment.com. Porém, ao chegar no local eles começam a perceber que terão que enfrentar uma verdadeira batalha para sair da casa com vida, já que Michael Myers está de volta e disposto a acabar com os intrusos.

Opinião: Em 1998 chega uma nova sequela de Halloween em celebração dos 20 anos. Com Jamie Lee Curtis e Josh Hartnett em estreia absoluta como actor.
De todas as sequelas até este momento, foi esta a que conseguiu oferecer uma melhor conclusão à saga inicial de Halloween. Laurie é uma mulher bem sucedida com um filho John (contrariando algumas ideias anteriores) e que se vê novamente a braços com o irmão. O guião é bom, os actores fazem um excelente trabalho e a banda sonora a lembrar "Gritos" em muitos momentos, são factores que fazem deste sexto filme uma boa conclusão.
No entanto viria também a sétima sequela com a ressurreição de Michael Myers com ligação directa à sequela anterior. É verdade que encontraram uma forma inteligente de contornar o final do filme anterior em que Laurie matou Myers decapitando-o, no entanto todo o resto do filme é péssimo. Os actores são fracos e sem história, a cinematografia deixa muito a desejar e o próprio Michael Myers se torna estranho. De todas as sequelas, foi quase de certeza a pior.

Nota: 7/10; 4/10