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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

American Mary (2012)

Sinopse: Mary, uma jovem estudante de medicina, vê-se cada vez mais falida e desencantada com a escola médica e os reputados médicos que idolatrou no passado. O apelo do dinheiro leva-a a envolver-se no mundo negro das cirurgias alternativas e da modificação corporal, que deixa mais marcas nela que na sua bizarra clientela. Da mente das gémeas canadianas Jen e Sylvia Soska, depois da auspiciosa estreia com «Dead Hooker in a Trunk», rotulado de fucking awesome por Eli Roth.


Opinião: American Mary não consegue conquistar apenas pela sinopse ou mesmo o trailer do filme. É preciso ver para crer pois esta longa é muito mais do que aquilo que promete. 
A acção centra-se em Mary que se vê numa situação financeira complicada e em ultimo recurso decide ir até um bar fazer uma entrevista para stripper. Ironia do destino, no momento da sua entrevista, os seus conhecimentos como cirurgiã fazem-se necessários com urgência e consegue uma boa soma de dinheiro. A partir daqui começa a ser procurada no âmbito de cirurgias clandestinas e de modificação corporal o que lhe causa inicialmente alguma reticência. no entanto há um evento que muda tudo: Mary deixa a faculdade de medicina e envolve-se neste mundo bizarro ao mesmo tempo que executa um plano de vingança.
Katharine Isabelle é excelente como Mary e a construção da sua personagem envolve-nos completamente. Destaque especial para as personagens mais bizarras que cativam bastante e chamam a atenção para um mundo que muitos de nós desconhece. Ambiente excelente, gore quanto baste, alguma tortura a fazer lembrar uns quantos filmes de renome, peca apenas no final que surge muito rapidamente e com pouco desenvolvimento tornando-se quase forçado.
Decididamente a não perder.

Nota: 7/10

domingo, 21 de outubro de 2012

Excision (2012)


Sinopse: Pauline deseja que a reconciliação com a sua mãe seja tão fácil como arrancar crostas. Ou que curar a desordem pulmonar da sua irmã seja tão fácil como dissecar animais mortos. Talvez as outras raparigas do liceu fossem mais simpáticas consigo se soubessem que tem fantasias em que são pacientes numa mesa de operações e Pauline é a cirurgiã.


Opinião: Foi um dos filmes de sessão esgotada do MOTELx 2012 que infelizmente não consegui apanhar. 
Estava curiosa e ao mesmo tempo receosa com a prestação de AnnaLynne Mccord e a actriz faz de facto um papel brutal. Uma adolescente que sonha com operações cirúrgicas e sangue e considerada problemática. Com má postura, incapacidade de se relacionar com os outros, nada feminina e desbocada tirando a sua mãe de ar fino e com vontade de parecer bem completamente do sério. A personagem Pauline so demonstra preocupação pela sua irmã que padece de uma doença pulmonar.
A acção decorre demonstrando a vida de Pauline sem nenhum fio condutor propriamente dito, no entanto, as dicotomias entre vida real e o sonho conferem ao filme um tom alternativo. Tem cenas sangrentas, cenas nojentas e deixas cómicas.
O final é mesmo muito interessante. Sem ser excepcional, é um filme a não perder.

Nota: 6/10

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Babycall (2011)


Sinopse: Depois de escapar dos maus tratos do ex-marido, Anna muda-se com o filho de 8 anos para uma morada secreta, localizada num gigantesco bloco de apartamentos. Obsessivamente protectora, Anna compra intercomunicadores para bebés para ouvir o filho no seu quarto. No entanto, o aparelho capta conversas de outro apartamento, que a levarão a uma investigação perigosa.

Opinião: Esperava muito deste filme e mais uma vez foi-me provado que não se pode ir com expectativas altas. Tendo como mote “Quão longe irias por aqueles que gostas?” esperava algo mais visceral e intenso. Não foi o que aconteceu.
Não é um mau filme, é preciso esclarecer…só não é um filme de terror. Quanto muito um thriller psicológico e mesmo assim dos fracos a meu ver.
A acção tem um bom desenvolvimento e a ideia é perfeita bem como os cenários que segundo o próprio realizador pretendem criar alguma tensão sem ser num cenário nocturno. A actriz Noomi Rapace faz uma interpretação perfeita e este filme podia ter sido mesmo muito grande, se não fosse vendido como terror e talvez com outra abordagem mais clara da acção.
Misturando paranormal com doença mental, Sletaune utiliza o seu filme para fazer uma crítica social.
Aconselho, porém avisando que se trata de um drama/thriller.

Nota: 5/10

V/H/S (2012)


Sinopse: Um grupo de delinquentes é contratado para recuperar uma cassete de vídeo de uma casa isolada. Ao entrarem no local, deparam-se com um cadáver rodeado de pilhas de cassetes. Enquanto procuram pela razão da sua missão, são presenteados com diversos vídeos horríficos, cada um mais estranho que o anterior.


Opinião: Sendo um fã do género found footage e com tantas excelentes críticas, esperava passar duas horas muito agradáveis. Afinal não foi bem assim.
A acção deste filme é bastante confusa. Começa com um grupo que descobre uma pilha de cassetes e começa a vê-las em busca de uma específica que devem encontrar. Deparamo-nos então com diversas histórias de terror já conhecidas mas não completas, apenas pequenos excertos que proporcionam momentos de susto, gore e alguma estranheza não deixando de ser tensas. No entanto, no final do filme ficamos com a sensação de que nada fez sentido com nada e que acabamos de assistir a um conjunto de vídeos sem sentido. A meu ver não teria sido necessário começar com o grupo que vai à procura da cassete pois acaba por não ter grande relevância para a história que não há.
De qualquer das maneiras aconselho apenas porque temos momentos de gore e fantasmas bem interessantes.

Nota: 5/10

Red State (2011)


Sinopse: Um grupo de adolescentes é apanhado na teia de uma seita de fanáticos religiosos, liderados pelo pastor Abin Cooper, que planeia acções radicais para retirar o pecado do mundo.


Opinião: Uma longa-metragem metendo uma seita religiosa deixou-me com água na boca para um filme cheio de tensão, conspiração, algum gore e situações bem além daquilo que possamos imaginar. Na verdade não chega a tanto.
A certa altura a acção está bem confusa, há coisas que não fazem sentido umas com as outras e vai culminar num final que também não lembra a ninguém. 
As interpretações estão muito boas, com especial destaque para John Goodman, o cenário não é nada de especial e a tensão que se espera num suposto filme de terror acontece apenas num momento do filme em que esperamos ver uma cena de gore mais elaborada, visto tratar-se de uma seita a limpar os pecados de alguém e não é o que acontece.
Este filme carrega uma forte crítica à religião e este tipo de seitas que são cada vez mais comuns e cada vez mais dominadoras.
Aconselho a ver se tiverem curiosidade, de outra forma acho que não vale a pena. Smith deve continuar a dedicar-se às comédias.

Nota: 5/10

sábado, 15 de setembro de 2012

Livide (2011)


Sinopse: No primeiro dia como estagiária em apoio domiciliário, Lucy visita a Sra. Jessel, uma idosa em coma, sozinha no seu remoto casarão. Depois de ouvir falar de um tesouro que a antiga professora de dança teria escondido, Lucy decide procurá-lo com os amigos.


Opinião: A minha principal expectactiva em relação a este filme prendia-se a saber se os realizadores tinham aprendido a lição com À l’intérieur. Atenção adorei o filme mas convenhamos que existem muitas falhas em termos de credibilidade e mesmo do próprio cenário do filme.
O tom e o cenário de Livid é lindíssimo e muito gótico conseguindo criar o ambiente palpitante especialmente quando as personagens exploram a grande mansão. A acção tem um sentido lógico e deixa-nos colados ao ecrã para saber o que de estranho se passa/passou na mansão mas termina de uma forma pouco clara, pateta até, e que não faz jus ao resto do filme.
Das personagens devo destacar Lucie que faz um papel muito bom e a personagem de Jessel que tem o ar realmente aterrorizante apesar da aparente fragilidade.
De uma forma geral, os realizadores conseguiram melhorar a imagética do filme conferindo-lhe mais realismo (por comparação ao trabalho em À l’intérieur), no entanto continua a haver arestas a limar.

Nota: 6/10

Apartment 143 aka EMERGO (2011)

Sinopse: Uma equipa de parapsicólogos investiga uma série de fenómenos inexplicáveis ocorridos num apartamento. Estranhas chamadas telefónicas, emissões extraordinárias de luz e objectos voadores são alguns dos eventos com que se deparam enquanto registam cada passo da investigação através da mais avançada tecnologia.

Opinião: Mais um filme inserido no sub-género “found-footage” iniciado praticamente pela popularidade do filme Actividade Paranormal. Não é um filme excelente mas também não é um mau filme.
Uma acção muito simples com uma equipa de parapsicológos a investigar o que se passa no apartamento de um viúvo e dos seus dois filhos. Muito bons os efeitos e as técnicas da equipa com vista a descobrir o que o espírito pretende da família ou o que pretende comunicar. Para além da componente sobrenatural mostra também uma crise familiar entre um pai e filha adolescente. O final é surpreendente e muito bom.


Nota: 7/10

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

The Pact (2012)


Sinopse: Após a morte da mãe, Annie é persuadida a voltar a casa para lhe prestar uma última homenagem. Durante a noite, algo de inexplicável na atmosfera da habitação deixa-a fora de si. Com a ajuda de um polícia local e de uma médium, Annie procura as causas das misteriosas manifestações.

Opinião: A semelhança de tantos outros filmes do género, The Pact parece rondar mais uma vez a história da casa assombrada por uma entidade. Afinal acaba por revelar ser mais do que isso.
A primeira parte do filme é bem aborrecida, a acção decorre de forma lenta e sem grande interesse mesmo apesar das manifestações da presença dentro da casa. Entretanto começa a tornar-se bem mais interessante quando a médium revela que aquele espírito tem muito mais para revelar do que aquilo que se pensa.
O ambiente não é tão tenso como seria de esperar excepto o único plano do espírito que se encontra na casa. Os actores não estão mal e gostei muito da personagem principal. Todo o percurso desta é absolutamente igual ao que uma pessoa normal faria em certas situações, ou seja, esta personagem não dá espaço ao cliché e à pergunta “Mas porque é que estás a fazer isso?”
Apesar de não ser nada de espectacular, aconselho pois a reviravolta final e muito interessante e creio que dá o mote para uma sequela.

NOTA: 5/10

The Tall Man (2012)

Sinopse: As trevas pairam sobre uma pequena cidade: várias crianças desaparecem sem deixar rasto. As superstições locais dizem que uma entidade misteriosa conhecida como “O Homem Alto” é a responsável. A enfermeira Julia é céptica até o filho desaparecer a meio da noite, levando-a a uma busca desesperada que a envolverá num obscuro labirinto de emoções conspirativas.


Opinião: Um filme de Pascal Laugier, o realizador do meu filme favorito Martyrs, merecia toda a minha atenção. À partida percebi que não teríamos outro Martyrs mas algo menos hardcore mas sempre com a ideia de que a qualidade se manteria e não me enganei.
A acção é perfeita, com uma linha condutora sempre cheia de reviravoltas que nos prende desde o primeiro minuto até ao último para saber o que vem a seguir. A interpretação de Biel é soberba e adoro os planos dela a correr na floresta à noite com todo o nevoeiro, um ambiente perfeito. Mais uma vez, mas sem gore, Laugier aproveita o filme para mandar um pequeno recado à nossa sociedade o que acho extremamente inteligente e que prova que um filme de terror ou um thriller não são apenas um género das massas consumistas de violência: há muito mais.
Aconselho vivamente este filme, a não perder.

Nota: 8/10

Enquanto Dormes (2011)

Sinopse: César é porteiro num prédio. Pode não ser o melhor trabalho do mundo, mas a verdade é que não o trocaria por nenhum outro, já que este lhe permite conhecer a fundo todos os inquilinos do imóvel, seus movimentos, seus hábitos. Controla as suas idas e vindas, estuda-os, descobre seus pontos fracos, os seus segredos. Se quisesse poderia inclusive controlar as suas vidas, intervir nelas como se fosse Deus, sem ninguém suspeitar. 
César tem um jogo secreto: gosta de magoar, mover as peças necessárias para criar dor em seu redor. A nova vizinha do 5ºB sorri, entra e sai todos os dias radiante, cheia de luz, convertendo-se assim na sua próxima vítima. A sua obsessão. O jogo de César vai começar a complicar-se, tornando-se imprevisível. Perigoso. Se não tiver cuidado, pode inclusive voltar-se contra ele.

Opinião: Balagueró mostra mais uma vez que é bom, e quando se é bom não há nada a fazer. Depois do sucesso de REC 1 e 2, eis que surge Mientras Duermes.
Este filme espalha realmente o terror pois mostra o mais perigoso de todos os monstros em acção: o ser humano. Á medida que a acção decorre, vamos a pouco e pouco percebendo o verdadeiro âmago do personagem principal que por sua vez faz um papel espectacular. Ele não suporta felicidade e como não a suporta está determinado a acabar com o sorriso de quem está feliz e escolhe então a nova vizinha do prédio do qual é porteiro para atormentar. Todas as medidas, tudo o que ele faz mostra que nem sempre o verdadeiro psicopata é aquele que mata. O ambiente de terror que este filme cria deve-se precisamente ao facto de nos poder acontecer aquilo a nós: ver a nossa privacidade invadida sem sabermos.
O ambiente e o cenário são excelentes, o actor Luis Tosar nem tenho palavras para descrever e uma acção inteligente: tudo no devido sitio para nos proporcionar um belo filme de terror psicológico.
Aconselho muito!

Nota: 8/10

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

[REC]³ Génesis (2012)


Sinopse: Koldo e Clara foram feitos um para o outro. Vão celebrar o casamento com os seus entes queridos. Mas uma sombra negra abate-se sobre a celebração. No dia mais feliz das suas vidas, as portas do Inferno abrem-se e o caos espalha-se pela terra.


Opinião: Como era de esperar, REC Genesis foi a desilusão para nao dizer desgraça total. Mesmo apesar da certeza do que me esperava, tive que visionar este filme por ser o seguimento dos outros dois. Salvo algumas tentativas falhadas de ligar este REC aos dois primeiros, este filme não tem nada a ver com os mesmos. 
Em momento algum este filme desperta as mesmas reacções dos seus antecessores e se estão à espera que isto vá explicar/clarificar alguma coisa sobre o vírus e outras questões deixadas pendentes nos dois primeiros filmes como prometido, esqueçam! O ambiente não é minimamente assustador, os actores fazem um trabalho razoável e se o nome do filme não fosse este, ninguém o associaria à saga REC.
Sabendo que vem um REC 4 por aí, estou mesmo com muito receio. Balagueró e Plaza fizeram um excelente trabalho com REC 1 e 2 mas Paco Plaza a solo acabou por estragar aquilo que era muito bom.
Se não o visionarem, também não perdem nada. A nota que lhe atribuo é apenas por respeito…


Nota: 6/10

The Butterfly Room (2012)


Sinopse: Ann, uma senhora solitária que vive com uma colecção de borboletas e memórias do passado, cruza-se com Alice, de 11 anos, que se dedica a extorquir dinheiro a idosas. Ann mantém grande secretismo em relação à sua vida privada e ao seu quarto das borboletas.

Opinião: Este era a minha grande expectativa do dia por diversos motivos e foi de facto um grande filme: Barbara Steele prova que a mestria só melhora com a idade e o realizador Jonathan Zarantonello mostra que ainda tem muito para dar sendo que este foi o seu primeiro filme.
Todo o filme tem um ambiente semelhante ao de um filme europeu embora tenha sido completamente produzido nos Estados Unidos. A fotografia, a imagem, a velocidade, ou não, das sequências conferem o ambiente perfeito.
A acção tem uma linha condutora envolvida em secretismo embora seja da opinião que a certa altura se torne um pouco confusa não sendo no entanto um facto para prejudicar os momentos de grandeza desta longa-metragem.
O factor principal a salientar é de facto a personagem de Ann, soberbamente interpretada por Steele, muito bem construída e com o verdadeiro lado negro sempre presente. No MOTELx, o realizador Zarantonello perguntou-me se achei um filme demasiado feminista por mostrar as mulheres no poder e no domínio da situação. Eu não achei e inclusive disse-lhe que nos filmes de terror as mulheres tem sido passadas para segundo plano erradamente pois há muito a explorar no âmbito do terror e do maquiavélico feminino pelo que ficaria a aguardar o próximo filme, prometido para daqui a 4 anos.
Aconselho vivamente.

Nota: 8/10

Urban Explorer (2011)


Sinopse: Ansiosos por explorar o mundo subterrâneo de Berlim, um grupo de exploradores urbanos estrangeiros, acompanhados por um guia local, aventuram-se por túneis e fortificações secretas em busca de um bunker emparedado, pertencente ao regime nazi. Quando um dos exploradores sofre um acidente, o grupo é ajudado por Armin, um aparentemente afável guardião do submundo.


Opinião: Estava a espera de ter alguns déjà vu neste filme e foi o que de facto aconteceu. Influências do australiano The Tunnel (reportagem nos túneis subterrâneos de Sydney), de Hostel (gore e uma ou outra cena) e Wolf Creek (personagem principal).
A acção é bastante credível e bem conduzida e baseada num tema actual uma vez que em várias cidades do mundo existem este tipo de exploradores urbanos. O ambiente nos túneis é bem tenso e os caminhos que as personagens tomam para chegar aos tais graffitis nazis são mesmo muito desconfortáveis.
Os actores fazem um bom trabalho mas devo destacar a personagem de Armin que tanto num momento faz lembrar um psicopata como no momento a seguir parece uma pessoa prestável e a querer ajudar.
Quando li sobre este filme, falaram dele como mais um torture porn o que eu não concordo pois de tortura vemos muito pouco excepto numa cena. Não há nada explícito, apenas sugerido ao espectador o que não acontece por exemplo com Hostel.
Os alemães estiveram aqui muito bem, aproveitando um pouco da sua própria história como rastilho para o ambiente tenso e constrangedor.


Nota: 7/10

Crawl (2011)


Sinopse: O dono de um clube nocturno contrata um misterioso croata para assassinar um seu conhecido devido a uma dívida por saldar. O crime é levado a cabo, mas uma traição falhada acaba por envolver uma inocente empregada do clube. Refém na sua própria casa, a jovem é forçada a adoptar medidas desesperadas para sobreviver.


Opinião: Crawl foi um dos filmes de abertura de uma das salas do primeiro dia de MOTELx. Não fui à espera de uma grande filme de terror, mas sim de um bom thriller e embora não seja assim tão bom como esperava cumpriu a sua função.
A acção não tem nada de especial mas tem uma linha condutora que nos desperta a curiosidade relativamente à personagem do croata assassino. Esperava que em algum momento houvesse alguma revelação relativa a esta personagem mas qualquer uma das personagens não teve grande desenvolvimento excepção feita a Marilyn Burns (cujo nome nos remete para um grande filme de terror) que espera com ansiedade o pedido de casamento do noivo.
Os actores são muito bons e o ambiente de tensão com grandes planos, que a princípio me fizeram pensar que seria um filme muito lento, provaram que não é preciso muito diálogo para criar um ambiente tenso e palpitante. Os fãs de gore têm uma ou outra cena para se deliciarem e os fãs de Hitchcock notarão uma certa influência.
Aconselho o visionamento mesmo sendo um filme “light”.

Nota: 5/10

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MOTELx 2012

O evento realizar-se-á no Cinema São Jorge em Lisboa entre os dias 12 a 16 de Setembro. 
O MOTELx é constítuido por 4 secções: Serviço de Quarto, Culto dos Mestres Vivos, Japão Retro e Quarto Perdido e já foi levantado um pouco do véu relativamente às duas primeiras secções.

No Serviço de Quarto vamos ter filmes como:

O convidado de honra deste ano que será contemplado na secção de Culto dos Mestres Vivos é Dario Argento. Italiano, com uma vasta lista de bons filmes de terror, o MOTELx irá brevemente apresentar os filmes que serão mostrados no evento com a certeza da famosa trilogia As Três Mães - Suspiria, Inferno e Mother of Tears.

Com estas pequenas informações a aguçar-nos a curiosidade, ficamos a aguardar pacientemente pela divulgação do cartaz oficial.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

The Human Centipede II (Full Sequence) (2011)

Sinopse: Escrito e dirigido novamente por Six, a sequência foca em Martin, um homem solitário e mentalmente perturbado que mora com a sua mãe e trabalha como guarda nocturno num estacionamento-garagem. Para escapar de sua triste existência, Martin perde-se na fantasia do filme de terror A Centopeia Humana, fantasiando com as meticulosas habilidades cirúrgicas do Dr. Heiter, cujo conhecimento do sistema gastrointestinal inspira Martin a praticar o impensável.


Opinião: Com a promessa de uma sequela muito pior, tive de visionar este filme e confesso que adiei em muito por pensar que de facto ia ser pior. E foi pior...mas no mau sentido.
Enquanto no primeiro filme tivemos o prazer de ter alguma contextualização, neste não existe nenhuma a não ser alguns pontos muito breves que nos levam a perceber mais ou menos a personalidade de Martin, o novo louco em acção. Martin é uma personagem perturbada, pelos vistos abusado pelo pai em jovem e ainda maltratado pela mãe. Tem uma visão distorcida da realidade vivendo obcecado com o primeiro filme e com a ideia de criar uma centopeia. O filme tem muito poucos diálogos mas a ideia que Tom Six quer passar está lá. Há que honrar a mestria na escolha do actor para a personagem de Martin e a forma como a acção foi construída pois com poucos diálogos e pouco contexto continua a dar-nos os arrepios de nojo e o incómodo a que se propôs no primeiro filme. Pelo menos para mim a certa altura isto acaba por tornar o filme aborrecido e em certas alturas meio que estúpido, tendo como distracção os momentos de humor, não diria negro, mas grotesco pois tudo o que temos é o "mata pessoa", "agrafa pessoa", "faz andar a centopeia", "alimenta a centopeia" etc etc etc...
Não o considero melhor que o primeiro filme, embora reconheça a mestria da escolha de Martin e a concretização do cenário e um gore muito melhor. Espero no entanto vir a ver o terceiro apenas por curiosidade.

Nota: 2/10