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terça-feira, 5 de novembro de 2019

O Intruso (2019)


Sinopse: Um casal compra uma extensa propridade em Napa Valley, a região da Califórnia conhecida pelos seus vinhos. A herdade é magnífica e a casa um sonho. O problema é o antigo proprietário, que se recusa a ir embora e a cortar com um passado que já não lhe pertence.

Opinião: Um filme que promete pouco apesar de Dennis Quaid fazer parte do elenco. Como thriller a estrear nos nossos cinemas, vale sempre a pena dar uma olhada.

A acção parece interessante de início com a situação da venda da casa ao jovem casal. à medida que avança, as atitudes de Charlie (Dennis Quaid) começam a ter tanto de estranhas como de invasivas. Apesar do marido perceber a estranheza das situações, Annie parece não perceber e inclui o antigo proprietário em algumas actividades.
Tirando Dennis Quaid, os actores são péssimos e mesmo com algum suspense, o filme não deixa de ser previsível. Ainda assim há piores.


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Annabelle 3 - O Regresso a Casa (2019)

Sinopse: Annabelle, a boneca mais demoníaca de todos os tempos, é entregue aos investigadores Ed e Lorraine Warren para que, de uma vez por todas, seja bem guardada e colocada bem longe de quem quer que seja. No entanto, quando a boneca entra em contacto com os outros objetos que estão guardados no mesmo sítio que ela, todos ganham vida e vão aterrorizar a pequena Judy…

Opinião: Eu, de facto, pensava que iriam parar no segundo filme de Annabelle e que apostassem num outro spin-off qualquer em vez de dar continuidade à saga Annabelle. Mas enfim, lá veio o terceiro filme a prometer muito também.
A acção começa com um prólogo com Ed e Lorraine, o que para os fãs será um bálsamo, a fechar a boneca na sua caixa de vidro de modo a que não posso fazer mal a mais ninguém. Após esta introdução começamos a acompanhar a filha do casal, Judy, e a forma como lida diariamente com a profissão dos pais entre outros dilemas pessoais que começa a enfrentar. Tudo isto com a ajuda da sua babysitter que adora Judy e envolve-se cada vez mais em determinadas questões.
A história deste filme poderia ter sido melhor explorada dada a ênfase atribuída a Judy. Uma pena que a páginas tantas se torne mais um filme da moda com adolescentes a fugirem de espíritos.
Actores mais ou menos e muitos jump-scares, ainda assim é uma boa tentativa e quem apreciou os dois filmes anteriores, certamente também gostará deste.

sábado, 14 de setembro de 2019

Midsommar - O Ritual (2019)

Sinopse: Dani e Christian são um jovem casal americano com a relação em risco. Mas depois de uma tragédia familiar os manter juntos, uma desgostosa Dani resolve fazer-se convidada de uma excursão de Christian e amigos até um festival de verão numa remota aldeia sueca. Aquilo que começa como umas descontraídas férias de verão na terra do sol da meia-noite muda drasticamente quando os aldeões os convidam para participarem nas festividades que tornam este paraíso pastoral cada vez mais desconcertante e perturbador. Ari Aster, realizador de “Hereditary”, propõe-nos um filme de terror solar, que Jordan Peele crê ter usurpado “The Wicker Man” como o filme de terror pagão mais icónico de sempre. Foi a estreia independente mais bem-sucedida este ano nos EUA.


OpiniãoEmbora não tenha considerado Hereditário um filme memorável mas que até gostei, tendo em conta se tratar da primeira longa-metragem do realizador, fiquei muito curiosa com a segunda tentativa e ainda para mais com a presença do mesmo na exibição do filme no MOTELX 2019.
A acção leva-nos até à Suécia na celebração de um solstício e até uma comunidade com um modo de vida pouco usual. À medida que a trama vai avançando, os protagonistas vão-se deparando com práticas demasiado chocantes.
A cinematografia desta longa é absolutamente espectacular e Ari Aster dirige com mestria um tema sombrio num cenário cheio de luz e flores. A tensão cresce conforme acompanhamos o desespero das personagens com certas práticas sendo que é a personagem de Dani que mais imprime essa sensação.
Não é um filme de jump scares mas mais um thriller/terror psicológico embora se quebre a tensão por vezes com inúmeras situações cómicas como a satirização de alguns sons e cânticos feitos pela comunidade.
À semelhança de Hereditário, é um filme longo que podia ser mais curto mas que do qual, segundo o realizador, existe um director's cut com mais 25 minutos.

Nota: 7/10

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O Terramoto (2018)

Sinopse: Anos após sobreviverem a um violento tsunami nos fiordes, Kristian Eikjord e a sua família vêm-se novamente no centro de outro desastre natural. Desta vez, é o solo debaixo de Oslo que está em causa. Para geólogos como Kristian, o estudo sísmico diário prova que um evento catastrófico pode acontecer a qualquer momento e por isso, enfrenta uma corrida contra o tempo para tentar salvar a sua família desta catástrofe iminente. Baseado no medo de um terramoto idêntico àquele que atingiu Oslo em 1904 e do facto da Noruega ser o país com maior actividade sísmica do norte da Europa, “The Quake” é a sequela do êxito “The Wave” (MOTELX 2016). Foi novamente campeão de bilheteira no país natal, tornando a Noruega no maior concorrente dos EUA ao nível dos disaster movies.

Opinião: Embora as opiniões se dividam entre os dois disaster movies, ambos são diferentes e ganham em diferentes aspectos.
A acção de O Terramoto é passada anos depois do primeiro filme, The Wave, e evoca o que aconteceu e as consequências psicológicas que houve nas personagens, enquanto se avizinha um possível novo desastre. Sendo as mesmas personagens, é fácil nos compadecermos do drama familiar que vivem. Um pouco mais lento e dentro da mesma ideia do primeiro filme, perde nos diálogos e nas decisões das personagens que no primeiro filme pareceram mais naturais no que diz respeito ao instinto de sobrevivência do ser humano. Também se alongam demais nos dramas interiores de cada um.
Uma produção mais elaborada e melhor cinematografia são, por outro lado, bem patentes.
Dois bons filmes a não perder.

Nota: 7/10

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O Prodígio (2019)

Sinopse: A mãe de Miles está preocupada com o comportamento perturbador do filho e convence-se de que uma força sobrenatural pode estar a afetá-lo. Será verdade?

Opinião: Como está tão na moda, filmes de possessões e paranormal e coisas que tais, achei que lá vinha mais um. Afinal não se trata exactamente de algo paranormal.
A acção baseia-se em Miles, uma criança que desde muito cedo revelou ter alguns dotes pouco normais para a sua idade, levando os pais a acreditar que seria sobredotado. No entanto, a partir de determinada altura, o comportamento de Miles torna-se algo bizarro e os pais procuram uma maneira de o ajudar, até que uma psicóloga os envia no caminho do que poderá ser uma reincarnação.
A ideia está original para desenjoar das já comuns possessões, a personagem de Miles está muito bem representada por Jackson Robert Scott e o final está mesmo muito bom. 
Merece o visionamento pela lufada de ar fresco que traz.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

A Maldição da Mulher Que Chora (2019)

Sinopse: La Llorona. Ou a Mulher Que Chora. Trata-se de uma horrenda aparição, que se encontra entre o Céu e o Inferno, aprisionada num destino terrível que ela própria originou. Ainda em vida, num ataque de fúria provocado por ciúmes, La Llorona afoga os próprios filhos num rio revoltoso, lançando-se de seguida atrás deles. Quem ouvir o seu choro, durante a noite, ficará amaldiçoado.
La Llorona persegue crianças, numa tentativa desesperada de substituir as suas. Ignorando o inquietante alerta de uma mãe perturbada que se suspeita maltratar os filhos, uma assistente social e a sua família depressa se veem envolvidos num assustador mundo sobrenatural. A única esperança de escapar à sua cólera mortífera parece estar nas mãos um padre desiludido e do misticismo que pratica para manter o mal à distância. Mas nada a demoverá da sua missão de os arrastar até à penumbra.

Opinião: Embora com James Wan na produção, a desilusão com A Freira Maldita foi tão grande que a expectativa para La Llorona era quase nula. Com a cortesia do Motelx lá fui à ante antestreia.
A acção tem uma história simples mas eficaz, afinal nem sempre histórias muito elaboradas, ou não, querem dizer qualidade. Somos contextualizados da história da Mulher Que Chora e enquadrados no drama familiar de Anna, viúva com dois filhos. História e simpatia pelas personagens aliada a uma excelente cinematografia, faz-nos ficar colados ao ecrã durante 1h30 para ver o que acontece a seguir. Jump scares, uma conclusão final muito boa e uma piada ou duas sem estragar a tensão. Ponto negativo, a meu ver, foi a personagem do curandeiro, muito pouco credível, dá ideia que não fez grande coisa para ajudar esta família.
La Llorona não é nada de espectacular mas é decididamente um filme a não perder.

Nota: 8/10

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Um Lugar Silencioso (2018)

Sinopse: Em "Um Lugar Silencioso", uma família vive, em silêncio, ameaçada por misteriosas criaturas que caçam através do som.

Opinião: Depois de tantas boas críticas a um filme com cerca de 10 minutos de diálogo no total e sendo uma das poucas estreias de horror que nos oferecem em Portugal, não podia perder esta prometedora longa.
A acção mostra-nos uma família, casal e três filhos, num cenário de sobrevivência face a criaturas que atacam o som. O facto de tudo se encontrar em silêncio e uma cena muito particular logo no inicio deixam-nos colados ao ecrã, constantemente nervosos e atentos e é desta maneira que somos conduzidos ao longo deste thriller. A tensão aumenta quando percebemos que a mãe está grávida e rapidamente começamos sozinhos a magicar como é que irá ocorrer o trabalho de parto e como serão as coisas depois do bebé nascer. Para além da componente de horror, Krasinski coloca-nos uma componente de drama no sentido do quão estaremos dispostos a fazer pelos nossos filhos.
Os actores são magníficos com destaque especial para Millicent Simmonds, a filha surda que no fundo é o motivo pelo qual toda a família se conseguir comunicar por linguagem gestual.
Pela originalidade, cinematografia e excelentes actores recomendo muito.

Nota: 9/10

Verdade ou Consequência (2018)

Sinopse: Um inofensivo jogo de "Verdade ou Consequência" entre amigos torna-se mortífero quando alguém, ou alguma coisa, começa a punir aqueles que mentem ou se recusam a aceitar as consequências.


Opinião: Tive alguma dificuldade em me decidir a ver esta estreia devido à enorme quantidade de críticas negativas. De facto, só o trailer já sugere bastante bem o que se vai seguir.
Logo no início somos deixados com uma cena que até nos consegue prender a curiosidade e de seguida inicia a acção propriamente dita com o acompanhar da ida deste grupo de amigos até ao México. A convite de um estranho que conhecem num bar, vão até uma igreja abandonada e iniciam um jogo de verdade ou consequência que aparentemente se encontra amaldiçoado e os segue mesmo depois de saírem do México. A história em si não é de todo descabida mas os actores e o guião são qualquer coisa de bastante fraco. Demasiados clichés, passagens mal feitas e diálogos ridículos.
Apenas o final se revelou bastante inteligente e diferente do habitual.
Se estivermos naquela onda de não pensar muito, este é um filme a considerar.

Nota: 5/10

quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Rapariga no Nevoeiro (2017)

Sinopse: O agente especial Vogel é enviado para uma aldeia isolada num remoto vale montanhoso para investigar o caso de um desaparecimento de uma jovem de dezasseis anos.



Opinião: Donato Carrisi é um magnifico escritor italiano de policiais que me conquistou com o seu primeiro best seller Sopro do Mal. Rapidamente se tornou no meu preferido e como tal não podia perder a sua estreia na realização com uma longa baseada na sua própria obra literária.
A acção ocorre dentro de um estilo a que Carrisi já nos habituou nos seus livros, uma jovem desaparece e é chamado um agente especial para ajudar a deslindar o caso. Os ingredientes para o mistério estão lançados: uma aldeia remota, fanatismo religioso e todos parecem esconder algo. Este filme é algo lento precisamente como um livro, vai-nos dando a beber as pistas para que passemos estas duas horas a pensar e a decifrar o que aconteceu a Anna Lou e quem é o culpado, mas sem se tornar aborrecido pois ao longo do mesmo deparamo-nos com pequenas reviravoltas que nos vão aguçando a curiosidade.
A cinematografia não é nada de extraordinário mas é compensada pela prestação dos actores e principalmente pelo enredo. Não será um thriller para todos os fãs do horror mas fará certamente as delicias dos fãs de Carrisi que se estreou e muito bem como realizador e, esperemos, melhorando ainda mais a sua técnica.

Nota: 7/10

quinta-feira, 19 de abril de 2018

The Strangers - Predadores da Noite (2018)

Sinopse: A viagem de uma família sofre uma reviravolta perigosa quando chega a um remoto parque de bungallows, onde se vai encontrar com alguns parentes e o encontra misteriosamente deserto. Escondidos por detrás de uma profunda escuridão, três psicopatas mascarados irão testar os limites desta família, que vai lutar a todo o custo para sobreviver.


Opinião: Como fã do primeiro filme não podia perder a sequela de Os Estranhos ainda que as criticas não sejam tão favoráveis quanto isso.
A acção decorre dentro do estilo do primeiro filme, com os mesmos 3 psicopatas mas desta vez com uma família que tudo vai fazer para sobreviver. Também o espaço da acção deixa de ser confinado à uma casa como no primeiro filme e tem vários espaços onde decorrem as perseguições.
Sendo impossível não fazer comparações, embora seja um bom filme, perde muito no que diz respeito à construção da tensão e da ansiedade e apenas ganha em mais cenas gore.
Os actores são apenas mais ou menos e com pouco destaque bem como a cinematografia que salvo uma cena ou outra deixa a desejar. Os últimos vinte minutos deixam imenso a desejar bem como o final.
Para quem não viu o primeiro, vai gostar desta sequela mas para quem viu sairá desiludido com a perda de tensão, ansiedade e impotência que o primeiro filme impôs.

Nota: 6/10

sábado, 14 de abril de 2018

Foge (2017)

Sinopse: Agora que Chris e a sua namorada Rose chegaram ao ponto da relação em que se apresenta a família, ela convida-o a passar o fim de semana em casa dos seus pais, Missy e Dean. À primeira vista, Chris vê o comportamento excessivamente condescendente da família como tentativas nervosas de lidar com o relacionamento inter-racial da filha, mas com o avançar do fim de semana, uma série de descobertas, cada vez mais perturbadoras, levam-no a uma verdade que ele nunca poderia imaginar...


Opinião: Apesar de não ter ficado muito impressionada com o trailer e sinopse, um filme de terror nomeado para os Óscares e tendo efectivamente ganho o Óscar de melhor argumento original tem de ser visionado.
A acção centra-se no facto de Rose apresentar um namorado negro, Chris, aos pais fazendo menção de que não lhes disse que Chris era negro. Peele aproveita-se desta situação com mestria causando alguma tensão no espectador desde o início. Para além da tensão, Peele consegue fazer-nos chegar um pouco de comédia e momentos de vergonha alheia.
A cinematografia está muito boa mas o que ajuda realmente ao sucesso deste filme são os magníficos actores que fazem um trabalho impecável.
A minha impressão inicial mantém-se, continuo a achar que o filme não é nada de especial mas tem vários factores que o tornam digno do visionamento.



Nota: 6/10

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A Maldição da Casa Winchester (2018)


Sinopse: Num terreno isolado, a 80 quilómetros de São Francisco, encontra-se a casa mais assombrada do mundo. Construída por Sarah Winchester, herdeira da fortuna dos Winchester, é uma casa infindável. Construída de forma maníaca e incessante, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ao longo de décadas, ergue-se por sete andares e contém centenas de quartos. Para quem vê de fora, parece um monstruoso monumento à loucura de uma mulher. Mas ela não constrói para si, para a sua sobrinha ou para o atormentado Doutor Eric Price por ela convocado para a casa. Está a construir uma prisão, um asilo para centenas de fantasmas vingativos, e os mais aterradores deles têm contas a ajustar com os Winchester...

Opinião: Baseado na história verídica de Sarah Winchester, nem de propósito obcecada com o número 13, este filme era bastante aguardado e com muita expectativa.
A acção começa com um pequeno retrato do médico Eric Price, viciado em láudano e em sofrimento com a morte da sua mulher, que é chamado pelos sócios de Sarah Winchester para avaliar o seu estado de sanidade com vista a conseguirem os 51% que ela detém na empresa de armas. Até nos ser apresentada Sarah Winchester, é construído um clima de tensão e curiosidade relativamente a ela; após a conhecermos, todo o resto da acção não traz nada de inovador e não acrescenta nada de especial relativamente à história original. Com apenas alguns sustos, fica o sentimento de faltar mais qualquer coisa.
A cinematografia é interessante, grande parte da acção passa-se dentro desta casa vitoriana tão peculiar, e a nível de actores só o papel de Helen Mirren merece algum destaque.
Será de salientar a clara alusão/crítica ao uso livre de armas nos Estados Unidos, tema tão inflamado nos dias que correm.

Nota: 6/10

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Um Crime no Expresso do Oriente (2017)

Sinopse: Baseado no best-seller de Agatha Christie, "Um Crime no Expresso do Oriente" conta a história de treze estranhos presos num comboio e onde todos são suspeitos. Um homem a correr contra o tempo para resolver o enigma antes que o assassino ataque novamente.


Opinião: Foi com alguma dificuldade que me decidi a visionar esta longa e foi também com alguma dificuldade que sobrevivi a estas quase duas horas de filme. Tudo devido a Kenneth Branagh como Hercule Poirot.
A acção começa com uma pequena introdução a Poirot no Muro das Lamentações, no meu entender absolutamente desnecessária. Após o embarque deste manancial de excelentes actores no comboio e de os mesmos nos serem apresentados, a acção torna-se um pouco aborrecida talvez porque, no meu caso, já conheça a história e falhe na expectativa de quem será o assassino.
A cinematografia é excelente com especial destaque para as paisagens do lado de fora do comboio. Os actores, embora de renome, não têm assim uma prestação tão espectacular quanto isso.
O esforço de Branagh é de louvar mas com tantos livros de Agatha Christie que poderiam ser adaptados, penso que poderia ter escolhido um outro ao invés de jogar pelo seguro. Apesar de todas as adaptações deste livro, arrisco a afirmar que o Poirot definitivo se fixou em David Suchet.

Nota: 5/10

domingo, 4 de março de 2018

A Forma da Água (2017)

Sinopse: Uma fábula maravilhosa, passada na América de 1962, com a Guerra Fria em pano de fundo. No laboratório secreto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa está presa numa vida de isolamento. A vida de Elisa muda para sempre quando ela e a sua colega Zelda descobrem uma experiência secreta.


Opinião: Sendo um filme de Guillermo del Toro, que raramente nos desilude, e um candidato aos Óscares 2018 a sua visualização tornou-se imperativa.
A acção começa num laboratório secreto do governo para onde é levada uma criatura do mar, aparentemente uma espécie de homem anfíbio. Elisa, uma empregada de limpeza muda, simpatiza com este ser e quando percebe quais as ideias que têm para ele decide ajudá-lo em conjunto com a sua colega e um médico. A partir daqui assistimos a um conto de fadas moderno com alguns toques típicos de Guillermo del Toro.
Os actores são excelentes com destaque para a interpretação de Sally Hawkins e a caracterização deste monstro da água está também bem conseguida. Os pontos negativos vão mais para a extensão do filme que em certos momentos se torna aborrecido, no entanto quem aprecia o lado negro da fantasia de Del Toro, não vai ficar desapontado com este romance de "horror".

Nota: 6/10

sábado, 3 de março de 2018

O Segredo de Marrowboe (2017)

Sinopse: Ano 1969. América rural. Jack de 20 anos e os seus irmãos Jane (19), Billy (18) e Sam (5) vivem quase como prisioneiros na antiga casa da família Marrowbone, uma herdade em ruínas e abandonada há muitos anos. À medida que a história se desenrola, percebemos que Jack, Jane, Billy e Sam escondem um terrível segredo do mundo. Pouco tempo depois de tentarem a sorte de recomeçar uma vida livre de um pai altamente abusivo, a mãe das crianças morre e Jack fica encarregue de os proteger de tudo e de todos, mesmo sem ter atingido a idade adulta. Com medo de serem entregues à custódia, separados ou enviados para um orfanato, os irmãos decidem enterrar a sua mãe no jardim da casa e manter a sua morte em segredo até Jack completar 21 anos. Nas visitas semanais que Jack faz à aldeia conhece Allie, uma jovem rapariga que administra a biblioteca local e que se torna na sua única amiga. A situação complica-se quando um advogado exige reconhecer as assinaturas da mãe e de dinheiro para transferir a casa para nome da família. É quando Billy decide abrir a caixa que eles sempre tentaram manter afastada e que acham ser assombrada…


Opinião: Realizador espanhol, uma sinopse que aguça a nossa curiosidade juntamente com um bom trailer e uma estreia em Portugal, Marrowbone tornou-se de imediato um thriller a não perder.
A acção capta a nossa atenção desde o início pois logo cedo se percebe que esta família tem um passado desagradável relacionado com o pai do qual se faz muito segredo. Para além disto, após a morte da mãe Rose, ocorre um pequeno evento seguido de uns "6 meses depois" que sugere que algo aconteceu e daí mais alguns segredos ficam no ar bem como uma aura sobrenatural dentro da casa. Na verdade, este filme rege-se todo ele por segredos e é esse jogo que nos mantém colados ao ecrã. Embora com uma excelente cinematografia, existem bastantes falhas relacionadas com a época em que ocorre pois há muitos detalhes que não correspondem exactamente aos anos 60/70 o que ainda assim não "prejudica" a qualidade desta longa, De louvar são os actores pois fazem interpretações magníficas. 
Com bastantes revelações e um twist final muito interessante, é um filme cuja história podia ter sido mais bem aproveitada. Não se trata exactamente de um filme de terror mas consegue deixar-nos bastante tensos em algumas situações. Bom thriller.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Verónica (2017)

Sinopse: Madrid, década de 90. Depois de fazer uma sessão de Tabuleiro Ouija com amigos, uma adolescente é assediada por perigosas presenças sobrenaturais que ameaçam fazer sofrer toda a família. É um filme inspirado em factos reais, baseado em arquivos policiais aterradores, que nunca foram resolvidos.


Opinião: Um tema nada original que passa a primeira impressão de ser mais do mesmo mas que merecia uma oportunidade dado se tratar de um filme de Paco Plaza, um dos realizadores de REC.
A acção passa-se na década de 90, cuja recriação é de facto excelente e acompanhada de uma banda sonora equivalente com bandas como Heroes del Silencio, e logo de início faz uma excelente construção da personagem de Veronica. Rapidamente nos compadecemos da adolescente que com duas amigas fazem uma sessão de Ouija com vista a contactar o pai dela. A partir daqui, com o ritmo perfeito, a tensão sobe e o pânico cada vez mais intenso de Veronica cola-nos ao ecrã até ao final. 
Os actores são excelentes e a cinematografia igualmente espectacular, de facto a tendência para a recriação dos anos 80 e 90 tem vindo a aumentar e com muito sucesso.
O toque especial de Paco Plaza na apresentação do filme como inspirado em factos reais, dá o toque final para se tornar um must-see.

Nota: 7/10

sábado, 20 de janeiro de 2018

Insidious: A Última Chave (2018)

Sinopse: Os criadores da trilogia Insidious, regressam com Insidious: A Última Chave. Neste thriller sobrenatural, que traz de volta Lin Shaye, como a Dra. Elise Rainier, a brilhante parapsicóloga enfrenta, na sua casa de família, a maior de todas as assombrações.


Opinião: Sendo grande fã de Insidious e tendo ficado desiludida com o ultimo filme, elevei as expectativas para o quarto filme desta saga uma vez que até temos um novo realizador, Adam Robitel.
Quem apreciou a personagem de Elise vai adorar a acção deste filme que começa precisamente com a infância dela e como foi lidar com o seu dom nos primeiros anos da sua vida. Esta é indubitavelmente a melhor parte do filme, o que se segue não difere muito do último filme. Alguns sustos, mais revelações e outra vez os pseudo caça fantasmas que, a meu ver, tiram muito do ambiente a que os dois primeiros filmes nos habituaram. São criadas também algumas pontes entre todos os filmes.
Cinematografia sempre excelente e personagens só a destacar Lin Shave no papel de Elise pois o resto não deixa nada digno de registo.
Em suma, a não perder pela componente histórica do passado e algumas revelações de Elise mas fora isso ficam as saudades do cunho de James Wan.

Nota: 6/10

sábado, 2 de dezembro de 2017

Rapazes nas Árvores (2016)


Sinopse: Noite de Halloween de 1997. É a última noite do Secundário para Corey, Jango e o seu grupo de skaters, os Gromits. A vida adulta espreita, mas para Corey há ainda alguns assuntos do passado a aguardar resolução. Quando encontra Jonah, um antigo amigo de infância agora ostracizado pela discriminação cruel de Jango, Corey sente alguma pena dele e aceita acompanhá-lo a pé até casa em nome dos bons velhos tempos. Mas o que começa como uma caminhada rotineira por entre ruas suburbanas desertas descende a um patamar mais sombrio e um tanto ou quanto mágico à medida que vão contando um ao outro histórias de fantasmas, criadas a partir dos medos projectados no mundo que os cerca. E na noite que espreita pelas campas dos mortos, até as verdades mais bem enterradas encontrarão caminho de regresso à vida.

Opinião: Filme exibido no Motelx 2017 que desde o inicio me sugeriu não ser exactamente um filme de terror apesar dos elementos sobrenaturais. Uma vez que acabou por estrear mesmo nos nossos cinemas a 31 de Outubro, totalmente apropriado visto passar-se na noite de Halloween, resolvi dar uma oportunidade.
A acção passa-se na noite de Halloween e um grupo de jovens vive o momento de passagem à idade adulta em que muitas decisões se aproximam. A história vem-se a focar em duas personagens, Corey e Jonah, outrora amigos que se separaram devido à decrescente popularidade de Jonah. Este filme insere-se nesta nova onda coming of age e, como é próprio do género, leva-nos numa viagem de descoberta e de reflexão sobre a passagem à idade adulta e erros do passado. As personagens são excelentes e a cinematografia, quase mágica por vezes, está espectacular. Embora de ritmo um pouco lento por vezes, a reviravolta final está muito interessante. Importa salientar que não se trata exactamente de um filme de terror.

Nota: 6/10

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Boneco de Neve (2017)

Sinopse: Quando uma equipa de elite de combate ao crime, liderada pelo detetive Harry Hole (Fassbender), investiga o desaparecimento de uma vítima da primeira queda de neve do inverno, este teme que um elusivo assassino em série esteja de novo ativo. Com a ajuda de uma extraordinária recruta (Ferguson), o polícia tem que ligar décadas de casos não resolvidos com um impressionante novo caso, se quiser superar este inimaginável e perverso assassino antes da próxima queda de neve.

Opinião: Sem nunca ter lido esta obra literária especificamente mas tendo lido outras de Jo Nesbø, grande autor policial nórdico, este filme era praticamente um must-see ainda que existindo sempre o estigma da adaptação livro pra filme. Mais uma vez o estigma parece real.

A acção é um pouco confusa logo de início mas acaba no entanto por prender na tentativa de conseguirmos perceber o que está a acontecer. A primeira parte do filme, sem nunca aprofundar personagens, é interessante na medida em que os acontecimentos se vão desenrolando e se vai fazendo algumas revelações pertinentes. Sensivelmente a meio do filme já todos percebemos o que vai acontecer e não há aquela reviravolta final que todos esperamos num thriller. Há mudanças de cenas estranhassímas e sem relação, diálogos mal construídos e situações mal explicadas. A própria investigação é retratada mediocramente.
Quanto às personagens, não se revelam nada interessantes e a culpa não será da escolha de actores, que não são maus, mas da falta de profundidade que lhes é dedicada. Harry Hole teria muitas características a ser exploradas que enriqueceria a acção em si.
Um cinematografia magnífica com uma acção mal aproveitada.
Fica no ar a ideia de como seria se tivesse sido Scorcese a avançar com o projecto, como previsto, não criticando Tomas Alfredson, que já provou a sua fibra em filmes como Let the Right One in, que parece ter apanhado um projecto para desenvolver à pressa. 

Nota: 5/10

domingo, 1 de outubro de 2017

Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)


Sinopse: Anos após a perda trágica da sua filha, um criador de bonecas e a sua mulher abrem as portas de sua casa a uma freira e várias raparigas de um orfanato encerrado, sem saber que se vão transformar no alvo de uma boneca possuída criada pelo dono da casa, Annabelle.

 
Opinião: Sem ter ficado muito impressionada com o primeiro filme, não podia deixar de ver o segundo que surge como uma prequela.
A acção até é interessante e bem conduzida até ao ponto em que a freira com as meninas órfãs se mudam para a casa do casal. A partir daqui deixa de haver acção e sim uma série de eventos que parecem não ter relação uns com os outros, muitas tentativas de proporcionar uns sustos com cenas de tensão criadas à força, depois o casal revela tudo e voltamos aos sustos e situações sem sentido.
Importa salientar que os actores são péssimos, nada credíveis.
Espero que parem por aqui.

Nota: 5/10