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sábado, 21 de setembro de 2019

Feliz Dia Para Morrer 2 (2019)

Sinopse: A sequela do filme com o mesmo nome passa-se agora no dia mais cor-de-rosa do ano… Mas de romântico este dia não terá nada…

Opinião: Dado que o primeiro deliciou muitos espectadores, eis que decidem fazer a sequela de Feliz Dia para Morrer
A acção começa onde fica o primeiro filme com os mesmos personagens. Logo de início, não é Tree que é afectada por este "feitiço do tempo" mas sim o seu colega Ryan. Depressa volta a ser ela a afectada e aparentemente existe uma explicação cientifica para este loop temporal. 
Nesta sequela é mantida a mesma linha do primeiro filme a todos os níveis, o que muda é a história. Parece que tentam complicar um pouco história e dar uma explicação mais elaborada para os eventos a ocorrer. Não resulta mal mas para o tipo de filme que se espera não era preciso tanto ênfase. Inclui também uma componente dramática relacionada com a mãe da protagonista, bem realizada mas que pouco acrescenta.
Um filme divertido.

Nota: 6/10

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Extremamente Perverso, Escandalosamente Cruel e Vil (2019)

Sinopse: A história do psicopata Ted Bundy na perspetiva de Elizabeth Kloepfer, a sua namorada de longa data. Durante anos, Elizabeth recusou-se a aceitar a verdade sobre o homem com quem partilhava a vida e que ficou na história como um dos assassinos mais implacáveis de todos os tempos.

Opinião: Com Zac Efron no papel de Ted Bundy, confesso que tive alguma dificuldade em me decidir a ver este filme na incerteza de ter uma desilusão. No entanto, inseguranças à parte, Zac Efron até não desilude.
A acção é baseada no livro escrito por Liz Kendall, que conta todos os detalhes sobre a sua vida com Ted Bundy. Quem vem ver este filme esperando saber mais sobre o serial killer e os detalhes sórdidos da sua morte, não vai encontrar esses pormenores aqui. Totalmente entregue ao espectador pela perspectiva muito emocional da ex namorada de Bundy acompanhando a sua prisão e as audiências de tribunal presencialmente e depois de se separarem, via televisão, visto ter sido o primeiro julgamento a passar na mesma.
A cinematografia está espectacular com uma réplica quase perfeita dos anos 70 com especial destaque para o guarda roupa. Zac Efron faz um trabalho excelente e somos ainda presenteados com a performance de John Malkovich e a surpreendente aparição de Haley Joel Osment e, pasme-se, James Hetfield dos Metallica.
Interessante para quem se interessa pela vida do serial killer, é mais cultura geral sobre o caso.

Nota: 7/10

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

The House That Jack Built - A Casa de Jack (2018)

Sinopse: Jack é um ardiloso assassino em série de mulheres que, ao longo de doze anos sangrentos, tem um único objectivo a cumprir: executar o crime perfeito, sem deixar nenhum tipo de pistas…

Opinião: Confesso que não sou conhecedora do trabalho de Lars Von Trier mas o tema deste filme agradou-me particularmente.
A acção está dividida em 5 secções mais um epílogo e acompanha a evolução e ideias pessoais de um assassino em série. Perturbador e em alguns momentos cómico (se conseguirmos olhar além), é uma longa interessantíssima principalmente para quem aprecia o tema e o estudo do perfil psicológico de assassinos em série. Acompanhamos Jack naquilo a que chama a sua arte, a forma como pensa e como olha para as suas vitimas e somos confrontados com a violência nunca de uma forma gratuita. Apesar de um pouco longo, não se torna aborrecido embora não seja um filme que sirva a todos os gostos.
É de frisar a excelente performance de Matt Dillon.


Nota: 6/10

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Nós (2019)

Sinopse: Um pai e uma mãe levam os filhos para a sua casa de praia, esperando passar uns momentos descontraídos com a família e os amigos. Só que a tranquilidade e a alegria transformam-se em tensão e caos quando chegam algumas visitas que não foram convidadas… Um pesadelo saído da cabeça do galardoado cineasta Jordan Peele.

Opinião: Não fiquei muito fã de Get Out e por isso não fiquei entusiasmada com esta nova longa de Jordan Peele. No entanto e mantendo o mesmo estilo, Nós revelou-se uma surpresa, pelo menos para mim.
A acção acompanha uma família em férias na casa de praia onde lhes surge uma família na entrada da casa. Neste momento somos transportados para um ambiente do género The Strangers com uma premissa, viremos depois a saber, um pouco diferente. A ideia é interessante, a cinematografia, em especial a banda sonora, estão espectaculares. Reviravolta final que ninguém estaria à espera mas da qual tivemos muitas pistas ao longo do filme. Os actores irrepreensiveis com destaque para Lupita Nyong'o.
Embora com algumas coisinhas por explicar, recomendo.

Nota: 7/10

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Tu És o Próximo (2011)

Sinopse: Na sua mansão, a família Davison celebra o aniversário de casamento do pai e da mãe. De súbito, são atacados por um bando de assassinos mascarados que os encurralam em casa. Numa luta implacável pela sobrevivência, uma das vítimas revelar-se-á o mais talentoso dos assassinos. 


Opinião: Do mesmo argumentista de V/H/S, acabei por deixar este filme para trás por vê-lo como mais um The Strangers, Purge e outros que tais. Embora sirva dentro da mesma premissa, este filme tem uma particularidade que me fez lamentar não o ter visionado mais cedo.
A acção começa com um convite de Paul e Aubrey aos seus filhos para um jantar de comemoração do aniversário de casamento. À medida que vão chegando, juntamente com as suas namoradas/esposas nota-se um mau estar entre os irmãos e principalmente durante o jantar surgem as rivalidades antigas. É neste momento de tensão que a família começa a ser atacada por pessoas com máscaras cuja pretensão parece ser elminá-los um por um. 
A reviravolta dá-se precisamente com um dos elementos da casa que parece determinado a sobreviver juntamente com uma revelação final muito interessante. Tenso, algum gore, bons actores e cinematografia. A não perder.

Nota: 7/10

segunda-feira, 18 de março de 2019

Raptadas (2013)

Sinopse: Depois da sua filha de seis anos de idade e uma amiga dela serem sequestradas, Keller Dove, um carpinteiro de Boston, enfrenta o departamento de polícia e o jovem detetive encarregue do caso. Sentindo-se abandonado pela lei, o pai captura o homem que ele acredita ser responsável e começa a torturá-lo numa desesperada tentativa de descobrir o que houve com as meninas.

Opinião: Um filme que me passou ao lado no seu tempo mas no qual tropecei quando procurava um bom thriller para ver. Com Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal e Viola Davis tinha tudo para dar certo apesar de ser um filme um pouco longo.
A sinopse por si só não faz jus à excelência deste filme. Duas crianças que desaparecem num contexto absolutamente quotidiano e nada forçado criado na perfeição e o pânico geral dos pais quando se apercebem da situação. Os dois casais representam as várias reacções possíveis a uma situação extrema como esta: a revolta, a calma, a fraqueza e a dúvida.
A acção não se resume apenas ao pai que captura o homem que acredita ser o responsável pelos desaparecimentos, passa pela investigação policial e as pistas largadas ao longo do filme.
São 2h30 colados ao ecrã cheio de tensão e mistério, excelente cinematografia e actores com uma prestação absolutamente magnífica.  

Nota: 9/10
IMDB: https://www.imdb.com/title/tt1392214/

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

The Clovehitch Killer (2018)


Sinopse: Tyler é uma boa criança, escoteiro, criado por uma família pobre, mas feliz, numa cidade religiosa. Mas quando ele descobre que o seu pai, Don, tem uma pornografia perturbadora escondida na sua cabana, ele começa a temer que o seu pai pode ser Clovehitch, um abominável assassino em série que nunca foi apanhado. Tyler une-se a Kassi, uma adolescente nova na cidade que tem uma obsessão mórbida pela lenda do Clovehitch, para descobrir a verdade a tempo de salvar a sua família.



Opinião: Com uma premissa interessante e sendo cada vez mais difícil encontrar bons filmes "originais" no meio dos remakes e sequelas que estão na moda, rapidamente Clovehitch Killer se tornou obrigatório.
A acção envolve-nos de forma inquestionável numa comunidade bastante religiosa onde todos parecem perfeitos. Quando Tyler começa a desconfiar do seu pai, inicia-se todo um processo de desconstrução do mundo perfeito principalmente com a ajuda de Kassi, uma miúda nova na cidade, descrente da forma como todos vivem.
Não existem aqui grandes jump scares ou gore mas é sem dúvida um thriller que nos mantém colados do princípio ao fim. Actores quase irrepreensíveis com destaque para Dylan McDermott que surge praticamente irreconhecível.



Nota: 7/10

domingo, 2 de dezembro de 2018

A Floresta das Almas Perdidas (2017)

Sinopse: Numa floresta densa e remota, o local mais popular para a prática do suicídio em Portugal, dois estranhos conhecem-se. Ele é um pai de família à procura do local onde a sua filha morreu. Ela é uma jovem com uma paixão pela morte. Mas um deles não é quem diz ser.

Opinião: Há muito que tinha esta longa portuguesa na prateleira para visionar e, tendo decidido dar prioridade a outros visionamentos, acabei por deixar passar dois meses da estreia.
A acção foca-se no encontro de dois estranhos numa suposta floresta popular onde se cometem suicídios (a floresta existe mas não é conhecida por haver suicídios) e o diálogo que desenvolvem revela, a seu tempo, que têm ambos objectivos diferentes para ali se encontrarem.
A história é bastante interessante mas perde em vários pontos: os actores são pouco credíveis e sem profundidade, os diálogos tornam-se cómicos e a falta de relação ou de explicação para a forma com o filme termina e como inicia deixa bastante a desejar.
Acho que foi um bom esforço do realizador e sendo o seu primeiro filme, espero ansiosamente para ver como contornará o que correu mal desta vez na próxima.

sábado, 27 de outubro de 2018

Halloween (2007) + Halloween II (2009)

8 - Sinopse: Haddonfield. Michael Myers, aos 10 anos, é atormentado pelos colegas de escola e também pela sua família. Para extravasar a raiva o garoto passa a usar uma máscara de palhaço, com a qual tortura e mata animais. Até que, num Dia das Bruxas, a mãe de Michael é chamada pelo psiquiatra da escola para uma conversa.
Um gato morto e fotos exibindo maus tratos com animais são-lhe mostrados, sob a alegação de que seriam indícios de que Michael possui distúrbios psicológicos. Ao saber que seria analisado, Michael foge da escola. Já em casa é impedido de sair para comemorar o Dia das Bruxas, pois sua irmã deseja ficar com o namorado. Como vingança, ele mata o casal com facadas. Este acto faz com que Michael seja condenado e permaneça numa clínica psiquiátrica por 15 anos, período o qual não diz uma palavra sequer e ocupa seu tempo confeccionando máscaras. Até que, na véspera do Dia das Bruxas, Michael consegue escapar, retornando à sua cidade natal para se vingar.

9 - Sinopse: Laurie Strode é levada ao hospital, após supostamente matar o responsável pelo assassinato de diversas pessoas em Haddonfield, Illinois. A sua paz logo é abalada com o ressurgimento de Michael Myers, que mata todos aqueles que cruza para encontrar sua irmã Laurie. Ela mais uma vez escapa, mas passa anos amedrontada pelo ocorrido. Após bastante tempo, Laurie enfim consegue superar o trauma. Só que, com a aproximação de mais um aniversário do massacre, Michael ressurge com a intenção de provocar uma nova reunião familiar.

Opinião: Em 2007, eis que surge Rob Zombie e decide fazer um Halloween á maneira dele. Não será bem uma sequela, será mais um remake, no meu entender, da versão de 1978.
A acção é bem equivalente ao original com a diferença de que ele explora os anos de Myers na instituição bem como dá o seu cunho pessoal que todos bem conhecemos.
Boa cinematografia, bom gore e um seguimento da história interessante ao jeito de Rob Zombie. A não perder para quem aprecia o estilo.
Em 2009, Zombie avança com a sequela pegando no final do filme anterior mas, enquanto o primeiro até não é muito mau, este é mesmo péssimo. Estilo Rob Zombie muito exagerado e demasiado de Sheri Moon fazem deste filme quase indigno de ser comentado.


Nota: 6/10 ; 4/10

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Halloween (2018)

Sinopse: Jamie Lee Curtis volta a interpretar a icónica Laurie Strode, que vai confrontar pela última vez Michael Myers, a figura mascarada que a persegue desde que conseguiu escapar da matança no Halloween há quatro décadas. O mestre do terror John Carpenter é o produtor executivo e consultor criativo neste filme, juntando forças com o atual líder da produção de filmes de terror Jason Blum. Inspirados pelos clássicos de Carpenter, os cineastas Gordon Green e Danny McBride criaram uma história que marca um novo caminho a partir dos eventos do filme de 1978. Além do argumento, Gordon Green é também responsável pela realização.

Opinião: Quem tem acompanhado a saga de Halloween ao longo dos anos, certamente a esta altura já está um pouco cansado de tantas sequelas e novas ideias que pouco ou nada acrescentam aos dois primeiros filmes. Numa tentativa de salvar aquilo que se perdeu ao longo de tantos anos e aproveitando algumas das ideias surge este comemorativo dos 40 anos.
A acção começa com dois jornalistas interessados em falar com Michael Myers, na instituição onde está confinado, que não diz uma palavra há 40 anos. A partir daqui partem em busca de Laurie para saber um pouco mais sobre o passado e perceber qual a sua opinião quanto à transferência de Myers para outro local a ocorrer em breve. A partir daqui começamos a ser envolvidos na história de Laurie, no que se passou pós 1978 e como os seus relacionamentos familiares foram afectados com o trauma que sofreu.
Esta sequela torna-se, de alguma maneira, uma mistura de estilos: drama, slasher, teenagers, anos 80, umas piadas qb e consegue resultar bem no final. Os actores são mesmo muito bons bem com a cinematografia com umas mortes "à antiga". Uma boa sequela que arruma todas as que se seguiram a 1978.
Deixa no final um cheirinho a possível continuação.

Nota: 8/10

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Halloween H20: O Regresso (1998) + Halloween - A Ressurreição (2002)

6 - Sinopse: Duas décadas depois de sobreviver a um massacre, Laurie ainda é alvo de Michael Myers. Ela agora mora na Califórnia sob uma identidade falsa, mas Myers descobre o seu paradeiro. Outro Halloween se aproxima, e Laurie sabe que corre perigo.





7 - Sinopse: Um grupo de estudantes universitários é contratado por uma empresa para passar uma noite na casa em que Michael Myers passou a infância, com transmissão ao vivo pela internet, de forma a divulgar o lançamento do site Dangertainment.com. Porém, ao chegar no local eles começam a perceber que terão que enfrentar uma verdadeira batalha para sair da casa com vida, já que Michael Myers está de volta e disposto a acabar com os intrusos.

Opinião: Em 1998 chega uma nova sequela de Halloween em celebração dos 20 anos. Com Jamie Lee Curtis e Josh Hartnett em estreia absoluta como actor.
De todas as sequelas até este momento, foi esta a que conseguiu oferecer uma melhor conclusão à saga inicial de Halloween. Laurie é uma mulher bem sucedida com um filho John (contrariando algumas ideias anteriores) e que se vê novamente a braços com o irmão. O guião é bom, os actores fazem um excelente trabalho e a banda sonora a lembrar "Gritos" em muitos momentos, são factores que fazem deste sexto filme uma boa conclusão.
No entanto viria também a sétima sequela com a ressurreição de Michael Myers com ligação directa à sequela anterior. É verdade que encontraram uma forma inteligente de contornar o final do filme anterior em que Laurie matou Myers decapitando-o, no entanto todo o resto do filme é péssimo. Os actores são fracos e sem história, a cinematografia deixa muito a desejar e o próprio Michael Myers se torna estranho. De todas as sequelas, foi quase de certeza a pior.

Nota: 7/10; 4/10

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A Maldição de Michael Myers (1995)

Sinopse: Seis anos depois de Michael Myers ter aterrorizado Haddonfield, ele volta em busca da sua sobrinha, Jamie Lloyd, que escapou com o seu filho recém-nascido, para o qual Michael e um culto misterioso têm planos sinistros.

Opinião: A sexta sequela vai buscar novamente a personagem de Jamie e introduz alguns novos elementos à história. As opiniões dividem-se bastante quanto a este filme e sobre se deveria ter sido produzido ou não.
A acção é em alguns momentos confusa e somos quase bombardeados com toda uma série de novos elementos que parecem querer explicar o porquê de Michael Myers ser como é e pretender matar a sua família. Embora surjam daqui algumas boas ideias, acho que se perdem no meio da confusão sendo que no fim ficamos na mesma. 
Será mais uma tentativa de fazer algum dinheiro com o sucesso inicial de Halloween, com boas ideias mas uma fraca execução. Ponto positivo: as matanças de Michael voltam a estar em forma.

Nota: 5/10

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Halloween 4 - O Regresso do Assassino (1988) + Halloween 5 - A Vingança de Michael Myers (1989)




4 - Sinopse: Michael Myers, que parecia estar catatónico, foge do Hospital de Segurança Máxima Ridgemont, ao descobrir que tem uma sobrinha. A garota, que tem uma nova família, tem pesadelos com o tio, que quer matá-la.





5 - Sinopse: A jovem Jamie perde a fala e desenvolve uma ligação telepática com o tio demoníaco, Michael Myers. O engenhoso Dr. Sam Loomis percebe isso, e planeia usá-la para finalmente pôr fim à fúria do assassino.

Opinião: Com a falta de Michael Myers no terceiro filme, eis que surge a quarta sequela com o regresso do assassino dez anos depois da fatídica noite em que perseguiu a irmã Laurie. Desta vez o seu foco é na sobrinha que vive com pais adoptivos dado que a mãe Laurie faleceu. Dentro da mesma linha dos dois primeiros filmes, temos novos personagens e um Myers aparentemente indestrutivel. Importa salientar também o regresso de Dr. Loomis para apanhar o assassino bem como o bom desempenho de Jamie, uma criança de 9 anos e um interessante final em aberto para outra sequela.
No quinto filme já pouco esperamos a nível de inovação mas lá vem ele pegando nos eventos do quarto filme e tendo lugar um ano depois dos mesmos.
Novamente com uma excelente prestação de Jamie mas com demasiados jump scares, mortes na luz do dia, personagens femininas exageradas e pior, ignorando o final do quarto filme que prometeria uma grande reviravolta na saga.
Duas sequelas interessantes.

Nota: 6/10 ; 5/10

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O Regresso do Mal (1978) + Halloween II-o grande massacre (1981)

1 - Sinopse: Em 1963, na pequena cidade de Haddonfield, Judith Myers, é brutalmente assassinada pelo seu irmão Michael, de seis anos, na noite de Halloween. Quinze anos depois, o dr. Sam Loomis dirige-se ao hospital psiquiátrico onde Michael está internado. Michael nunca mais disse uma palavra desde a noite do assassínio e Loomis está convencido de que ele é a encarnação do Mal. Nessa mesma noite, Michael foge do hospital e Loomis tem a certeza de que o rapaz vai regressar a Haddonfield para cometer novos crimes. Entretanto, em Haddonfield é noite de Halloween e Laurie e Annie, duas colegas do liceu, têm um serviço de babysitting. Annie é estrangulada por Michael e torna-se na primeira vítima de uma longa, sangrenta e alucinante noite de horror.



2 - Sinopse: Encontramo-nos na mesma noite de Halloween que o filme original. Michael Myers,
após ter sido vítima de seis tiros, disparados pelo seu psiquiatra, o Dr. Loomis. No mesmo hospital encontra-se Laurie Strode e Michael tem uma razão para a perseguir…
Ele voltou para acabar o que eles nunca irão esquecer…

Opinião: Não há muito a dizer a não ser umas poucas linhas sobre estes clássicos do terror escritos por John Carpenter. Michael Myers marcou, em 1978, toda uma geração vindoura de filmes de terror, principalmente slashers, e inspirou inclusive a saga de Sexta Feira 13.
No primeiro filme é-nos apresentada a história de Myers e como 15 anos depois, foge do hospital psiquiátrico onde estava confinado e volta à sua terra natal. Sendo de toda uma simplicidade de efeitos, a tensão é magnificamente criada deixando-nos em sobressalto durante todo o filme. Jamie Lee Curtis, em inicio de carreira, faz um trabalho magnifico e prova que com bons actores e poucos recursos se pode fazer um filme genial.
A sequela vem três anos depois e inicia a acção precisamente onde termina o filme anterior. A qualidade mantém-se mas com uma acção mais rápida e um pouco mais de gore e também com uma revelação interessantíssima sobre Myers e Laurie. Ao contrário do primeiro filme existem algumas falhas na concretização de algumas cenas mas perfeitamente aceitáveis. É sem dúvida das melhores sequelas, na verdadeira acepção do termo, que vi até hoje.

Nota: 10/10 ; 9/10

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

He's Out There (2018)

Sinopse: De férias numa casa remota à beira de um lago, uma mãe e as suas duas filhas têm que lutar pela sobrevivência após caírem num bizarro e assustador pesadelo concebido por um psicopata.

Opinião: Não me foi recomendado por ninguém e tropecei neste filme por andar a pesquisar sobre a actriz principal, Yvonne Strahovski, protagonista da série Handmaid's Tale. Embora com uma premissa pouco original, despertou-me a curiosidade.
A acção é muito previsível com a mãe e duas filhas vão passar uns dias à casa de férias da família onde o pai das crianças deveria também chegar de seguida. Com a tensão bem construída, percebemos que vão, sozinhas, ter que lutar contra um psicopata que ronda a casa e pretende matá-las.
Dos actores apenas se destaca Yvonne, sendo que as crianças passam bastante do filme a chorar e a gritar de medo, o que a meu ver chega a ser excessivo. Também fica muito por explicar e bem sabemos o quão importante é saber o porquê de as coisas acontecerem: a motivação do assassino, o porquê de certos detalhes da sua conduta ao longo do filme.
Não é um filme espectacular mas também não é mau e pretende desenjoar desta quantidade de remakes, spin offs e sequelas com que temos vindo a ser bombardeados.


Nota: 6/10

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mandy (2018)

Sinopse: 1983. Algures numa região isolada das Shadow Mountains na Califórnia, o lenhador Red Miller vive apaixonado pela encantadora e misteriosa Mandy Bloom. Mas a vida pacata que construiu para si mesmo desmorona súbita e tragicamente quando um grupo descontrolado de idólatras invadem furiosamente o seu idílico paraíso. Destroçado, a existência de Red resume-se agora a um único pensamento: vingança. Estreado em Sundance, presente na Quinzena dos Realizadores de Cannes, o muito aguardado segundo filme de Panos Cosmatos (“Beyond the Black Rainbow”) tem desta vez Nicolas Cage como protagonista, mas mantém a capacidade para induzir estados alternativos de consciência no espectador. É também o último filme que conta com a música do malogrado compositor islandês Jóhann Jóhannsson.

Opinião: Apesar das muitas más opiniões sobre os filmes cujo protagonista é Nicolas Cage, eu sou grande apreciadora deste actor e não perco a oportunidade de ver um filme com ele. Mandy passou no MOTELX2018, sessão a qual não pude comparecer e que visualizei posteriormente.
A acção evolui de forma muita lenta e a primeira meia hora em que há uma ténue construção de personagens chega a ser aborrecida. Só quando estes fanáticos invadem a casa do casal é que nos começa então a despertar mais o interesse. Com uma cinematografia espectacular e bastante psicadélica, este filme falha um pouco na profundidade de história. No entanto, penso que a ideia seria criar uma obra de arte, na verdadeira acepção do termo, mais do que fazer um tenso filme de terror. 
Os actores, com especial destaque para Cage, estão muito bons e Cage perfeito ao adequar o comportamento e expressões ao clima geral que este filme transmite. Não sou muito fã de filmes grindhouse e talvez por isso não fiquei muito impressionada, já para os fãs vai certamente fazer as delícias.

Nota: 6/10

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

The Cleaning Lady (2018)

Sinopse: Enquanto tenta sair de uma atribulada relação com um homem casado, Alice desenvolve uma amizade com Shelly, a jovem que contratou para tratar da limpeza da casa e cujo rosto está desfigurado devido a um acidente na infância.Alice é tímida e Shelly irá, gradualmente, conhecer o seu passado perturbador e aprender que algumas cicatrizes são mais profundas do que aparentam. Jon Knautz é bem conhecido dos espectadores do MOTELX: o seu primeiro filme, “Jack Brooks: Monster Slayer”, encerrou a edição de 2009 e os subsequentes “The Shrine” e “Goddess of Love” foram projectados, respectivamente, em 2011 e 2015. Baseado numa curta-metragem — com a protagonista Alexis Kendra no papel de Shelly —, este é o filme mais negro e perturbador do realizador.

Opinião: À primeira vista a sinopse é simples mas o trailer já promete alguma acção com a personagem de Shelly. The Shrine é um dos filmes da filmografia deste realizador que muito apreciei e então decidi visioná-lo durante o festival MOTELX.
A acção tem o ritmo e tensão perfeitos na primeira metade do filme tendo em conta que acompanha quase exclusivamente a evolução do relacionamento das personagens de Alice e Shelly e também nos revela alguns pontos que virão a ser cruciais. A segunda metade é cheia de violência e gore em muito boa medida com um final e revelações altamente perturbadores.
Actores espectaculares, com destaque para a tímida Shelly de Rachel Alig, uma boa cinematografia e um cruzamento de histórias bastante destabilizadoras fazem deste filme um must see.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ghostland - A Casa do Terror (2018)

Sinopse: Depois da morte da sua tia, Colleen e as filhas herdam a sua casa. Durante a primeira noite passada no novo lar, intrusos entram pela casa adentro, obrigando Colleen a lutar pela vida das suas filhas. Depois dessa noite, tudo muda. A filha mais velha, Beth, torna-se uma consagrada autora de literatura de terror, já a sua irmã, Vera, vai perdendo a sanidade e vive em constante paranóia. Dezasseis anos depois, mãe e filhas reúnem-se na casa onde Colleen e Vera continuam a viver. É nesse momento que começam a acontecer incidentes estranhos. 

Opinião: Pascal Laugier, realizador francês que muito aprecio e que dirigiu o meu filme preferido Martyrs (2008), volta com mais uma longa que seria impossível de perder. 
A acção começa com uma mãe e duas filhas que herdam a casa de uma tia e decidem ir para lá viver. No caminho para a casa, já vamos recebendo alguns sinais de que algo está errado e ao chegarem a casa são quase imediatamente atacadas por intrusos. Laugier não nos deixa muito em sofrimento à espera da acção pois cedo começa a luta destas mulheres pela sua vida. No entanto, apesar da sinopse, a reviravolta acontece mais ou menos a meio do filme, ao invés do habitual final. Todos os ingredientes estão lançados com uma forte aposta em fazer algo diferente do que estamos habituados, como aliás tem vindo a ser costume deste realizador.
Um filme forte, com boas actrizes a não perder de todo.

Nota: 8/10

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Los olvidados (2017)

Sinopse: O filme gira em torno de um grupo de jovens que viaja às ruínas para filmar um documentário sobre Epecuén. Ignorando os avisos, após um breve reconhecimento do local, eles ficam presos na aldeia abandonada. Ao contrário do que pensavam, eles começam a perceber que realmente não estão sozinhos...

Opinião: Um filme argentino com um trailer e sinopse bem apelativos torna-se rapidamente numa boa aposta. No entanto, nem tudo o que parece é e para o comprovar só mesmo visionando.
A acção baseia-se num grupo de seis amigos que vão a caminho de Epecuén acompanhados de uma vítima da inundação com vista a fazer um documentário. A premissa é interessante mas a concretização é péssima. Em primeiro lugar, falha a componente informativa/histórica: quem não conhece Epecuén e a sua tragédia, depois deste filme pouco fica a conhecer. Os actores são péssimos e o guião muito pior. Cenas que parecem cortadas, banda sonora por vezes despropositada e alguns exageros visuais criam um total distanciamento da história. 
Já viram O Massacre no Texas ou Wolf Creek? Este filme é uma cópia argentina mal feita destes filmes com especial destaque para o primeiro.
O único ponto positivo é, de facto, o cenário devastador de Epecuén que por si só, sem grande esforço, cria uma aura de mistério e desolação.

Nota: 4/10

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

The Poughkeepsie Tapes (2007)

Sinopse: A descoberta de centenas de cassetes de vídeo com torturas, mortes e desmembramentos numa casa abandonada revela o reinado de terror de um assassino em série que cometeu homicídios durante uma década.

Opinião: Tenho andado a falhar nos visionamentos e também nas opiniões, principalmente porque os filmes dos últimos tempos não têm sido grande coisa. Assim decidi procurar alguns filmes mais antigos que ainda não tivesse visionado e deparei-me com este.
A acção decorre ao estilo de documentário e acompanha uma investigação policial a um assassino em série que vem a ser documentada por cassetes encontradas numa casa com filmagens caseiras do próprio assassino com as suas vítimas.
Somos guiados através de declarações das famílias, mais focada em Cheryl Dempsey, análises de detectives, profilers do FBI, médico-legistas e especialistas em investigações deste género suportados por imagens das cassetes encontradas. A história de Cheryl acaba por ser cativante e as cassetes assustadoras, não só pelo que mostram mas pelo que não mostram mas sugerem.
Um filme muito bom dentro do género "found footage", com actores a fazer um bom trabalho e uma maneira especial de nos prender ao ecrã ao nos cativar a perceber a mente do assassino em série.
A não perder.

Nota: 7/10