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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Pay the Ghost (2015)

Sinopse: Descrição: Durante um desfile na noite de Halloween, um menino de oito anos desaparece misteriosamente. Depois de um ano sem qualquer pista, os pais do garoto começam a sentir presenças estranhas. O casal decide se unir para procurar seu filho em toda a cidade de Nova York. O que ninguém esperava é a descoberta de um espirito vingativo, cheio de segredos antigos que colocam a vida do menino em perigo.


Opinião: Nicholas Cage já nos surpreendeu bastante pela negativa, no entanto, não desisto de continuar a visionar o seu trabalho mesmo desconfiando que não vai correr bem.
A acção não é nada de novo, uma criança que desaparece, neste caso na noite de Halloween, que origina a separaçao dos pais. Um ano depois os pais começam a sentir a presença do filho e a receber sinais. Assim juntam-se em busca do filho e começam então a descobrir mais sobre um espírito que eventualmente poderá levar crianças.
A história é interessante e Cage juntamente com Sarah Wayne Callies fazem um bom trabalho apesar de muitos clichés e muitas falhas. Cinematografia péssima e pouca tensão para um filme classificado como terror.
Bom para um Domingo à tarde quando não há mais nada para ver.

Nota: 6/10

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Annabelle 3 - O Regresso a Casa (2019)

Sinopse: Annabelle, a boneca mais demoníaca de todos os tempos, é entregue aos investigadores Ed e Lorraine Warren para que, de uma vez por todas, seja bem guardada e colocada bem longe de quem quer que seja. No entanto, quando a boneca entra em contacto com os outros objetos que estão guardados no mesmo sítio que ela, todos ganham vida e vão aterrorizar a pequena Judy…

Opinião: Eu, de facto, pensava que iriam parar no segundo filme de Annabelle e que apostassem num outro spin-off qualquer em vez de dar continuidade à saga Annabelle. Mas enfim, lá veio o terceiro filme a prometer muito também.
A acção começa com um prólogo com Ed e Lorraine, o que para os fãs será um bálsamo, a fechar a boneca na sua caixa de vidro de modo a que não posso fazer mal a mais ninguém. Após esta introdução começamos a acompanhar a filha do casal, Judy, e a forma como lida diariamente com a profissão dos pais entre outros dilemas pessoais que começa a enfrentar. Tudo isto com a ajuda da sua babysitter que adora Judy e envolve-se cada vez mais em determinadas questões.
A história deste filme poderia ter sido melhor explorada dada a ênfase atribuída a Judy. Uma pena que a páginas tantas se torne mais um filme da moda com adolescentes a fugirem de espíritos.
Actores mais ou menos e muitos jump-scares, ainda assim é uma boa tentativa e quem apreciou os dois filmes anteriores, certamente também gostará deste.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

The Wind (2018)

Sinopse: Há muito que Elizabeth Macklin sente uma presença maléfica nos seus terrenos, mas não há nada que faça o marido pensar que não sejam apenas superstições. Quando um casal se instala numa casa decrépita ao seu lado, começa a passar por episódios estranhos e a paranóia em Elizabeth volta ao de cima. Com uma maior experiência em documentário, esta é a primeira ficção de Emma Tammi, que se atira de cabeça para um thriller western com toques sobrenaturais e que, à maneira do "The Witch", pega em elementos do folclore Americano para reescrever a história do terror. Emma Tammi revela mestria no uso do silêncio para nos fazer sobressaltar nos momentos altos do filme, assumindo influências de filmes como "The Shining" e "Carrie"."The Wind" estreou no festival de Toronto em 2018.

Opinião: Sendo que o Folk Horror foi um dos subgéneros fortes do MOTELX 2019, The Wind era uma longa a ver embora seja a primeira ficção da realizadora.
A acção não é muito complexa, situada no velho oeste americano no meio de nada, Lizzy acredita que existe algo paranormal na sua casa que surge principalmente de noite. O marido de Lizzy não acredita nestas superstições e quando um casal se instala numa casa perto deles, os eventos estranhos intensificam-se sendo que a determinada altura também o espectador duvida da sanidade mental de Lizzy.
Com uma boa cinematografia e interpretação decente, falha na homogeneidade da história, por vezes confusa e embora o suspense seja criado e nos envolva em alguns momentos acaba por perder com o final.
Com muito potencial mas mal aproveitado.

Nota: 5/10

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

The Hole in the Ground (2019)

Sinopse: Tentando fugir de um passado traumático, Sarah começa uma nova vida nas proximidades de uma vila rural com o filho, Chris. Na sequência da descoberta de uma misteriosa cratera na floresta próxima da sua nova casa, Sarah procura saber se as perturbadoras mudanças que se manifestam em Chris resultam de algo mais sinistro e ameaçador que os seus próprios medos maternais. Na primeira longa-metragem de Lee Cronin, vencedor do Méliès d’Argent de 2014 com a curta “Ghost Train”, o medo não nasce apenas de uma estranha cratera na floresta mas também de circunstâncias domésticas. Com referências a “The Shining” de Kubrick, o guião inspira-se em folclore e mitologia.Estreia mundial na última edição do Festival de Sundance.

Opinião: Uma produção irlandesa com uma criança maléfica parecem os ingredientes ideias para nos deixar colados ao ecrã em permanente sobressalto e de alguma maneira não falhou.
A acção situa-se numa aldeia rural onde Sarah e o seu filho Chris chegaram para iniciar uma vida nova. Após uma discussão devido aos eventos que os levaram até ali, Chris foge e depois disso parece já não ser o mesmo. A cinematografia é bem conseguida ressalvando o clima típico irlandês o que por si só já confere a atmosfera idílica e mitológica suficientemente assustadoras. As personagens muito bem com destaque para Sarah que consegue transmitir perfeitamente a situação de mãe desesperada em aparente loucura ou não. O que perde nesta longa, é de facto a falta de mais explicação e desenvolvimento de alguns factos, nomeadamente o buraco no chão e uma situação semelhante à dos protagonistas que poderia ser mais bem explicada.
Ainda assim é um interessante thriller.

Nota: 6/10

Tumbbad (2018)

Sinopse: Índia, século XIX: nos arredores de uma aldeia decrépita chamada Tumbbad vive Vinayak, o filho bastardo do chefe da aldeia, obcecado com um tesouro ancestral mítico. Vinayak suspeita que o segredo resida na sua bisavó, uma bruxa amaldiçoada que dorme há séculos. Ao confrontá-la, é colocado de forma imediata frente a frente com o guardião do tesouro, um deus maléfico que há muito não acordava. Um simples desejo de encontrar umas moedas rapidamente escala para uma missão descontrolada que dura várias décadas. "Tumbbad" é um filme de terror de época que nos chega directamente da Índia, a primeira obra de RahI Anil Barve e co-realizada por Adesh Prasad. Estreou na semana da crítica da 75ª edição do festival de Veneza.

Opinião: Com uma sinopse interessante e uma avaliação de IMDB bastante elevada, achei que este filme vindo de terras indianas era merecedor da visualização.
A acção é baseada numa lenda indiana e acompanha Vinayak, um rapaz que vive obcecado com um tesouro escondido que poderia melhorar a sua vida numa índia sob domínio dos ingleses. Em idade adulta regressa a Tumbbad em busca da bisavó e descobrir como chegar a este tesouro. A cinematografia deste filme é espectacular, a história absolutamente bem escrita e ainda nos presenteia com uma reflexão sobre alguns aspectos sociais. De facto, no meio de tantos "cortar/copiar/colar", Tumbbad é uma pérola com todos os elementos necessários a uma história de sucesso.

Nota: 8/10

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro (2019)

Sinopse: Vários adolescentes vêem-se obrigados a enfrentar os seus piores medos numa tentativa desesperada de salvar as suas vidas. O que mais lhes poderá acontecer?


Opinião: Mais uma longa de André Øvredal, realizador de O Caçador de Trolls e A Autópsia de Jane Doe, embora reticente com o tema este realizador não tem desiludido embora arriscando pouco.
A acção é situada nos anos 70 e acompanha um grupo de adolescentes que com pouco para fazer decidem entrar numa casa assombrada na noite de Halloween onde fazem algumas descobertas que os coloca em risco de vida. É um filme claramente da moda, com adolescentes, dentro do estilo de Strangers Things, It, Super Dark Times, com o toque de Del Toro. Poucos jump scares, algumas piadas interessantes e uma cinematografia razoável, não é nada de especial mas um filme bom para entreter. A conclusão desta longa poderia ter sido mais bem elaborada.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Nós (2019)

Sinopse: Um pai e uma mãe levam os filhos para a sua casa de praia, esperando passar uns momentos descontraídos com a família e os amigos. Só que a tranquilidade e a alegria transformam-se em tensão e caos quando chegam algumas visitas que não foram convidadas… Um pesadelo saído da cabeça do galardoado cineasta Jordan Peele.

Opinião: Não fiquei muito fã de Get Out e por isso não fiquei entusiasmada com esta nova longa de Jordan Peele. No entanto e mantendo o mesmo estilo, Nós revelou-se uma surpresa, pelo menos para mim.
A acção acompanha uma família em férias na casa de praia onde lhes surge uma família na entrada da casa. Neste momento somos transportados para um ambiente do género The Strangers com uma premissa, viremos depois a saber, um pouco diferente. A ideia é interessante, a cinematografia, em especial a banda sonora, estão espectaculares. Reviravolta final que ninguém estaria à espera mas da qual tivemos muitas pistas ao longo do filme. Os actores irrepreensiveis com destaque para Lupita Nyong'o.
Embora com algumas coisinhas por explicar, recomendo.

Nota: 7/10

quinta-feira, 18 de abril de 2019

A Maldição da Mulher Que Chora (2019)

Sinopse: La Llorona. Ou a Mulher Que Chora. Trata-se de uma horrenda aparição, que se encontra entre o Céu e o Inferno, aprisionada num destino terrível que ela própria originou. Ainda em vida, num ataque de fúria provocado por ciúmes, La Llorona afoga os próprios filhos num rio revoltoso, lançando-se de seguida atrás deles. Quem ouvir o seu choro, durante a noite, ficará amaldiçoado.
La Llorona persegue crianças, numa tentativa desesperada de substituir as suas. Ignorando o inquietante alerta de uma mãe perturbada que se suspeita maltratar os filhos, uma assistente social e a sua família depressa se veem envolvidos num assustador mundo sobrenatural. A única esperança de escapar à sua cólera mortífera parece estar nas mãos um padre desiludido e do misticismo que pratica para manter o mal à distância. Mas nada a demoverá da sua missão de os arrastar até à penumbra.

Opinião: Embora com James Wan na produção, a desilusão com A Freira Maldita foi tão grande que a expectativa para La Llorona era quase nula. Com a cortesia do Motelx lá fui à ante antestreia.
A acção tem uma história simples mas eficaz, afinal nem sempre histórias muito elaboradas, ou não, querem dizer qualidade. Somos contextualizados da história da Mulher Que Chora e enquadrados no drama familiar de Anna, viúva com dois filhos. História e simpatia pelas personagens aliada a uma excelente cinematografia, faz-nos ficar colados ao ecrã durante 1h30 para ver o que acontece a seguir. Jump scares, uma conclusão final muito boa e uma piada ou duas sem estragar a tensão. Ponto negativo, a meu ver, foi a personagem do curandeiro, muito pouco credível, dá ideia que não fez grande coisa para ajudar esta família.
La Llorona não é nada de espectacular mas é decididamente um filme a não perder.

Nota: 8/10

sábado, 29 de dezembro de 2018

Slender Man (2018)


Sinopse: Numa pequena cidade do estado de Massachusetts, Estados Unidos da América, quatro raparigas do ensino secundário decidem fazer um ritual na tentativa de desmascarar o mito de Slender Man. No meio do ritual, uma das raparigas perde-se misteriosamente, fazendo com que as colegas acreditem que esta foi, de facto, a última vítima de Slender Man.

Opinião: Slender Man era um filme que prometia muito e o adiamento da sua estreia devido a complicações com o primeiro trailer conseguiu de alguma maneira aguçar a curiosidade.
A história lembra tantos outros filmes e não é nada de original: quatro adolescentes fazem um ritual (ao estilo The Ring) esperando invocar o Slender Man. De facto, uma das jovens desaparece e as outras começam a ter alucinações. A partir daqui, o guião é péssimo, as personagens sem profundidade e sem interesse e as sucessivas aparições do Slender Man fazem com que esta longa se torne aborrecida, sem interesse e pouco assustadora. 
Ponto positivo, a cinematografia bem como a maquilhagem são bastante boas, é pena o resto não acompanhar.


Nota: 5/10

domingo, 2 de dezembro de 2018

Sei Que Estás Aqui (2018)

Sinopse: Uma jovem desperta após nove anos em coma. Durante esse período, um fenómeno apocalíptico matou milhões de pessoas e deixou o mundo habitado por escassos seres humanos, que deambulam por um cenário de horror e escuridão. Baseado no romance “Break My Heart 1000 Times”, de Daniel Waters.

Opinião: Pessoalmente, seria muito difícil de agarrar este filme para visionar caso o mesmo não estreasse em Portugal e normalmente o que estreia por cá é um perigo.
A acção até começa de forma interessante criando alguma profundidade nas personagens. Veronica Calder vive uma adolescente perturbada que perdeu o pai num evento apocalíptico que matou milhões de pessoas. À medida que a acção decorre somos mais ou menos esclarecidos sobre o que se passou nesse evento e as consequências que ficaram, nomeadamente um mundo onde vivem uma espécie de espíritos de pessoas que morreram.
A premissa é interessante e os actores não são maus mas a história e o guião,embora cativem na primeira metade do filme, perdem tudo já para o final. 
É de facto uma pena ver tão boas ideias serem tão mal aproveitadas ultimamente.

Nota: 5/10

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Os Indesejados (2009)

Sinopse: Anna regressa a casa após um período de internamento numa clínica psiquiátrica no seguimento da trágica morte da sua mãe. Descobre, então, que a antiga enfermeira da sua mãe, Rachel, se mudou para a sua própria casa e ficou noiva do seu pai, Steven. Pouco depois de tomar conhecimento destas notícias chocantes, apercebe-se que é visitada pelo espírito da sua mãe que a avisa das intenções maléficas de Rachel. Juntas, Anna e a sua irmã, têm de convencer o pai que a sua actual noiva não é quem aparenta ser e, o que deveria ter sido um feliz encontro de família, torna-se num confronto mortal entre as enteadas e a sua madrasta.

Opinião: Não tendo ficado muito impressionada com o original coreano "A Tale of Two Sisters", fiquei com esperança que este remake viesse corrigir o que houve de errado no primeiro.
Ao contrário do que se passou com muitos remakes de origem asiática, este filme prima por transpor completamente a acção para o cenário americano (o que não aconteceu com The Grudge que se passa com actores americanos num espaço japonês) e no meu entender vem colmatar algumas falhas que se verificaram filme original. Muito mais tenso, com um guião muito melhor, menos aborrecido e mais coerente, Os Indesejados resulta não só como standalone mas também como remake.


Nota: 6/10




História de Duas Irmãs (2003)

Sinopse: Duas irmãs regressam a casa depois de um período de internamento, para continuarem a recuperação. Com o que não contavam era com os modos estranhos e a crueldade da madrasta e muito menos com a presença de um estranho fantasma. Vão viver os piores momentos das suas vidas...

Opinião: Visionei este filme no âmbito do MOTELx mas nunca escrevi sobre o mesmo. Embora a pontuação do mesmo seja alta no IMDB, não fiquei muito impressionada.
A acção não é mais do que a sinopse entrega de imediato: duas irmãs que regressam a casa para encontrar uma madrasta cruel e um fantasma. Ainda assim, tinha tudo para ser um excelente filme não fosse o fraco guião, o passo lento com que a acção avança e a sua extensão.
De uma forma geral, gosto muito dos filmes que vêm deste lado do mundo (este sul-coreano) e Kim Jee-woon viria a provar melhor a sua qualidade alguns anos mais tarde, no entanto este filme torna-se aborrecido ainda que os actores façam um excelente trabalho.
É importante salientar que não compreendo comentários quer classificam esta longa como uma obra-prima do cinema asiático.

Nota: 5/10

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Condomínio (2017)

Sinopse: Phil muda-se com as filhas para um Condomínio onde irá trabalhar como Supervisor, e onde, estranhamente, vários inquilinos têm vindo a desaparecer. O mistério adensa-se com a chegada da sua família e nada os prepara para a inesperada origem destes desaparecimentos...

Opinião: Sou fã de Val Kilmer mas reconheço que nos últimos anos tanto lhe corre muito bem como lhe corre muito mal e por esse motivo estava um pouco reticente relativamente a este filme. 
A acção tem uma premissa muito simples com um pai em dificuldades a ser contratado para trabalhar num edifício nova iorquino e mudando-se para o mesmo com as duas filhas. Logo no inicio a nossa atenção é captada pela cena de abertura seguindo-se o clima de desconfiança com o desaparecimento de mais pessoas no prédio.
Val Kilmer apresenta-se num papel secundário onde faz um excelente trabalho com o pequeno apontamento da sua voz estar um pouco estranha dando ideia, por vezes, de que terá havido um pequeno trabalho de edição na mesma. Todos os outros actores são bastante bons bem como a cinematografia de um modo geral.
O ganho deste filme é, de facto, a reviravolta final de que ninguém está à espera e que é surpreendente.

Nota: 7/10

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Puen Tee Raluek (2017) aka The Promise

Sinopse: Em 1997, ocorreu na Tailândia um desastroso crash financeiro que deixou, do dia para a noite, milhares de famílias sem nada. O futuro brilhante que duas amigas, Boum e Ib, imaginaram para si mesmas, desmorona-se quando descobrem que as suas famílias estão falidas. As obras de construção de um condomínio de luxo, em que os pais delas investiram em conjunto, foram suspensas. Todos os seus bens são apreendidos para pagar dívidas. Incapazes de aceitar a dura realidade, decidem juntas pôr um término à sua vida numa das torres inacabadas. A promessa, no entanto, não é encarada de igual forma pelas duas amigas.

Opinião: Mais uma aposta no escuro num filme oriental, The Promise é um filme tailandês de 
Sophon Sakdaphisit cujo nome já não nos é estranho. Ladda Land e Shutter são bons filmes onde participou como escritor.
A acção começa com duas melhores amigas, filhas de famílias abastadas, que de repente se vêm em dificuldades devido a um crash financeiro. Perante uma série de dificuldades prometem fazer sempre tudo juntas e decidem suicidar-se juntas. A esta altura, já o espectador está completamente cativado pelas personagens, o que é um ponto interessante visto na maior parte dos filmes orientais haver uma componente dramática que não existe (ou existe de forma bastante banal) em outros filmes em que a violência é entregue gratuitamente. A construção da tensão e a cinematografia estão muito boas mas são mesmo os actores que são soberbos neste filme.
Tenso, com um final interessante e com uma carga dramática enorme, é um filme a não perder.

Nota: 7/10

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Pengabdi Setan (2017) aka Satan's Slaves

Sinopse: Rini tem vivido em casa da avó com os pais e os três irmãos mais novos depois de terem vendido a sua para comprar medicamentos para a mãe, que padece de uma doença misteriosa há anos. Após a sua morte, o pai de Rini ausenta-se em trabalho. Mas cedo começam a sentir presença da mãe na casa. As coisas pioram quando os jovens se apercebem que este regresso não é apenas para os visitar mas para os levar com ela.

Opinião: Nunca havia visto um filme indonésio, de terror ou não, e pareceu-me este uma boa escolha para ser o primeiro. Na verdade, se todos os filmes indonésios têm esta qualidade, então venham eles em força.
A acção apresenta-nos uma família que sofre com a misteriosa doença da mãe e consequentemente com a falta de meios para sustentar toda a situação. O aspecto da mãe doente lembra em muito filmes como "The Grudge" ou "The Ring" e isso por si só, parece sugerir que talvez exista uma presença demoníaca envolvida nesta suposta doença. O desenvolvimento desta suposição ganha forma após a morte da mãe. Esta longa é-nos entregue de forma lenta mas não demasiado lenta: apenas o suficiente para absorvermos a magnifica cinematografia, a música, a genial construção da tensão e os actores muito bons. É assustador, tem uma muito boa história e prende-nos do principio ao fim.
Este é mesmo um must-see.

Nota: 8/10

The Nun - A Freira Maldita (2018)

Sinopse: Quando uma jovem freira numa abadia isolada na Roménia tira a sua própria vida, um padre com um passado assombrado e uma noviça no limiar dos seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigarem este caso. Juntos descobrem o segredo profano da ordem. Pondo em risco as suas vidas, a sua fé e as próprias almas, confrontam uma força maléfica na forma da mesma freira demoníaca que aterrorizou os espectadores em “The Conjuring 2”, e a abadia torna-se num campo de batalha entre os vivos e os malditos. Depois de “Annabelle”, trata-se do segundo spin off da saga realizada por James Wan, que aqui surge como produtor. Nos créditos encontramos também Gary Dauberman, argumentista de “It” e na realização Corin Hardy, conhecido do público do MOTELX quando veio apresentar “The Hallow” em 2016.

Opinião: Um dos filmes mais aguardados do ano que tive a oportunidade de assistir em antestreia. Apesar de todo o alarido em volta deste spin off, mantive as minhas expectativas em baixo caso pudesse haver alguma surpresa e, de facto, as minhas suspeitas confirmaram-se.
Um padre é chamado ao Vaticano para investigar a morte de uma freira na Roménia sendo-lhe pedido para levar consigo uma jovem noviça para o ajudar na tarefa. O porquê da escolha deste padre e desta noviça permanece inexplicável. A acção é muito básica não providenciando nem o mistério, nem a profundidade necessária às personagens para cativar o espectador. Para além disso, em muitos momentos em que parece que a tensão vai crescer, é cortada abruptamente pelas piadas de Maurice que é tido, penso eu erroneamente, como elemento de pouco interesse.
Taissa Farmiga faz um trabalho magnifico na sua interpretação mas não é o suficiente para salvar este filme. Cheio de clichés, sem história, sem uma construção de tensão propriamente dita mas com uma boa cinematografia e banda sonora, A Freira Maldita ficou muito aquém do expectável tendo em conta todos os elementos que tinha a seu favor.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Corredor Assombrado (2018)

Sinopse: Kathryn Gordy é enviada para o conceituado Blackwood, um colégio interno para raparigas problemáticas situado numa mansão isolada, onde os pais esperam que ela aprenda a comportar-se. Assim que ali chega, conhece Madame Duret, uma mulher austera e pouco condescendente que gere a instituição com o máximo rigor. É então que Kathryn e as colegas se apercebem de que, quando a noite cai, algo de sobrenatural começa a cercar o lugar e que estão impossibilitadas de comunicar com o exterior…


Opinião: Uma das raras estreias de filmes de terror em Portugal, é sempre a não perder a oportunidade de as visionar. Corredor Assombrado estreou no passado dia 15 de Agosto.
A acção segue uma jovem problemática cujos pais se vêem obrigados a enviá-la para um colégio interno. Depressa percebe que este colégio é diferente dos outros: apenas 5 alunas problemáticas que quase de repente se começam a destacar em determinadas artes.
A primeira parte do filme consegue ser bastante enigmática e misteriosa com uma interessante cinematografia, já a segunda parte torna-se um pouco tonta, com diálogos por vezes ridículos e culminando num final previsível.
Relativamente aos actores, merece destaque AnnaSophia Robb e uma cara triste para Uma Thurman cuja performance é medíocre.
Entretém mas não é nada de especial.

Nota: 6/10

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Hereditário (2018)

Sinopse: Quando Ellen, a matriarca da família Graham, morre, a família da sua filha começa a desvendar segredos enigmáticos e aterradores sobre os seus antepassados. Quanto mais descobrem, mais se veem emaranhados no sinistro destino que herdaram. Uma tragédia familiar torna-se assim em algo sinistro e profundamente desconcertante, levando o género do terror a novos patamares com esta história sobre o pesadelo de heranças familiares.

Opinião: Embora com um realizador a estrear-se nas longas metragens, criei algumas expectativas pois com tantos filmes que têm estreado e que não têm sido grande coisa, este podia ser algo de novo. Cumpriu a expectativa nalguns aspectos.
A acção começa mais como um drama familiar, com o funeral da matriarca da família e um estranho período de luto acompanhado de alguns fenómenos inexplicáveis. Com a inesperada chegada de outra tragédia nesta família, este filme toma contornos de um drama bem tenebroso. Aster é um mestre na construção da tensão, do pânico e do drama familiar. A cinematografia absolutamente espectacular: o som, o espaço e o ritmo com que a acção avança aliada a uma excelente performance dos actores (destaque para Toni Collette) cria o ambiente perfeito de horror e loucura.
O ponto negativo é o final. A reviravolta final não é bem isso e depois de quase duas horas a ser envolvida neste clima de horror, em dez minutos se conclui este filme de forma pouco memorável.
Espero ansiosamente pelo próximo trabalho de Ari Aster com as devidas correcções às falhas da sua estreia.


Nota: 7/10

domingo, 15 de abril de 2018

Lights Out - Terror na Escuridão (2016)

Sinopse: Quando Rebecca saiu de casa, ela julgou que tinha deixado os seus medos de infância para trás. Durante toda a sua vida, nunca teve realmente certeza do que era, ou não, verdadeiro assim que as luzes se apagavam… e agora o seu irmão mais novo, Martin, está a viver os mesmos inexplicáveis e aterradores episódios, que outrora testaram a sua sanidade e ameaçaram a sua segurança. Uma entidade assustadora, com uma misteriosa ligação à mãe dos irmãos, Sophie, reaparece. Assim, à medida que Rebecca aprofunda a investigação e chega mais perto de desvendar a verdade, as suas vidas passam a estar em perigo… assim que as luzes se apagam.


Opinião: Conhecendo a curta-metragem apresentada pelo realizador (podem vê-la aqui: Lights Out Curta), a premissa para um bom filme estava dada e a grande expectativa estava já construída.
Em termos de acção, o conceito está interessante, no entanto acho que lhe falta um pouco de construção inicial com vista a envolver um pouco mais o espectador. O ambiente de tensão resulta na primeira meia hora de filme mas depois torna-se repetitivo e de pouco interesse. A acção atinge o ponto do aborrecido e alguns momentos são até ridículos. As personagens são mais ou menos bem como o guião.
Com tanto potencial, é uma pena que a tentativa de colocar tantas ideias na longa metragem tenha desviado 

Nota: 5/10

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A Maldição da Casa Winchester (2018)


Sinopse: Num terreno isolado, a 80 quilómetros de São Francisco, encontra-se a casa mais assombrada do mundo. Construída por Sarah Winchester, herdeira da fortuna dos Winchester, é uma casa infindável. Construída de forma maníaca e incessante, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ao longo de décadas, ergue-se por sete andares e contém centenas de quartos. Para quem vê de fora, parece um monstruoso monumento à loucura de uma mulher. Mas ela não constrói para si, para a sua sobrinha ou para o atormentado Doutor Eric Price por ela convocado para a casa. Está a construir uma prisão, um asilo para centenas de fantasmas vingativos, e os mais aterradores deles têm contas a ajustar com os Winchester...

Opinião: Baseado na história verídica de Sarah Winchester, nem de propósito obcecada com o número 13, este filme era bastante aguardado e com muita expectativa.
A acção começa com um pequeno retrato do médico Eric Price, viciado em láudano e em sofrimento com a morte da sua mulher, que é chamado pelos sócios de Sarah Winchester para avaliar o seu estado de sanidade com vista a conseguirem os 51% que ela detém na empresa de armas. Até nos ser apresentada Sarah Winchester, é construído um clima de tensão e curiosidade relativamente a ela; após a conhecermos, todo o resto da acção não traz nada de inovador e não acrescenta nada de especial relativamente à história original. Com apenas alguns sustos, fica o sentimento de faltar mais qualquer coisa.
A cinematografia é interessante, grande parte da acção passa-se dentro desta casa vitoriana tão peculiar, e a nível de actores só o papel de Helen Mirren merece algum destaque.
Será de salientar a clara alusão/crítica ao uso livre de armas nos Estados Unidos, tema tão inflamado nos dias que correm.

Nota: 6/10