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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Cold Skin (2017)

Sinopse: Nos limites do círculo Antártico, pouco depois do término da 1.ª Guerra Mundial, um barco a vapor aproxima-se de uma ilha desolada longe das rotas marítimas. A bordo encontra-se um jovem, prestes a assumir o cargo de observador meteorológico e a viver em solidão no fim da terra. Mas em terra não encontra vestígios do homem que vinha substituir, apenas um náufrago que testemunhou um horror do qual se recusa falar. Durante os próximos 12 meses o seu mundo consistirá de uma cabana, árvores, rochas, silêncio e mar em redor. Até que a noite começa a cair…

Opinião: Assim que vi a sinopse deste filme, lembrei-me de imediato de algo do género da série The Terror, embora situada em épocas diferentes. De facto, embora haja algumas semelhanças, Cold Skin é bastante diferente.
A acção começa com um jovem que vai substituir um homem no cargo de observador meteorológico durante um ano numa ilha isolada. Claramente, Friend, pretende fugir de algo na sua vida e aproveitar um ano de paz e sossego. Ao chegar à ilha tenta levar uma vida tranquila até que recebe umas visitas estranhas durante a noite.
A cinematografia é magnífica: tudo brilhantemente captado acompanhado de música excelente e com bons actores. É difícil explicar o ponto negativo deste filme sem ser spoiler mas vou tentar fazê-lo. A história é confusa, os motivos pelos quais acontecem certas coisas não são clarificados e acaba por deixar toda uma série de perguntas por responder. Implicitamente, quererá o realizador transmitir e condenar uma situação de xenofobia mas com uma história pouco coerente.

Nota: 5/10

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Um Lugar Silencioso (2018)

Sinopse: Em "Um Lugar Silencioso", uma família vive, em silêncio, ameaçada por misteriosas criaturas que caçam através do som.

Opinião: Depois de tantas boas críticas a um filme com cerca de 10 minutos de diálogo no total e sendo uma das poucas estreias de horror que nos oferecem em Portugal, não podia perder esta prometedora longa.
A acção mostra-nos uma família, casal e três filhos, num cenário de sobrevivência face a criaturas que atacam o som. O facto de tudo se encontrar em silêncio e uma cena muito particular logo no inicio deixam-nos colados ao ecrã, constantemente nervosos e atentos e é desta maneira que somos conduzidos ao longo deste thriller. A tensão aumenta quando percebemos que a mãe está grávida e rapidamente começamos sozinhos a magicar como é que irá ocorrer o trabalho de parto e como serão as coisas depois do bebé nascer. Para além da componente de horror, Krasinski coloca-nos uma componente de drama no sentido do quão estaremos dispostos a fazer pelos nossos filhos.
Os actores são magníficos com destaque especial para Millicent Simmonds, a filha surda que no fundo é o motivo pelo qual toda a família se conseguir comunicar por linguagem gestual.
Pela originalidade, cinematografia e excelentes actores recomendo muito.

Nota: 9/10

domingo, 4 de março de 2018

A Forma da Água (2017)

Sinopse: Uma fábula maravilhosa, passada na América de 1962, com a Guerra Fria em pano de fundo. No laboratório secreto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa está presa numa vida de isolamento. A vida de Elisa muda para sempre quando ela e a sua colega Zelda descobrem uma experiência secreta.


Opinião: Sendo um filme de Guillermo del Toro, que raramente nos desilude, e um candidato aos Óscares 2018 a sua visualização tornou-se imperativa.
A acção começa num laboratório secreto do governo para onde é levada uma criatura do mar, aparentemente uma espécie de homem anfíbio. Elisa, uma empregada de limpeza muda, simpatiza com este ser e quando percebe quais as ideias que têm para ele decide ajudá-lo em conjunto com a sua colega e um médico. A partir daqui assistimos a um conto de fadas moderno com alguns toques típicos de Guillermo del Toro.
Os actores são excelentes com destaque para a interpretação de Sally Hawkins e a caracterização deste monstro da água está também bem conseguida. Os pontos negativos vão mais para a extensão do filme que em certos momentos se torna aborrecido, no entanto quem aprecia o lado negro da fantasia de Del Toro, não vai ficar desapontado com este romance de "horror".

Nota: 6/10

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

The Void (2016)

Sinopse: Quando um misterioso e violento culto ameaça assaltar um hospital isolado, um agente da polícia, juntamente com o pessoal do hospital, preparam-se para fortificar o edifício e impedir a entrada dos estranhos. Mas, enquanto aguardam aquele que será provavelmente o combate das suas vidas, irão descobrir que o verdadeiro terror já se encontra dentro do hospital. Combinando a atitude estética do terror moderno dos anos 1970 com os efeitos especiais artesanais que dominaram os filmes de monstros dos anos 1980 e início dos 1990, os realizadores canadianos Steve Konstanski e Jeremy Gillespie, que começaram no colectivo Astron-6 (“Father’s Day”), apresentam-nos este conto aterrador pejado de tensão e claustrofobia intensas reminiscentes de “The Thing”, de John Carpenter.

Opinião: Após ler algumas sinopses, todas evidenciavam semelhanças com "The Thing" de Carpenter e inclusive mencionavam este filme como uma masterpiece. Com a expectativa ligeiramente elevada percebi depressa que embora existam semelhanças a nível de efeitos, a qualidade não é de todo comparável.
A acção é um pouco confusa tendo como ponto de partida um agente da polícia que encontra um homem ferido na estrada e o leva para o hospital. Neste hospital, coisas estranhas estão a ocorrer, não necessariamente relacionadas com a acção inicial. As personagens não despertam interesse ou simpatia e o guião é bastante medíocre. Um ponto positivo para quem aprecia ou cresceu com filmes de terror dos anos 80, vai apreciar os efeitos especiais bem como a atmosfera e o cenário criados.
Penso que o filme perde na tentativa de misturar várias influências pois de facto consegue, e bem, remeter-nos para uma série de clássicos do horror mas no fim traduz-se em nada.
Não aconselho de todo.


Nota: 5/10

domingo, 10 de março de 2013

A Descida - Parte 2 (2009)


Sinopse: Ferida, desesperada e coberta com o sangue das suas companheiras desaparecidas, Sarah consegue emergir do complexo de grutas onde se encontrava perdida, embora se encontre irracional e sem memória do que lhe aconteceu.

Céptico sobre o relato de Sarah e convencido que a sua psicose esconde segredos sombrios, o Xerife Vaines (Gavan O’Herlily) inicia a sua investigação ao desaparecimento do grupo de jovens. Juntamente com a sua colega Rios (Krysten Cummings) e com a equipa de resgate de Dan (Douglas Hodge), Greg (Joshua Dallas), e Cath (Anna Skellern), decide forçar Sarah a voltar à caverna com o objetivo de resgatar o resto do grupo, onde vão encontrar o pior pesadelo das suas vidas.


Opinião: Como seria de espera esta foi mais uma sequela escusada. Tendo em conta a maioria das sequelas, esta até se encontra numa posição bastante boa pois não sendo nada de especial consegue ser melhor que muitas.
A acção começa exactamente onde o primeiro filme terminou. Sarah consegue sair da gruta, é salva e ainda em choque é levada por um grupo de resgate que a leva novamente para dentro das grutas. Parece-me pouco credível obrigarem um vitima em choque a voltar ao local que a deixou assim. Tudo o resto é mais do mesmo em relação ao primeiro filme, os mesmos sustos, as mesmas criaturas, o mesmo gore, tudo igual salvo um pormenor ou outro em termos de história.
Não sei se terá sido impressão minha mas este filme deixa umas aberturas para uma terceira parte o que espero que não venha acontecer quando até sou da opinião que o primeiro filme deveria ser isolado. Nada a apontar aos actores e ao ambiente pois é igual ao filme anterior.
Nada de especial por já não ser novidade embora continue a ser assustador.

Nota: 6/10

A Descida (2005)

Sinopse: Passado um ano de um trágico e horrendo acidente, seis amigas voltam a encontrar-se para a sua viagem anual, desta vez para uma parte remota das montanhas Apalaches. Já bem dentro da caverna, dá-se o desastre e uma rocha cai, bloqueando o caminho de volta à superfície. As raparigas descobrem que a líder da exposição, a imprudente Juno, as levou a uma gruta inexplorada, de onde ninguém as virá salvar. 
O grupo separa-se e põe-se a caminho na esperança de encontrar uma saída. Mas, existe mais qualquer coisa a observar debaixo da Terra (uma raça de monstros humanóides, que estão adaptados perfeitamente à vida na escuridão). À medida que as amigas percebem que são elas as presas, libertam o seu instinto mais primordial numa guerra contra um horror inexplicável - que ataca sem aviso, de novo e de novo e de novo…

Opinião: Um filme que prova que o mais assustador não é aquilo que se vê mas sim aquilo que não se vê. Rodado em apenas sete semanas, A Descida é um filme que mistura The Hills Have Eyes com The Cave.
A acção começa de forma muito natural com um grupo de amigas exploradoras que se deslocam no seu encontro anual para explorar uma gruta. O suspense começa a ser construído de forma muito subtil, todos percebemos que há algo errado mas não sabemos exactamente o quê. Depois da revelação da líder de que se encontram numa gruta inexplorada o pânico é crescente aliado ao que espreita no escuro e que começa a atacá-las. 
O ambiente de gruta é explorado sublimemente com efeito de câmara e jogos de luzes e é de facto muito assustador e tenso.
As actrizes também fazem um bom trabalho com bons diálogos sem cair no cliché.
Recomendo.

Nota: 7/10