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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

The Poughkeepsie Tapes (2007)

Sinopse: A descoberta de centenas de cassetes de vídeo com torturas, mortes e desmembramentos numa casa abandonada revela o reinado de terror de um assassino em série que cometeu homicídios durante uma década.

Opinião: Tenho andado a falhar nos visionamentos e também nas opiniões, principalmente porque os filmes dos últimos tempos não têm sido grande coisa. Assim decidi procurar alguns filmes mais antigos que ainda não tivesse visionado e deparei-me com este.
A acção decorre ao estilo de documentário e acompanha uma investigação policial a um assassino em série que vem a ser documentada por cassetes encontradas numa casa com filmagens caseiras do próprio assassino com as suas vítimas.
Somos guiados através de declarações das famílias, mais focada em Cheryl Dempsey, análises de detectives, profilers do FBI, médico-legistas e especialistas em investigações deste género suportados por imagens das cassetes encontradas. A história de Cheryl acaba por ser cativante e as cassetes assustadoras, não só pelo que mostram mas pelo que não mostram mas sugerem.
Um filme muito bom dentro do género "found footage", com actores a fazer um bom trabalho e uma maneira especial de nos prender ao ecrã ao nos cativar a perceber a mente do assassino em série.
A não perder.

Nota: 7/10

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O Bosque de Blair Witch (2016)

Sinopse: James e os seus amigos Peter, Ashley e a estudante de cinema Lisa aventuram-se agora pelo mesmo bosque denso, cada um com uma câmara, para desvendar os mistérios que cercam os transpostos desaparecimentos.


No início, o grupo tem esperança em desvendar algumas pistas, especialmente quando os moradores locais Lane e Talia oferecem-se para ajudar como guias através da escura e sinuosa floresta. Mas com o avançar da noite, o grupo é intercetado por uma presença ameaçadora. Lentamente, começam a perceber que a lenda é muito real e muito mais sinistra do que eles poderiam ter imaginado.

Opinião: À semelhança dos demais, fui grande fã do Projecto Blairwitch que despoletou grande parte dos filmes género Found Footage e como naturalmente, a curiosidade por esta produção era muito. No entanto, a expectativa era baixa pois estas produções visam fazer algum lucro com sucessos passados e é muito raro correr bem e não me enganei.
A acção tem como fio condutor a procura de James pela irmã  Heather, uma das jovens desaparecidas  no primeiro filme.
Nada de inovador ou surpreendente ocorre durante toda a acção, os actores são bastante fracos e pouca ou nenhuma empatia conseguem criar no espectador.
Em termos de ambiente, existem de facto momentos assustadores mas não o suficiente para fazer desta longa um grande filme.
Muito fraco.

NOTA: 4/10

sábado, 10 de setembro de 2016

Holocausto Canibal (1980)

Sinopse: Uma equipa de filmagens, liderada pelo realizador Alan Yates, desaparece sem deixar rastos enquanto roda um documentário sobre canibais na Amazónia. O professor Monroe lidera uma equipa de salvamento, mas só encontra as bobinas deixadas pela equipa desaparecida. Em Nova Iorque, ele e os executivos da estação de TV assistem, em choque, ao material bruto filmado por Yates.

 “Cannibal Holocaust” foi banido em vários territórios e Deodato acusado de homicídio em Itália, tendo de provar que os seus actores estavam vivos. O realizador usou de forma engenhosa os mecanismos daquilo que se viria a chamar “found footage”, tornado popular com “The Blair Witch Project”, quase 20 anos depois.

Opinião: Pouco haverá mais a dizer sobre um clássico como este que já não se saiba. Para a época, um filme genial que veio chocar o mundo trazendo muitos dissabores ao seu realizador Ruggero Deodato.

A primeira parte do filme está baseada na expedição da equipa de salvamento para descobrir o que aconteceu com a equipa de documentários desaparecida há dois meses. Aqui são-nos apresentados alguns dos brutais costumes das tribos envolvidas e a forma como esta equipa de salvamento tenta ganhar a sua simpatia.
Na segunda parte, Deodato explora o que 20 anos depois viríamos a classificar de “found footage”. Para além do brutal gore e violência psicológica muito bem filmados para a época, o realizador devolve também uma forte crítica social aos Estados Unidos que nos é dada de forma, por vezes, não tão subtil, com o racismo e a dicotomia entre o selvagem e o civilizado e como os dois conceitos se confundem. Esta dicotomia é bastante notada na viragem dos primeiros 50 minutos para os últimos.
Um clássico obrigatório.

Nota: 10/10

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

V/H/S/2 (2013)

Sinopse: Dois investigadores privados invadem a casa de um estudante universitário desaparecido, onde encontram uma colecção de misteriosas cassetes de vídeo com quatro filmes tão estranhos quanto grotescos, contrabandeados por uma comunidade clandestina. O segundo tomo da antologia «V/H/S», assente na linguagem do found footage, inclui segmentos com raptos por extraterrestres, seitas demoníacas e um apocalipse zombie enquadrado pelo ponto de vista de um dos mortos-vivos.

Opinião: Embora não tenha ficado impressionada com o primeiro filme, senti que deveria dar uma oportunidade ao segundo e não fiquei arrependida.
Não tão confuso quanto o primeiro, a acção começa com dois investigadores que invadem uma casa com vista a descobrir o paradeiro de um universitário desaparecido. Um dos investigadores explora a casa e a outra fica a ver as cassetes de vídeo espalhadas no chão. O ambiente criado dentro da casa é bastante tenso logo à partida. Com o visionamento dos vídeos vai sendo criado a pouco e pouco o clímax do filme.
Relativamente às 4 cassetes de vídeo, qualquer uma dessas “curtas” são muito boas ao contrário das que aparecem no primeiro filme.
Aconselho mesmo este V/H/S/2 não dispensando claro o visionamento do primeiro filme.

Nota. 6/10

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Grave Encounters 2 (2012)


Sinopse: Determinados a comprovar a teoria de que os acontecimentos do primeiro filme foram reais, uma equipa de cineastas amadores vai até o hospital psiquiátrico abandonado de Collingwood (considerado "o mais assombrado da América do Norte”). Ao entrarem no prédio, descobrem, da pior forma, que entidades malignas residem mesmo no local. Agora precisam de usar os conhecimentos que têm do filme original para sobreviverem.

Opinião: Como seria de esperar, a sequela veio desonrar o bom nome do primeiro filme. Completamente rebuscado e sem sentido, é claramente uma forma que os senhores arranjaram para sacar dinheiro à custa do sucesso de Grave Encounters I.
A acçao é um pouco descabida e os motivos que levam a equipa de cineastas a ir ate ao hospital psiquiátrico são do mais rebuscado que pode haver mas tudo bem ainda podemos dar alguma crédito pela originalidade. Depois da chegada ao hospital as coisas ocorrem da mesma forma que no primeiro filme mas com alguns exageros. A parte final do filme é do mais ridículo bem como os actores que realmente não se comparam aos do primeiro filme.
Só lhe dou 6 por respeito ao Grave Encounters I.

Nota: 6/10

terça-feira, 18 de setembro de 2012

V/H/S (2012)


Sinopse: Um grupo de delinquentes é contratado para recuperar uma cassete de vídeo de uma casa isolada. Ao entrarem no local, deparam-se com um cadáver rodeado de pilhas de cassetes. Enquanto procuram pela razão da sua missão, são presenteados com diversos vídeos horríficos, cada um mais estranho que o anterior.


Opinião: Sendo um fã do género found footage e com tantas excelentes críticas, esperava passar duas horas muito agradáveis. Afinal não foi bem assim.
A acção deste filme é bastante confusa. Começa com um grupo que descobre uma pilha de cassetes e começa a vê-las em busca de uma específica que devem encontrar. Deparamo-nos então com diversas histórias de terror já conhecidas mas não completas, apenas pequenos excertos que proporcionam momentos de susto, gore e alguma estranheza não deixando de ser tensas. No entanto, no final do filme ficamos com a sensação de que nada fez sentido com nada e que acabamos de assistir a um conjunto de vídeos sem sentido. A meu ver não teria sido necessário começar com o grupo que vai à procura da cassete pois acaba por não ter grande relevância para a história que não há.
De qualquer das maneiras aconselho apenas porque temos momentos de gore e fantasmas bem interessantes.

Nota: 5/10

sábado, 26 de novembro de 2011

The Tunnel (2011)

Sinopse: A história de ‘The Tunnel’ é passada num labirinto de túneis e numa bolsa de água que existe no subsolo de Sydney, na Austrália. O filme convida-nos a seguir Natasha e a sua equipa de filmagens numa investigação para descobrir os verdadeiros motivos pelos quais o lago subterrâneo localizado debaixo da estação de Saint James passou de ponto turístico a zona interdita.


Opinião: À partida julgava tratar-se de mais um filme de filmagens perdidas que nada de novo iria trazer ao género. Basicamente mais um. Na realidade fiquei agradavelmente surpreendida pois é uma história inteligente com bons actores embora com as habituais falhas e semelhante em muito com filmes com Projecto Blairwitch, REC etc...
A história começa com os dois sobreviventes da história a contar o que viveram intercaladamente com as imagens dessa reportagem que iam fazer nos túneis. Os primeiros 40 minutos de filme a meu ver são um pouco aborrecidos mas servem, no entanto, para dar um contexto à história. A partir daqui tudo se passa num contexto de muita tensão com um clima brilhantemente criado para dar ao espaço ao horror. Este é o filme que para se apreciar bem as suas interessantes características deve ser visionado no escuro e no silêncio, pois o som desempenha um papel muito importante em certas cenas.
Cenas gore não tem excepto algum sangue pelas paredes (para alguns já é gore suficiente) e poderia ter havido um pouco mais de contacto com o que perseguia esta equipa no escuro embora ache que o facto de o contacto ser pouco adicione mais tensão ainda ao filme.
Não sendo um filme excepcional, aconselho.


Nota: 6/10