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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Brightburn - O Filho do Mal (2019)

Sinopse: Uma criança de outro mundo despenha-se na Terra. Mas, em vez de se tornar um herói para a Humanidade, revela-se um personagem sinistro.

Opinião: Interessante premissa a fazer lembrar a história de Clark Kent e realmente em tudo é muito semelhante a não ser umas pequenas particularidades.
A acção começa com um casal que sonha em ter uma criança mas não consegue. Eis que do céu despenha-se uma espécie de nave com um bebé dentro que o casal crê ser o seu milagre. Só quando atinge a puberdade é que Brandon Breyer começa a desenvolver alguns comportamentos estranhos e que o mesmo não entende. Rapidamente aquilo que imaginámos com um super herói revela-se o oposto e não parece inclinado a salvar a humanidade.
Para dizer o minimo, numa altura em que o cinema de terror está um horror, esta hist´roia tem o seu quê de lufada de ar fresco: uma criança do mal com poderes de super herói e comportamento sinistro que nos proporciona alguns momentos de malvadez bem como algum gore. Uma interpretação excelente de Jackson A. Dunn. uma boa cinematografia e alguma tensão fazem deste filme uma boa aposta.
Melhor só aprofundando mais ainda a história para ficarmos um pouco mais envolvidos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Come to Daddy (2019)

Sinopse: Norval é um trintão que mora com a sua mãe e tem tido problemas de dependência com álcool. Certo dia, recebe uma misteriosa carta do seu pai, com quem não tem praticamente relação. Na esperança de preencher o vazio que tem na sua vida, Norval mete-se num autocarro e decide ir visitá-lo. Mas algo não parece estar certo com o seu pai e lentamente Norval vai-se encontrar num autêntico pesadelo. Enquanto produtor, Ant Timpson tem estado por trás de muitos projectos que passaram pelo MOTELX (“ABCs of Death”, “Turbo Kid” e “Field Guide to Evil”) e agora realiza a sua primeira longa “Come to Daddy”, um filme que desafia os limites do género, que é tão imprevisível como inclassificável e nos dá a conhecer um Elijah Wood como nunca antes vimos.

Opinião: Esta longa foi a escolhida para fechar o MOTELX 2019 e embora não seja muito fã do trabalho de Ant Timpson enquanto produtor, não podia perder esta sessão de encerramento.
A acção promete inicialmente uma espécie de drama com Norval que decide visitar o pai com quem não tem relacionamento devido ao mesmo o ter abandonado com a mãe há 30 anos. Após o reencontro dos dois, temos uma abrupta reviravolta para uma comédia negra de nível duvidoso seguida de outra reviravolta na trama. Inúmeras piadas fáceis, satirização das personagens e das cenas gore, um seguimento da acção com pouco sentido e claramente uma crítica social utilizando a personagem de Wood. Encarando o filme como uma comédia negra em que não temos que pensar muito, é de facto uma longa divertida. 

Nota: 7/10

sábado, 14 de setembro de 2019

Lords of Chaos (2018)

Sinopse: Oslo, 1987. Euronymous é um jovem de 17 anos determinado em escapar da sua vida pacata e suburbana para criar verdadeiro black metal Norueguês com a sua banda, os Mayhem. Acreditando estar na frente de uma revolução musical, o grupo começa a praticar actos cada vez mais violentos, como incendiar igrejas e roubar lápides de cemitérios. Mas quando Euronymous decide ficar com a maior parte do crédito destas acções agressivas, Varg, o seu colega de banda, combina um encontro macabro para decidir de uma vez por todas quem é o músico de black metal mais notório. Baseado numa história real, "Lords of Chaos" é assinado por Jonas Åkerlund, o realizador sueco conhecido pelos seus videoclipes e que na sua juventude foi também baterista de uma banda de metal.

Opinião: Filme sobre a banda Mayhem cuja crítica se divide: há quem goste muito e quem não goste nada, estes últimos possivelmente por serem fãs de black metal e existirem alguns aspectos focados menos "bons".
A acção segue Euronymous, a sua ideologia e os seus primeiros passos no black metal entre verdades e alguma ficção. O rasto de destruição que este grupo começou a deixar atrás de si assim como a surpresa de Euronymous perante as atitudes além das palavras dos seus amigos são aspectos bem construídos nesta longa. A história é bem brutal com cenas bastante gráficas e agressivas bem como mortes e suicídio cujas cenas são demoradas e exploradas.
Para apreciar esta longa sugiro o visionamento tentando ignorar o facto de ser baseado em factos reais pois desta forma poder-se-á apreciá-la sem juízos de valor.


Nota: 8/10

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Operação Overlord (2018)

Sinopse: A algumas horas do Dia D, uma equipa de paraquedistas americanos cai em território francês ocupado por nazis, para realizar uma missão crucial ao sucesso da invasão. Incumbidos de destruir um transmissor de rádio no topo de uma igreja fortificada, os soldados desesperados unem forças com uma jovem aldeã francesa para destruírem a torre. Mas, num misterioso laboratório nazi por baixo da igreja, os militares, em desvantagem numérica, ficam cara-a-cara com inimigos nunca antes vistos. A produção está a cargo de J.J. Abrams.

Opinião: Mais um filme que prometia ser uma lufada de ar fresco no meio de todas estas sequelas e remakes com que temos vindo a ser bombardeados. Cumpriu largamente ao que se propôs.
A acção passa-se a algumas horas do Dia D e começa com uma equipa de paraquedistas a preparar-se para invadir território francês para uma missão. Logo aqui somos absorvidos pela componente histórica e dramática deste filme: ao mesmo tempo que somos situados num momento real da história mundial, começamos a ser confrontados com o drama de alguns destes homens que não pediram para lutar numa guerra. À medida que a acção avança vão sendo depositadas pequenas centelhas de mistério em redor de um médico e laboratório nazis e é a partir daqui que é construída toda a tensão de forma quase perfeita.
Não é possível falar mais sobre este filme sem tirar o efeito surpresa, que o próprio trailer já estraga um pouco. Actores irrepreensíveis, uma cinematografia espectacular e gore, bastante gore. A mescla perfeita de um drama, acção e horror com bases históricas reais.
A não perder.

Nota: 8/10

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

The Cleaning Lady (2018)

Sinopse: Enquanto tenta sair de uma atribulada relação com um homem casado, Alice desenvolve uma amizade com Shelly, a jovem que contratou para tratar da limpeza da casa e cujo rosto está desfigurado devido a um acidente na infância.Alice é tímida e Shelly irá, gradualmente, conhecer o seu passado perturbador e aprender que algumas cicatrizes são mais profundas do que aparentam. Jon Knautz é bem conhecido dos espectadores do MOTELX: o seu primeiro filme, “Jack Brooks: Monster Slayer”, encerrou a edição de 2009 e os subsequentes “The Shrine” e “Goddess of Love” foram projectados, respectivamente, em 2011 e 2015. Baseado numa curta-metragem — com a protagonista Alexis Kendra no papel de Shelly —, este é o filme mais negro e perturbador do realizador.

Opinião: À primeira vista a sinopse é simples mas o trailer já promete alguma acção com a personagem de Shelly. The Shrine é um dos filmes da filmografia deste realizador que muito apreciei e então decidi visioná-lo durante o festival MOTELX.
A acção tem o ritmo e tensão perfeitos na primeira metade do filme tendo em conta que acompanha quase exclusivamente a evolução do relacionamento das personagens de Alice e Shelly e também nos revela alguns pontos que virão a ser cruciais. A segunda metade é cheia de violência e gore em muito boa medida com um final e revelações altamente perturbadores.
Actores espectaculares, com destaque para a tímida Shelly de Rachel Alig, uma boa cinematografia e um cruzamento de histórias bastante destabilizadoras fazem deste filme um must see.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Inferno Canibal (2013)

Sinopse: Um grupo de activistas americanos decidem ir até a Amazónia para tentar proteger uma tribo que está a desaparecer. Durante o percurso, o avião sofre problemas e eles caem no meio da selva. Eles são resgatados e presos como reféns da tribo que desejavam salvar.

Opinião: Não podia perder um filme de Eli Roth, realizador que aprecio muito pela sua capacidade de organizar uma gore fest sem exageros e na medida certa. 
A acção não tem nada de especial centrando-se na jovem Justine que decide juntar-se a um grupo de activistas e viajar até à Amazónia para se manifestarem contra a desflorestação. No regresso, o avião despenha-se e são apanhados por uma tribo canibal. Como sempre, Roth demora-se na construção da tensão até nos dar o verdadeiro gore que ansiamos. Os actores estão muito bem e a cinematografia excelente. Este é um filme claramente inspirado nos grandes êxitos italianos como Holocausto Canibal e não trazendo nada de novo ao tema, está extremamente bem adaptado à realidade actual.
A não perder, especialmente para os fãs de Roth.

Nota: 7/10

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Los olvidados (2017)

Sinopse: O filme gira em torno de um grupo de jovens que viaja às ruínas para filmar um documentário sobre Epecuén. Ignorando os avisos, após um breve reconhecimento do local, eles ficam presos na aldeia abandonada. Ao contrário do que pensavam, eles começam a perceber que realmente não estão sozinhos...

Opinião: Um filme argentino com um trailer e sinopse bem apelativos torna-se rapidamente numa boa aposta. No entanto, nem tudo o que parece é e para o comprovar só mesmo visionando.
A acção baseia-se num grupo de seis amigos que vão a caminho de Epecuén acompanhados de uma vítima da inundação com vista a fazer um documentário. A premissa é interessante mas a concretização é péssima. Em primeiro lugar, falha a componente informativa/histórica: quem não conhece Epecuén e a sua tragédia, depois deste filme pouco fica a conhecer. Os actores são péssimos e o guião muito pior. Cenas que parecem cortadas, banda sonora por vezes despropositada e alguns exageros visuais criam um total distanciamento da história. 
Já viram O Massacre no Texas ou Wolf Creek? Este filme é uma cópia argentina mal feita destes filmes com especial destaque para o primeiro.
O único ponto positivo é, de facto, o cenário devastador de Epecuén que por si só, sem grande esforço, cria uma aura de mistério e desolação.

Nota: 4/10

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Jeepers Creepers (2001)

Sinopse: Quando regressam a casa, depois das férias, por uma estrada sem movimento, os irmãos Trish e Darry vêem um vulto atirar para um cano de esgoto o que parece ser um corpo embrulhado. Parando para investigar, eles descobrem centenas de corpos mutilados, pendurados por baixo de uma antiga igreja.


Opinião: Um filme que visionei bem antes da existência do blog e do qual nunca escrevi uma opinião. A ocasião da estreia de Jeepers Creepers 3 fez com que se tornasse imperativo escrever sobre o primeiro filme.
A acção é repleta de clichés logo desde inicio mas não que seja negativo, na verdade, a construção da acção desta forma é o que nos prende ao ecrã. Quem depois de um ver um vulto a atirar o que parece claramente um corpo embrulhado, voltaria atrás para investigar? A tentativa desesperada dos irmãos quererem mostrar à polícia que estão a ser perseguidos, o monstro sobre o qual não se sabe nada e os momentos disfarçadamente cómicos fazem deste filme uma lufada de ar fresco do seu ano de lançamento em que as pessoas estavam cansadas de Gritos e respectivas sequelas e cópias.
Com diálogos inteligentes, uma cinematografia muito boa, dupla de actores excelentes e uma boa construção da acção, este é um filme a não perder. 

Nota: 7/10

domingo, 4 de março de 2018

Replace (2017)

Sinopse: Jovem e bonita, Kira sofre de uma doença estranha: sua pele começa a envelhecer rapidamente, secar e soltar-se do corpo. Quando ela descobre que pode substituir sua própria pele pela de outra pessoa, ela precisa escolher entre assistir seu próprio corpo murchar e morrer ou ceder à tentação... seja qual for o preço.


Opinião: Sem ver sequer o trailer, este filme mostra ter uma boa base para se tornar inesquecível, ainda para mais fazendo parte do programa do Fantasporto 2018. Infelizmente logo nos primeiros minutos de filme percebe-se que não será bem assim.
A acção inicia com Kira a ir para casa com um rapaz que conheceu numa discoteca. Depois dessa noite, é quando surgem os primeiros sinais da estranha doença de pele e ficamos também a saber que sofre de perda de memoria. É então que, acidentalmente, Kira descobre que consegue repor a sua pele utilizando a de outra pessoa e cede a essa tentação. A partir daqui, esta longa torna-se muito aborrecida com cenas mal explicadas a que não ajuda também a cinematografia, .havendo algumas cenas mais gore a compensar 
Os actores deixam bastante a desejar e só com a reviravolta final é que nos voltamos a interessar.
Em suma, nada de especial.

Nota: 5/10

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

American Mary (2012)

Sinopse: Mary, uma jovem estudante de medicina, vê-se cada vez mais falida e desencantada com a escola médica e os reputados médicos que idolatrou no passado. O apelo do dinheiro leva-a a envolver-se no mundo negro das cirurgias alternativas e da modificação corporal, que deixa mais marcas nela que na sua bizarra clientela. Da mente das gémeas canadianas Jen e Sylvia Soska, depois da auspiciosa estreia com «Dead Hooker in a Trunk», rotulado de fucking awesome por Eli Roth.


Opinião: American Mary não consegue conquistar apenas pela sinopse ou mesmo o trailer do filme. É preciso ver para crer pois esta longa é muito mais do que aquilo que promete. 
A acção centra-se em Mary que se vê numa situação financeira complicada e em ultimo recurso decide ir até um bar fazer uma entrevista para stripper. Ironia do destino, no momento da sua entrevista, os seus conhecimentos como cirurgiã fazem-se necessários com urgência e consegue uma boa soma de dinheiro. A partir daqui começa a ser procurada no âmbito de cirurgias clandestinas e de modificação corporal o que lhe causa inicialmente alguma reticência. no entanto há um evento que muda tudo: Mary deixa a faculdade de medicina e envolve-se neste mundo bizarro ao mesmo tempo que executa um plano de vingança.
Katharine Isabelle é excelente como Mary e a construção da sua personagem envolve-nos completamente. Destaque especial para as personagens mais bizarras que cativam bastante e chamam a atenção para um mundo que muitos de nós desconhece. Ambiente excelente, gore quanto baste, alguma tortura a fazer lembrar uns quantos filmes de renome, peca apenas no final que surge muito rapidamente e com pouco desenvolvimento tornando-se quase forçado.
Decididamente a não perder.

Nota: 7/10

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Leatherface - A Origem do Mal (2017)

Sinopse: Jackson é um adolescente violento que consegue escapar de um hospital psiquiátrico juntamente com Bud, Ike e Clarice, igualmente internados na mesma instituição. O grupo rapta uma enfermeira, Lizzy, na sua fuga, sendo depois perseguido por Hal Hartman, um determinado e igualmente temível Texas Ranger.

Opinião: Com os realizadores do magnífico À l'intérieur (2007) e a proposta a uma prequela de Massacre no Texas de Tobe Hooper, este filme tinha já alguns dos ingredientes principais para deixar qualquer fã do cinema de horror completamente desorientado. 
A acção começa por nos transportar ao seio da família Sawyer com a origem da motosserra e logo com um homicídio dando o mote e aguçando a curiosidade sobre a história que se irá desenrolar. A partir daqui assistimos a uma tentativa de levar o espectador a questionar-se sobre a identidade de Leatherface que se revela pouco frutífera. Após a fuga dos jovens do hospital psiquiátrico, a acção centra-se na atitude psicopata de um casal que acompanha o grupo e em algumas cenas que pretendem mais chocar o espectador do que explicar alguma coisa da história de Leatherface. Só no final temos o gosto de ver uma verdadeira cena de motosserra.
As personagens estão bem embora nunca suscitem qualquer tipo de simpatia nem tenhamos nenhuma ideia da sua "história" e é apenas de salientar pela negativa a imprestabilidade da enfermeira raptada. A cinematografia está muito boa e é mesmo o guião que destrói os sonhos de qualquer fã de Massacre no Texas. 
Embora não seja mau de todo, só se pode ver o melhor deste filme se não pensarmos nele como uma prequela.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Jigsaw: O Legado de Saw (2017)

Sinopse: O legado do assassino Jigsaw continua a atormentar a vida das pessoas. Corpos começam a aparecer por toda a cidade, cada um desenhado com as mais horrendas das mortes. Todas as investigações apontam na mesma direcção mas ninguém quer ousar dizer o nome do homicida falecido.

Opinião: Como grande fã da saga Saw, aguardei com muito entusiasmo este Jigsaw. Embora com algumas reservas, visto no passado a saga ter vindo a perder qualidades de filme para filme, a expectativa para algo bombástico era latente. Após o visionamento, precisei de alguns dias para assimilar e poder emitir uma opinião clara e objectiva.
A acção começa com uma perseguição policial a um jovem que aparenta ser uma possível vítima de Jigsaw ao dizer que o jogo está a começar. Somos então transportados para um jogo com cinco pessoas e revivemos o famoso discurso de John Kramer. Os corpos dos que vão morrendo no jogo, aparecem pela cidade e a polícia começa então a desconfiar que Kramer estará vivo. A partir daqui até ao final assistimos à mudança constante entre investigação e o decorrer do jogo, muitas vezes brusca, e adivinha-se facilmente o que vai acontecer a seguir. A reviravolta final acaba por materializar a impressão de desilusão, falta de imaginação e falta daquilo que é no fundo Jigsaw.
Os actores não são maus mas nenhum impressiona pelo seu desempenho, as personagens têm uma falta gigante de profundidade e os jogos deixam a desejar tanto no gore como na originalidade ou como no sentido de urgência que deveriam transmitir.
Em suma, é um filme a não perder embora não nos identifique com a saga de há dez anos atrás nem traga nada de surpreendente.

Nota: 6/10

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Raw (2016)

Sinopse: Quando uma jovem vegetariana sofre um ritual de carnificina na escola de veterinária, um gosto espontâneo para a carne começa a crescer nela.

Opinião: Filme de estreia de Julia Docornau, franco-belga, premiado em Cannes e com relatos de desmaios e pessoas a saírem do Festival de Toronto 2016 de ambulância é daquelas coisas que têm tudo para serem magníficas.

A acção começa com uma jovem que acaba de ingressar na faculdade de veterinária, que a irma mais velha ja frequenta, e passa por todos os rituais de iniciação à vida académica, entre eles, comer rins de coelho crus. A partir daqui, e no meio dos excessos das festas académicas, cresce em Justine um desejo por carne...humana. À medida que a acção se desenrola, segredos vão sendo desvendados ao mesmo tempo que a descoberta da vida na universidade incentiva a alguns excessos.
As personagens são muitos interessantes bem como os diálogos e a cinematografia dá o compasso perfeito para o ambiente sinistro e desconfortável que é o nascimento de um canibal. O gore não é excessivo, pelo menos não ao ponto de chamar a ambulância, mas está na conta perfeita para tornar esta longa inesquecível.

Nota: 8/10


sábado, 21 de outubro de 2017

Pet (2016)

Sinopse: Seth trabalha num abrigo para animais, e durante anos esteve apaixonado em segredo por uma empregada de café chamada Holly. Após repetidas tentativas de a cortejar, decide raptá-la e fechá-la numa jaula no abrigo onde trabalha. Seth vai descobrir rapidamente que Holly não é quem aparenta ser e que não é certo quem é a verdadeira vítima. Estreado nas meias-noites do South by Southwest, foi comparado pela crítica a filmes como “Hard Candy” ou “Gone Girl”. Trata-se da confirmação do talento do catalão Carles Torrens depois do promissor “Emergo”, exibido no MOTELX 2012, que era um drama familiar no contexto de uma casa assombrada. Agora em “Pet” examina o quanto alguém está disposto a sacrificar em nome do amor.


Opinião: Após visionar o trailer, fiquei com uma ideia muito interessante deste filme e vê-lo era algo obrigatório.
A acção começa com uma interessante perseguição romântica por parte de Seth que tudo faz para chamar a atenção de Holly, a clássica menina Barbie que não tem o mínimo interesse nele, que se torna obsessiva ao ponto de Seth a raptar e a colocar numa jaula. Mas afinal as coisas não são assim tão simples: a obsessão de Seth não se deve apenas à sua paixão por Holly mas também por um segredo sobre a vida dela. Após estas revelações e mais alguns acontecimentos, a longa passa, lamentavelmente, por momentos bastante aborrecidos deixando mesmo muito mais desenvolvimentos a desejar. 
A cinematografia está excelente principalmente no espaço onde Holly se encontra e a revelação final demonstra como depressa se pode passar de vítima a agressor e vice versa.
Não sendo espectacular por pecar na falta de exploração de alguns detalhes, não deixa de ser um filme interessante.

Nota: 6/10

domingo, 23 de abril de 2017

I Spit on Your Grave 2 (2013)

Sinopse: A jovem e bela Katie (Jemma Dallender) sonha em conseguir seguir a carreira de modelo em Nova Iorque. Sem dinheiro para pagar uma sessão com um fotógrafo profissional, ela vê um anúncio de um homem que tira fotos de graça. 

Mas a inocente sessão acaba culminando na jovem sendo violada, humilhada, drogada e sequestrada. Ela acorda noutro país, mas, ao tentar escapar, é enterrada viva. Apesar de todas as probabilidades contra ela, a jovem sobrevive. E agora, Katie vai buscar uma brutal vingança contra aqueles que tanto lhe fizeram mal.

Opinião: Contra todas as probabilidades no que diz respeito a uma suposta sequela, este é um filme a não perder. Digo suposta sequela pois a acção em termos de personagens, nada tem a ver com o primeiro, apenas segue o mesmo tipo de história.
Ao passo que o primeiro filme foca muito na cena de violação e arrasta bastante esse momento, sendo rapidíssimo o momento de vingança, este filme é o contrário. Vemos o suficiente do sofrimento da jovem e os pontos altos do filme prendem-se com a extraordinária vingança que ela prepara, cheia de gore e sofrimento.
Bom passo, excelente ambiente, bons actores.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Southbound (2016)

Sinopse: Num longa autoestrada no deserto, vários viajantes – dois homens que fogem dos seus passados, uma banda a caminho do seu próximo concerto, um homem com dificuldades em chegar a casa, um homem a procura da sua irmã há muito tempo perdida e uma família a passar férias – são forcados a confrontar os seus piores medos e os seus segredos mais sombrios, em histórias aterrorizadoras que se cruzam na estrada aberta. 


“Southbound”é uma espécie de filme-compilação que junta e cruza vários enredos com personagens diferentes, vários pequenos filmes trazidos por uma equipa que na sua maioria trabalhou no já mítico “V/H/S” original e na sua sequela.

Opinião: Mais uma antologia trazida pelo Motel 2016 e verdade seja dita, muito bem trazida.
Esta antologia tem efectivamente uma linha de acção contínua embora com várias histórias entrelaçadas quase numa só. A qualidade da realização e ambiente é excelente, os actores muito bons e as histórias quase todas ao mesmo nível tornam esta antologia deliciosa.
Das cinco histórias, a minha preferida é sem dúvida a
do Acidente. A forma como o atropelamento foi retratado, a forma como o condutor tenta ajudar a vítima e o estado em que a vítima ficou, tudo foi realizado com mestria.
O mais interessante da acção entrelaçada desta antologia é o facto de o início ser o final do filme o que transmite a ideia de uma acção em círculo.
Muito bom, a não perder mesmo.

Nota: 7/10

Holidays (2016)

Sinopse: “Holidays” e uma antologia de terror que tem como tema central os feriados mais populares e amados do mundo. Trata-se de um filme que desafia o nosso folclore, tradições e preconceitos, tornando esta antologia uma celebração do terror naqueles dias especiais que se repetem ano após ano. 

Este conjunto de curtas-metragens encontra o lado negro e sangrento em datas como o Ano Novo, o Dia dos Namorados, a Páscoa ou o Natal, dias que apesar de serem de celebração causam sempre alguma ansiedade e preocupação. No leque de realizadores encontram-se alguns conhecidos do MOTELX como Nicholas McCarthy (“The Pact”e “Home”), Kevin Kolsch e Dennis Widmyer (”Starry Eyes”) ou Kevin Smith (“Red State”).

Opinião: É sempre difícil avaliar este tipo de filme como um todo, no entanto, sendo uma das antologias apresentadas no MotelX 2016 merece o seu destaque.
A antologia apresenta oito histórias baseadas no Dia de São Valentim, Dia de São Patrício, Páscoa, Dia da Mãe, Dia do Pai, Dia das Bruxas, Natal e Ano Novo. A melhor que quase nos deixa com um gostinho por uma longa-metragem será a do Ano Novo com gore e uma acção com algumas surpresas. As mais fracas serão a do Dia de São Patrício e a do Dia da Mãe, embora a primeira tenha uma menina com um ar mesmo assustador que podia ter sido conduzida de outra forma. Todas as outras são razoáveis, com destaque para a do Dia do Pai com uma acção bem inteligente.
A não perder.

Nota: 6/10

sábado, 10 de setembro de 2016

Holocausto Canibal (1980)

Sinopse: Uma equipa de filmagens, liderada pelo realizador Alan Yates, desaparece sem deixar rastos enquanto roda um documentário sobre canibais na Amazónia. O professor Monroe lidera uma equipa de salvamento, mas só encontra as bobinas deixadas pela equipa desaparecida. Em Nova Iorque, ele e os executivos da estação de TV assistem, em choque, ao material bruto filmado por Yates.

 “Cannibal Holocaust” foi banido em vários territórios e Deodato acusado de homicídio em Itália, tendo de provar que os seus actores estavam vivos. O realizador usou de forma engenhosa os mecanismos daquilo que se viria a chamar “found footage”, tornado popular com “The Blair Witch Project”, quase 20 anos depois.

Opinião: Pouco haverá mais a dizer sobre um clássico como este que já não se saiba. Para a época, um filme genial que veio chocar o mundo trazendo muitos dissabores ao seu realizador Ruggero Deodato.

A primeira parte do filme está baseada na expedição da equipa de salvamento para descobrir o que aconteceu com a equipa de documentários desaparecida há dois meses. Aqui são-nos apresentados alguns dos brutais costumes das tribos envolvidas e a forma como esta equipa de salvamento tenta ganhar a sua simpatia.
Na segunda parte, Deodato explora o que 20 anos depois viríamos a classificar de “found footage”. Para além do brutal gore e violência psicológica muito bem filmados para a época, o realizador devolve também uma forte crítica social aos Estados Unidos que nos é dada de forma, por vezes, não tão subtil, com o racismo e a dicotomia entre o selvagem e o civilizado e como os dois conceitos se confundem. Esta dicotomia é bastante notada na viragem dos primeiros 50 minutos para os últimos.
Um clássico obrigatório.

Nota: 10/10

Baskin (2015)

Sinopse: Cinco agentes da polícia estão a jantar quando são interrompidos por uma chamada de emergência de Inceagac, uma localidade conhecida por ser habitualmente o foco de estranhos rumores. Durante o caminho, uma figura ensanguentada na estrada fá-los despistar o carro para dentro do rio. Mesmo assim, os agentes conseguem chegar a Inceagac e descobrem num edifício abandonado vestígios de um culto que lhes irá literalmente abrir os portões do Inferno… 

Can Evrenol, velho conhecido do MOTELX, exibiu três das suas curtas no Festival, incluindo “Baskin” que deu origem a esta longa-metragem comparada a “Hellraiser” ou aos filmes de Lucio Fulci. Estreado em Toronto, “Baskin” ganha uma nova relevância à luz dos recentes acontecimentos políticos na Turquia.

Opinião: Não sendo um género popular na Turquia, era com grande curiosidade que aguardava esta longa-metragem.
A acção nao tem nada de especial, pelo menos nos primeiros cinquenta minutos de filme. Assistimos às conversas descontraídas dos polícias, com forte conotação sexual, até ao momento em que recebem uma chamada para se deslocarem a um local estranho. Aqui sim o ambiente começa a tornar-se assustador, nalguns momentos até a lembrar O Projecto Blair Witch. Também é a partir daqui que a linha da acção quase deixa de existir e fica tudo um pouco confuso num misto de sonho e realidade, criaturas comedores de carne, tortura etc
Sendo um primeiro trabalho turco neste âmbito, vale a pena ver embora com muitas questões a melhorar. Ambiente e actores muito bem, acção não devia ter sido tão descurada a favor do torture porn.

Nota: 6/10

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Morte Cerebral (1992)

Sinopse: Vera Cosgrove vigia de forma doentia o seu filho, Lionel, e opõe-se ao seu namoro com Paquita. Um dia, no jardim zoológico, Vera é mordida por uma espécie rara de macaco, trazido da ilha de Sumatra. 

Apesar dos cuidados do seu filho, Vera Cosgrove vê o seu corpo apodrecer e, finalmente, transforma-se em zombie… Além de lutar para conquistar Paquita, Lionel terá ainda de esconder a sua mãe, afastar o seu tio e parar a epidemia de zombies que se alastra…

Opinião: Quase não sei o que dizer sobre este filme visto para mim, a titulo bem pessoal, ser quase um clássico do terror cómico.
A acção começa a ficar interessante quando Vera é mordida no jardim zoológico por um macaco da Sumatra. O corpo começa a apodrecer e as tentativas altamente cómicas do filho para que a mãe continue de impecável apresentação são de chorar por mais. A partir daqui, este vírus que tomou conta de Vera começa a espalhar-se e rapidamente o filho se vê rodeado de zombies. Bebés zombie, sexo entre zombies, muito gore entre outros prometem muitas gargalhadas.
Um filme a não perder mesmo!

Nota: 9/10