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sábado, 29 de dezembro de 2018

Slender Man (2018)


Sinopse: Numa pequena cidade do estado de Massachusetts, Estados Unidos da América, quatro raparigas do ensino secundário decidem fazer um ritual na tentativa de desmascarar o mito de Slender Man. No meio do ritual, uma das raparigas perde-se misteriosamente, fazendo com que as colegas acreditem que esta foi, de facto, a última vítima de Slender Man.

Opinião: Slender Man era um filme que prometia muito e o adiamento da sua estreia devido a complicações com o primeiro trailer conseguiu de alguma maneira aguçar a curiosidade.
A história lembra tantos outros filmes e não é nada de original: quatro adolescentes fazem um ritual (ao estilo The Ring) esperando invocar o Slender Man. De facto, uma das jovens desaparece e as outras começam a ter alucinações. A partir daqui, o guião é péssimo, as personagens sem profundidade e sem interesse e as sucessivas aparições do Slender Man fazem com que esta longa se torne aborrecida, sem interesse e pouco assustadora. 
Ponto positivo, a cinematografia bem como a maquilhagem são bastante boas, é pena o resto não acompanhar.


Nota: 5/10

sábado, 8 de setembro de 2018

Mary Shelley (2017)

Sinopse: Mary e Percy apaixonam-se e, para horror da família de Mary, decidem fugir juntos. É durante a sua estadia na casa de Lord Byron que a ideia para a criação de Frankenstein toma forma quando um desafio é lançado a todos os hóspedes para criarem um conto de terror. No entanto, a sociedade daquele tempo ainda não está preparada para aceitar e reconhecer o valor de mulheres escritoras. Com apenas 19 anos, Mary é forçada a confrontar-se com estes preconceitos, tanto para proteger o seu trabalho como para forjar a sua identidade. A história de Mary Wollstonecraft Godwin — autora de "Frankenstein”, um dos romances góticos mais famosos de sempre — e a sua intensa e tempestuosa relação com o conhecido poeta romântico Percy Shelley.

Opinião: Mary Shelley é uma das escritoras que bastante admiro, não só pela tão bem conhecida obra de Frankenstein mas pela sua força interior como mulher, feminista e uma especialista em romper valores e princípios da Inglaterra do século XVIII. Não tinha ainda visionado este filme sobre a sua vida e aproveitei a ocasião da Celebração do Bicentenário de Frankenstein (1818) pelo MOTELX para visionar este filme.
A acção inicia-se com a vida de Mary antes de escrever a sua obra mais famosa e dando conta dos factos e situações que se foram passando na sua vida que levaram à escrita de Frankenstein. Naturalmente, embora biográfico, este filme não deixa de ser ficção e dramatiza em muito os factos ocorridos na vida de Mary bem com os seus sentimentos mas é, no entanto, bastante preciso.
Para quem não conhece a vida de Mary mas aprecia a sua obra, este é um romance gótico a não perder.

Nota: 7/10

domingo, 4 de março de 2018

A Forma da Água (2017)

Sinopse: Uma fábula maravilhosa, passada na América de 1962, com a Guerra Fria em pano de fundo. No laboratório secreto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa está presa numa vida de isolamento. A vida de Elisa muda para sempre quando ela e a sua colega Zelda descobrem uma experiência secreta.


Opinião: Sendo um filme de Guillermo del Toro, que raramente nos desilude, e um candidato aos Óscares 2018 a sua visualização tornou-se imperativa.
A acção começa num laboratório secreto do governo para onde é levada uma criatura do mar, aparentemente uma espécie de homem anfíbio. Elisa, uma empregada de limpeza muda, simpatiza com este ser e quando percebe quais as ideias que têm para ele decide ajudá-lo em conjunto com a sua colega e um médico. A partir daqui assistimos a um conto de fadas moderno com alguns toques típicos de Guillermo del Toro.
Os actores são excelentes com destaque para a interpretação de Sally Hawkins e a caracterização deste monstro da água está também bem conseguida. Os pontos negativos vão mais para a extensão do filme que em certos momentos se torna aborrecido, no entanto quem aprecia o lado negro da fantasia de Del Toro, não vai ficar desapontado com este romance de "horror".

Nota: 6/10

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

It Comes at Night (2017)

Sinopse: Travis, de 17 anos, vive seguro numa casa em lugar remoto com os seus vigilantes, protetores e fortemente armados pais, onde é obrigado a gerir o medo, a perda e paranoia sem nenhum apoio, quando um jovem casal desesperado aparece do nada com o seu pequeno filho, em busca de abrigo. Apesar das boas intenções de ambas as famílias, o pânico e a desconfiança intensificam-se, ao mesmo tempo que os horrores do mundo exterior parecem aproximar-se cada vez mais. No entanto, esses horrores não são nada em comparação com o pesadelo dentro de casa, onde Travis descobre que o empenho do seu pai em proteger a família pode vir a custar a sua alma.


Opinião: De facto esperava mesmo muito deste It Comes at Night, depois de tantas boas opiniões sobre ele aliado à sua passagem pelo Lisbon & Sintra Film Festival e estreia nos nossos cinemas a 28 Dezembro, tornou-se imperativa a visualizaçao do mesmo.
A acção inicia com uma cena assustadora que consegue cativar a nossa atenção. Na verdade, a primeira meia hora está repleta de mistério em torno do que está a acontecer no mundo lá fora e necessidade desta família se proteger dentro da própria casa. Numa noite surge um homem dentro de casa que procura mantimentos para a sua mulher e filho pequeno e a situação deixa os donos da casa muito desocnfortveis mas com vontade de ajudar. A partir daqui, tudo perde o interesse pois são dadas pistas que se perdem e há cenas que sugerem mas não concluem. Algumas personagens foram claramente mal escolhidas, o guião é péssimo e apenas se salva a cinematografia.
Penso que o que se pretendia seria transmitir um ambiente de paranóia numa situação extrema, no entanto isso é pouco conseguido e temos apenas um mero thriller.

Nota: 5/10

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A Ghost Story (2017)

Sinopse: A Ghost Story foca-se em Rooney Mara, que interpreta uma mulher em depressão pela perda do seu marido, interpretado por Casey Affleck, que a atormenta de forma peculiarmente “romântica”, além de estar vestido como quase todos os fantasmas (totalmente coberto com um lençol branco com dois buracos cortados na direcção dos seus negros olhos). Eventualmente, o fantasma perceberá que o tempo é infinito para ele, sendo forçado a assistir passivamente como o mundo muda, e como os seus entes queridos vão e vêm.

Opinião: Este filme desperta logo a curiosidade apenas pelo poster de apresentação com um original fantasma de lençol e dois buracos no lugar dos olhos. Fez um imenso sucesso no Festival Sundance em Janeiro deste ano, onde foi apresentado pela primeira vez.
A acção inicia-se com a rotina de um jovem casal que é quebrada quando o rapaz tem um acidente e morre. A partir daqui a acção decorre do ponto de vista do fantasma que vê a vida seguir sem ele que permanece preso à sua nova realidade. 
A Ghost Story não será um filme de terror mas se calhar mais um drama: apesar da sobrenaturalidade da situação, não presenciamos nenhum susto mas sim assistimos à nossa própria reflexão sobre o ponto de vista da pessoa que passa ao plano imaterial. 
É interessante não existir quase diálogos e ainda assim conseguir tal expressividade por parte de Casey Affleck que passa todo o filme com um lençol na cabeça.
De um ponto de vista reflexivo aconselho vivamente este filme.

Nota: 7/10

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Polednice (2016) aka The Noonday Witch

Sinopse: A meio de um Verão atipicamente quente, Eliška muda-se para a aldeia onde o marido nasceu, com a filha pequena, Karolínka. O seu retorno está associado a um mistério que todos têm presente menos a rapariga. À medida que o calor se vai tornando insuportável, o mesmo se passa em relação à tensão entre mãe e filha. 

A juntar a isto, os locais começam a ver semelhanças entre a situação de Eliška e uma velha lenda da região. Sol escaldante e milharais dourados não são os ingredientes naturais de filmes de terror sobrenaturais, mas é essa a aposta do jovem realizador Jirˇí Sádek, de apenas 27 anos, em co-produção com a HBO. Esta estreia checa no MOTELX é inspirada por um poema homónimo de Karel Jaromir Erben, que ficou conhecido pela sua poesia baseada em temas tradicionais e folclóricos.

Opinião: Classificado com um filme de terror é mais um que, à semelhança de Shelley, engana e muito.
Q acção está bem construída, com alguns segredos para aguçar a curiosidade, mas ainda assim desenrola-se de maneira que rapidamente suscita falta de interesse. As personagens têm um bom desempenho, embora o guião por vezes deixe muito a desejar e a imagem, ambiente estão absolutamente perfeitos.
O facto é que não se trata de um filme de terror, quanto muito um drama familiar. Importa salientar que a nota a atribuir é do ponto de vista do filme de terror.

Nota: 6/10

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Shelley (2016)

Sinopse: Elena, uma jovem romena, chega à Dinamarca para trabalhar como governanta na casa de campo de um casal, Louise e Kasper. A rotina de Elena inclui cuidar da frágil Louise, que devido a um aborto espontâneo ficou impossibilitada de ter filhos. Desesperada por ser mãe, Louise oferece uma avultada soma de dinheiro para que Elena seja barriga de aluguer. 


A sua gravidez traz alegria à casa, mas o comportamento de Elena altera-se. Parece que a vida dentro dela está a tomar forma demasiado depressa... “Shelley” foi rodado na Suécia, por um realizador iraniano, com produção dinamarquesa. Estreou no último Festival de Berlim, convoca clássicos como “Rosemary’s Baby” e “The Omen” mas num contexto socioeconómico europeu muito contemporâneo.

Opinião: Com uma sinopse que não desperta grande interesse, a curiosidade por ser um dos filmes candidatos ao Prémio Melhor Longa Europeia MotelX 2016 foi mais forte.
A acção decorre de forma muita lenta e aborrecida e deixa muitas pontas soltas relativamente ao modo de vida do casal. Todo o filme tem um ar mais de drama do que propriamente terror, não há gore, não há possessões (como a certa altura se dá a entender) e no final não se entende muito bem o que afinal se passou ali.
O ambiente torna-se interessante do ponto de vista em que vivem numa casa de campo sem luz, sem agua canalizada e apenas com um telefone fixo para permanecerem contactáveis. As personagens não criam grande empatia
embora o casting das mesmas, especialmente Elena, tenha sido feito de forma inteligente.
Não é de todo um filme que recomendaria como terror.

Nota: 6/10

terça-feira, 19 de março de 2013

Hóspedes Indesejados (2011)


Sinopse: O famoso hotel Yankee Pedlar Inn está prestes a fechar as portas após mais de um século de existência. Muitos creem que este é um dos hotéis mais assombrados de Nova Inglaterra (EUA) e os dois últimos funcionários, Luke e Claire, estão determinados a registar provas antes que o hotel feche as portas para sempre.Com a data de fecho a aproximar-se, começam a chegar ao Pedlar Inn estranhos hóspedes que tornam ainda mais sombrio o ambiente do já bastante sinistro e obscuro hotel. Luke e Claire continuam a sua busca e começam a ter alarmantes experiências paranormais. Apreensivos e aterrorizados não percebem que as suas próprias vidas estão agora em risco e que apesar de toda a violência daquela experiência, eles serão apenas referências de rodapé na vasta lista de episódios inexplicáveis deste hotel.

Opinião: Esperava um filme assustador, na certeza porém de que não ia ser nenhum Shining, mas na verdade deparei-me quase com uma comédia.
A acção começa com os dois últimos funcionários a garantir o último fim-de-semana de funcionamento do hotel. Estas duas personagens logo de início se mostram ridículas com diálogos pouco inteligentes e conforme o filme vai avançando, tanto a tentativa de uma história como todos as representações (poucas) dos outros actores se tornam ridículas. 
O hotel não é minimamente assustador e nem mesmo quando Claire tenta captar actividade paranormal conseguimos ficar em suspense. Os actores não prestam um grande serviço, nem o guião, nem o ambiente, nem a acção. Sara Paxton, depois de A Última Casa à Esquerda, devia pensar melhor antes de estragar a sua imagem com um filme de segunda categoria deste tipo.

Nota: 4/10

sexta-feira, 1 de março de 2013

247°F (2011)


Sinopse: Quatro amigos de viagem para uma cabana à beira do lago para um fim-de-semana despreocupado, a diversão transforma-se num pesadelo quando 3 deles acabam trancados numa sauna quente. Cada minuto conta e todos os graus importa como eles lutam por suas vidas no calor até 247° C...



Opinião: um filme cuja capa e trailer parecem prometer qualquer coisa mas que realmente não é nada de especial.
A acção não é nada mais que um grupo de amigos a partir para um fim-de-semana e que por azar ficam 3 presos numa sauna. Existem diversos aspectos de início, pelo menos até chegarem à cabana, que me deixarem na dúvida a propósito da construção/profundidade das personagens mas que posteriormente não sofrem qualquer exploração. De facto é bastante assustadora a ideia de ficar preso numa sauna tentando arranjar maneira de sair de lá mas torna-se um filme bastante monótono não passando de um mero thriller, aparentemente baseado em factos reais. 
Quantos aos actores nada a apontar, fazem um bom trabalho tendo em conta o tipo de acção.

Nota: 5/10

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Seven Below (2012)


Sinopse: A história é centrada num grupo de estranhos reunidos, quando um acidente com a carrinha os deixa presos numa casa na floresta de propriedade de um homem chamado Jack. Ali, um acontecimento terrível ocorreu exactamente 100 anos antes. O grupo parece preso num túnel do tempo fantasmagórico e a história repete-se.


Opinião: Este foi-me sugerido como sendo interessante e depois de ver o elenco até fiquei curiosa mesmo depois de ver a pontuação no IMDB. Pois foi péssimo.
A acção tem alguma lógica mas em momento nenhum se torna credível e capaz de prender à história. Os actores e diálogos tornam-se por vezes patéticos e a reviravolta/explicação afinal acaba por não ter o mínimo sentido aceitável. Não sei como é possível actores como Val Kilmer e mesmo Ving Rhames tenham aceitado fazer parte disto. 

Nota: 3/10

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Stalker (2010)


Sinopse: Buscando aliviar a pressão e inspiração para o seu romance, a escritora Paula Martin parte para o interior, para a casa de Verão da família. A chegada da sua assistente Linda seria para lhe fazer companhia e ajudá-la a relaxar, mas os corpos começam a se empilhar e Paula vê-se presa num terrível pesadelo de crime e loucura.



Opinião: Embora não estivesse com grande expectativa sempre pensei que seria um filme pelo menos interessante mas enganei-me.
Este era um filme com grande potencial, o ambiente certo e elenco não muito mau mas a acção decorre sem grande interesse e sem prender o espectador ao ecrã. 
É extremamente aborrecido e tanto a sinopse como o trailer do filme sugerem um tipo de história que com o twist final se percebe que não tem nada a ver. De facto o momento minimamente emocionante do filme é a reviravolta final.
Não percam tempo.

Nota: 3/10

Taken in Broad Daylight (2009)


Sinopse: A cada 24 horas, depois de uma criança ser raptada por um estranho, as oportunidades de a encontrar sem vida é de quase 100%.

É uma verdadeira história de sobrevivência, a do rapto da adolescente Anne Sluti, e como ela consegue permanecer viva ao manipular o seu raptor, e engenha o seu próprio salvamento e negoceia a sua libertação após 6 dias de inferno.

Opinião: Embora não seja nada de especial e não acrescente nada de novo a outros filmes do género, este é um thriller que vale a pena ver.
Baseado numa história verídica, o que confere à partida um outro ambiente, a acção é envolvente e os actores são mesmo muito bons nos papéis de raptor e raptada.
A certa altura, os acontecimentos deixam espaço até para uma certa pena do raptor para além da grande empatia que se cria com a personagem raptada, Anne Sluti.
Não tendo nada de gore e tratando-se apenas de um bom thriller, é um filme que nos deixa pregados a tentar perceber como vai acabar a história e quase embrenhados na personagem de Anne e na sua maneira de tentar sobreviver.

Nota: 6/10

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Babycall (2011)


Sinopse: Depois de escapar dos maus tratos do ex-marido, Anna muda-se com o filho de 8 anos para uma morada secreta, localizada num gigantesco bloco de apartamentos. Obsessivamente protectora, Anna compra intercomunicadores para bebés para ouvir o filho no seu quarto. No entanto, o aparelho capta conversas de outro apartamento, que a levarão a uma investigação perigosa.

Opinião: Esperava muito deste filme e mais uma vez foi-me provado que não se pode ir com expectativas altas. Tendo como mote “Quão longe irias por aqueles que gostas?” esperava algo mais visceral e intenso. Não foi o que aconteceu.
Não é um mau filme, é preciso esclarecer…só não é um filme de terror. Quanto muito um thriller psicológico e mesmo assim dos fracos a meu ver.
A acção tem um bom desenvolvimento e a ideia é perfeita bem como os cenários que segundo o próprio realizador pretendem criar alguma tensão sem ser num cenário nocturno. A actriz Noomi Rapace faz uma interpretação perfeita e este filme podia ter sido mesmo muito grande, se não fosse vendido como terror e talvez com outra abordagem mais clara da acção.
Misturando paranormal com doença mental, Sletaune utiliza o seu filme para fazer uma crítica social.
Aconselho, porém avisando que se trata de um drama/thriller.

Nota: 5/10

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ATM - Armadilha Mortal (2012)

Sinopse: Quando Corey, colega de trabalho de David e Emily lhes pede boleia de regresso a casa após a festa de Natal da empresa, aquele que seria o primeiro encontro do casal acaba por tomar um rumo inesperado. Durante a viagem, Corey obriga-os a parar numa caixa Multibanco e aquilo que não deveria ser mais do que uma transação rotineira transforma-se numa luta desesperada pela sobrevivência a partir do momento em que uma figura misteriosa os aprisiona no interior da cabine. Com as temperaturas de inverno a cair para valores negativos e o nascer do sol ainda longe, eles não terão outra escolha senão entrar no mortal jogo do gato e do rato dessa figura misteriosa.


Opinião: Já podia imaginar o que ia sair daqui. Estreia de terror em Portugal tinha que ser uma coisa fraquinha, mesmo apesar de tantas comparações com Cabine Telefónica (menos, muito menos...) e de facto foi isso mesmo.
Sem qualquer tipo de acção condutora, sem grandes explicações, apenas mais do mesmo. Os três colegas de trabalho por motivos completamente descabidos, e confesso que a ser eu tinha espancado o Corey logo nos primeiros 10mn, vão a um multibanco levantar dinheiro. Quando estão para sair têm um homem de ar duvidoso e de cara tapada que os aguarda e assim começa o dilema dos três do como sair dali sem que o senhor do lado de fora os mate. Os actores ate são bastante credíveis e a ansiedade criada até resulta mas não é suficiente para se tornar um bom filme. Gore não tem e reviravoltas que nos colem ao ecrã também não. Falta-lhe também alguma motivação, explicação ou mesmo objectivo para o assassino planear encurralar pessoas dentro de sítios fechados embora não seja o mais importante pois apesar de tudo este assassino é muito inteligente e no final irão perceber porquê.

Nota: 5/10

domingo, 22 de julho de 2012

O Segredo do Lago Mungo (2008)


Sinopse: Alice Palmer, uma jovem de dezasseis anos, afoga-se enquanto nada na barragem local. Quando o seu corpo é recuperado, e as autoridades declaram morte acidental, os seus desolados pais sepultam-na. Mas imediatamente começam a experimentar uma série de eventos estranhos e inexplicáveis centrados na sua casa e áreas envolventes. Profundamente inquietados, os Palmer procuram a ajuda do parapsicólogo Ray Kemeney, que descobre o facto surpreendente de que Alice levou uma vida dupla. À medida que surgem mais pistas, a família é levada ao Lago Mungo onde o passado secreto de Alice emerge...


Opinião: Não o considerei um mau filme mas acho demais classificá-lo como filme de terror e é tendo em conta esta designação que irei falar dele.
Todo o ambiente do filme e a forma como a acção é construída prende-nos e absorve-nos para o drama familiar que é apresentado. A morte de Alice devasta completamente a família e entramos dentro deste drama através do estilo documentário em que temos acesso a telefonemas e entrevistas com a família. O momento em que percebem que o fantasma de Alice anda pela casa começa a assustar a família e proporciona-nos alguns momentos de tensão e até de uns saltinhos na cadeira. Depois disto começa o desvendar de uma vida dupla de Alice que vem abalar a família e aguçar os problemas desta família mas esclarecendo muitas questões em torno da vida e da morte de Alice.
Depois de visionar o filme, confesso que deixa muito em que pensar.
Como filme de terror não achei nada de especial (saliento novamente a ideia do “filme em que aparece um fantasma é de terror…) no entanto como drama já não o considero “overrated”.

Nota. 3/10

sábado, 14 de julho de 2012

Derrière les murs (2011)

Sinopse: Auvergne, 1922. Suzanne é uma escritora que decide se isolar numa casa da província com o objectivo de escrever um livro. Mas rapidamente as coisas mudam: Suzanne encontra na cave da casa uma sala misteriosa que está selada há anos. Começa ainda a ter alucinações e pesadelos que influenciam a sua escrita. E as meninas da aldeia começam a desaparecer.


Opinião: Embora tenha ficado de pé atrás com a classificação de horror, pensei que fosse passar um bom bocado uma vez que os franceses têm andado tão criativos no bom sentido. Afinal enganei-me...
A acção inicia muito bem e permite-nos analisar com alguma profundidade o carácter da personagem principal (muito bem interpretada por Laetitia Casta) mas fica por aqui. Uma história passada em 1922, numa aldeia onde a luz que havia era fornecida por velas e candeeiros de azeite, numa casa absolutamente brutal com o ambiente perfeito esperava que tivesse sido bem mais aproveitada.
Tudo gira em torno de Suzanne, dos seus problemas e de como começa a "enlouquecer" dentro da casa devido aos seus traumas passados. Pensei que a emoção viesse com o desaparecimento das crianças, a descoberta da cave e com o suposto ambiente sobrenatural mas também isso falhou.
Um filme onde não foi aproveitado nem o bom cenário, nem a boa actriz e que não sendo bom também não é totalmente mau.

Nota: 3/10

sexta-feira, 16 de março de 2012

Psych:9 (2010)

Sinopse: Uma jovem mulher (Sara Foster), com um passado conturbado aceita um emprego no hospital. Ela trabalha no turno da noite sozinha, e começa a experimentar uma série de eventos perturbadores, que a levou a acreditar que o hospital pode ser conectado a uma série de recentes assassinatos na área. Para descobrir a verdade, ela terá de desvendar o passado para trás das paredes de Psych: 9.


Opinião: Este é daqueles filmes dos quais eu tenho alguma dificuldade em falar. Não é um mau filme mas também não é um bom filme. O mote é bom, uma jovem que vai trabalhar no turno da noite num hospital abandonado. No 5ºandar do hospital há também um psiquiatra a trabalhar de noite (interpretado por Cary Elwes, Dr Gordon em Saw) com quem ela começa a conversar. A partir daqui é o descalabro. A história fica confusa pois temos flashbacks da infância difícil da jovem Roslyn, do seu casamento, um serial killer à solta fora do hospital, um polícia a investigar o serial killer, o hospital a dar ares de assombração enfim tem todas as histórias para seguir e no fim acaba por não seguir nenhuma o que causa uma grande incoerência. Os temas poderiam ter sido divididos e com jeitinho tínhamos três bons filmes diferentes…

Os cenários estão excelentes, o ambiente assustador está perfeitamente criado e os actores não são maus dando especial destaque para a personagem de Roslyn.
De facto a acção é que perdeu muito com tanto tema para explorar e deixando tudo muito no ar.
Não o classificaria como filme de terror mas sim um thriller psicológico. Mesmo não sendo nada de especial creio valer a pena dar uma olhada apenas pelos cenários e ambientes do filme que estão francamente bons.

Nota: 4/10

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sala de Morte (2009)

Sinopse: Quatro pessoas decidem participar como cobaias humanas de um estudo como forma de ganhar dinheiro fácil – embora nenhuma delas saiba realmente quais serão os testes. No início tudo parece normal. Um médico direcciona-os para uma pequena sala e explica que a experiência foi concebida para explorar os limites da resistência e da psique humana. No entanto, o médico retira um revólver e atira contra a cabeça de um dos voluntários, antes de sair do quarto e trancar a porta. Os três restantes então vêem-se presos num jogo mortal onde quem estiver mais distante da resposta correcta será a próxima vítima. Paranóia, medo e desconfiança começam a crescer entre eles, enquanto precisam desvendar essa questão, sem a menor ideia de quem poderia ter orquestrado essa horrível experiência. Será um acto terrorista em solo americano? Ou os próprios serviços secretos em busca de traidores? Ou poderia ser algo muito mais assustador?


Opinião: Nunca uma sinopse e classificação de um filme enganou tanto. A sinopse parece sugerir um filme interessante que nos faz puxar pela cabeça. Na realidade o filme é extremamente monótono e pouco interessante.
A história começa com uma jovem que é levada para uma sala com vista a fazer um teste de admissão para participar na observação de cobaias numa experiência. Os cobaias são então fechados numa sala sem saber no que vão participar e um deles e atingido a tiro na cabeça por um médico que larga a arma na sala e a fecha. Daqui até ao final a acção decorre na sala com as reacções dos indivíduos com único fio condutor.
Não há terror propriamente dito e o psicológico também não é muito eficaz. Os diálogos deixam muito a desejar , no entanto os actores não são maus.
Não foi um filme que me deixasse agradavelmente surpreendida e jamais o classificaria como filme de terror.

Nota: 4/10

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Sétima Alma (2010)

Sinopse: Numa pequena cidade existe a lenda de que um assassino em série jurou na noite de sua morte que voltaria para matar as sete crianças que nasceram naquele dia. Passados 16 anos, pessoas começam a desaparecer e um dos principais suspeitos também nasceu na fatídica data. O seu nome é Adam "Bug" Heller (Max Thieriot), ele sofre de terríveis pesadelos sobre crimes e não sabe se pode ajudar os seus amigos ou se tem um "trabalho" para continuar.


Opinião: Tratando-se de um filme de Wes Craven até esperava um filme dentro do género de Scream, um bocado saturado mas interessante. Bom, se Scream já não foi grande coisa então este nem se fala.
A acção tem um excelente fio condutor mas a concretização é muito medíocre.
Os actores são todos muito novos e acredito que daqui a uns anos serão excelentes mas a esta altura a representação dá ao filme um ar amador que não é decididamente o caso de Wes Craven. Cenas de horror, sustos e suspense também não abundam se é isso que procuram.
O segredo revelado no final é daquelas coisas que nós já apanhámos no início do filme pelo que o final acaba por não ter muito impacto.
Merece ser visualizado apenas para mostrar que os mestres também erram...

Nota: 5/10

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Megan Is Missing (2011)

Sinopse: Drama de ficção baseado em factos reais, sobre duas meninas adolescentes que se deparam com um predador na Internet.


Opinião: Um filme muito forte!! São as primeiras palavras a dizer sobre este filme que alerta para os perigos que se escondem na Internet. Duas miúdas de 13 anos, na descoberta da adolescência e nas primeiras experiências com os amigos, saídas e festas. Numa sala de chat, uma amiga sugere a Megan que adicione um rapaz super fixe com quem costuma falar. Megan conversa com este rapaz e após algumas peripécias acaba por combinar um encontro e desaparece. A sua melhor amiga Amy sabe de Josh e desconfia que ele poderá ter algo a ver com o desaparecimento de Megan e começa também a falar com ele.
Não sendo um grande filme, este é um grande filme. Todo a decorrer ao estilo de documentário, a certa altura, estamos embrenhados naquela história que quer queiramos quer não é verdadeira e acontece todos os dias. Não tem terror, não tem gore, o terror que este filme tem é aquele que nos deixa a pensar nele durante dias. Os últimos 22 minutos do filme são qualquer coisa de brutal, frio e cru. Não despegamos os olhos do ecrã por nada deste mundo.
Este filme tem uma mensagem e é brilhante a transmiti-la. Aconselho a todos que vejam por todos e mais motivos. O perigo espreita em todo o lado, tenham medo!


Nota: 8/10