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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

The Cleaning Lady (2018)

Sinopse: Enquanto tenta sair de uma atribulada relação com um homem casado, Alice desenvolve uma amizade com Shelly, a jovem que contratou para tratar da limpeza da casa e cujo rosto está desfigurado devido a um acidente na infância.Alice é tímida e Shelly irá, gradualmente, conhecer o seu passado perturbador e aprender que algumas cicatrizes são mais profundas do que aparentam. Jon Knautz é bem conhecido dos espectadores do MOTELX: o seu primeiro filme, “Jack Brooks: Monster Slayer”, encerrou a edição de 2009 e os subsequentes “The Shrine” e “Goddess of Love” foram projectados, respectivamente, em 2011 e 2015. Baseado numa curta-metragem — com a protagonista Alexis Kendra no papel de Shelly —, este é o filme mais negro e perturbador do realizador.

Opinião: À primeira vista a sinopse é simples mas o trailer já promete alguma acção com a personagem de Shelly. The Shrine é um dos filmes da filmografia deste realizador que muito apreciei e então decidi visioná-lo durante o festival MOTELX.
A acção tem o ritmo e tensão perfeitos na primeira metade do filme tendo em conta que acompanha quase exclusivamente a evolução do relacionamento das personagens de Alice e Shelly e também nos revela alguns pontos que virão a ser cruciais. A segunda metade é cheia de violência e gore em muito boa medida com um final e revelações altamente perturbadores.
Actores espectaculares, com destaque para a tímida Shelly de Rachel Alig, uma boa cinematografia e um cruzamento de histórias bastante destabilizadoras fazem deste filme um must see.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Inferno Canibal (2013)

Sinopse: Um grupo de activistas americanos decidem ir até a Amazónia para tentar proteger uma tribo que está a desaparecer. Durante o percurso, o avião sofre problemas e eles caem no meio da selva. Eles são resgatados e presos como reféns da tribo que desejavam salvar.

Opinião: Não podia perder um filme de Eli Roth, realizador que aprecio muito pela sua capacidade de organizar uma gore fest sem exageros e na medida certa. 
A acção não tem nada de especial centrando-se na jovem Justine que decide juntar-se a um grupo de activistas e viajar até à Amazónia para se manifestarem contra a desflorestação. No regresso, o avião despenha-se e são apanhados por uma tribo canibal. Como sempre, Roth demora-se na construção da tensão até nos dar o verdadeiro gore que ansiamos. Os actores estão muito bem e a cinematografia excelente. Este é um filme claramente inspirado nos grandes êxitos italianos como Holocausto Canibal e não trazendo nada de novo ao tema, está extremamente bem adaptado à realidade actual.
A não perder, especialmente para os fãs de Roth.

Nota: 7/10

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Los olvidados (2017)

Sinopse: O filme gira em torno de um grupo de jovens que viaja às ruínas para filmar um documentário sobre Epecuén. Ignorando os avisos, após um breve reconhecimento do local, eles ficam presos na aldeia abandonada. Ao contrário do que pensavam, eles começam a perceber que realmente não estão sozinhos...

Opinião: Um filme argentino com um trailer e sinopse bem apelativos torna-se rapidamente numa boa aposta. No entanto, nem tudo o que parece é e para o comprovar só mesmo visionando.
A acção baseia-se num grupo de seis amigos que vão a caminho de Epecuén acompanhados de uma vítima da inundação com vista a fazer um documentário. A premissa é interessante mas a concretização é péssima. Em primeiro lugar, falha a componente informativa/histórica: quem não conhece Epecuén e a sua tragédia, depois deste filme pouco fica a conhecer. Os actores são péssimos e o guião muito pior. Cenas que parecem cortadas, banda sonora por vezes despropositada e alguns exageros visuais criam um total distanciamento da história. 
Já viram O Massacre no Texas ou Wolf Creek? Este filme é uma cópia argentina mal feita destes filmes com especial destaque para o primeiro.
O único ponto positivo é, de facto, o cenário devastador de Epecuén que por si só, sem grande esforço, cria uma aura de mistério e desolação.

Nota: 4/10

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

The Poughkeepsie Tapes (2007)

Sinopse: A descoberta de centenas de cassetes de vídeo com torturas, mortes e desmembramentos numa casa abandonada revela o reinado de terror de um assassino em série que cometeu homicídios durante uma década.

Opinião: Tenho andado a falhar nos visionamentos e também nas opiniões, principalmente porque os filmes dos últimos tempos não têm sido grande coisa. Assim decidi procurar alguns filmes mais antigos que ainda não tivesse visionado e deparei-me com este.
A acção decorre ao estilo de documentário e acompanha uma investigação policial a um assassino em série que vem a ser documentada por cassetes encontradas numa casa com filmagens caseiras do próprio assassino com as suas vítimas.
Somos guiados através de declarações das famílias, mais focada em Cheryl Dempsey, análises de detectives, profilers do FBI, médico-legistas e especialistas em investigações deste género suportados por imagens das cassetes encontradas. A história de Cheryl acaba por ser cativante e as cassetes assustadoras, não só pelo que mostram mas pelo que não mostram mas sugerem.
Um filme muito bom dentro do género "found footage", com actores a fazer um bom trabalho e uma maneira especial de nos prender ao ecrã ao nos cativar a perceber a mente do assassino em série.
A não perder.

Nota: 7/10

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Jeepers Creepers (2001)

Sinopse: Quando regressam a casa, depois das férias, por uma estrada sem movimento, os irmãos Trish e Darry vêem um vulto atirar para um cano de esgoto o que parece ser um corpo embrulhado. Parando para investigar, eles descobrem centenas de corpos mutilados, pendurados por baixo de uma antiga igreja.


Opinião: Um filme que visionei bem antes da existência do blog e do qual nunca escrevi uma opinião. A ocasião da estreia de Jeepers Creepers 3 fez com que se tornasse imperativo escrever sobre o primeiro filme.
A acção é repleta de clichés logo desde inicio mas não que seja negativo, na verdade, a construção da acção desta forma é o que nos prende ao ecrã. Quem depois de um ver um vulto a atirar o que parece claramente um corpo embrulhado, voltaria atrás para investigar? A tentativa desesperada dos irmãos quererem mostrar à polícia que estão a ser perseguidos, o monstro sobre o qual não se sabe nada e os momentos disfarçadamente cómicos fazem deste filme uma lufada de ar fresco do seu ano de lançamento em que as pessoas estavam cansadas de Gritos e respectivas sequelas e cópias.
Com diálogos inteligentes, uma cinematografia muito boa, dupla de actores excelentes e uma boa construção da acção, este é um filme a não perder. 

Nota: 7/10

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

American Mary (2012)

Sinopse: Mary, uma jovem estudante de medicina, vê-se cada vez mais falida e desencantada com a escola médica e os reputados médicos que idolatrou no passado. O apelo do dinheiro leva-a a envolver-se no mundo negro das cirurgias alternativas e da modificação corporal, que deixa mais marcas nela que na sua bizarra clientela. Da mente das gémeas canadianas Jen e Sylvia Soska, depois da auspiciosa estreia com «Dead Hooker in a Trunk», rotulado de fucking awesome por Eli Roth.


Opinião: American Mary não consegue conquistar apenas pela sinopse ou mesmo o trailer do filme. É preciso ver para crer pois esta longa é muito mais do que aquilo que promete. 
A acção centra-se em Mary que se vê numa situação financeira complicada e em ultimo recurso decide ir até um bar fazer uma entrevista para stripper. Ironia do destino, no momento da sua entrevista, os seus conhecimentos como cirurgiã fazem-se necessários com urgência e consegue uma boa soma de dinheiro. A partir daqui começa a ser procurada no âmbito de cirurgias clandestinas e de modificação corporal o que lhe causa inicialmente alguma reticência. no entanto há um evento que muda tudo: Mary deixa a faculdade de medicina e envolve-se neste mundo bizarro ao mesmo tempo que executa um plano de vingança.
Katharine Isabelle é excelente como Mary e a construção da sua personagem envolve-nos completamente. Destaque especial para as personagens mais bizarras que cativam bastante e chamam a atenção para um mundo que muitos de nós desconhece. Ambiente excelente, gore quanto baste, alguma tortura a fazer lembrar uns quantos filmes de renome, peca apenas no final que surge muito rapidamente e com pouco desenvolvimento tornando-se quase forçado.
Decididamente a não perder.

Nota: 7/10

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Jigsaw: O Legado de Saw (2017)

Sinopse: O legado do assassino Jigsaw continua a atormentar a vida das pessoas. Corpos começam a aparecer por toda a cidade, cada um desenhado com as mais horrendas das mortes. Todas as investigações apontam na mesma direcção mas ninguém quer ousar dizer o nome do homicida falecido.

Opinião: Como grande fã da saga Saw, aguardei com muito entusiasmo este Jigsaw. Embora com algumas reservas, visto no passado a saga ter vindo a perder qualidades de filme para filme, a expectativa para algo bombástico era latente. Após o visionamento, precisei de alguns dias para assimilar e poder emitir uma opinião clara e objectiva.
A acção começa com uma perseguição policial a um jovem que aparenta ser uma possível vítima de Jigsaw ao dizer que o jogo está a começar. Somos então transportados para um jogo com cinco pessoas e revivemos o famoso discurso de John Kramer. Os corpos dos que vão morrendo no jogo, aparecem pela cidade e a polícia começa então a desconfiar que Kramer estará vivo. A partir daqui até ao final assistimos à mudança constante entre investigação e o decorrer do jogo, muitas vezes brusca, e adivinha-se facilmente o que vai acontecer a seguir. A reviravolta final acaba por materializar a impressão de desilusão, falta de imaginação e falta daquilo que é no fundo Jigsaw.
Os actores não são maus mas nenhum impressiona pelo seu desempenho, as personagens têm uma falta gigante de profundidade e os jogos deixam a desejar tanto no gore como na originalidade ou como no sentido de urgência que deveriam transmitir.
Em suma, é um filme a não perder embora não nos identifique com a saga de há dez anos atrás nem traga nada de surpreendente.

Nota: 6/10

sábado, 21 de outubro de 2017

Pet (2016)

Sinopse: Seth trabalha num abrigo para animais, e durante anos esteve apaixonado em segredo por uma empregada de café chamada Holly. Após repetidas tentativas de a cortejar, decide raptá-la e fechá-la numa jaula no abrigo onde trabalha. Seth vai descobrir rapidamente que Holly não é quem aparenta ser e que não é certo quem é a verdadeira vítima. Estreado nas meias-noites do South by Southwest, foi comparado pela crítica a filmes como “Hard Candy” ou “Gone Girl”. Trata-se da confirmação do talento do catalão Carles Torrens depois do promissor “Emergo”, exibido no MOTELX 2012, que era um drama familiar no contexto de uma casa assombrada. Agora em “Pet” examina o quanto alguém está disposto a sacrificar em nome do amor.


Opinião: Após visionar o trailer, fiquei com uma ideia muito interessante deste filme e vê-lo era algo obrigatório.
A acção começa com uma interessante perseguição romântica por parte de Seth que tudo faz para chamar a atenção de Holly, a clássica menina Barbie que não tem o mínimo interesse nele, que se torna obsessiva ao ponto de Seth a raptar e a colocar numa jaula. Mas afinal as coisas não são assim tão simples: a obsessão de Seth não se deve apenas à sua paixão por Holly mas também por um segredo sobre a vida dela. Após estas revelações e mais alguns acontecimentos, a longa passa, lamentavelmente, por momentos bastante aborrecidos deixando mesmo muito mais desenvolvimentos a desejar. 
A cinematografia está excelente principalmente no espaço onde Holly se encontra e a revelação final demonstra como depressa se pode passar de vítima a agressor e vice versa.
Não sendo espectacular por pecar na falta de exploração de alguns detalhes, não deixa de ser um filme interessante.

Nota: 6/10

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

The Bad Batch - Terra Sem Lei (2016)

Sinopse: A jovem Arlen é abandonada numa zona árida do Texas separada da civilização por uma barreira. Enquanto se tenta orientar por entre a paisagem implacável, é capturada por um grupo de canibais selvagens liderados pelo misterioso Miami Man. Com a vida em risco, ela decide fugir ao encontro de um homem a quem chamam O Sonho. Enquanto se adapta à vida no seio da Má Fornada, Arlen descobre que ser-se bom ou mau depende essencialmente de quem se encontra ao nosso lado. Depois de ter chamado a atenção com o western spaghetti vampírico “A Girl Walks Home Alone at Night”, a realizadora Ana Lily Amirpur oferece-nos agora esta ‘odisseia pop pós-apocalíptica’ que conta com nomes de peso no elenco como Keanu Reeves, Jim Carrey, Jason Momoa ou Diego Luna.


Opinião: Este filme é um bom exemplo de que é preciso mais qualquer coisa do que ter 3 nomes sonantes no elenco.
A acção até começa por ser interessante, apesar de estranha, mas depois entra numa espiral de falta de diálogo, falta de história e falta de interesse nas personagens.
As personagens,  em especial a protagonista, são muito fracas e com diálogos por vezes sem sentido. As prestações de Keanu Reeves, Jim Carrey e Jason Momoa são quase ridículas e nulas.
É um filme bastante aborrecido onde não há diálogo em grande parte dele e cujo espaço de acção é maioritariamente um deserto.

Nota: 5/10

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Killing Ground (2016)

Sinopse: Ian e Samantha viajam até a um parque nacional na esperança de que a natureza lhes proporcione um espaço para desfrutarem de alguma tranquilidade juntos. Chegam a um acampamento isolado onde encontram um jipe e uma tenda abandonados. À medida que escurece e os ‘vizinhos’ não aparecem, Ian e Sam começam a sentir um certo desconforto. A descoberta de uma criança aflita à deriva pelos bosques desencadeia uma corrente de acontecimentos sinistros que vão testar o jovem casal até ao ponto de ruptura.
 A Austrália tem uma longa tradição de survival thrillers que tiram partido das suas vastas paisagens. Este “Killing Ground” insere-se nessa categoria, mas cultiva estruturas narrativas novas que continuam a colocar a ilha-continente no pelotão da frente deste género de filmes.

Opinião: Killing Ground insere-se bem no estilo de "Wolf Creek", não tendo no entanto a mesma intensidade.
A acção constrói-se mostrando o passado e o presente o que ajuda o espectador a se envolver na história e sem nunca mostrar claramente os momentos de terror permitindo ao nosso imaginário trabalhar nesse sentido. Criamos simpatia pelas personagens e numa área em que normalmente todas têm um laivo de heroísmo, deparamo-nos com o contrário o que muito provavelmente estará mais próximo da realidade.
Este filme prova que não é preciso grandes cenas de gore para ser um bom filme, basta um bom guião, um bom espaço de acção e o trabalhar da nossa própria imaginação. Aconselho.


NOTA: 7/10
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt4728386/

domingo, 23 de abril de 2017

I Spit on Your Grave 2 (2013)

Sinopse: A jovem e bela Katie (Jemma Dallender) sonha em conseguir seguir a carreira de modelo em Nova Iorque. Sem dinheiro para pagar uma sessão com um fotógrafo profissional, ela vê um anúncio de um homem que tira fotos de graça. 

Mas a inocente sessão acaba culminando na jovem sendo violada, humilhada, drogada e sequestrada. Ela acorda noutro país, mas, ao tentar escapar, é enterrada viva. Apesar de todas as probabilidades contra ela, a jovem sobrevive. E agora, Katie vai buscar uma brutal vingança contra aqueles que tanto lhe fizeram mal.

Opinião: Contra todas as probabilidades no que diz respeito a uma suposta sequela, este é um filme a não perder. Digo suposta sequela pois a acção em termos de personagens, nada tem a ver com o primeiro, apenas segue o mesmo tipo de história.
Ao passo que o primeiro filme foca muito na cena de violação e arrasta bastante esse momento, sendo rapidíssimo o momento de vingança, este filme é o contrário. Vemos o suficiente do sofrimento da jovem e os pontos altos do filme prendem-se com a extraordinária vingança que ela prepara, cheia de gore e sofrimento.
Bom passo, excelente ambiente, bons actores.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Holidays (2016)

Sinopse: “Holidays” e uma antologia de terror que tem como tema central os feriados mais populares e amados do mundo. Trata-se de um filme que desafia o nosso folclore, tradições e preconceitos, tornando esta antologia uma celebração do terror naqueles dias especiais que se repetem ano após ano. 

Este conjunto de curtas-metragens encontra o lado negro e sangrento em datas como o Ano Novo, o Dia dos Namorados, a Páscoa ou o Natal, dias que apesar de serem de celebração causam sempre alguma ansiedade e preocupação. No leque de realizadores encontram-se alguns conhecidos do MOTELX como Nicholas McCarthy (“The Pact”e “Home”), Kevin Kolsch e Dennis Widmyer (”Starry Eyes”) ou Kevin Smith (“Red State”).

Opinião: É sempre difícil avaliar este tipo de filme como um todo, no entanto, sendo uma das antologias apresentadas no MotelX 2016 merece o seu destaque.
A antologia apresenta oito histórias baseadas no Dia de São Valentim, Dia de São Patrício, Páscoa, Dia da Mãe, Dia do Pai, Dia das Bruxas, Natal e Ano Novo. A melhor que quase nos deixa com um gostinho por uma longa-metragem será a do Ano Novo com gore e uma acção com algumas surpresas. As mais fracas serão a do Dia de São Patrício e a do Dia da Mãe, embora a primeira tenha uma menina com um ar mesmo assustador que podia ter sido conduzida de outra forma. Todas as outras são razoáveis, com destaque para a do Dia do Pai com uma acção bem inteligente.
A não perder.

Nota: 6/10

sábado, 10 de setembro de 2016

Holocausto Canibal (1980)

Sinopse: Uma equipa de filmagens, liderada pelo realizador Alan Yates, desaparece sem deixar rastos enquanto roda um documentário sobre canibais na Amazónia. O professor Monroe lidera uma equipa de salvamento, mas só encontra as bobinas deixadas pela equipa desaparecida. Em Nova Iorque, ele e os executivos da estação de TV assistem, em choque, ao material bruto filmado por Yates.

 “Cannibal Holocaust” foi banido em vários territórios e Deodato acusado de homicídio em Itália, tendo de provar que os seus actores estavam vivos. O realizador usou de forma engenhosa os mecanismos daquilo que se viria a chamar “found footage”, tornado popular com “The Blair Witch Project”, quase 20 anos depois.

Opinião: Pouco haverá mais a dizer sobre um clássico como este que já não se saiba. Para a época, um filme genial que veio chocar o mundo trazendo muitos dissabores ao seu realizador Ruggero Deodato.

A primeira parte do filme está baseada na expedição da equipa de salvamento para descobrir o que aconteceu com a equipa de documentários desaparecida há dois meses. Aqui são-nos apresentados alguns dos brutais costumes das tribos envolvidas e a forma como esta equipa de salvamento tenta ganhar a sua simpatia.
Na segunda parte, Deodato explora o que 20 anos depois viríamos a classificar de “found footage”. Para além do brutal gore e violência psicológica muito bem filmados para a época, o realizador devolve também uma forte crítica social aos Estados Unidos que nos é dada de forma, por vezes, não tão subtil, com o racismo e a dicotomia entre o selvagem e o civilizado e como os dois conceitos se confundem. Esta dicotomia é bastante notada na viragem dos primeiros 50 minutos para os últimos.
Um clássico obrigatório.

Nota: 10/10

Baskin (2015)

Sinopse: Cinco agentes da polícia estão a jantar quando são interrompidos por uma chamada de emergência de Inceagac, uma localidade conhecida por ser habitualmente o foco de estranhos rumores. Durante o caminho, uma figura ensanguentada na estrada fá-los despistar o carro para dentro do rio. Mesmo assim, os agentes conseguem chegar a Inceagac e descobrem num edifício abandonado vestígios de um culto que lhes irá literalmente abrir os portões do Inferno… 

Can Evrenol, velho conhecido do MOTELX, exibiu três das suas curtas no Festival, incluindo “Baskin” que deu origem a esta longa-metragem comparada a “Hellraiser” ou aos filmes de Lucio Fulci. Estreado em Toronto, “Baskin” ganha uma nova relevância à luz dos recentes acontecimentos políticos na Turquia.

Opinião: Não sendo um género popular na Turquia, era com grande curiosidade que aguardava esta longa-metragem.
A acção nao tem nada de especial, pelo menos nos primeiros cinquenta minutos de filme. Assistimos às conversas descontraídas dos polícias, com forte conotação sexual, até ao momento em que recebem uma chamada para se deslocarem a um local estranho. Aqui sim o ambiente começa a tornar-se assustador, nalguns momentos até a lembrar O Projecto Blair Witch. Também é a partir daqui que a linha da acção quase deixa de existir e fica tudo um pouco confuso num misto de sonho e realidade, criaturas comedores de carne, tortura etc
Sendo um primeiro trabalho turco neste âmbito, vale a pena ver embora com muitas questões a melhorar. Ambiente e actores muito bem, acção não devia ter sido tão descurada a favor do torture porn.

Nota: 6/10

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Nem Respires (2016)

Sinopse: Três jovens ladrões decidem fazer um último golpe juntos, um assalto à casa de um homem cego abastado. Depois de criarem o plano perfeito, arrancam para aquele que julgam ser o assalto mais simples que já levaram a cabo. Mas estão enganados. O dono da casa esconde vários segredos e vai-se revelar um grande obstáculo para eles. 

Depois de realizar o remake do famoso “Evil Dead”, Fede Alvarez volta a dar cartadas no género de terror com um filme de home-invasion ao contrário. Elementos fundamentais deste subgénero como o som, o silêncio, o espaço limitado da acção e a movimentação das personagens complementam-se aqui de forma perfeita e dão à luz momentos de tensão de cortar a respiração.

Opinião: Aguardava com alguma expectativa o visionamento deste filme, não só por ser o escolhido para a cerimónia de abertura do MotelX 2016 mas também por ser obra do realizador do excelente remake de Evil Dead.
A acção tem uma linha até bastante simples, permite-nos perceber o background das personagens até ao momento do assalto à casa. A partir daqui, muda completamente a perspectiva em que a vítima passa a ser o atacante.
O ambiente é extremamente tenso, num jogo de gato e rato, complementado com algumas surpresas por parte do homem cego e aparentemente inofensivo. Fede Alvarez provou que vai continuar a dar cartas no género e ficamos a aguardar os próximos.
Foi um excelente início de programa para o MotelX 2016 e estreia amanhã dia 08/09 nas salas de cinema portuguesas.


Nota: 9/10

domingo, 24 de agosto de 2014

Mother's Day (2010)

Sinopse: Três irmãos criminosos voltam para casa... apenas para descobrir que a mãe perdeu a casa por falta de pagamento. No momento que os novos proprietários fazem uma festa, em choque os irmãos invadem a casa tornando todos reféns. 

Com a chegada da mãe torna-se óbvio que ela fará absolutamente tudo para proteger o seu lar. Lados serão tomados, segredos serão revelados e os pecados punidos enquanto os reféns tentam sobreviver à pior noite das suas vidas. Nem todas as mães são iguais.

Opinião: Um filme de Darren Lynn Bousman do qual eu tinha receio que fosse seguir a linha de Saw, não por não gostar mas porque estaria a saturar o género ainda mais. No entanto este filme é uma excelente surpresa.
A acção começa com um casal a dar uma festa na sua nova casa e em paralelo, três irmãos fogem de um assalto que corre mal e um deles acaba baleado. Ao chegarem à casa da mãe, percebem que já não é ela quem vive lá. Todo o resto da acção especialmente com a chegada da mãe, torna-se numa continua sucessão de momentos de tensão, desvendar de segredos e torturas psicológicas e físicas.
O ambiente excelente, actores muito bons com destaque para a espectacular interpretação de Rebecca De Mornay, a actriz do famoso filme de 1992 A Mão Que Embala O Berço.
Uma reviravolta final espectacular. Recomendo vivamente!


Nota: 8/10

terça-feira, 25 de março de 2014

Vile (2011)

Sinopse: Nick, a sua namorada e os seus dois melhores amigos são sequestrados depois de uma viagem de acampamento e acordam numa prisão desconhecida com dois frascos ligados por um fio na base do crânio. Eles não estão sozinhos: quatro pessoas estão na mesma situação que eles. A tarefa deles, definida por uma figura misteriosa num vídeo, é encher os frascos com produtos químicos que o cérebro produz quando em dor extrema. Quem será o primeiro a sofrer as agonias dolorosas…


Opinião: Vile é mais um filme que aproveita o sucesso do género de filmes como Saw ou Hostel para se promover, mas que até não é assim tão mau.
A acção é bem conduzida e tem um bom enredo com um guião estruturado. A ideia é original bem como os cenários mas vem na mesma onda de Hostel, Saw e fez-me até lembrar a linha condutora de Martyrs em que se leva o ser humano a um sofrimento extremo com vista a obter qualquer coisa de transcendente. 
Os actores fazem um bom trabalho, tem diálogos coerentes e com certas personagens conseguimos até sentir alguma simpatia por elas e desejar que consigam escapar.
Recomendo o visionamento deste filme.

Nota: 6/10

domingo, 29 de setembro de 2013

Home Sweet Home (2013)

Sinopse: Frank e Sara mudam-se para o campo para aí educarem o filho de um ano, Adam, longe do caos e poluição da cidade. A apreensão de Sara e o seu medo por viver numa casa isolada aumentam quando, uma manhã, vê um estranho junto à sua propriedade. Nesse dia, deixam o filho com a avó para passarem uma noite a dois, algo que não faziam há algum tempo. Mas, na sua ausência, um intruso entra-lhes em casa e transforma-a numa verdadeira armadilha. A noite cai lentamente, e com ela inicia-se um verdadeiro pesadelo e um jogo mortal entre caçador e presas.

Opinião: Avancei para esta longa sem qualquer tipo de expectativa e embora reconheça as suas falhas, este é um filme a não perder e que merece alguma atenção.
A acção não tem nada de especial, os primeiros minutos do filme dão-nos a perceber mais ou menos o que se está/vai passar e que basicamente corresponde ao que está na sinopse. O que torna este filme uma longa com algum valor é a forma como é construído o ambiente. A entrada em casa do intruso e o seu metodismo na preparação da casa para a chegada dos donos. Quando eles chegam percebe-se perfeitamente a atenção que veio a ser criada à medida que o filme avançava.
Ponto contra: há certas situações que deviam ser revistas e o final, apesar do bom twist, poderia ter sido elaborado de outra maneira.

Nota: 6/10

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Comboio Infernal (2008)

Sinopse: Uma equipa de atletas americanos visita a Europa de Leste a fim de participar no Campeonato de Wrestler do Mar Negro. Após uma festa debochada que se prolongou pela noite dentro, Alex e alguns colegas acabam por perder o comboio para Odessa. O treinador fica furioso, mas uma misteriosa mulher oferece-lhes uma boleia num comboio alternativo. Aceitam o convite e sobem a bordo exaustos. Mas o comboio esconde um segredo fatal e um pesadelo impensável de sangue, dor e lágrimas está prestes a começar…



Opinião: Bom a capa do filme de si já se torna interessante mas todos sabemos que quanto melhores as capas e os trailers, piores os filmes (na maior parte dos casos, claro).
Quem gostou de Hostel certamente irá gostar deste filme embora em o primeiro seja superior em termos de qualidade. A acção aborda uma equipa de atletas que visitam a Europa do Leste e que se vêem presos num comboio que se vai revelar o seu maior pesadelo. O ambiente e cenário são muitos bons e os actores, com especial destaque para Thora Birch, fazem um excelente trabalho. A acção é construída de forma a envolver-nos na história e os momentos de horror, gore e terror psicológico são qualquer coisa de geniais e muito bem feitos.
Muito bom.

Nota: 7/10

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Trilho da Morte (2007)


Sinopse: Um jovem casal, a acampar nas montanhas, enfrenta repentinamente uma aterrorizante história de sobrevivência. Enquanto tomava banho num lago por perto, Sheryl (Brianna Brown) é raptada por um monstro psicopata que a força a participar num ritual satânico juntamente com o seu noivo. Conseguirão eles escapar a este monstro obsessivo? Uma história incrivelmente perversa a evocar os melhores filmes de Stephen King.


Opinião: Muito semelhante ao estilo de Wrong Turn (review de todos em breve) e sem nada de novo a acrescentar ao género, Timber Falls não deixa de ser interessante.
Dois jovens vão acampar nas montanhas e são surpreendidos por um local não tão simpático como aparenta e cujas motivações são, para nós espectadores, credíveis, assustadoras e até originais. Penso que o mais interessante deste filme são as motivações e as acções completamente psicóticas do casal que mantêm os jovens cativos. Também de salientar a beleza das montanhas e a óptima fotografia deste filme.
Os actores que encarnam o casal psicótico têm de facto uma prestação excelente com especial destaque para a personagem feminina. 
Com gore e algumas cenas dispensáveis creio ser um filme que não pode ser posto de parte e que vale a pena dar uma olhada.

Nota: 6/10