terça-feira, 18 de setembro de 2012

Babycall (2011)


Sinopse: Depois de escapar dos maus tratos do ex-marido, Anna muda-se com o filho de 8 anos para uma morada secreta, localizada num gigantesco bloco de apartamentos. Obsessivamente protectora, Anna compra intercomunicadores para bebés para ouvir o filho no seu quarto. No entanto, o aparelho capta conversas de outro apartamento, que a levarão a uma investigação perigosa.

Opinião: Esperava muito deste filme e mais uma vez foi-me provado que não se pode ir com expectativas altas. Tendo como mote “Quão longe irias por aqueles que gostas?” esperava algo mais visceral e intenso. Não foi o que aconteceu.
Não é um mau filme, é preciso esclarecer…só não é um filme de terror. Quanto muito um thriller psicológico e mesmo assim dos fracos a meu ver.
A acção tem um bom desenvolvimento e a ideia é perfeita bem como os cenários que segundo o próprio realizador pretendem criar alguma tensão sem ser num cenário nocturno. A actriz Noomi Rapace faz uma interpretação perfeita e este filme podia ter sido mesmo muito grande, se não fosse vendido como terror e talvez com outra abordagem mais clara da acção.
Misturando paranormal com doença mental, Sletaune utiliza o seu filme para fazer uma crítica social.
Aconselho, porém avisando que se trata de um drama/thriller.

Nota: 5/10

V/H/S (2012)


Sinopse: Um grupo de delinquentes é contratado para recuperar uma cassete de vídeo de uma casa isolada. Ao entrarem no local, deparam-se com um cadáver rodeado de pilhas de cassetes. Enquanto procuram pela razão da sua missão, são presenteados com diversos vídeos horríficos, cada um mais estranho que o anterior.


Opinião: Sendo um fã do género found footage e com tantas excelentes críticas, esperava passar duas horas muito agradáveis. Afinal não foi bem assim.
A acção deste filme é bastante confusa. Começa com um grupo que descobre uma pilha de cassetes e começa a vê-las em busca de uma específica que devem encontrar. Deparamo-nos então com diversas histórias de terror já conhecidas mas não completas, apenas pequenos excertos que proporcionam momentos de susto, gore e alguma estranheza não deixando de ser tensas. No entanto, no final do filme ficamos com a sensação de que nada fez sentido com nada e que acabamos de assistir a um conjunto de vídeos sem sentido. A meu ver não teria sido necessário começar com o grupo que vai à procura da cassete pois acaba por não ter grande relevância para a história que não há.
De qualquer das maneiras aconselho apenas porque temos momentos de gore e fantasmas bem interessantes.

Nota: 5/10

Red State (2011)


Sinopse: Um grupo de adolescentes é apanhado na teia de uma seita de fanáticos religiosos, liderados pelo pastor Abin Cooper, que planeia acções radicais para retirar o pecado do mundo.


Opinião: Uma longa-metragem metendo uma seita religiosa deixou-me com água na boca para um filme cheio de tensão, conspiração, algum gore e situações bem além daquilo que possamos imaginar. Na verdade não chega a tanto.
A certa altura a acção está bem confusa, há coisas que não fazem sentido umas com as outras e vai culminar num final que também não lembra a ninguém. 
As interpretações estão muito boas, com especial destaque para John Goodman, o cenário não é nada de especial e a tensão que se espera num suposto filme de terror acontece apenas num momento do filme em que esperamos ver uma cena de gore mais elaborada, visto tratar-se de uma seita a limpar os pecados de alguém e não é o que acontece.
Este filme carrega uma forte crítica à religião e este tipo de seitas que são cada vez mais comuns e cada vez mais dominadoras.
Aconselho a ver se tiverem curiosidade, de outra forma acho que não vale a pena. Smith deve continuar a dedicar-se às comédias.

Nota: 5/10

sábado, 15 de setembro de 2012

Livide (2011)


Sinopse: No primeiro dia como estagiária em apoio domiciliário, Lucy visita a Sra. Jessel, uma idosa em coma, sozinha no seu remoto casarão. Depois de ouvir falar de um tesouro que a antiga professora de dança teria escondido, Lucy decide procurá-lo com os amigos.


Opinião: A minha principal expectactiva em relação a este filme prendia-se a saber se os realizadores tinham aprendido a lição com À l’intérieur. Atenção adorei o filme mas convenhamos que existem muitas falhas em termos de credibilidade e mesmo do próprio cenário do filme.
O tom e o cenário de Livid é lindíssimo e muito gótico conseguindo criar o ambiente palpitante especialmente quando as personagens exploram a grande mansão. A acção tem um sentido lógico e deixa-nos colados ao ecrã para saber o que de estranho se passa/passou na mansão mas termina de uma forma pouco clara, pateta até, e que não faz jus ao resto do filme.
Das personagens devo destacar Lucie que faz um papel muito bom e a personagem de Jessel que tem o ar realmente aterrorizante apesar da aparente fragilidade.
De uma forma geral, os realizadores conseguiram melhorar a imagética do filme conferindo-lhe mais realismo (por comparação ao trabalho em À l’intérieur), no entanto continua a haver arestas a limar.

Nota: 6/10

Apartment 143 aka EMERGO (2011)

Sinopse: Uma equipa de parapsicólogos investiga uma série de fenómenos inexplicáveis ocorridos num apartamento. Estranhas chamadas telefónicas, emissões extraordinárias de luz e objectos voadores são alguns dos eventos com que se deparam enquanto registam cada passo da investigação através da mais avançada tecnologia.

Opinião: Mais um filme inserido no sub-género “found-footage” iniciado praticamente pela popularidade do filme Actividade Paranormal. Não é um filme excelente mas também não é um mau filme.
Uma acção muito simples com uma equipa de parapsicológos a investigar o que se passa no apartamento de um viúvo e dos seus dois filhos. Muito bons os efeitos e as técnicas da equipa com vista a descobrir o que o espírito pretende da família ou o que pretende comunicar. Para além da componente sobrenatural mostra também uma crise familiar entre um pai e filha adolescente. O final é surpreendente e muito bom.


Nota: 7/10

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

The Pact (2012)


Sinopse: Após a morte da mãe, Annie é persuadida a voltar a casa para lhe prestar uma última homenagem. Durante a noite, algo de inexplicável na atmosfera da habitação deixa-a fora de si. Com a ajuda de um polícia local e de uma médium, Annie procura as causas das misteriosas manifestações.

Opinião: A semelhança de tantos outros filmes do género, The Pact parece rondar mais uma vez a história da casa assombrada por uma entidade. Afinal acaba por revelar ser mais do que isso.
A primeira parte do filme é bem aborrecida, a acção decorre de forma lenta e sem grande interesse mesmo apesar das manifestações da presença dentro da casa. Entretanto começa a tornar-se bem mais interessante quando a médium revela que aquele espírito tem muito mais para revelar do que aquilo que se pensa.
O ambiente não é tão tenso como seria de esperar excepto o único plano do espírito que se encontra na casa. Os actores não estão mal e gostei muito da personagem principal. Todo o percurso desta é absolutamente igual ao que uma pessoa normal faria em certas situações, ou seja, esta personagem não dá espaço ao cliché e à pergunta “Mas porque é que estás a fazer isso?”
Apesar de não ser nada de espectacular, aconselho pois a reviravolta final e muito interessante e creio que dá o mote para uma sequela.

NOTA: 5/10

The Tall Man (2012)

Sinopse: As trevas pairam sobre uma pequena cidade: várias crianças desaparecem sem deixar rasto. As superstições locais dizem que uma entidade misteriosa conhecida como “O Homem Alto” é a responsável. A enfermeira Julia é céptica até o filho desaparecer a meio da noite, levando-a a uma busca desesperada que a envolverá num obscuro labirinto de emoções conspirativas.


Opinião: Um filme de Pascal Laugier, o realizador do meu filme favorito Martyrs, merecia toda a minha atenção. À partida percebi que não teríamos outro Martyrs mas algo menos hardcore mas sempre com a ideia de que a qualidade se manteria e não me enganei.
A acção é perfeita, com uma linha condutora sempre cheia de reviravoltas que nos prende desde o primeiro minuto até ao último para saber o que vem a seguir. A interpretação de Biel é soberba e adoro os planos dela a correr na floresta à noite com todo o nevoeiro, um ambiente perfeito. Mais uma vez, mas sem gore, Laugier aproveita o filme para mandar um pequeno recado à nossa sociedade o que acho extremamente inteligente e que prova que um filme de terror ou um thriller não são apenas um género das massas consumistas de violência: há muito mais.
Aconselho vivamente este filme, a não perder.

Nota: 8/10

Enquanto Dormes (2011)

Sinopse: César é porteiro num prédio. Pode não ser o melhor trabalho do mundo, mas a verdade é que não o trocaria por nenhum outro, já que este lhe permite conhecer a fundo todos os inquilinos do imóvel, seus movimentos, seus hábitos. Controla as suas idas e vindas, estuda-os, descobre seus pontos fracos, os seus segredos. Se quisesse poderia inclusive controlar as suas vidas, intervir nelas como se fosse Deus, sem ninguém suspeitar. 
César tem um jogo secreto: gosta de magoar, mover as peças necessárias para criar dor em seu redor. A nova vizinha do 5ºB sorri, entra e sai todos os dias radiante, cheia de luz, convertendo-se assim na sua próxima vítima. A sua obsessão. O jogo de César vai começar a complicar-se, tornando-se imprevisível. Perigoso. Se não tiver cuidado, pode inclusive voltar-se contra ele.

Opinião: Balagueró mostra mais uma vez que é bom, e quando se é bom não há nada a fazer. Depois do sucesso de REC 1 e 2, eis que surge Mientras Duermes.
Este filme espalha realmente o terror pois mostra o mais perigoso de todos os monstros em acção: o ser humano. Á medida que a acção decorre, vamos a pouco e pouco percebendo o verdadeiro âmago do personagem principal que por sua vez faz um papel espectacular. Ele não suporta felicidade e como não a suporta está determinado a acabar com o sorriso de quem está feliz e escolhe então a nova vizinha do prédio do qual é porteiro para atormentar. Todas as medidas, tudo o que ele faz mostra que nem sempre o verdadeiro psicopata é aquele que mata. O ambiente de terror que este filme cria deve-se precisamente ao facto de nos poder acontecer aquilo a nós: ver a nossa privacidade invadida sem sabermos.
O ambiente e o cenário são excelentes, o actor Luis Tosar nem tenho palavras para descrever e uma acção inteligente: tudo no devido sitio para nos proporcionar um belo filme de terror psicológico.
Aconselho muito!

Nota: 8/10

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

[REC]³ Génesis (2012)


Sinopse: Koldo e Clara foram feitos um para o outro. Vão celebrar o casamento com os seus entes queridos. Mas uma sombra negra abate-se sobre a celebração. No dia mais feliz das suas vidas, as portas do Inferno abrem-se e o caos espalha-se pela terra.


Opinião: Como era de esperar, REC Genesis foi a desilusão para nao dizer desgraça total. Mesmo apesar da certeza do que me esperava, tive que visionar este filme por ser o seguimento dos outros dois. Salvo algumas tentativas falhadas de ligar este REC aos dois primeiros, este filme não tem nada a ver com os mesmos. 
Em momento algum este filme desperta as mesmas reacções dos seus antecessores e se estão à espera que isto vá explicar/clarificar alguma coisa sobre o vírus e outras questões deixadas pendentes nos dois primeiros filmes como prometido, esqueçam! O ambiente não é minimamente assustador, os actores fazem um trabalho razoável e se o nome do filme não fosse este, ninguém o associaria à saga REC.
Sabendo que vem um REC 4 por aí, estou mesmo com muito receio. Balagueró e Plaza fizeram um excelente trabalho com REC 1 e 2 mas Paco Plaza a solo acabou por estragar aquilo que era muito bom.
Se não o visionarem, também não perdem nada. A nota que lhe atribuo é apenas por respeito…


Nota: 6/10

The Butterfly Room (2012)


Sinopse: Ann, uma senhora solitária que vive com uma colecção de borboletas e memórias do passado, cruza-se com Alice, de 11 anos, que se dedica a extorquir dinheiro a idosas. Ann mantém grande secretismo em relação à sua vida privada e ao seu quarto das borboletas.

Opinião: Este era a minha grande expectativa do dia por diversos motivos e foi de facto um grande filme: Barbara Steele prova que a mestria só melhora com a idade e o realizador Jonathan Zarantonello mostra que ainda tem muito para dar sendo que este foi o seu primeiro filme.
Todo o filme tem um ambiente semelhante ao de um filme europeu embora tenha sido completamente produzido nos Estados Unidos. A fotografia, a imagem, a velocidade, ou não, das sequências conferem o ambiente perfeito.
A acção tem uma linha condutora envolvida em secretismo embora seja da opinião que a certa altura se torne um pouco confusa não sendo no entanto um facto para prejudicar os momentos de grandeza desta longa-metragem.
O factor principal a salientar é de facto a personagem de Ann, soberbamente interpretada por Steele, muito bem construída e com o verdadeiro lado negro sempre presente. No MOTELx, o realizador Zarantonello perguntou-me se achei um filme demasiado feminista por mostrar as mulheres no poder e no domínio da situação. Eu não achei e inclusive disse-lhe que nos filmes de terror as mulheres tem sido passadas para segundo plano erradamente pois há muito a explorar no âmbito do terror e do maquiavélico feminino pelo que ficaria a aguardar o próximo filme, prometido para daqui a 4 anos.
Aconselho vivamente.

Nota: 8/10

Urban Explorer (2011)


Sinopse: Ansiosos por explorar o mundo subterrâneo de Berlim, um grupo de exploradores urbanos estrangeiros, acompanhados por um guia local, aventuram-se por túneis e fortificações secretas em busca de um bunker emparedado, pertencente ao regime nazi. Quando um dos exploradores sofre um acidente, o grupo é ajudado por Armin, um aparentemente afável guardião do submundo.


Opinião: Estava a espera de ter alguns déjà vu neste filme e foi o que de facto aconteceu. Influências do australiano The Tunnel (reportagem nos túneis subterrâneos de Sydney), de Hostel (gore e uma ou outra cena) e Wolf Creek (personagem principal).
A acção é bastante credível e bem conduzida e baseada num tema actual uma vez que em várias cidades do mundo existem este tipo de exploradores urbanos. O ambiente nos túneis é bem tenso e os caminhos que as personagens tomam para chegar aos tais graffitis nazis são mesmo muito desconfortáveis.
Os actores fazem um bom trabalho mas devo destacar a personagem de Armin que tanto num momento faz lembrar um psicopata como no momento a seguir parece uma pessoa prestável e a querer ajudar.
Quando li sobre este filme, falaram dele como mais um torture porn o que eu não concordo pois de tortura vemos muito pouco excepto numa cena. Não há nada explícito, apenas sugerido ao espectador o que não acontece por exemplo com Hostel.
Os alemães estiveram aqui muito bem, aproveitando um pouco da sua própria história como rastilho para o ambiente tenso e constrangedor.


Nota: 7/10

Crawl (2011)


Sinopse: O dono de um clube nocturno contrata um misterioso croata para assassinar um seu conhecido devido a uma dívida por saldar. O crime é levado a cabo, mas uma traição falhada acaba por envolver uma inocente empregada do clube. Refém na sua própria casa, a jovem é forçada a adoptar medidas desesperadas para sobreviver.


Opinião: Crawl foi um dos filmes de abertura de uma das salas do primeiro dia de MOTELx. Não fui à espera de uma grande filme de terror, mas sim de um bom thriller e embora não seja assim tão bom como esperava cumpriu a sua função.
A acção não tem nada de especial mas tem uma linha condutora que nos desperta a curiosidade relativamente à personagem do croata assassino. Esperava que em algum momento houvesse alguma revelação relativa a esta personagem mas qualquer uma das personagens não teve grande desenvolvimento excepção feita a Marilyn Burns (cujo nome nos remete para um grande filme de terror) que espera com ansiedade o pedido de casamento do noivo.
Os actores são muito bons e o ambiente de tensão com grandes planos, que a princípio me fizeram pensar que seria um filme muito lento, provaram que não é preciso muito diálogo para criar um ambiente tenso e palpitante. Os fãs de gore têm uma ou outra cena para se deliciarem e os fãs de Hitchcock notarão uma certa influência.
Aconselho o visionamento mesmo sendo um filme “light”.

Nota: 5/10

sábado, 8 de setembro de 2012

O Enigma do Horizonte (1997)

Sinopse: O ano é 2047. Alguns anos atrás, a pioneira nave de pesquisa Event Horizon desapareceu sem deixar vestígio. Agora, um sinal foi detectado e o Comando Aeroespacial dos Estados Unidos responde. Em busca da origem do sinal está um destemido capitão (Laurence Fishburne), sua tropa de elite e o designer que projectou a nave perdida (Sam
Neill). Sua missão: encontrar e resgatar a espaçonave de última geração. Mas o que eles encontram é terror de última geração; o que eles têm que resgatar são suas próprias vidas, pois alguém, ou alguma coisa está prestes a envolvê-los em uma nova dimensão de pavor inimaginável.  

Opinião: Já vi este filme há algum tempo, no entanto a pedido, publico a minha opinião sobre ele. Não é um filme muito elaborado em termos de personagens e também de acção, mas no entanto isso não deixa a desejar.
Tem o ambiente certo e o fio condutor da história prende-nos ao ecrã do princípio ao fim, consegue transmitir-nos perfeitamente a sensação de suspense e de que existe alguma coisa à espreita. Os actores fazem um bom trabalho e é de salientar a forma progressiva como as personagens se começam a entregar às alucinações pois o resultado final é muito natural.
Os efeitos especiais, algum gore dão o toque final e quando se falar de Pandorum, é favor não compará-lo a Event Horizon pois este último é de longe muito melhor embora com menores recursos e elaboração.


Nota: 8/10

domingo, 19 de agosto de 2012

A Casa na Floresta (2011)


Sinopse: Cinco amigos vão para uma cabana remota algures na floresta. Coisas más começam a acontecer. Um filme de terror que vira o género de pernas para o ar.

Opinião: Como todos nós, ia eu a caminho de ver um filme de adolescentes que vão para o fim-de-semana de sexo e divertimento que acabam a ser perseguidos e mortos um a um. Realmente é isso, não podemos negar, mas este filme é muito mais…
A acção decorre como todos os filmes do género a que estamos habituados, o ambiente certo, as personagens cliché de sempre, as atitudes por parte delas que já sabemos que acontecem mas aquilo que nós não fazemos a mais pequena ideia é o motivo de todos esses clichés e é este filme que nos explica tudo!
Além de zombies, bicheza, gore e clichés tem ainda momentos que dão vontade de rir. Falar mais sobre este filme é estar a tirar todo o gozo que se pode tirar dele e atenção que este é para os verdadeiros fãs de terror porque todos os outros não vão perceber o significado desta produção.
Os produtores deste filme estão de facto de parabéns pela originalidade e criatividade!
Aconselho vivamente.

Nota: 9/10

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Choose (2010)


Sinopse: Fiona, uma estudante de jornalismo, segue o rasto de um assassino. O método do psicopata é cruel, ele manda que as suas vítimas escolham entre a vida do pai ou da mãe, ou ameaça matar ambos em 60 segundos. Fiona entrou num jogo arriscado e terá que arcar com as consequências das suas decisões...


Opinião: O pior aspecto deste filme é a sinopse que aparece em vários sítios e em cada um deles diferente e nada a ver com o filme. Ainda assim o filme é aquilo que se esperava.
Não sendo nada de muito espectacular, achei a história bastante inovadora embora pudesse ter sido mais trabalhada. Nota-se perfeitamente que a inspiração veio de Saw mas com a diferença que este assassino impõe a escolha entre duas coisas em 60 segundos e trata disso ele mesmo à excepção da cena inicial à qual a sinopse faz alusão. 
Os actores são bastante bons e os cenários também. A cena de um dos homicídios está brutal e é a única que proporciona aos fãs do gore um momento mais emocionante. De facto o guião é que poderia ser muito melhor e certas partes mais exploradas. O final é um pouco previsível.
Aconselho pois é um filme que nos deixa entretidos e na expectativa do que vem a seguir.

Nota: 6/10

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ATM - Armadilha Mortal (2012)

Sinopse: Quando Corey, colega de trabalho de David e Emily lhes pede boleia de regresso a casa após a festa de Natal da empresa, aquele que seria o primeiro encontro do casal acaba por tomar um rumo inesperado. Durante a viagem, Corey obriga-os a parar numa caixa Multibanco e aquilo que não deveria ser mais do que uma transação rotineira transforma-se numa luta desesperada pela sobrevivência a partir do momento em que uma figura misteriosa os aprisiona no interior da cabine. Com as temperaturas de inverno a cair para valores negativos e o nascer do sol ainda longe, eles não terão outra escolha senão entrar no mortal jogo do gato e do rato dessa figura misteriosa.


Opinião: Já podia imaginar o que ia sair daqui. Estreia de terror em Portugal tinha que ser uma coisa fraquinha, mesmo apesar de tantas comparações com Cabine Telefónica (menos, muito menos...) e de facto foi isso mesmo.
Sem qualquer tipo de acção condutora, sem grandes explicações, apenas mais do mesmo. Os três colegas de trabalho por motivos completamente descabidos, e confesso que a ser eu tinha espancado o Corey logo nos primeiros 10mn, vão a um multibanco levantar dinheiro. Quando estão para sair têm um homem de ar duvidoso e de cara tapada que os aguarda e assim começa o dilema dos três do como sair dali sem que o senhor do lado de fora os mate. Os actores ate são bastante credíveis e a ansiedade criada até resulta mas não é suficiente para se tornar um bom filme. Gore não tem e reviravoltas que nos colem ao ecrã também não. Falta-lhe também alguma motivação, explicação ou mesmo objectivo para o assassino planear encurralar pessoas dentro de sítios fechados embora não seja o mais importante pois apesar de tudo este assassino é muito inteligente e no final irão perceber porquê.

Nota: 5/10

domingo, 5 de agosto de 2012

Casa Silenciosa (2011)


Sinopse: “Casa Silenciosa” é um remake americano de “La Casa Muda”, um filme de terror uruguaio que causou bastante sensação pelos diversos festivais por onde passou. Sarah visita com o pai e o tio a velha casa de férias de família para retirar os últimos pertences para colocar a casa à venda. Mas à medida que começa a arrumar os primeiros objetos, estranhos eventos começam a ocorrer e Sarah fica trancada dentro da velha casa. Sem contacto com o mundo exterior e sem saída, o pânico transforma-se em terror numa intensidade que ameaça a sanidade mental de Sarah. Afinal o que é real?

Opinião: Como até achei La Casa Muda, um filme interessante embora com as suas falhas, julguei que um remake Americano lhe desse uma nova cara e cobrisse as falhas do filme uruguaio mesmo porque financiamento foi quase nulo.
Pois este Casa Silenciosa é a prova de que nem sempre o dinheiro e a visão mais ampla (supostamente) tornam as coisas melhores.
A acção segue na mesma linha, com mais diálogos e algumas alterações na forma como a casa surge à protagonista que se tornam mais lógicas do que no filme original.
No entanto, a casa, a luz, a fotografia é muito mas muito melhor no filme uruguaio. Neste filme são raros os momentos em que a protagonista fica totalmente às escuras e com a iluminação apenas de uma candeeiro, ao contrário de La Casa Muda em que a maior parte das vezes a iluminação vem apenas do candeeiro e sem qualquer luz adicional o que torna o quadro mais assustador.
Neste remake preocuparam-se em esclarecer melhor a história e o segredo da família e esqueceram-se um pouco do ambiente que lhe devia ter permanecido do filme original.
Aconselho o visionamento mas apenas para comparação ao low-budget uruguaio.


Nota. 3/10

terça-feira, 31 de julho de 2012

Blood Runs Cold (2011)


Sinopse: Após o sucesso como cantora, Winona volta para sua cidade natal para relaxar e encontrar inspiração para escrever novas músicas. Ela instala-se numa casa alugada pelo seu empresário, mas fica assustada com os ruídos perturbadores do local. Quando Winona reencontra antigos amigos na cidade, convida-os para lhe fazer companhia, mas o que eles não sabem é que algo permanece acordado na casa em todos os momentos, caminhando pelos corredores, à espera, observando o momento certo para atacar.

Opinião: Quase não tenho palavras para descrever este, não é que seja muito mau mas é mau. É certo que a pontuação no IMDB não era muito alta, mas é facto que existem muitos filmes de fraca pontuação e que até acabo por gostar e como a capa até sugeria qualquer coisa, decidi visioná-lo. 
A história faz algum sentido e o cenário está bastante adequado, no entanto os actores são péssimos, os diálogos pior ainda. O assassino é o único que se safa no meio de tanta miséria. Um ponto positivo a salientar é a revelação que acontece quando aparece o manager de Winona, mas não chega para mudar alguma coisa. 
Tem algum gore mas daqueles que faz parar o filme e desatar à gargalhada. É um estilo muito anos 70 mas de fraca qualidade.


Nota: 3/10

Freddy Contra Jason (2003)


Sinopse: Freddy Krueger está no inferno, literalmente. A terrorífica personagem passou os últimos anos a invadior os sonhos e a aterrorizar a população de Springwood, mas agora acabou-se, ou pelo menos, é nisso que acreditam os habitantes: todas as potenciais vítimas tomaram drogas que as impedem de sonhar, tornando o mestre dos pesadelos impotente. Mas Freddy não desiste. Desta vez ele vai ressuscitar Jason Voorhees (a personagem de «Sexta-Feira, 13») e servir-se dele para concretizar o seu plano de vingança. Mas Jason Voorhees cumpre a sua missão com exagerado brio, quase acabando com a população que faz as audiências de Freddy, e este vê-se forçado a travá-lo.

Opinião: Aqui está um belo tributo a dois grandes do cinema! Tive algum medo ao pensar na junção de dois assassinos tão diferentes mas a forma como os juntaram e como tudo foi interligado é excelente.
Para quem nunca viu nenhuma das sagas, o realizador portou-se lindamente em, de forma bem natural, contar a história dos dois assassinos e por sua vez suscitar a vontade de ver ou rever as sagas a todos.
Nem sempre os actores são brilhantes mas tudo bem não podemos pedir tudo, já temos Freddy e Jason muito representados, com especial destaque para Robert Englund que continua a dar cartas como Freddy.
Este filme é verdadeiramente a prova de que se pode fazer alguma coisa com muitos clichés e adolescentes cuja performance deixa a desejar e ter-se um grande filme na mesma. Excelente para passar um bom bocado e para quem nunca viu as sagas ter uma ideia da coisa, não dispensando claro o visionamento das mesmas.

Nota: 7/10

Detention (2010)


Sinopse: Obrigados a permanecer no colégio após o final da aulas como reprimenda, um grupo de estudantes logo descobre que o local abriga uma misteriosa força maligna, e precisam lutar para escapar dali com vida.

Opinião: Apesar de toda a sensação de déjá vu devido ao estilo já batido em outros filmes, tínhamos aqui uma boa ideia para algo que podia ser bastante bom. Também não foi bastante mau mas podia realmente ter sido melhor.
A acção está cheia de buracos, situações sem sentido e coisas inexplicáveis. A personagem de Miss Cypher é a desgraça total em tudo: diálogo, o papel em si e a sua função no filme. Todo o resto do elenco também não é melhor e confesso que me pergunto como é que o finado David Carradine se envolveu nisto… 
Gore não tem, salvo um sanguezito aqui e ali e os efeitos especiais são péssimos, tendo em conta que até não foi uma produção low-cost. Ainda assim, eu até gostei da ideia e tenho pena que a concretização não tenha sido a melhor. E sim a capa do filme engana MUITO!
Pergunto-me o que diria Carradine do facto deste filme ter sido dedicado em sua memória…

Nota: 3/10