sábado, 21 de outubro de 2017

Pet (2016)

Sinopse: Seth trabalha num abrigo para animais, e durante anos esteve apaixonado em segredo por uma empregada de café chamada Holly. Após repetidas tentativas de a cortejar, decide raptá-la e fechá-la numa jaula no abrigo onde trabalha. Seth vai descobrir rapidamente que Holly não é quem aparenta ser e que não é certo quem é a verdadeira vítima. Estreado nas meias-noites do South by Southwest, foi comparado pela crítica a filmes como “Hard Candy” ou “Gone Girl”. Trata-se da confirmação do talento do catalão Carles Torrens depois do promissor “Emergo”, exibido no MOTELX 2012, que era um drama familiar no contexto de uma casa assombrada. Agora em “Pet” examina o quanto alguém está disposto a sacrificar em nome do amor.


Opinião: Após visionar o trailer, fiquei com uma ideia muito interessante deste filme e vê-lo era algo obrigatório.
A acção começa com uma interessante perseguição romântica por parte de Seth que tudo faz para chamar a atenção de Holly, a clássica menina Barbie que não tem o mínimo interesse nele, que se torna obsessiva ao ponto de Seth a raptar e a colocar numa jaula. Mas afinal as coisas não são assim tão simples: a obsessão de Seth não se deve apenas à sua paixão por Holly mas também por um segredo sobre a vida dela. Após estas revelações e mais alguns acontecimentos, a longa passa, lamentavelmente, por momentos bastante aborrecidos deixando mesmo muito mais desenvolvimentos a desejar. 
A cinematografia está excelente principalmente no espaço onde Holly se encontra e a revelação final demonstra como depressa se pode passar de vítima a agressor e vice versa.
Não sendo espectacular por pecar na falta de exploração de alguns detalhes, não deixa de ser um filme interessante.

Nota: 6/10

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Boneco de Neve (2017)

Sinopse: Quando uma equipa de elite de combate ao crime, liderada pelo detetive Harry Hole (Fassbender), investiga o desaparecimento de uma vítima da primeira queda de neve do inverno, este teme que um elusivo assassino em série esteja de novo ativo. Com a ajuda de uma extraordinária recruta (Ferguson), o polícia tem que ligar décadas de casos não resolvidos com um impressionante novo caso, se quiser superar este inimaginável e perverso assassino antes da próxima queda de neve.

Opinião: Sem nunca ter lido esta obra literária especificamente mas tendo lido outras de Jo Nesbø, grande autor policial nórdico, este filme era praticamente um must-see ainda que existindo sempre o estigma da adaptação livro pra filme. Mais uma vez o estigma parece real.

A acção é um pouco confusa logo de início mas acaba no entanto por prender na tentativa de conseguirmos perceber o que está a acontecer. A primeira parte do filme, sem nunca aprofundar personagens, é interessante na medida em que os acontecimentos se vão desenrolando e se vai fazendo algumas revelações pertinentes. Sensivelmente a meio do filme já todos percebemos o que vai acontecer e não há aquela reviravolta final que todos esperamos num thriller. Há mudanças de cenas estranhassímas e sem relação, diálogos mal construídos e situações mal explicadas. A própria investigação é retratada mediocramente.
Quanto às personagens, não se revelam nada interessantes e a culpa não será da escolha de actores, que não são maus, mas da falta de profundidade que lhes é dedicada. Harry Hole teria muitas características a ser exploradas que enriqueceria a acção em si.
Um cinematografia magnífica com uma acção mal aproveitada.
Fica no ar a ideia de como seria se tivesse sido Scorcese a avançar com o projecto, como previsto, não criticando Tomas Alfredson, que já provou a sua fibra em filmes como Let the Right One in, que parece ter apanhado um projecto para desenvolver à pressa. 

Nota: 5/10

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

The Boy - Segue as Regras (2016)

Sinopse: Decidida a fugir do passado e começar uma nova vida, Greta, uma jovem norte-americana, decide deixar os EUA e aceitar um emprego como ama numa pequena cidade inglesa. Lá, ela conhece os Heelshire, a família que a contratou. Porém, para sua surpresa, a rapariga percebe que Brahms, a criança que era suposto cuidar, nada mais é do que um boneco de porcelana em tamanho real. Aparentemente, o verdadeiro menino faleceu há duas décadas com apenas 8 anos e esta foi a maneira que os pais encontraram para lidar com a perda. Para eles o boneco é o seu filho e nada de terrível lhe pode acontecer. Antes de se ausentarem, os Heelshire entregam a Greta uma lista de regras que ela tem de cumprir rigorosamente. 

Mas quando ela, já sozinha, decide ignorar as regras impostas, acontecimentos inexplicáveis começam a acontecer. Até que Greta se dá conta de que, afinal, o boneco pode estar realmente vivo.

Opinião: Com tanta boa publicidade como filme de terror e percebendo-se claramente pelo trailer que se tratava de um thriller, tinha que visionar esta longa metragem.
À partida a linha de pensamento é excelente, pais de coração partido com a perda de um filho que usam um boneco para colmatar de alguma maneira a sua dor ao ponto de chamar uma babysitter para tomar conta dele quando precisam de se ausentar. Os momentos tensos começam a chegar após a jovem Greta infringir as regras impostas pelo casal. Grande parte do filme é passada apenas com Greta e o boneco e ainda assim consegue manter-nos agarrados ao ecrã para ver o que vai acontecer a seguir. A espera vale bem a pena pois a reviravolta é muito interessante. Bons actores e boa cinematografia.

Nota: 6/10

domingo, 1 de outubro de 2017

Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)


Sinopse: Anos após a perda trágica da sua filha, um criador de bonecas e a sua mulher abrem as portas de sua casa a uma freira e várias raparigas de um orfanato encerrado, sem saber que se vão transformar no alvo de uma boneca possuída criada pelo dono da casa, Annabelle.

 
Opinião: Sem ter ficado muito impressionada com o primeiro filme, não podia deixar de ver o segundo que surge como uma prequela.
A acção até é interessante e bem conduzida até ao ponto em que a freira com as meninas órfãs se mudam para a casa do casal. A partir daqui deixa de haver acção e sim uma série de eventos que parecem não ter relação uns com os outros, muitas tentativas de proporcionar uns sustos com cenas de tensão criadas à força, depois o casal revela tudo e voltamos aos sustos e situações sem sentido.
Importa salientar que os actores são péssimos, nada credíveis.
Espero que parem por aqui.

Nota: 5/10

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Os Crimes de Limehouse (2016)

Sinopse: Londres, 1880. No perigoso Limehouse District, uma série de homicídios consternaram a comunidade. Tão monstruosos e cruéis foram estes crimes que a imprensa reclama serem obra do Golem – uma lendária criatura de tempos obscuros... Sem pistas concretas, a polícia entrega o caso ao inexperiente Inspector Kildare, um bode expiatório para quando surgirem as próximas vítimas. Produção britânica com realização do espanhol Juan Carlos Medina, também por detrás da co-produção luso-espanhola “Painless” (MOTELX 2013), que recria magistralmente a Londres vitoriana de Jack the Ripper numa revisão contemporânea do clássico mistério gótico oitocentista. Com argumento de Jane Goldman (“The Woman in Black”) e interpretação de Bill Nighy.


Opinião: Com base na obra de Peter Ackroyd, estava ansiosa pela estreia desta longa a remontar à Londres vitoriana.
Lizzie Cree é acusada da morte por envenenamento do marido ao mesmo tempo que decorre uma investigação para apanhar um assassino em série que aparentemente tem ligações ao defunto marido. O inspector Kildare inicia um tipo de investigação invulgar para apanhar o assassino e libertar Lizzie da possível condenação à forca.
Acção passada na bela Londres vitoriana, todo o ambiente respira neblina, escuridão e influências góticas, cheia de surpresas e algum gore. As personagens são muito boas com destaque para Lizzie, papel desempenhado por Olivia Cooke, que torna a linha entre a verdade e a mentira muito ténue.
Aconselho vivamente, especialmente para quem aprecia um bom mistério.


Nota: 8/10

sábado, 16 de setembro de 2017

It (2017)

Sinopse: Quando crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, um grupo de jovens rapazes enfrenta os seus maiores medos ao confrontar um palhaço maléfico chamado Pennywise, cujo passado violento e assassino remonta a vários séculos atrás. Depois da icónica mini-série realizada em 1990, com Tim Curry a desempenhar o papel da criatura maléfica que toma a forma dos nossos piores pesadelos, surge agora uma adaptação ainda mais negra do livro de Stephen King. O filme promete um regresso ao terror puro, depois do sucesso de fenómenos revivalistas como “Stranger Things”, desta vez pela mão de Andy Muschietti que em 2013 realizou “Mama”. 

Opinião: Com tanto alarido à volta deste remake era impossível não o visionar o quanto antes para matar a curiosidade.
Em termos de acção,  não existem grandes diferenças em comparação com o predecessor excepto em alguns detalhes. É na caracterização,  actores e cinematografia que podemos encontrar grandes mudanças para melhor. As crianças fazem papéis excelentes, com profundidade e cada um com o seu próprio problema pessoal. De salientar a personagem de Richie cujo guião é absolutamente delicioso.
Pennywise, por quem todos esperávamos, tem uma caracterização bem mais tenebrosa e uma presença mais assustadora que a personagem de Tim Curry. 
Com muito pouco gore e apenas alguns sustos, é a cinematografia deste remake que cria o ambiente tenso necessário, mas conservando um pouco de comédia que fará as delícias do espectador.
Aconselho e ficamos à espera do segundo capítulo.


Nota: 7/10

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Bodom (2016)

Sinopse: Em 1960, o pior pesadelo de qualquer campista tornou-se realidade quando quatro adolescentes foram esfaqueados enquanto dormiam nas suas tendas. Com o tempo, o crime tornou-se lenda urbana, uma simples história mórbida contada à volta da fogueira. Agora, um grupo de adolescentes instala-se no mesmo acampamento na esperança de resolver o mistério, reconstruindo o crime detalhadamente. Quando a noite cai, descobrimos que nem todos estão ali para desvendar o mistério e que alguém tem planos bem mais negros. 
Lake Bodom é um slasher movie à moda da Finlândia, o que por si já é raro, mas é sobretudo um slasher meta, bem ciente das nossas expectativas, onde imperam a desconstrução e os twists imprevisíveis para dar nova vida ao subgénero.

Opinião: Há algum tempo que não via um slasher movie e ainda por cima baseado em factos reais. Após ler a sinopse percebi ser um filme a não perder.
A acção relembra em muitos momentos, várias influências de diversos filmes de terror: BlairWitch, Haute Tension, Sexta Feira 13, Sei o que fizeste no Verão Passado. Tudo começa com quatro adolescentes que pretendem testar teorias sobre o crime não resolvido de há quase 60 anos, e acaba por passar por alguns deles terem outra ideia em mente em segredo e por haver outro mal escondido. Com reviravoltas suficientes para nos manter interessados, personagens bem construídos e paisagens sombrias características do país, este slasher finlandês é um must see.

Nota: 7/10

Busanhaeng (2016)

Sinopse: Um vírus não identificado dissemina-se pelo país, obrigando o governo coreano a declarar a Lei Marcial. No comboio expresso KTX que liga Seul a Busan, o vírus espalha-se à medida que os infectados atacam outras pessoas. Os passageiros, incluindo Seok-woo e a filha Su-an, terão de lutar pela sobrevivência durante a viagem entre as duas maiores cidades do país. A primeira longa-metragem de imagem real de Yeon Sang-ho depois de três filmes de animação, incluindo “The King of Pigs” (MOTELX 2012), “Train to Busan” estreou em Cannes (à meia-noite, Fora de Competição) e foi n.º 1 nas bilheteiras sul-coreanas em 2016, vendendo mais de 11 milhões de bilhetes. Yeon imbuiu o filme de «emoções e atitudes coreanas», mas tal não impede que os zombies sejam rápidos e sedentos de sangue.

Opinião: Não sendo grande fã de filmes coreanos e por o tema dos zombies estar tão desgastado,  tive as minhas reticências quanto a este filme. Após ler algumas críticas positivas decidi tirar as dúvidas.
A acção é de facto original, passando-se num espaço diferente do habitual. Pessoas tranquilas numa viagem de comboio quando o "vírus" se começa a espalhar dentro do mesmo. Aqui com bastante mestria são-nos apresentadas as personagens, heróis e anti heróis, frágeis e fortes mas sem grande profundidade. A longa não se centra na cura ou na origem do vírus, na verdade os zombies aqui são apenas uma ameaça da qual é preciso fugir, e assistimos às diferentes reacções do ser humano a esta ameaça. 
Os actores são muitos bons, a cinematografia também e só o final pode desiludir alguns.
Recomendo mesmo.

Nota: 8/10

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A Dark Song (2016)

Sinopse: Sophia está inconsolável desde a morte prematura do seu jovem filho. Numa tentativa desesperada, procura Solomon, um ocultista com experiência numa invocação remota que Sophia acredita que a possa pôr em contacto com a filha. Fechados numa casa de campo, o par submete-se a um longo e penoso ritual, pondo em risco a sua segurança física e psíquica, na procura do acesso a um mundo para além da compreensão de ambos. No escuro, descobrem que já não estão sozinhos na casa. Estão agora num mundo de anjos reais e demónios reais. 

Os rituais de feitiçaria raramente têm um tratamento tão completo como o que deu o realizador irlandês Liam Gavin na sua primeira longa. Com apenas um cenário e dois actores, “A Dark Song” cria terror de forma simples e eficaz através da interacção entre elementos sobrenaturais e humanos.

Opinião: Esta sinopse interessou-me desde logo pela originalidade da ideia da execução de um ritual com vista a entrar no mundo dos mortos sem ser a habitual história de possessão. No entanto, o resultado final não foi muito impressionante.
A primeira hora da acção suscita muitas dúvidas relativamente as verdadeiras intenções das personagens no que diz respeito ao objectivo final do ritual. Ficamos sempre na dúvida com Sophia pois dá a entender haver mais qualquer coisa, e com Solomon, um ocultista que devido à sua maneira de ser despoleta dúvidas quanto à veracidade das suas capacidades do ocultismo. À medida que caminhamos para o final, o medo e a entrada num mundo sobrenatural leva-nos até a um final pouco interessante. 
O espaço de acção e as duas personagens fechadas por tantos meses cria a tensão perfeita e é de salientar a atenção dada aos pormenores do ritual.
Um filme interessante.


Nota: 6/10

domingo, 10 de setembro de 2017

Berlin Syndrome (2017)

Sinopse: De férias em Berlim, a fotógrafa australiana Clare conhece Andi, um carismático berlinense. Uma atracção imediata ocorre entre os dois. Segue-se uma noite de paixão. Mas o que parece ser inicialmente o começo de um romance assume contornos inesperados e sinistros quando Clare acorda na manhã seguinte para descobrir que Andi saiu para trabalhar e a trancou no apartamento. É claro que se pode tratar de um erro normal, mas Andi não tem intenções de a deixar sair. Nunca mais. A realizadora australiana Cate Shortland adapta o livro homónimo de Melanie Joosten, editado em 2011, que mergulha nas complexidades da relação entre raptor e refém.

A conterrânea de Shortland, a actriz Teresa Palmer, tem aqui um papel à altura das suas capacidades, algo que ainda não teve desde que se mudou para Hollywood.

Opinião: Mais um thriller que parecia prometer um bom bocado e que de facto faz aquilo a que se propõe. A clara analogia do título com o síndrome de Estocolmo despertou sem dúvida o interesse.
A acção tem um evoluir bastante lento mas envolvente principalmente no que diz respeito à relação que a pouco e pouco se constrói entre Clare e o seu raptor. Assistimos à subversão de Clare dado que não consegue escapar do seu cativeiro decidindo conformar-se e ao mesmo tempo á forma como Andi leva a sua vida normalmente sem ninguém desconfiar.
Toda a tensão e simpatia que acabamos por criar por ambas as personagens deve-se à representação espectacular destes dois actores, com destaque para a actriz que nos faz quase sentir como ela chegando a nutrir simpatia pelo raptor.
Recomendo.

Nota: 7/10

sábado, 9 de setembro de 2017

Hounds of Love (2016)

Sinopse: Em plenos anos 1980, a jovem adolescente Vicki Maloney é raptada por um casal, John e Evelyn White. Vicki é acorrentada e está prestes a enfrentar um mundo negro de violência e dominação. À medida que o tempo passa, e com o risco de morte iminente, torna-se claro para Vicki que a única forma de escapar é virar os dois serial killers um contra o outro. Baseado em crimes reais, “Hounds of Love” é um thriller muito negro, intenso e cruel, que explora os conceitos da libertação do controlo psicológico e da violência doméstica. É a primeira longa-metragem de Ben Young, realizador que até então se tinha dedicado à televisão. O filme teve direito a estreia no Festival de Veneza.
Opinião: De facto a sinopse diz tudo, este filme é qualquer coisa de brutal dada a realidade nua e crua que nele foi impressa.
A acção é passada nos anos 80 e a cinematografia está excelente na captura dos detalhes característicos desta década, bem como a banda sonora inicial do filme que também contribui para este ambiente assustador.
Os destaques para personagens vão para o casal cujas psicoses são perfeitamente retratadas. A lentidão com que este filme vai evoluindo consegue envolver o espectador a pouco e pouco na vida do casal e ganha na sugestão da violência a que a jovem raptada vai ser submetida: nada é explícito a não ser os métodos que irão ser utilizados na jovem.
Um filme muito real e intenso.

Nota: 7/10

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

The Bad Batch - Terra Sem Lei (2016)

Sinopse: A jovem Arlen é abandonada numa zona árida do Texas separada da civilização por uma barreira. Enquanto se tenta orientar por entre a paisagem implacável, é capturada por um grupo de canibais selvagens liderados pelo misterioso Miami Man. Com a vida em risco, ela decide fugir ao encontro de um homem a quem chamam O Sonho. Enquanto se adapta à vida no seio da Má Fornada, Arlen descobre que ser-se bom ou mau depende essencialmente de quem se encontra ao nosso lado. Depois de ter chamado a atenção com o western spaghetti vampírico “A Girl Walks Home Alone at Night”, a realizadora Ana Lily Amirpur oferece-nos agora esta ‘odisseia pop pós-apocalíptica’ que conta com nomes de peso no elenco como Keanu Reeves, Jim Carrey, Jason Momoa ou Diego Luna.


Opinião: Este filme é um bom exemplo de que é preciso mais qualquer coisa do que ter 3 nomes sonantes no elenco.
A acção até começa por ser interessante, apesar de estranha, mas depois entra numa espiral de falta de diálogo, falta de história e falta de interesse nas personagens.
As personagens,  em especial a protagonista, são muito fracas e com diálogos por vezes sem sentido. As prestações de Keanu Reeves, Jim Carrey e Jason Momoa são quase ridículas e nulas.
É um filme bastante aborrecido onde não há diálogo em grande parte dele e cujo espaço de acção é maioritariamente um deserto.

Nota: 5/10

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

The Void (2016)

Sinopse: Quando um misterioso e violento culto ameaça assaltar um hospital isolado, um agente da polícia, juntamente com o pessoal do hospital, preparam-se para fortificar o edifício e impedir a entrada dos estranhos. Mas, enquanto aguardam aquele que será provavelmente o combate das suas vidas, irão descobrir que o verdadeiro terror já se encontra dentro do hospital. Combinando a atitude estética do terror moderno dos anos 1970 com os efeitos especiais artesanais que dominaram os filmes de monstros dos anos 1980 e início dos 1990, os realizadores canadianos Steve Konstanski e Jeremy Gillespie, que começaram no colectivo Astron-6 (“Father’s Day”), apresentam-nos este conto aterrador pejado de tensão e claustrofobia intensas reminiscentes de “The Thing”, de John Carpenter.

Opinião: Após ler algumas sinopses, todas evidenciavam semelhanças com "The Thing" de Carpenter e inclusive mencionavam este filme como uma masterpiece. Com a expectativa ligeiramente elevada percebi depressa que embora existam semelhanças a nível de efeitos, a qualidade não é de todo comparável.
A acção é um pouco confusa tendo como ponto de partida um agente da polícia que encontra um homem ferido na estrada e o leva para o hospital. Neste hospital, coisas estranhas estão a ocorrer, não necessariamente relacionadas com a acção inicial. As personagens não despertam interesse ou simpatia e o guião é bastante medíocre. Um ponto positivo para quem aprecia ou cresceu com filmes de terror dos anos 80, vai apreciar os efeitos especiais bem como a atmosfera e o cenário criados.
Penso que o filme perde na tentativa de misturar várias influências pois de facto consegue, e bem, remeter-nos para uma série de clássicos do horror mas no fim traduz-se em nada.
Não aconselho de todo.


Nota: 5/10

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Super Dark Times (2017)

Sinopse: Início dos anos 1990, num subúrbio estado-unidense. Zach e Josh, estudantes de liceu, são os melhores amigos há muito tempo. Os dois partilham vários interesses, incluindo a atracção pela colega Allison. No decorrer do que parecia ser um dia normal com os amigos, um trágico e sangrento acidente irá criar uma clivagem entre os anteriormente inseparáveis adolescentes. A primeira longa-metragem de Kevin Phillips, que se segue à curta “Too Cool for School” de 2015 (Semana da Crítica de Cannes), tem sido comparada a “Stand by Me” e “Donnie Darko”, obras que marcaram gerações. Esta história de amadurecimento, «alternadamente sensível e gore», de acordo com a Variety, foi anteriormente seleccionada para os festivais de Roterdão, Tribeca e Fantasia.


Opinião: Sendo o filme de abertura do Motelx 2017 não poderia perder a exibição do mesmo, no entanto ao visionar o trailer não fiquei muito impressionada pois pareceu-me tratar-se mais de um drama do que de um filme de terror e, de facto, não ficou longe disso.
Esta acção transporta-nos para aquele inicio dos anos 90 em que não existiam tablets, internet ou telemóveis e onde única diversão seriam os videojogos, para quem os tinha, e encontrar-se com os amigos inventando coisas para fazer. É assim que esta longa nos apresenta as suas personagens, centrando a acção em dois melhores amigos que numa tarde normal juntamente com outros dois, acontece um acidente que os obriga a encobrir uns aos outros.
As personagens são muito bem construídas e o guião é excelente, embora estes actores sejam ainda muito jovens, executam com perfeição e naturalidade os papeis. O ponto fraco deste filme será a lentidão no desenvolver dos acontecimentos a determinada altura e a rapidez sangrenta, se calhar exagerada, do final.
Ficou ainda por perceber, a cena inicial em que a polícia encontra um veado morto dentro de uma sala de aula numa escola, que não parece relacionado com o resto da acção.
É um bom filme, no entanto mais drama/thriller do que terror.

Nota: 7/10

El bar (2017)

Sinopse: Nove horas da manhã: algumas pessoas tomam o pequeno-almoço num café no centro de Madrid. Uma delas, um homem, está com pressa. Ao sair para a rua, um tiro atinge-o inesperadamente. Ninguém se atreve a ajudá-lo. Presos dentro do café, todos se apercebem rapidamente de que nem deles próprios estão a salvo... É o regresso do mestre Álex de la Iglesia à comédia de género e a um tema já antes explorado em filmes como “Common Wealth”, “800 Bullets” ou “Witching and Bitching”, ou seja, personagens enclausuradas num único espaço físico. Para explorar este tema, Iglesia conta com o seu parceiro desde “Mutant Action”, Jorge Guerricaechevarría. O filme foi estreado mundialmente na última edição do Festival de Berlim.


Opinião: Numa altura em que o cinema de terror espanhol está fortíssimo, não podia perder esta comédia negra de Iglesia.
Conforme a sinopse, a acção é muito simples e passada em grande parte do filme num café. Iglesia explora a natureza humana, o instinto de sobrevivência e o medo de forma divertida. Ainda que não muito aprofundadas, no decorrer do filme temos os elementos essenciais para perceber cada uma das personagens e qual será possivelmente o seu papel no desenrolar da história. Após perceberem o motivo pelo qual o homem que saiu do café foi atingido por uma bala certeira, inicia uma nova luta pela sobrevivência com outros contornos. Um guião muito bom, um ambiente quase a lembrar uma telenovela espanhola e um especial destaque para a personagem de Israel, fazem desta longa uma boa aposta.


NOTA: 7 /10
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt5121816/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Killing Ground (2016)

Sinopse: Ian e Samantha viajam até a um parque nacional na esperança de que a natureza lhes proporcione um espaço para desfrutarem de alguma tranquilidade juntos. Chegam a um acampamento isolado onde encontram um jipe e uma tenda abandonados. À medida que escurece e os ‘vizinhos’ não aparecem, Ian e Sam começam a sentir um certo desconforto. A descoberta de uma criança aflita à deriva pelos bosques desencadeia uma corrente de acontecimentos sinistros que vão testar o jovem casal até ao ponto de ruptura.
 A Austrália tem uma longa tradição de survival thrillers que tiram partido das suas vastas paisagens. Este “Killing Ground” insere-se nessa categoria, mas cultiva estruturas narrativas novas que continuam a colocar a ilha-continente no pelotão da frente deste género de filmes.

Opinião: Killing Ground insere-se bem no estilo de "Wolf Creek", não tendo no entanto a mesma intensidade.
A acção constrói-se mostrando o passado e o presente o que ajuda o espectador a se envolver na história e sem nunca mostrar claramente os momentos de terror permitindo ao nosso imaginário trabalhar nesse sentido. Criamos simpatia pelas personagens e numa área em que normalmente todas têm um laivo de heroísmo, deparamo-nos com o contrário o que muito provavelmente estará mais próximo da realidade.
Este filme prova que não é preciso grandes cenas de gore para ser um bom filme, basta um bom guião, um bom espaço de acção e o trabalhar da nossa própria imaginação. Aconselho.


NOTA: 7/10
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt4728386/

domingo, 23 de abril de 2017

I Spit on Your Grave 2 (2013)

Sinopse: A jovem e bela Katie (Jemma Dallender) sonha em conseguir seguir a carreira de modelo em Nova Iorque. Sem dinheiro para pagar uma sessão com um fotógrafo profissional, ela vê um anúncio de um homem que tira fotos de graça. 

Mas a inocente sessão acaba culminando na jovem sendo violada, humilhada, drogada e sequestrada. Ela acorda noutro país, mas, ao tentar escapar, é enterrada viva. Apesar de todas as probabilidades contra ela, a jovem sobrevive. E agora, Katie vai buscar uma brutal vingança contra aqueles que tanto lhe fizeram mal.

Opinião: Contra todas as probabilidades no que diz respeito a uma suposta sequela, este é um filme a não perder. Digo suposta sequela pois a acção em termos de personagens, nada tem a ver com o primeiro, apenas segue o mesmo tipo de história.
Ao passo que o primeiro filme foca muito na cena de violação e arrasta bastante esse momento, sendo rapidíssimo o momento de vingança, este filme é o contrário. Vemos o suficiente do sofrimento da jovem e os pontos altos do filme prendem-se com a extraordinária vingança que ela prepara, cheia de gore e sofrimento.
Bom passo, excelente ambiente, bons actores.

NOTA: 8/10

A Autópsia de Jane Doe (2016)

Sinopse: Para Tommy e Austin, dois médicos legistas que são também pai e filho, esta é uma noite igual a tantas outras passadas na morgue, até que chega um estranho cadáver sem identificação. 

Descoberta na cave de uma família que foi brutalmente assassinada, a jovem Jane Doe – assustadoramente bem preservada – está envolta em mistério. À medida que eles trabalham noite fora para descobrir a causa de morte, os dois homens vão desenterrando os perturbadores segredos da sua vida. Rapidamente, uma série de horrendos eventos tornam algo claro: Jane Doe pode não estar morta.

Opinião: Com uma sinopse bastante apelativa e tendo em conta os últimos filmes de terror que se tem visto por aí, pensei que fosse apenas mais um mas de facto vale a pena.
Logo desde o início, a acção consegue prender-nos a curiosidade sobre a identidade desta Jane Doe. A atmosfera criada, a construção das personagens e o espaço da acção criam o cenário perfeito e compensam o facto da conclusão final do filme não ser tão esclarecedora quanto gostaríamos.
Guião e actores muito bons. Vale a pena ver.

NOTA: 7/10


sexta-feira, 21 de abril de 2017

O Bosque de Blair Witch (2016)

Sinopse: James e os seus amigos Peter, Ashley e a estudante de cinema Lisa aventuram-se agora pelo mesmo bosque denso, cada um com uma câmara, para desvendar os mistérios que cercam os transpostos desaparecimentos.


No início, o grupo tem esperança em desvendar algumas pistas, especialmente quando os moradores locais Lane e Talia oferecem-se para ajudar como guias através da escura e sinuosa floresta. Mas com o avançar da noite, o grupo é intercetado por uma presença ameaçadora. Lentamente, começam a perceber que a lenda é muito real e muito mais sinistra do que eles poderiam ter imaginado.

Opinião: À semelhança dos demais, fui grande fã do Projecto Blairwitch que despoletou grande parte dos filmes género Found Footage e como naturalmente, a curiosidade por esta produção era muito. No entanto, a expectativa era baixa pois estas produções visam fazer algum lucro com sucessos passados e é muito raro correr bem e não me enganei.
A acção tem como fio condutor a procura de James pela irmã  Heather, uma das jovens desaparecidas  no primeiro filme.
Nada de inovador ou surpreendente ocorre durante toda a acção, os actores são bastante fracos e pouca ou nenhuma empatia conseguem criar no espectador.
Em termos de ambiente, existem de facto momentos assustadores mas não o suficiente para fazer desta longa um grande filme.
Muito fraco.

NOTA: 4/10

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

The Devil's Candy (2015)

Sinopse: Música heavy metal, tinta fresca e a família são as paixões de Jesse, um pintor que luta por se afirmar. Vive feliz com a esposa Astrid e a filha adolescente Zooey, e as coisas melhoram ainda mais quando conseguem adquirir uma propriedade rural no Texas depois do preço baixar devido ao seu misterioso passado. No entanto, depressa tudo muda: o trabalho artístico de Jesse ganha novos e negros contornos, e as coisas pioram quando o filho dos antigos proprietários lhe bate a porta com o intuito de regressar a casa. Sean Byrne, o promissor realizador de “The Loved Ones”(MOTELX 2010), regressa num filme que classifica como uma “Opera Doom” devido a forte presença de heavy metal na banda sonora mas também na própria narrativa.


Opinião: Como fã de terror e heavy metal, este filme tornou-se praticamente obrigatório para além de ser o filme do encerramento do Motelx 2016.
A acção tem uma linha bastante clássica semelhante a tantos outros filmes ligados ao paranormal aos quais já estamos habituados: uma família que se muda para uma casa onde já ocorreram duas mortes e que por esse motivo é tão barata. No entanto, não se resume só ao paranormal mas também à perseguição do antigo proprietário (cujos pais morreram na casa). Acaba por ser uma espécie de paranormal misturado com home invasion.
Especial destaque para as personagens, muito bem construídas, actores excelentes que nos envolvem num filme nada aborrecido, com alguns momentos cómicos e uma excelente banda sonora. Tem mais de thriller psicológico que de horror mas altamente recomendável a quem gosta de terror e heavy metal.

Nota: 8/10