domingo, 21 de janeiro de 2018

Beth, a Zombie (2014) aka Life After Beth

Sinopse: Zach está inconsolável devido à inesperada morte da namorada, Beth. Quando esta regressa miraculosamente à vida, Zach quer aproveitar ao máximo esta segunda oportunidade que o destino lhe concedeu. Mas a “nova” Beth não é bem a pessoa que era anteriormente, e a vida de Zach não vai propriamente melhorar. Esta primeira obra de Jeff Baena, co-argumentista de «I Heart Huckabees» de David O’Russell, conta com as presenças dos veteranos John C. Reilly e Paul Reiser no elenco e teve a sua estreia mundial na última edição do Festival de Sundance. O filme foi descrito como “encantador, inteligente e hilariante” nas páginas da Variety.


Opinião: Apesar das restrições,já bem conhecidas, que tenho com filmes de terror cómicos decidi mais uma vez dar uma oportunidade ao género, ainda para mais quando foi exibido no MOTELx em 2014. 
A acção é até original dentro dos inúmeros filmes de zombies que conhecemos. Beth morre e todos choram a sua morte, principalmente o namorado com quem ela tinha acabado pouco antes de morrer. Numa das visitas a casa dos pais de Beth, Zach jura que a vê numa janela e não deixa de insistir até descobrir que Beth voltou à vida e que tem estado escondida na casa dos pais. Aproveitam então para recuperar o tempo perdido mas Beth está cada vez mais estranha e dada a alguma violência. 
No fundo, trata-se de um filme de adolescentes até divertido que culmina com um apocalipse zombie pouco usual. Com algum gore e um guião até cómico, não é nada de especial mas merece uma visualização.

Nota: 5/10

sábado, 20 de janeiro de 2018

Os Estranhos (2008)

Sinopse: Os terríveis factos ocorridos na casa de férias da família Hoyt, no nr. 1801 de Clark Road, a 11 de Fevereiro de 2005, não são ainda totalmente conhecidos. Champanhe. Pétalas de rosa. Luz de velas. Era suposto ser uma noite de comemoração para Kristen McKay e James Hoyt. Mas, após saírem da festa de casamento de um amigo e regressarem a casa, tudo entrou em colapso nas vidas do feliz casal. Às 4 da manhã uma pancada na porta e uma voz tenebrosa: A Tamara está?


Opinião: Trata-se de um filme já com dez anos e que não tinha tido oportunidade de visualizar. Com o anúncio da sua sequela The Strangers: Prey at Night já para Março, achei melhor preencher esta lacuna.
A acção é bastante básica, um casal, que ficamos a saber estar a atravessar uma crise, iriam passar uma noite romântica numa casa antiga da família. A tensão entre os dois é evidente e bastante desconfortável. Uma mulher bate-lhes à porta a altas horas da noite a procurar por alguém que não mora ali e é a partir daqui que a tensão, o terror e o pânico são magistralmente criados. Sem cenas de gore e baseado apenas no terror psicológico, este é daqueles filmes que nos deixa a pensar na possibilidade de isso nos acontecer a nós mesmos. O realizador Bryan Bertino conduz de forma inteligente a construção da tensão dando a velocidade correta ao desenrolar dos acontecimentos para terem o verdadeiro impacto.
Ponto negativo: uma vez que o filme segue uma linha bem realista, acaba por pecar nas breves aparições dos mascarados que ora aparecem ora desaparecem como que por magia dando uma impressão quase sobrenatural.
Os actores bons mas na verdade com poucas deixas.
A não perder.


Nota: 7/10

Insidious: A Última Chave (2018)

Sinopse: Os criadores da trilogia Insidious, regressam com Insidious: A Última Chave. Neste thriller sobrenatural, que traz de volta Lin Shaye, como a Dra. Elise Rainier, a brilhante parapsicóloga enfrenta, na sua casa de família, a maior de todas as assombrações.


Opinião: Sendo grande fã de Insidious e tendo ficado desiludida com o ultimo filme, elevei as expectativas para o quarto filme desta saga uma vez que até temos um novo realizador, Adam Robitel.
Quem apreciou a personagem de Elise vai adorar a acção deste filme que começa precisamente com a infância dela e como foi lidar com o seu dom nos primeiros anos da sua vida. Esta é indubitavelmente a melhor parte do filme, o que se segue não difere muito do último filme. Alguns sustos, mais revelações e outra vez os pseudo caça fantasmas que, a meu ver, tiram muito do ambiente a que os dois primeiros filmes nos habituaram. São criadas também algumas pontes entre todos os filmes.
Cinematografia sempre excelente e personagens só a destacar Lin Shave no papel de Elise pois o resto não deixa nada digno de registo.
Em suma, a não perder pela componente histórica do passado e algumas revelações de Elise mas fora isso ficam as saudades do cunho de James Wan.

Nota: 6/10

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

American Mary (2012)

Sinopse: Mary, uma jovem estudante de medicina, vê-se cada vez mais falida e desencantada com a escola médica e os reputados médicos que idolatrou no passado. O apelo do dinheiro leva-a a envolver-se no mundo negro das cirurgias alternativas e da modificação corporal, que deixa mais marcas nela que na sua bizarra clientela. Da mente das gémeas canadianas Jen e Sylvia Soska, depois da auspiciosa estreia com «Dead Hooker in a Trunk», rotulado de fucking awesome por Eli Roth.


Opinião: American Mary não consegue conquistar apenas pela sinopse ou mesmo o trailer do filme. É preciso ver para crer pois esta longa é muito mais do que aquilo que promete. 
A acção centra-se em Mary que se vê numa situação financeira complicada e em ultimo recurso decide ir até um bar fazer uma entrevista para stripper. Ironia do destino, no momento da sua entrevista, os seus conhecimentos como cirurgiã fazem-se necessários com urgência e consegue uma boa soma de dinheiro. A partir daqui começa a ser procurada no âmbito de cirurgias clandestinas e de modificação corporal o que lhe causa inicialmente alguma reticência. no entanto há um evento que muda tudo: Mary deixa a faculdade de medicina e envolve-se neste mundo bizarro ao mesmo tempo que executa um plano de vingança.
Katharine Isabelle é excelente como Mary e a construção da sua personagem envolve-nos completamente. Destaque especial para as personagens mais bizarras que cativam bastante e chamam a atenção para um mundo que muitos de nós desconhece. Ambiente excelente, gore quanto baste, alguma tortura a fazer lembrar uns quantos filmes de renome, peca apenas no final que surge muito rapidamente e com pouco desenvolvimento tornando-se quase forçado.
Decididamente a não perder.

Nota: 7/10

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

47 Metros de Terror (2017)

Sinopse: Durante uma viagem ao México, duas irmãs Lisa e Kate, decidem aventurar-se num mergulho para observar os tubarões, mas tudo corre terrivelmente mal quando o cabo que prendia a jaula de observação ao barco se parte e ambas ficam presas no fundo do oceano a 47 metros de profundidade. Com grandes tubarões brancos famintos próximos da jaula e com botijas de oxigénio para apenas uma hora, elas terão de descobrir como atravessar 47 metros de água para chegar até o barco acima delas.

Opinião: Depois de Gerald's Game, um thriller criado a partir de um azar doméstico efectivamente realista, achei que 47 Metros de Terror surge na mesma sequência mas com um azar bem possível de ocorrer em férias, e merecia por isso o visionamento.
A acção é mesmo aquilo que lemos na sinopse e vemos no trailer. No inicio existe uma tentativa de construção das personagens mas que não resulta muito bem visto as actrizes não serem nada de especial, o guião ser fraco e suscitando pouca simpatia por elas. A emoção começa mesmo quando a jaula bate no fundo do mar e as botijas de oxigénio terem um nível limitado. É este último elemento que se torna crucial para manter a tensão pois, conforme mencionado anteriormente, os diálogos são bem básicos e por vezes ridículos e os tubarões não chegam por si só para manter o interesse.
O final é interessante e embora não seja um grande thriller, consegue nos entreter.

Nota: 6/10

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Feliz Dia Para Morrer (2017)

Sinopse: Uma jovem estudante revive incessantemente o dia do seu assassinato, com todos os excecionais detalhes e aterrorizante final, até conseguir descobrir a identidade do assassino.


Opinião: Quando li esta sinopse, lembrei-me rapidamente do velhinho Feitiço do Tempo, que todos nós já fomos obrigados a assistir aos Domingos à tarde, mas com uma novidade: reviver o dia do seu assassinato e tentar descobrir a identidade do assassino.
A acção começa de forma a nos dar uma visão bem ampla da personalidade de Tree, a típica jovem popular que pertence a uma república estudantil feminina que no meio das suas futilidades tem uma personalidade afectada pela morte precoce da sua mãe. Todos os dias, após perceber melhor o que está a acontecer, Tree tenta descobrir quem é o seu assassino para evitar a sua morte e assim não ter que repetir o dia. É um thriller divertido com a dose certa de comédia, suspense e drama. As teorias elaboradas por Tree levam a que por duas três vezes pensemos que já está tudo solucionado mas afinal não. O guião e os actores fazem um excelente trabalho neste que é mais um thriller divertido que um filme de terror lembrando em muito outro trabalho do mesmo produtor A Visita.
Vale a pena ver.


Nota: 7/10

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

It Comes at Night (2017)

Sinopse: Travis, de 17 anos, vive seguro numa casa em lugar remoto com os seus vigilantes, protetores e fortemente armados pais, onde é obrigado a gerir o medo, a perda e paranoia sem nenhum apoio, quando um jovem casal desesperado aparece do nada com o seu pequeno filho, em busca de abrigo. Apesar das boas intenções de ambas as famílias, o pânico e a desconfiança intensificam-se, ao mesmo tempo que os horrores do mundo exterior parecem aproximar-se cada vez mais. No entanto, esses horrores não são nada em comparação com o pesadelo dentro de casa, onde Travis descobre que o empenho do seu pai em proteger a família pode vir a custar a sua alma.


Opinião: De facto esperava mesmo muito deste It Comes at Night, depois de tantas boas opiniões sobre ele aliado à sua passagem pelo Lisbon & Sintra Film Festival e estreia nos nossos cinemas a 28 Dezembro, tornou-se imperativa a visualizaçao do mesmo.
A acção inicia com uma cena assustadora que consegue cativar a nossa atenção. Na verdade, a primeira meia hora está repleta de mistério em torno do que está a acontecer no mundo lá fora e necessidade desta família se proteger dentro da própria casa. Numa noite surge um homem dentro de casa que procura mantimentos para a sua mulher e filho pequeno e a situação deixa os donos da casa muito desocnfortveis mas com vontade de ajudar. A partir daqui, tudo perde o interesse pois são dadas pistas que se perdem e há cenas que sugerem mas não concluem. Algumas personagens foram claramente mal escolhidas, o guião é péssimo e apenas se salva a cinematografia.
Penso que o que se pretendia seria transmitir um ambiente de paranóia numa situação extrema, no entanto isso é pouco conseguido e temos apenas um mero thriller.

Nota: 5/10

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Leatherface - A Origem do Mal (2017)

Sinopse: Jackson é um adolescente violento que consegue escapar de um hospital psiquiátrico juntamente com Bud, Ike e Clarice, igualmente internados na mesma instituição. O grupo rapta uma enfermeira, Lizzy, na sua fuga, sendo depois perseguido por Hal Hartman, um determinado e igualmente temível Texas Ranger.

Opinião: Com os realizadores do magnífico À l'intérieur (2007) e a proposta a uma prequela de Massacre no Texas de Tobe Hooper, este filme tinha já alguns dos ingredientes principais para deixar qualquer fã do cinema de horror completamente desorientado. 
A acção começa por nos transportar ao seio da família Sawyer com a origem da motosserra e logo com um homicídio dando o mote e aguçando a curiosidade sobre a história que se irá desenrolar. A partir daqui assistimos a uma tentativa de levar o espectador a questionar-se sobre a identidade de Leatherface que se revela pouco frutífera. Após a fuga dos jovens do hospital psiquiátrico, a acção centra-se na atitude psicopata de um casal que acompanha o grupo e em algumas cenas que pretendem mais chocar o espectador do que explicar alguma coisa da história de Leatherface. Só no final temos o gosto de ver uma verdadeira cena de motosserra.
As personagens estão bem embora nunca suscitem qualquer tipo de simpatia nem tenhamos nenhuma ideia da sua "história" e é apenas de salientar pela negativa a imprestabilidade da enfermeira raptada. A cinematografia está muito boa e é mesmo o guião que destrói os sonhos de qualquer fã de Massacre no Texas. 
Embora não seja mau de todo, só se pode ver o melhor deste filme se não pensarmos nele como uma prequela.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Krampus: O Lado Negro do Natal (2015)

Sinopse: O jovem Max sente-se profundamente infeliz com o desenrolar da noite de Natal. A sua família, disfuncional, tem discussões constantes e o ambiente é tudo menos sereno. É então que, arrasado com o que vê acontecer à sua volta, acaba por despertar Krampus, uma força maligna que nada mais é do que o reverso da benevolente personagem do Pai Natal. Este monstro aterrador ataca principalmente pessoas que não acreditam na magia do Natal. Por causa disso, Max vê toda a sua família em perigo. Agora, numa luta pela sobrevivência, eles são obrigados a unir-se contra aquele monstro que os quer castigar a todo o custo.
Uma comédia de terror realizada por Michael Dougherty segundo um argumento seu com Todd Casey e Zach Shields. Na tradição popular do Norte da Europa, Krampus é uma criatura mitológica com dois chifres, semelhante a um demónio, que acompanha o Pai Natal durante a época natalícia. Segundo a lenda, enquanto o Pai Natal dá presentes às crianças boas, Krampus avisa e castiga as malcomportadas.


Opinião: Conservando sempre alguns receios quanto a comédias de terror, achei o trailer e tema deste filme suficientemente interessantes para lhe dar a oportunidade.
A acção é bastante realista, retratando o habitual ajuntamento de família que ocorre em muitas casas, em nome da quadra natalícia, quando na realidade ninguem se suporta e que acaba por tornar o Natal, supostamente uma quadra de amor, absolutamente triste e insuportável. É nesta base que o jovem Max tem uma acção que desencadeia o mitológico Krampus que começa a perseguir a todos com o apoio dos seus ajudantes.
Este filme equilibra muito bem a comédia e o terror: um guião animado aliado ao ambiente de terror cheio de efeitos especiais artesanais que nos transportarao aos anos 80. As personagens todas bem retratadas e construídas,  mostram na perfeição o estereótipo de uma família que se junta apenas porque é Natal.
Não sendo nada de especial,  não deixa de ser um bom filme mais não seja pela originalidade de irem buscar esta figura mitológica natalícia.

Nota: 6/10

sábado, 2 de dezembro de 2017

Rapazes nas Árvores (2016)


Sinopse: Noite de Halloween de 1997. É a última noite do Secundário para Corey, Jango e o seu grupo de skaters, os Gromits. A vida adulta espreita, mas para Corey há ainda alguns assuntos do passado a aguardar resolução. Quando encontra Jonah, um antigo amigo de infância agora ostracizado pela discriminação cruel de Jango, Corey sente alguma pena dele e aceita acompanhá-lo a pé até casa em nome dos bons velhos tempos. Mas o que começa como uma caminhada rotineira por entre ruas suburbanas desertas descende a um patamar mais sombrio e um tanto ou quanto mágico à medida que vão contando um ao outro histórias de fantasmas, criadas a partir dos medos projectados no mundo que os cerca. E na noite que espreita pelas campas dos mortos, até as verdades mais bem enterradas encontrarão caminho de regresso à vida.

Opinião: Filme exibido no Motelx 2017 que desde o inicio me sugeriu não ser exactamente um filme de terror apesar dos elementos sobrenaturais. Uma vez que acabou por estrear mesmo nos nossos cinemas a 31 de Outubro, totalmente apropriado visto passar-se na noite de Halloween, resolvi dar uma oportunidade.
A acção passa-se na noite de Halloween e um grupo de jovens vive o momento de passagem à idade adulta em que muitas decisões se aproximam. A história vem-se a focar em duas personagens, Corey e Jonah, outrora amigos que se separaram devido à decrescente popularidade de Jonah. Este filme insere-se nesta nova onda coming of age e, como é próprio do género, leva-nos numa viagem de descoberta e de reflexão sobre a passagem à idade adulta e erros do passado. As personagens são excelentes e a cinematografia, quase mágica por vezes, está espectacular. Embora de ritmo um pouco lento por vezes, a reviravolta final está muito interessante. Importa salientar que não se trata exactamente de um filme de terror.

Nota: 6/10

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A Ghost Story (2017)

Sinopse: A Ghost Story foca-se em Rooney Mara, que interpreta uma mulher em depressão pela perda do seu marido, interpretado por Casey Affleck, que a atormenta de forma peculiarmente “romântica”, além de estar vestido como quase todos os fantasmas (totalmente coberto com um lençol branco com dois buracos cortados na direcção dos seus negros olhos). Eventualmente, o fantasma perceberá que o tempo é infinito para ele, sendo forçado a assistir passivamente como o mundo muda, e como os seus entes queridos vão e vêm.

Opinião: Este filme desperta logo a curiosidade apenas pelo poster de apresentação com um original fantasma de lençol e dois buracos no lugar dos olhos. Fez um imenso sucesso no Festival Sundance em Janeiro deste ano, onde foi apresentado pela primeira vez.
A acção inicia-se com a rotina de um jovem casal que é quebrada quando o rapaz tem um acidente e morre. A partir daqui a acção decorre do ponto de vista do fantasma que vê a vida seguir sem ele que permanece preso à sua nova realidade. 
A Ghost Story não será um filme de terror mas se calhar mais um drama: apesar da sobrenaturalidade da situação, não presenciamos nenhum susto mas sim assistimos à nossa própria reflexão sobre o ponto de vista da pessoa que passa ao plano imaterial. 
É interessante não existir quase diálogos e ainda assim conseguir tal expressividade por parte de Casey Affleck que passa todo o filme com um lençol na cabeça.
De um ponto de vista reflexivo aconselho vivamente este filme.

Nota: 7/10

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Jigsaw: O Legado de Saw (2017)

Sinopse: O legado do assassino Jigsaw continua a atormentar a vida das pessoas. Corpos começam a aparecer por toda a cidade, cada um desenhado com as mais horrendas das mortes. Todas as investigações apontam na mesma direcção mas ninguém quer ousar dizer o nome do homicida falecido.

Opinião: Como grande fã da saga Saw, aguardei com muito entusiasmo este Jigsaw. Embora com algumas reservas, visto no passado a saga ter vindo a perder qualidades de filme para filme, a expectativa para algo bombástico era latente. Após o visionamento, precisei de alguns dias para assimilar e poder emitir uma opinião clara e objectiva.
A acção começa com uma perseguição policial a um jovem que aparenta ser uma possível vítima de Jigsaw ao dizer que o jogo está a começar. Somos então transportados para um jogo com cinco pessoas e revivemos o famoso discurso de John Kramer. Os corpos dos que vão morrendo no jogo, aparecem pela cidade e a polícia começa então a desconfiar que Kramer estará vivo. A partir daqui até ao final assistimos à mudança constante entre investigação e o decorrer do jogo, muitas vezes brusca, e adivinha-se facilmente o que vai acontecer a seguir. A reviravolta final acaba por materializar a impressão de desilusão, falta de imaginação e falta daquilo que é no fundo Jigsaw.
Os actores não são maus mas nenhum impressiona pelo seu desempenho, as personagens têm uma falta gigante de profundidade e os jogos deixam a desejar tanto no gore como na originalidade ou como no sentido de urgência que deveriam transmitir.
Em suma, é um filme a não perder embora não nos identifique com a saga de há dez anos atrás nem traga nada de surpreendente.

Nota: 6/10

Gerald's Game (2017)

Sinopse: Quando os jogos de sexo do marido correm mal, Jessie, algemada a uma cama numa remota casa num lago, enfrenta visões alucinantes, segredos negros e uma escolha terrível.

Opinião: Este filme criou-me um grande dilema: ao mesmo tempo que se trata de uma adaptação de Stephen King, um dos meus escritores preferidos, o seu realizador é Mike Flanagan que infelizmente me desiludiu nas suas últimas longas e portanto lutei com o ímpeto de optar por ler o livro. Mas tendo sido um grande sucesso na Netflix, tive que visionar.
A acção é quase um cliché com um casal que decide passar algum tempo numa casa isolada com vista a salvar o seu casamento mas dá o mote para uma sensação de desconforto seja com a cinematografia, seja com o desempenho dos actores.
Com um único espaço de acção durante 90% do filme seria de esperar que o mesmo se tornasse aborrecido, o que não acontece de todo. O magnífico desempenho de Carla Gugino, com o apoio de Bruce Greenwood, é suficiente para nos manter em suspense do princípio ao fim e sempre na expectativa de como as coisas vão acabar para Jessie.
Gerald's Game é já reconhecido como a melhor adaptação de Stephen King deste ano!

Nota: 7/10

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Before I Wake (2016)

Sinopse: O casal Jessie e Mark adoptam Cody, uma criança de 8 anos que sofre de pânico de adormecer. A princípio, presumem que os seus lares anteriores poderão ter causado esta aversão, mas a realidade é que os sonhos de Cody materializam-se enquanto ele dorme. Estas manifestações são belas e inocentes numa primeira fase, mas também os pesadelos de Cody começam a ganhar forma e a espalhar o caos...

Com o título original “Somnia”, seria o último capítulo de uma trilogia com títulos em latim em conjunto com “Absentia” (2011) e “Oculus” (2013), este último exibido no MOTELX. “Before I Wake” foi estreado em Julho no Fantasia e confirma Mike Flanagan como um dos mais consistentes cineastas de terror neoclássicos, tal como James Wan, surgido nos últimos anos.

Opinião: Não fiquei fã do trabalho anterior de Flanagan mas uma vez que temos novamente um filme do realizador no MOTELX, achei que merecia outra oportunidade.
A acção é qualquer coisa de fiérico, o casal perfeito, na casa perfeita, a criança adoptada muito doce e querida, em suma o verdadeiro conto de fadas de Hollywood. O problema surge quando, para além dos sonhos de Cody, também os pesadelos se materializam. A acção tem imensas falhas bem como a representação mas tem uma ideia bem conseguida. O final péssimo.
Não o classificaria como filme de terror mas sim como fantasia. 

Nota: 5/10

Raw (2016)

Sinopse: Quando uma jovem vegetariana sofre um ritual de carnificina na escola de veterinária, um gosto espontâneo para a carne começa a crescer nela.

Opinião: Filme de estreia de Julia Docornau, franco-belga, premiado em Cannes e com relatos de desmaios e pessoas a saírem do Festival de Toronto 2016 de ambulância é daquelas coisas que têm tudo para serem magníficas.

A acção começa com uma jovem que acaba de ingressar na faculdade de veterinária, que a irma mais velha ja frequenta, e passa por todos os rituais de iniciação à vida académica, entre eles, comer rins de coelho crus. A partir daqui, e no meio dos excessos das festas académicas, cresce em Justine um desejo por carne...humana. À medida que a acção se desenrola, segredos vão sendo desvendados ao mesmo tempo que a descoberta da vida na universidade incentiva a alguns excessos.
As personagens são muitos interessantes bem como os diálogos e a cinematografia dá o compasso perfeito para o ambiente sinistro e desconfortável que é o nascimento de um canibal. O gore não é excessivo, pelo menos não ao ponto de chamar a ambulância, mas está na conta perfeita para tornar esta longa inesquecível.

Nota: 8/10


sábado, 21 de outubro de 2017

Pet (2016)

Sinopse: Seth trabalha num abrigo para animais, e durante anos esteve apaixonado em segredo por uma empregada de café chamada Holly. Após repetidas tentativas de a cortejar, decide raptá-la e fechá-la numa jaula no abrigo onde trabalha. Seth vai descobrir rapidamente que Holly não é quem aparenta ser e que não é certo quem é a verdadeira vítima. Estreado nas meias-noites do South by Southwest, foi comparado pela crítica a filmes como “Hard Candy” ou “Gone Girl”. Trata-se da confirmação do talento do catalão Carles Torrens depois do promissor “Emergo”, exibido no MOTELX 2012, que era um drama familiar no contexto de uma casa assombrada. Agora em “Pet” examina o quanto alguém está disposto a sacrificar em nome do amor.


Opinião: Após visionar o trailer, fiquei com uma ideia muito interessante deste filme e vê-lo era algo obrigatório.
A acção começa com uma interessante perseguição romântica por parte de Seth que tudo faz para chamar a atenção de Holly, a clássica menina Barbie que não tem o mínimo interesse nele, que se torna obsessiva ao ponto de Seth a raptar e a colocar numa jaula. Mas afinal as coisas não são assim tão simples: a obsessão de Seth não se deve apenas à sua paixão por Holly mas também por um segredo sobre a vida dela. Após estas revelações e mais alguns acontecimentos, a longa passa, lamentavelmente, por momentos bastante aborrecidos deixando mesmo muito mais desenvolvimentos a desejar. 
A cinematografia está excelente principalmente no espaço onde Holly se encontra e a revelação final demonstra como depressa se pode passar de vítima a agressor e vice versa.
Não sendo espectacular por pecar na falta de exploração de alguns detalhes, não deixa de ser um filme interessante.

Nota: 6/10

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Boneco de Neve (2017)

Sinopse: Quando uma equipa de elite de combate ao crime, liderada pelo detetive Harry Hole (Fassbender), investiga o desaparecimento de uma vítima da primeira queda de neve do inverno, este teme que um elusivo assassino em série esteja de novo ativo. Com a ajuda de uma extraordinária recruta (Ferguson), o polícia tem que ligar décadas de casos não resolvidos com um impressionante novo caso, se quiser superar este inimaginável e perverso assassino antes da próxima queda de neve.

Opinião: Sem nunca ter lido esta obra literária especificamente mas tendo lido outras de Jo Nesbø, grande autor policial nórdico, este filme era praticamente um must-see ainda que existindo sempre o estigma da adaptação livro pra filme. Mais uma vez o estigma parece real.

A acção é um pouco confusa logo de início mas acaba no entanto por prender na tentativa de conseguirmos perceber o que está a acontecer. A primeira parte do filme, sem nunca aprofundar personagens, é interessante na medida em que os acontecimentos se vão desenrolando e se vai fazendo algumas revelações pertinentes. Sensivelmente a meio do filme já todos percebemos o que vai acontecer e não há aquela reviravolta final que todos esperamos num thriller. Há mudanças de cenas estranhassímas e sem relação, diálogos mal construídos e situações mal explicadas. A própria investigação é retratada mediocramente.
Quanto às personagens, não se revelam nada interessantes e a culpa não será da escolha de actores, que não são maus, mas da falta de profundidade que lhes é dedicada. Harry Hole teria muitas características a ser exploradas que enriqueceria a acção em si.
Um cinematografia magnífica com uma acção mal aproveitada.
Fica no ar a ideia de como seria se tivesse sido Scorcese a avançar com o projecto, como previsto, não criticando Tomas Alfredson, que já provou a sua fibra em filmes como Let the Right One in, que parece ter apanhado um projecto para desenvolver à pressa. 

Nota: 5/10

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

The Boy - Segue as Regras (2016)

Sinopse: Decidida a fugir do passado e começar uma nova vida, Greta, uma jovem norte-americana, decide deixar os EUA e aceitar um emprego como ama numa pequena cidade inglesa. Lá, ela conhece os Heelshire, a família que a contratou. Porém, para sua surpresa, a rapariga percebe que Brahms, a criança que era suposto cuidar, nada mais é do que um boneco de porcelana em tamanho real. Aparentemente, o verdadeiro menino faleceu há duas décadas com apenas 8 anos e esta foi a maneira que os pais encontraram para lidar com a perda. Para eles o boneco é o seu filho e nada de terrível lhe pode acontecer. Antes de se ausentarem, os Heelshire entregam a Greta uma lista de regras que ela tem de cumprir rigorosamente. 

Mas quando ela, já sozinha, decide ignorar as regras impostas, acontecimentos inexplicáveis começam a acontecer. Até que Greta se dá conta de que, afinal, o boneco pode estar realmente vivo.

Opinião: Com tanta boa publicidade como filme de terror e percebendo-se claramente pelo trailer que se tratava de um thriller, tinha que visionar esta longa metragem.
À partida a linha de pensamento é excelente, pais de coração partido com a perda de um filho que usam um boneco para colmatar de alguma maneira a sua dor ao ponto de chamar uma babysitter para tomar conta dele quando precisam de se ausentar. Os momentos tensos começam a chegar após a jovem Greta infringir as regras impostas pelo casal. Grande parte do filme é passada apenas com Greta e o boneco e ainda assim consegue manter-nos agarrados ao ecrã para ver o que vai acontecer a seguir. A espera vale bem a pena pois a reviravolta é muito interessante. Bons actores e boa cinematografia.

Nota: 6/10

domingo, 1 de outubro de 2017

Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)


Sinopse: Anos após a perda trágica da sua filha, um criador de bonecas e a sua mulher abrem as portas de sua casa a uma freira e várias raparigas de um orfanato encerrado, sem saber que se vão transformar no alvo de uma boneca possuída criada pelo dono da casa, Annabelle.

 
Opinião: Sem ter ficado muito impressionada com o primeiro filme, não podia deixar de ver o segundo que surge como uma prequela.
A acção até é interessante e bem conduzida até ao ponto em que a freira com as meninas órfãs se mudam para a casa do casal. A partir daqui deixa de haver acção e sim uma série de eventos que parecem não ter relação uns com os outros, muitas tentativas de proporcionar uns sustos com cenas de tensão criadas à força, depois o casal revela tudo e voltamos aos sustos e situações sem sentido.
Importa salientar que os actores são péssimos, nada credíveis.
Espero que parem por aqui.

Nota: 5/10

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Os Crimes de Limehouse (2016)

Sinopse: Londres, 1880. No perigoso Limehouse District, uma série de homicídios consternaram a comunidade. Tão monstruosos e cruéis foram estes crimes que a imprensa reclama serem obra do Golem – uma lendária criatura de tempos obscuros... Sem pistas concretas, a polícia entrega o caso ao inexperiente Inspector Kildare, um bode expiatório para quando surgirem as próximas vítimas. Produção britânica com realização do espanhol Juan Carlos Medina, também por detrás da co-produção luso-espanhola “Painless” (MOTELX 2013), que recria magistralmente a Londres vitoriana de Jack the Ripper numa revisão contemporânea do clássico mistério gótico oitocentista. Com argumento de Jane Goldman (“The Woman in Black”) e interpretação de Bill Nighy.


Opinião: Com base na obra de Peter Ackroyd, estava ansiosa pela estreia desta longa a remontar à Londres vitoriana.
Lizzie Cree é acusada da morte por envenenamento do marido ao mesmo tempo que decorre uma investigação para apanhar um assassino em série que aparentemente tem ligações ao defunto marido. O inspector Kildare inicia um tipo de investigação invulgar para apanhar o assassino e libertar Lizzie da possível condenação à forca.
Acção passada na bela Londres vitoriana, todo o ambiente respira neblina, escuridão e influências góticas, cheia de surpresas e algum gore. As personagens são muito boas com destaque para Lizzie, papel desempenhado por Olivia Cooke, que torna a linha entre a verdade e a mentira muito ténue.
Aconselho vivamente, especialmente para quem aprecia um bom mistério.


Nota: 8/10