sexta-feira, 16 de março de 2012

Occupant (2011)

Sinopse: A avó de Danny Hill acabou de morrer, dando a ele a chance de se mudar para o enorme apartamento alugado em Manhattan (Nova Iorque). Danny precisa permanecer no local durante 12 dias, esperando uma decisão judicial para a sua permanência em definitivo, sem poder sair do apartamento, sob o risco de ser despejado. Há apenas um problema: ele pode não ser o único ocupante.

Opinião: Para quem já viu The Shining, o tema deste filme não será exactamente uma novidade, no entanto é um filme que nos deixa à espera do que vai acontecer a seguir.
A história começa com um jovem que é aliciado pelo porteiro de um prédio a ficar com o contrato de aluguer com uma renda irrisória da sua avó que acaba de morrer. Depois de conhecer a casa da avó, o jovem decide então lutar pelo contrato de aluguer barricando-se dentro de casa durante 12 dias até ter a ordem judicial que lhe permitiria ficar com a casa.
A atmosfera criada é qualquer coisa de excelente. Eu senti-me sempre em sobressalto à espera do que dali iria sair. Acontecimentos estranhos sugerem uma presença sobrenatural que acaba por nunca ser confirmada, no entanto, o facto de estar dia e noite fechado numa casa agravado ao facto de pequenas situações suspeitas a acontecerem dentro de casa, a personagem acaba por começar a enlouquecer. Apesar da última hora ser, para mim, já exagerada, o final dá-nos uma revelação daquilo que já nos tinha sido sugerido subtilmente durante a acção e o derradeiro e único momento mais gore do filme.
Embora algumas criticas que li por aí desvalorizem o actor Van Hansis, eu acho que fez um papel excelente bem como a personagem de Joe (Thorsten Kaye) que não deixa de ser interessante apesar de confusa.
A não perder.

Nota: 6/10

The Maze (2010)

Sinopse: Cinco amigos invadem um labirinto formado por um milheiral fechado, no meio da noite e decidem brincar às escondidas. Eles não imaginavam que um assassino psicopata estaria disposto a “brincar” com eles também. Enquanto eles entram no labirinto, sem destino, o assassino persegue-os de perto, provocando-os, e observando cada movimento deles…

Opinião: Mais um low budget que não é bom e não foi por não terem orçamento. De início estava à espera de um filme género Husk mas afinal é pior ainda.

Tudo começa com a cena inicial que promete muito, pensei logo que afinal tinha sido um baixo orçamento muito bem aproveitado mas enganei-me. Dessa cena inicial saltamos para o grupo de amigos que pára o carro junto a um milheiral e decidem ir explorá-lo. Deja vu? Decidem jogar a uma espécie de escondidas e separam-se. Surge então o assassino, que nunca chegamos a saber quais as suas motivações, que começa a matá-los um a um e umas mortes muito mal concebidas; confesso que nunca na minha vida vi umas facadas tão mal dadas... Enfim sobra apenas um dos amigos daquela matança que é levada para a esquadra da terrinha para ser interrogada.
A acção não tem ponta por onde se lhe pegue, os actores até que nem são maus e os cenários enfim são dum campo de milho com destaque especial para em certos sítios do campo estarem recriadas cenas e personagens de Alice no País das Maravilhas. O motivo? Também não se chega a saber.
A cena final da esquadra, considero-a tão boa como a inicial (que foi esquecida e ficou mesmo lá no início) pois tem a sua ironia.
Em todo o caso acho que acaba por ser uma perda de tempo, a não ser que vejamos os 10 minutos do principio e os mesmos do fim.

Nota: 3/10

Psych:9 (2010)

Sinopse: Uma jovem mulher (Sara Foster), com um passado conturbado aceita um emprego no hospital. Ela trabalha no turno da noite sozinha, e começa a experimentar uma série de eventos perturbadores, que a levou a acreditar que o hospital pode ser conectado a uma série de recentes assassinatos na área. Para descobrir a verdade, ela terá de desvendar o passado para trás das paredes de Psych: 9.


Opinião: Este é daqueles filmes dos quais eu tenho alguma dificuldade em falar. Não é um mau filme mas também não é um bom filme. O mote é bom, uma jovem que vai trabalhar no turno da noite num hospital abandonado. No 5ºandar do hospital há também um psiquiatra a trabalhar de noite (interpretado por Cary Elwes, Dr Gordon em Saw) com quem ela começa a conversar. A partir daqui é o descalabro. A história fica confusa pois temos flashbacks da infância difícil da jovem Roslyn, do seu casamento, um serial killer à solta fora do hospital, um polícia a investigar o serial killer, o hospital a dar ares de assombração enfim tem todas as histórias para seguir e no fim acaba por não seguir nenhuma o que causa uma grande incoerência. Os temas poderiam ter sido divididos e com jeitinho tínhamos três bons filmes diferentes…

Os cenários estão excelentes, o ambiente assustador está perfeitamente criado e os actores não são maus dando especial destaque para a personagem de Roslyn.
De facto a acção é que perdeu muito com tanto tema para explorar e deixando tudo muito no ar.
Não o classificaria como filme de terror mas sim um thriller psicológico. Mesmo não sendo nada de especial creio valer a pena dar uma olhada apenas pelos cenários e ambientes do filme que estão francamente bons.

Nota: 4/10

terça-feira, 13 de março de 2012

O Despertar das Trevas (2012)

Sinopse: Em 1989, o serviço de emergência recebeu uma chamada de Maria Rossi a confessar que tinha brutalmente assassinado três pessoas. 20 anos depois, a sua filha Isabella procura respostas para o que aconteceu naquela noite. Viaja para o Hospital para Psicopatas de Centrino, em Itália, onde a sua mãe foi presa, com o objetivo de determinar se é uma doente mental ou se está possuída pelo demónio. Quando são recrutados dois jovens exorcistas, para curar a sua mãe com métodos pouco convencionais que combinam ciência e religião, deparam-se com a pureza do mal na forma de quatro demónios que possuem Maria.

Opinião: Depois do que para mim foi o fiasco de O Último Exorcismo e a tentativa de remediar o género O Ritual, embora reticente, tinha esperança que O Despertar das Trevas fosse um bom filme dentro do género da possessão. Li muitas opiniões antes de ver o filme e a maior parte eram bastante negativas.

A minha opinião? Adorei. O filme mistura o estilo de Actividade Paranormal, que por sua vez seguiu o género documentário de Projecto Blairwitch, com um pouco daquilo que se viu em O Ritual ao explorar a divisão de opiniões acerca da possessão.
O filme conta a história de uma jovem, Isabella, que procura saber a verdade sobre a sua mãe internada como doente mental há anos por ter assassinado 3 membros da sua congregação que, veio a saber pelo pai anos mais tarde, ocorreu durante o seu próprio exorcismo. Essa investigação leva-a até Roma, à escola dos exorcismos, onde somos confrontados com uma situação real e actual: qual a diferença entre doença mental e possessão? Quantas das vezes que a igreja nega um exorcismo a uma pessoa, a decisão é justa? Isabella conhece dois padres que fazem exorcismos a pessoas a quem consideram ter sido injusta a negação do exorcismo e são eles que a vão ajudar a desvendar aquilo que a sua mãe realmente tem.
Toda a acção nos prende ao ecrã, pois queremos sempre saber o que vem a seguir, e acompanhada de uns sustos e algum gore. A concepção das cenas dos exorcismos está qualquer coisa de espectacular.
Pontos contra: Maria, a mulher que acaba por motivar todo o filme poderia ter tido mais algum destaque; para o papel de Isabella eu teria escolhido outra actriz pois esta por vezes acaba por irritar; e este género de documentário já começa a estar muito saturado os filmes, por muito bons que sejam começam a perder a credibilidade.
Vi muitas críticas negativas devido ao final do filme e creio que a baixa classificação se deve precisamente a isso. Não acho que o final tenha sido tão mau assim, já vi piores e além disso creio que não poderia acabar de outra maneira. Não é um filme para teenagers com a mania do terror, é filme para quem já é batido no assunto e procura mais conteúdo. A nota que lhe dou não se baseia apenas no filme mas nas tentativas frustadas de filmes sobre possessões que não tem valido nada, e que este supera de longe.

Nota: 9/10

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sala de Morte (2009)

Sinopse: Quatro pessoas decidem participar como cobaias humanas de um estudo como forma de ganhar dinheiro fácil – embora nenhuma delas saiba realmente quais serão os testes. No início tudo parece normal. Um médico direcciona-os para uma pequena sala e explica que a experiência foi concebida para explorar os limites da resistência e da psique humana. No entanto, o médico retira um revólver e atira contra a cabeça de um dos voluntários, antes de sair do quarto e trancar a porta. Os três restantes então vêem-se presos num jogo mortal onde quem estiver mais distante da resposta correcta será a próxima vítima. Paranóia, medo e desconfiança começam a crescer entre eles, enquanto precisam desvendar essa questão, sem a menor ideia de quem poderia ter orquestrado essa horrível experiência. Será um acto terrorista em solo americano? Ou os próprios serviços secretos em busca de traidores? Ou poderia ser algo muito mais assustador?


Opinião: Nunca uma sinopse e classificação de um filme enganou tanto. A sinopse parece sugerir um filme interessante que nos faz puxar pela cabeça. Na realidade o filme é extremamente monótono e pouco interessante.
A história começa com uma jovem que é levada para uma sala com vista a fazer um teste de admissão para participar na observação de cobaias numa experiência. Os cobaias são então fechados numa sala sem saber no que vão participar e um deles e atingido a tiro na cabeça por um médico que larga a arma na sala e a fecha. Daqui até ao final a acção decorre na sala com as reacções dos indivíduos com único fio condutor.
Não há terror propriamente dito e o psicológico também não é muito eficaz. Os diálogos deixam muito a desejar , no entanto os actores não são maus.
Não foi um filme que me deixasse agradavelmente surpreendida e jamais o classificaria como filme de terror.

Nota: 4/10

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Teeth (2007)

Sinopse: Dawn é uma jovem como todas as outras em pleno despertar sexual. O que Dawn não sabe e está prestes a descobrir é que o seu corpo está em vantagem para lidar com o potencial agressor sexual masculino. 


Opinião: Pronto confesso que quando me decidi a ver esta longa, não li a sinopse e como tal esperava qualquer coisas a ver com dentes e até quem sabe algo que me lembrasse do velho filme O Dentista. Para quem conhece o filme a esta altura percebe a minha incredulidade à medida que a acção avançava.
A acção conta-nos a história de Dawn, uma jovem que vive em abstinência sexual pois acredita na virgindade até ao casamento. Deparamo-nos com o conflito interior de Dawn e as investidas dos rapazes das quais uma corre muito mal e Dawn percebe que tem qualquer coisa maléfica "dentro" dela e que por sua vez tem dentes.
Apesar da comédia que este filme é, encontramos algumas cenas gore e bons actores com diálogos no mínimo inteligentes. 
Acho um filme excelente para dar umas boas gargalhadas e é essencial que seja visto junto de pessoal do sexo masculino.

Nota: 5/10

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Sétima Alma (2010)

Sinopse: Numa pequena cidade existe a lenda de que um assassino em série jurou na noite de sua morte que voltaria para matar as sete crianças que nasceram naquele dia. Passados 16 anos, pessoas começam a desaparecer e um dos principais suspeitos também nasceu na fatídica data. O seu nome é Adam "Bug" Heller (Max Thieriot), ele sofre de terríveis pesadelos sobre crimes e não sabe se pode ajudar os seus amigos ou se tem um "trabalho" para continuar.


Opinião: Tratando-se de um filme de Wes Craven até esperava um filme dentro do género de Scream, um bocado saturado mas interessante. Bom, se Scream já não foi grande coisa então este nem se fala.
A acção tem um excelente fio condutor mas a concretização é muito medíocre.
Os actores são todos muito novos e acredito que daqui a uns anos serão excelentes mas a esta altura a representação dá ao filme um ar amador que não é decididamente o caso de Wes Craven. Cenas de horror, sustos e suspense também não abundam se é isso que procuram.
O segredo revelado no final é daquelas coisas que nós já apanhámos no início do filme pelo que o final acaba por não ter muito impacto.
Merece ser visualizado apenas para mostrar que os mestres também erram...

Nota: 5/10

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Actividade Paranomal 3 (2011)

Sinopse: Em 1988, as pequenas irmãs Katie e Kristi travam amizade com uma entidade invisível que vive na sua casa.


Opinião: Este filme foi uma total decepção. Depois de ver o trailer fiquei com a ideia que este iria por os outros dois filmes a um canto. Na realidade, muito do que aparece no trailer, não aparece no filme.
A história gira em torno da infância da protagonista dos outros filmes, Katie e da irmã Kristi. Esta última tem uma amigo imaginário, Tobi, que na realidade é a entidade dos outros dois filmes. Todo o resto da acção resume-se a um conjunto de situações sobrenaturais semelhante às dos dois primeiros filmes. Não traz nada de novo e torna-se uma desilusão principalmente devido à promessa que o trailer tem e não cumpre.
O final, nem consigo tecer comentários pois sempre pensei que as coisas se passassem em função de uma entidade...
Em respeito aos outros dois filmes dou uma nota mais alta que aquela que realmente merece.

Nota: 5/10

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Hostel: Part III (2011)

Sinopse: Numa festa de despedida de solteiro em Las Vegas, quatro amigos são convidados por duas strippers para uma festa particular. Quando lá chegam, descobrem que vão ser os protagonistas de um jogo sádico de tortura e que a probabilidade de saírem de lá com vida é muito baixa…

Opinião: Li duas ou três opiniões sobre este novo Hostel e pareceu-me que o pessoal estava à espera de mais uma sessão de cenas gore e então não gostaram. Pessoalmente gostei muito embora reconheça que gore não abunda. Da Eslováquia voamos até Las Vegas!! Neste novo espaço o filme perde muito daquilo que tem de assustador por não se tratar de um espaço desconhecido e estranho.
Quatro amigos encontram-se em Vegas para se divertirem ao máximo uma vez que um deles se vai casar na semana seguinte. Desde o inicio passamos o tempo à espera do momento em que eles vão ser apanhados mas Scott Spiegel vai adiando com mestria através de pequenas reviravoltas na acção começando logo nos primeiros dez minutos e acabando com um final excelente, embora possamos dizer um pouco cliché. Realmente gore não há muito (ou então já vi demasiados filmes de terror), mas a essência de Hostel está presente embora com um espaço entre outras coisas diferentes (por exemplo a roleta russa como método de escolha para a tortura/morte) que muda muito o impacto que poderia ter nas pessoas.

Um filme a ver. Na minha opinião melhor que Hostel II, mas o primeiro continua a ser melhor. Concretiza bem a sua condição de sequela.

Nota: 8/10


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Prowl (2010)

Sinopse: Amber sonha em deixar  a sua vida da cidade pequena e convence os amigos a acompanhá-la e encontrar um apartamento na cidade grande. Quando o seu transporte avaria, ela e os amigos aceitam uma boleia na traseira de um camião. Mas quando o motorista se recusa a parar e eles descobrem que a carga é de centenas de caixas de sangue, entram em pânico. O pânico transforma-se em terror quando o camião os deixa num lugar escuro, num armazém abandonado, onde criaturas sedentas de sangue aprendem a caçar as suas presas humanas.

Opinião: Pronto lá vou eu dizer mal...mais um filme de vampiros com crise de identidade. Não se intitulam de vampiros, são pessoas que bebem sangue...
Enfim, a história é muito previsível cheia de clichés, o grupo de jovens adolescentes que decide fazer uma parvoíce e claro a parvoíce vai correr mal. As piadas de sexo e os jovens a despirem-se é mais outro cliché desta nova geração de filmes que não interessam a ninguém. A acção tem um fio condutor que deixa muito a desejar, deixa um fio ali e outro acolá e tudo é do mais previsível possível.
Os actores não são maus mas também não são bons, gore não é muito e o que tem é muito fraco.
Filme pouco interessante.



Nota: 3/10

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

The Human Centipede (First Sequence)

Sinopse: Um cientista louco rapta e mutila três turistas para o transformar num novo "animal de estimação" - a centopeia humana, criada cozendo as bocas ao recto de cada um.


Opinião: Com todas as designações do filme, como o mais obsceno e nojento filme de terror de todos os tempos, andei expectante pensando que de facto vinha dali qualquer coisa interessante. Enfim, depois de o visionar lá tive mais um desgosto.
O filme começa com alguns clichés aos quais já estamos habituados: um homem louco (todos os filmes de terror?), as miúdas que estão de visita à Alemanha e acabam raptadas com propósitos sádicos (Hostel?), a miúda ensanguentada e a largar sangue desalmadamente, mas que continua a correr e o telemóvel que não tem rede etc etc.
O Dr Heiter é um cirurgião especialista em separar gémeos siameses reformado que decide proceder ao contrário, unir, no caso, três pessoas e criar uma centopeia para animal de estimação. E basicamente a história é esta. Pelo meio as tentativas das vítimas de fugir dali sem sucesso e as cenas obscenas e até nojentas dos três ligados pela boca e ânus mas demais sem interesse. A imagem à primeira vista não é agradável mas em termos de suspense e reviravoltas, a acção é extremamente pobre. Gore não tem, tudo é deixado à nossa imaginação.
Apenas de louvar é o actor que faz de Dr Heiter que realmente tem um ar tenebroso porque de resto, história sem interesse e sem qualquer tipo de situação que nos prenda.
Se quiserem ver apenas pela curiosidade por tantos comentários de "ai meu deus que coisa tão terrorífica", aconselho. Aguardo pelas sequelas que pelos vistos são muito piores...


Nota: 4/10

sábado, 26 de novembro de 2011

The Tunnel (2011)

Sinopse: A história de ‘The Tunnel’ é passada num labirinto de túneis e numa bolsa de água que existe no subsolo de Sydney, na Austrália. O filme convida-nos a seguir Natasha e a sua equipa de filmagens numa investigação para descobrir os verdadeiros motivos pelos quais o lago subterrâneo localizado debaixo da estação de Saint James passou de ponto turístico a zona interdita.


Opinião: À partida julgava tratar-se de mais um filme de filmagens perdidas que nada de novo iria trazer ao género. Basicamente mais um. Na realidade fiquei agradavelmente surpreendida pois é uma história inteligente com bons actores embora com as habituais falhas e semelhante em muito com filmes com Projecto Blairwitch, REC etc...
A história começa com os dois sobreviventes da história a contar o que viveram intercaladamente com as imagens dessa reportagem que iam fazer nos túneis. Os primeiros 40 minutos de filme a meu ver são um pouco aborrecidos mas servem, no entanto, para dar um contexto à história. A partir daqui tudo se passa num contexto de muita tensão com um clima brilhantemente criado para dar ao espaço ao horror. Este é o filme que para se apreciar bem as suas interessantes características deve ser visionado no escuro e no silêncio, pois o som desempenha um papel muito importante em certas cenas.
Cenas gore não tem excepto algum sangue pelas paredes (para alguns já é gore suficiente) e poderia ter havido um pouco mais de contacto com o que perseguia esta equipa no escuro embora ache que o facto de o contacto ser pouco adicione mais tensão ainda ao filme.
Não sendo um filme excepcional, aconselho.


Nota: 6/10

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Coisa (2011)

Sinopse: Antárctica, um continente extraordinário de peculiar beleza. É também abrigo para um recôndito posto avançado, onde uma descoberta científica cheia de possibilidades se torna numa missão de sobrevivência, quando uma equipa de cientistas internacionais desenterra um extraterrestre. A criatura que altera a sua forma liberta-se acidentalmente neste campo isolado, tendo a capacidade de se transformar numa réplica perfeita de qualquer ser humano. Por fora é igual a qualquer um de nós, mas por dentro é tudo menos humano.

Opinião: Sendo um remake, A Coisa 2011 é também a prequela do genial filme de Carpenter de 1982. Quem ainda não viu o filme original, aconselho a ver primeiro o de 2011 e depois o de 1982 e terão uma linha de acção contínua. Eu já tinha visto o filme de 1982 mas para dar uma opinião mais consistente, fui vê-lo novamente. É impossível falar deste filme sem comparar o original de Carpenter, mas gostei muito desta prequela e como é público não sou fã de bicheza extraterrestre. Peca na falta de mais umas cenas gore, coisa que o filme de 1982 tem com muita fartura. Em termos de acção não é tão desenvolvido como na versão de Carpenter mas é agradavél de seguir e prende-nos até ao final.
Os actores óptimos, a ideia de contextualizar o que se passou antes do que começa a acontecer no filme de 82 é absolutamente genial, gore podia haver mais e achei o final um pouco rebuscado e exagerado. De qualquer das maneiras aconselho vivamente este filme e principalmente que vejam o original. Comparativamente considero o antigo melhor do que este na medida em que os recursos em termos de tudo em 1982 não eram os mesmos de agora e conseguiram uma coisa mais consistente e mais rica. Este está também muito bom mas pouco explorado, explicando e seguindo muito bem a longa de Carpenter.

Nota: 7/10

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Daybreakers - O Último Vampiro (2009)

Sinopse: O ano é 2019. Uma misteriosa praga devastou a Terra, transformando a maioria da população mundial em vampiros. Os humanos são agora uma espécie de segunda classe e em risco de desaparecer - forçados a esconder-se porque são caçados e criados para o consumo dos vampiros, até à beira da extinção. Cabe a Edward Dalton, um vampiro cientista que se recusa a alimentar-se de sangue humano, a aperfeiçoar um substituto do sangue que possa alimentar os vampiros e poupar os poucos humanos que ainda restam. Mas o tempo e a esperança estão a esgotar-se, até que Ed conhece Audrey, uma sobrevivente humana que o leva a uma extraordinária descoberta médica. Na posse de um conhecimento pelo qual tanto vampiros como humanos estariam dispostos a matar, Ed tem de lutar contra os da sua espécie numa batalha mortífera que decidirá o destino da raça humana.

Opinião: Este é o que chamo de um muito bom filme de vampiros. Eu que não sou nada fã da vampiragem achei este fantástico precisamente por ser diferente de todos os outros. Aqui em vez de termos um mundo de humanos onde habitam vampiros, temos um mundo de vampiros onde habitam humanos. Tudo nos é apresentado de uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados, ou seja, temos um mundo de vampiros que, tendo em conta as características normais deles, têm um mundo completamente adaptado a essas necessidades. A meu ver este é o maior ponto a favor em termos de originalidade.
Não tem grande gore, há umas caras feias assustadoras e tem Willem Dafoe muito mal aproveitado, que parece estar ali apenas para fazer presença, bem como um Ethan Hawke que se porta lindamente.
Ainda a acrescentar há o facto de haver aqui uma mensagem implícita: o que os vampiros fazem aos humanos, fazem os humanos actualmente... e se a situação se revertesse? (Eu a especular)
Para mim, um dos melhores dos últimos tempos no círculo vampírico, aconselho mesmo!

Nota: 8/10

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Megan Is Missing (2011)

Sinopse: Drama de ficção baseado em factos reais, sobre duas meninas adolescentes que se deparam com um predador na Internet.


Opinião: Um filme muito forte!! São as primeiras palavras a dizer sobre este filme que alerta para os perigos que se escondem na Internet. Duas miúdas de 13 anos, na descoberta da adolescência e nas primeiras experiências com os amigos, saídas e festas. Numa sala de chat, uma amiga sugere a Megan que adicione um rapaz super fixe com quem costuma falar. Megan conversa com este rapaz e após algumas peripécias acaba por combinar um encontro e desaparece. A sua melhor amiga Amy sabe de Josh e desconfia que ele poderá ter algo a ver com o desaparecimento de Megan e começa também a falar com ele.
Não sendo um grande filme, este é um grande filme. Todo a decorrer ao estilo de documentário, a certa altura, estamos embrenhados naquela história que quer queiramos quer não é verdadeira e acontece todos os dias. Não tem terror, não tem gore, o terror que este filme tem é aquele que nos deixa a pensar nele durante dias. Os últimos 22 minutos do filme são qualquer coisa de brutal, frio e cru. Não despegamos os olhos do ecrã por nada deste mundo.
Este filme tem uma mensagem e é brilhante a transmiti-la. Aconselho a todos que vejam por todos e mais motivos. O perigo espreita em todo o lado, tenham medo!


Nota: 8/10

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Day of the Dead (2008)

Sinopse: Quando uma pequena cidade do Colorado é invadida por mortos-vivos sedentos de carne, um pequeno grupo de sobreviventes tenta escapar numa última tentativa de se manterem vivos.


Opinião: A minha opinião acerca de filmes de zombies nunca é muito boa mas de facto até gostei deste filme. Percebi por outras reviews que li antes de ver o filme que o classificavam como um remake do original de Romero mas na realidade é tão só baseado no original (bases tem poucas a não ser os amiguinhos transformados). Na realidade a história não difere muito das centenas de filmes de mortos-vivos: um vírus que se espalha e infecta através de uma dentada. À parte disso, tem uma história que não fica muito clarificada entre a protagonista e a família.
A acção é boa, os efeitos visuais, gore e outros também são bastantes bons e os actores estão muito bem. Acho que vale a pena ver o filme mas sem comparações com o filme de Romero pois não tem nada a ver.




Nota: 6/10

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dark Ride (2006)

Sinopse: Depois de passar 10 anos internado numa instituição psiquiátrica por causa do assassinato de duas jovens, um brutal psicopata consegue escapar e volta para o seu local de origem, um parque conhecido como Dark Ride. Ao mesmo tempo, seis jovens estão no local em função de uma viagem que estão a fazer. No seu caminho está justamente o parque e o seu temido ocupante. Agora, eles terão que passar por uma situação angustiante e poderão ter um destino fatal a qualquer momento.


Opinião: Bom é um filme cheio de clichés ao estilo anos 80. Já não estava à espera de um filme muito bom e realmente não esperei bem, em todo o caso já vi coisa pior.
A interpretação parece muito forçada, diálogos pouco interessantes e uma história que só parece interessante no flashback com as duas meninas que são assassinadas. Tudo daí para a frente é confuso, uma história mal contada e um gore também ele à anos 80 mas que eu até considero ser o melhor que o filme tem. Em alguns momentos sente-se alguma tensão e creio que para o pessoal que não simpatiza com bonecos, palhaços, carroceis e aquela música típica de feira (que não é o meu caso) vai achar porreiro certas cenas do filme. O assassino com a máscara também já é aquele cliché que perde o interesse.
A única coisa que achei muito interessante neste filme, foi o nerd do grupo que sabia imenso de filmes e tem uma cara até bastante dada ao terror, um ar muito scary.
De uma forma geral não aconselho a perderem hora e meia com este filme a não ser que não tenham mesmo mais nada interessante para fazer.

Nota: 3/10

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Outcast (2010)

Sinopse: Mary e o seu filho, Fergal, mudam de casa regularmente para despistarem Cathal, um homem perigoso cuja intenção é matá-los utilizando uma antiga prática de magia negra. A única defesa de Mary é utilizar a mesma magia para proteger o filho. Quando os habitantes da localidade para onde se mudaram começam a aparecer brutalmente assassinados por uma força desconhecida, o temor agrava-se. Será Cathal o responsável? A primeira longa-metragem do irlandês Colm McCarthy, realizador com currículo essencialmente televisivo, inspira-se no folclore da Irlanda para convocar um mundo de bruxaria e lobisomens misturado com um conceito de terror urbano muito característico das Ilhas Britânicas.


Opinião: Por ser mais um dos filmes apresentados no Motelx deste ano fiquei curiosa em visioná-lo. Também fiquei atraída pela sinopse apesar de à partida não estar à espera de um grande filme. De facto não é um grande filme, de um estilo muito próprio, como diz a própria sinopse, baseado num conceito de terror urbano.
A história não é má embora confusa. Tem algum gore, muitas vezes exagerado e as cenas não são muito convincentes, sejam as de horror como os diálogos entre actores. Tem também uma componente sexual muito alta que, pelo menos para mim, não gosto de ver em filmes de terror. Quanto aos actores também não são grande coisa excepto a actriz que faz de mãe de Fergal, Kate Dickie, que creio ser a única a conseguir ser convincente. A sinopse promete uns assassínios brutais e suspense mas não tem nem um nem outro. Dos assassínios só se ouve o som e o suspense para mim é zero.
Não é um grande filme, mas também não é tão mau assim se tivermos em conta que é um filme de estilo muito próprio e irlandês.

Nota: 4/10

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Maldição de Molly Hartley (2008)

Sinopse: Molly Hartley está decidida a deixar para trás todos os problemas do passado assim que começa a estudar numa nova escola. É um óptimo começo, principalmente porque inicia um romance com o rapaz mais popular do local. Mas a tensão e o medo novamente tomam conta de Molly. Ela tem dúvidas se conseguirá manter os seus segredos enterrados, sobretudo quando começa a descobrir terríveis acontecimentos que a esperam.

Opinião: Sobre este filme não há muito a dizer porque é péssimo. Ao ler o título em inglês "The Haunting of Molly Hartley" pensei em mais um filme de assombramentos, possessão/exorcismo, daí a minha decisão em visioná-lo. Pois estava errada.
O princípio do filme até é bem interessante e promete qualquer coisa, mas a hora e dez seguintes tornam-se uma autêntica seca em termos de clichés: sussurros que parecem vindos do além, reflexos em espelhos, luz por baixo de portas fechadas etc etc etc etc....
Passamos também esta hora e dez à espera de pistas para o que se está a passar. Como a própria sinopse informa, a protagonista muda de cidade e está a começar uma vida nova devido ao facto de a mãe a ter tentado matar. No início do filme, com a cena de introdução, o mesmo acontece mas e então pistas para nós seguirmos??? Afinal porque é que os pais das meninas as querem matar? Não dá mesmo para tecermos as nossas teorias o que é mesmo muito pouco aliciante. No entanto, no final, quando ficamos um pouco emocionados e pensamos que vai tudo ser explicadinho como deve ser, eis senão quando o filme acaba.
Há coisas mais interessantes para gastarmos hora e meia do que ver estes actores todos bonitos, que é o único ponto meio a favor: gente gira.

Nota: 4/10