quarta-feira, 20 de abril de 2011

Estreias Terror Amanhã 21 Abril

Título Original: Scream 4
Género: Terror
Classificação: 16
Duração: 116 min
Ano: 2011 / Estados Unidos
Site Oficial: http://www.scream-4.com/

Sinopse: Sidney Prescott, agora autora de um livro de auto-ajuda, regressa à cidade de Woodsboro, para uma última paragem na torneé de promoção ao seu livro. Em Woodsboro, ela reencontra o Xerife Dewey e Gale, agora casados, bem como a sua prima Jill e a sua tia Kate. Infelizmente o regresso de Sidney trás também de volta o assassino da máscara branca, colocando toda a população de Woodsboro em perigo.






Título Original: Hole 3D
Género: Thriller
Classificação: 12
Duração: 92m
Ano: 2009/ Estados Unidos


Sinopse: Dois irmãos encontram um buraco misterioso na cave da sua nova casa que os vai levar a percorrer caminhos sombrios e assustadores.





Nota: Medos 3D tem sido erradamente apresentado como filme de terror. Review do filme brevemente com vista a esclarecer o equívoco.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Ritual (2011)

 Sinopse: Inspirado em factos reais, O Ritual segue a história de Michael Kovak, um seminarista que é enviado para o Vaticano, para estudar a prática dos exorcismos, com a qual ele é bastante céptico. Michael chega mesmo a desafiar os superiores, afirmando que para tratar uma possessão, é necessário um psiquiatra, e não um padre. É então que Michael vai trabalhar com o Padre Lucas – um lendário padre que realizou milhares de exorcismos – e, confrontado com um mal tão violento e aterrador, é obrigado a duvidar de tudo em que acreditava…

Opinião: Confesso que estava com muito medo deste filme. Os últimos filmes de exorcismos desde o grande Exorcista têm sido péssimos salvo raríssimas excepções e para além disso este filme tem Anthony Hopkins, meu actor favorito. Afinal revelou-se uma fantástica surpresa!! O filme é óptimo, sem exageros e Hopkins até atira uma piadinha ao Exorcista que achei deliciosa.
A historia gira em torno de um rapaz não crente nem em Diabo nem em Deus mas em quem um padre do seminário onde estuda vê muito potencial. Assistimos por isso ao percurso que este rapaz vai percorrer ao ser um descrente e ver tudo aquilo em que acredita constantemente refutado e é Hopkins que lhe vai dar essa luta.
O papel de Michael está muito representado e o papel de Hopkins não consigo comentar pois este senhor onde chega, faz bem e muito bem. Soberbo. Não tem nada de gore mas tem cenas muito fortes em termos de intensidade. Achei muito bom o facto da maior parte da acção decorrer em Itália pois dá o ambiente certo ao filme, os padres, os exorcismos, os livros, tudo.
Aconselho vivamente, dou nota máxima porque achei mesmo muito bom e tinha saudades de um filme assim há muito tempo.

Nota: 10

sábado, 16 de abril de 2011

The Possession of David O'Reilly (2010)

Sinopse: David O´Reilly, um rapaz abandonado pela sua namorada resolve ir a casa do seu melhor amigo Alex (Nicholas Shaw) e sua namorada Kate(Zoe Richards). Pede para passar lá a noite e os amigos recebem-no. Infelizmente, O´Reilly traz mais do que sua bagagem emocional, mas também um demónio, um fantasma, um alienígena o que será?
Seguem todos os seus passos e é então que O´Reilly descobre que foi seguido. Mas ele está possuído ou apenas paranóico? O desconforto logo o impulsiona ao puro pavor num filme que deixou o público surpreso.

Opinião: Cometi um erro muito grande com este filme que foi estar à espera de um Paranormal Activity… Pois não tem nada a ver! É um filme de baixo orçamento, sem história, sem aprofundamento de personagens. Apenas um jovem que procura abrigo no apartamento de um casal amigo pois a namorada traiu-o, e durante a noite começa a ver coisas sinistras.
O ambiente está excelente, é um facto, o jogo da escuridão apenas com pequenos feixes de luz vindos da rua pela janela torna-se assustador e tenso. O fim ninguém percebe (se existir alguém que tenha chegado a alguma conclusão, diga-me por favor), acção não se explica, é apenas um filme sem história e com vista a tentar provocar uns sustos com os vislumbres de demónios que se escondem naquela casa, pelos vistos trazidos pelo jovem traído (serão demónios ou loucura do jovem?).
Deixa a desejar.

Nota: 4/10

Husk (2011)

Sinopse: Um grupo de amigos são forçados a abandonar o veículo, quando um bando de corvos quebra o pára-brisas do carro, deixando-os presos ao lado de um milharal deserto. Escondida dentro do milheiral, encontram uma casa em ruínas – mas logo descobrem que ao invés de um santuário, a casa é realmente o centro de um ritual aterrorizante sobrenatural que estão prestes a se tornar parte.  

Opinião: Se quisermos passar um bocado calminho a ver um filme no sofá, é este o ideal. A história não tem nada de especial, um grupo de jovens que vai fazer um fim-de-semana juntos seguem pela estrada fora até que têm um acidente. Aqui foi o primeiro ponto que achei o máximo: o motivo do acidente. Um bando de corvos atira-se literalmente contra o vidro do carro deixando o condutor sem visibilidade. Melhor de tudo um dos corvos bate com tal força que o bico fica espetado no vidro para o lado de dentro (achei a cena brutal). Ao acordarem um dos jovens desapareceu e dois deles decidem entrar no milheiral para o procurar. Mais tarde os dois outros decidem entrar também e um a um vão sendo mortos por um espantalho habitante do milheiral.
Os actores e diálogos até nem estão mal, gore não tem muito salvo uma cena ou outra e em termos de suspense está muito bom. Peca apenas numa coisa, a história sobrenatural por trás do espantalho não fica muito bem explicada.
É um bocadinho bem passado.

Nota: 5/10

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Wake Wood (2011)

Sinopse: Ainda de luto pela morte trágica da sua única filha, Alice, o veterinário Patrick e a farmacêutica Louise mudam-se para a remota e pequena Wake Wood, onde um culto pagão local lhes concede mais três dias na companhia de Alice. Mas há uma questão que se coloca: o que farão quando for altura de Alice regressar ao outro lado?


Opinião: Depois do trailer e do que já tinha lido sobre o filme em vários sites, a expectativa era grande. Estava de facto à espera de um filme bastante bom, no entanto não é assim nada de extraordinário embora tenha gostado bastante.
O início do filme fez-me lembrar o início de Les Sept Jours du Talion, que mostra primeiramente a típica família feliz para depois se abater a tragédia. A menina sai de casa em direcção à escola e é atacada por um cão que literalmente lhe come um bocado do pescoço, isto logo nos primeiros dez minutos o que se torna por si só suficiente para nos prender à acção. Na cidade de Wake Wood passam-se coisas muitas estranhas apenas visíveis aos olhos dos habitantes e das quais Louise, a mãe da menina, se começa a aperceber. É então que surge ao casal a possibilidade de trazer a filha de volta à vida por três dias para se poderem despedir. Mas há qualquer coisa de errado com a menina…
Sendo um filme de baixo orçamento até tem cenas gore muito interessantes, os actores não são maus embora as personagens sejam pouco aprofundadas e a menina porta-se mesmo muito bem tanto como filha inocente, como filha demoníaca, mesmo não chegando aos pés de Esther em The Orphan. O ambiente criado no filme está excelente pois existem momentos que mesmo não sendo assustadores, conseguem pôr-nos o stress à flor de pele e o final está mesmo muito psycho.
Não é um filme brilhante mas é uma hora e meia bem despendida.

Nota: 6/10

Órfã (2009)

Sinopse: A trágica perda espontânea do bebé de Kate e John, teve consequências devastadoras no seu casamento e Kate é constantemente atormentada por pesadelos e assombrada por demónios de seu passado. Lutando para recuperar alguma estabilidade nas suas vidas, o casal decide adoptar outra criança. No orfanato local, tanto John como Kate encontram-se estranhamente atraídos por uma jovem rapariga chamada Esther. No entanto, pouco depois de acolherem a criança, começam a acontecer uma série de estranhos eventos, levando Kate a crer que há algo de errado com Esther. Para garantir a segurança de sua família, Kate tenta mostrar a John e ao resto da família a verdadeira Esther. Mas ninguém acredita nela e pode ser demasiado tarde para todos...


Opinião: Este filme é absolutamente espectacular!! Há muito tempo que não via um filme de terror/thriller como este. A princípio o mote não é nada de especial, um casal com dois filhos que decide adoptar uma criança por a mulher ter perdido o bebé que esperava, mas a forma como é apresentado é brilhante! Pequenas acções secundárias que nos transportam para o psicológico das personagens e que ajuda a construir uma acção muito inteligente. Pontos que têm de ser salientados: Max a filha mais nova do casal é surda, e então é muito utilizada a linguagem gestual ao longo de todo o filme, é fantástico; a mãe Kate tem um desempenho excelente ao conseguir transmitir todos os problemas psicológicos pelos quais esta mulher passou e com os quais ainda sofre; e por fim Esther! A actriz, Isabelle Fuhrman, é qualquer coisa de fenomenal! Com apenas 11 anos, desempenha um papel deste tipo e com esta genialidade acho que é de por os olhos nesta miúda pois ela vai longe. Tudo é bem feito, a menina doce e excluída que a pouco e pouco vai mostrando os seus requintes de malvadez e o segredo que se esconde atrás de Esther que nos prende do princípio ao fim. Até os seus modelitos são espectaculares. Apaixonei-me mesmo por Esther!
Este filme é a prova que um filme de terror não precisa ser feito de cenas gore e que pode ser inteligentemente concebido e com mérito. Tem gore, tem sustos, tem suspense, ficamos presos à cadeira dando até de vez em quando uns saltinhos, e ficamos realmente preocupados com a sobrevivência ou não das personagens. O segredo de Esther é brutal e o final é muito bom.
Recomendo vivamente mesmo!

Nota: 9/10

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dear Mr Gacy (2010)

Sinopse: Este filme conta a história da interacção entre Jason Moss, um estudante universitário, e o objecto da sua obsessão: John Wayne Gacy, um serial killer responsável pela morte de 33 jovens americanos dos quais apenas 23 foram encontrados enterrados debaixo do chão da sua casa.
Condenado a 12 penas de morte, John passou os seus últimos dias na prisão e dedicou-se à pintura, cujos quadros chegam a ter um valor de mais de 300 mil dólares. A nove de Maio de 1994, depois de ter uma última refeição bem recheada, foi executado com uma injecção letal. As suas últimas palavras foram… “Beijem o meu cu! Nunca saberão onde estão enterrados os restantes”.

 
Opinião: O filme não é exactamente de terror mas contempla um famoso serial killer e por isso achei interessante postar a minha opinião sobre ele. Este não é um daqueles filmes “ai que bonito um serial killer” como eu esperava que fosse mesmo apesar de ter lido que era baseado numa história verídica.
Então Jason Moss, um estudante decide fazer um trabalho final para a aula de Criminologia sobre Gacy, que está perto da data da execução, e convence-se que será capaz de descobrir coisas na cabeça de Gacy que a policia nunca conseguiu. Começa com uma carta que é respondida e a partir daqui tudo para Jason se torna vicioso. O ambiente é muito tenso pois conseguiram mostrar o percurso de Jason na sua obsessão por John Gacy de forma muito subtil. Quando damos por nós, o jovem já está tão enredado nas teias de Gacy que não se consegue concentrar em mais nada.
É um excelente filme que de alguma maneira revela muito de Gacy e da sua capacidade de tecer a sua teia em volta das vítimas. Amei a ideia de no final colocarem as fotos das pessoas que de facto viveram estes acontecimentos. Muito bom!

Nota: 8/10

13Hrs (2010)

Sinopse: Sarah Tyler visita a família do seu padrasto, num casarão isolado em algum lugar na Inglaterra. Uma tempestade deixa a casa sem luz. E uma misteriosa criatura aparece na casa e ataca Sarah, seus irmãos e amigos.


Opinião: Não sei bem como classificar este filme. A jovem vai visitar o pai, mãe e irmãos na sua antiga casa, uma bela e sombria mansão. Após o encontro com o pai, vai encontrar os irmãos e a melhor amiga a fazer uma festa no celeiro. Até aqui tudo bem mas depois o diálogo que se desenrola entre eles é totalmente sem interesse, demasiados palavrões e nada de interessante para a acção. Entretanto uma tempestade faz com que fiquem sem luz o que os leva para dentro da mansão onde percebem que está uma criatura dentro de casa. O ambiente é bem assustador e tenso mas quem está à procura de cenas gore intensas esqueça. Sim existem algumas cenas mas nunca vemos exactamente como se processam as mortes, apenas o resultado final. Nunca temos uma boa imagem da criatura, apenas vislumbres o que se torna um pouco decepcionante.
Não quero estragar o final do filme, realmente foi muito bom apesar de desde meio do filme se perceber mais ou menos o que ia acontecer. De uma forma geral gostei bastante e tendo em conta que o orçamento do filme era curto (segundo li algures), não se podia esperar grandes efeitos, nem grandes detalhes.
Podia ser um excelente filme se tivesse alguns melhoramentos visuais até porque os actores não são maus, apenas não tiveram a sorte de ser felizes em todos os diálogos. Aconselho.

Nota: 5/10

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dismal (2009)

Sinopse: Dana está prestes a chumbar a Biologia. Para levantar a nota, ela e alguns colegas vão participar num trabalho que os leva até uma região remota do Grande Pântano Dismal, um lugar que gera vida…e morte. Enquanto o grupo se mantêm atento ao urso esfomeado, cobras mortíferas e crocodilos à espreita, não se apercebem do verdadeiro perigo. O topo da cadeia alimentar vive numa cabana sombria, bem perto do seu acampamento e tem um apetite por carne humana.
Nota: Tradução do inglês por Patrícia Serra

Opinião: Quando vi a capa deste filme e depois o trailer, achei que ia ter uma hora e meia bem passada mas depois dos primeiros dez minutos percebe-se que fomos enganados. É um filme muito parado, com diálogos monótonos e sem interesse. Os actores são péssimos e cenas gore simplesmente não existem e as cenas que tentaram que existissem têm uns efeitos tão péssimos que chega a parecer ser um filme amador. Só no final se tem uma cena que até não desgostei mas que não compensa o resto do filme.
Não é um filme que sirva sequer para perder tempo, como o próprio nome indica é de facto “dismal” (adj\ˈdizməl\ lacking merit :particularly bad <a dismal performance>). Não aconselho. Mesmo!

Nota: 2/10

O Renascer dos Mortos (2004)

Sinopse: A população do planeta é atingida por uma praga inexplicável, inabalável e letal: os mortos não permanecem mortos. Cadáveres ávidos pela próxima refeição perseguem os poucos sobreviventes, motivados por uma fome insaciável de se alimentarem da carne dos vivos. Um grupo de sobreviventes - agora um dos últimos baluartes da humanidade - refugia-se num centro comercial abandonado situado nos subúrbios da cidade. Aí utilizam de todos os recursos disponíveis e lutam desesperadamente para se manterem vivos e sobretudo para manterem a sua condição humana.  

Opinião: Eu não sou fã de filmes de zombies tal como não sou de vampiros mas decidi arriscar com O Renascer dos Mortos e fiquei muito bem impressionada. Adorei a forma como o filme começa, um vislumbre da vida normal em que a enfermeira sai do seu turno e vai para casa ao encontro do marido. Saliento nesta cena a conversa com o marido acerca da troca dos turnos para ter um fim-de-semana que é extremamente realista, pessoalmente identifiquei-me imenso pois trabalho por turnos também e senti-me quase transportada para a acção. Depois a manhã seguinte em que tudo mudou. Um mundo caótico em que não se sabe em quem confiar ou o que esta a acontecer e com o desenrolar desta descoberta junta-se um grupo de pessoas em que cada uma tem a sua própria historia de vida. A grávida no grupo é um golpe de mestre e adorei o desfecho que deram a esta personagem. Todo o filme, para além de umas cenas gore porreiras, trata-se da capacidade de estas pessoas se relacionarem entre si e de se ajudarem ou não à medida que também vão perdendo alguns dos elementos do grupo.
Trata-se de um filme com história, com terror, que nos prende e que funciona muito bem, mesmo com os zombies dos quais não sou muito amiga. É de mencionar que também tem um pouco de história de amor só para dar um toque ao final do filme e que não estraga em nada a classificação de horror movie.

Nota: 6/10

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Chain Letter (2010)

Sinopse: Seis amigos recebem uma misteriosa corrente via SMS e por email, de um maníaco que está caçando os adolescentes que não passam a corrente adiante. Quem saberia que eles deveriam levar as ameaças da corrente tão a sério? Ou que a corrente usa as tecnologias favoritas dos jovens para rastreá-los e poder matá-los? Esse jogo maníaco coloca a amizade deles à prova, assim como os fazem correr para superar as regras que parecem ser impossíveis de escapar. Quebre a corrente, perca a vida. Você passaria adiante? A amizade significa algo para você?

Opinião: A sinopse deixa muito a desejar, já a capa dá a ideia que se calhar não é tão mau assim. Quis matar a curiosidade e despendi 90mn do meu tempo a visionar este filme de terror e a conclusão é que podia ter aproveitado o meu tempo muito melhor. O início do filme parece prometer: uma jovem completamente acorrentada, tem uma perna presa num carro e a outra perna presa noutro. Quando os dois carros arrancam percebemos o que vai ou poderá acontecer e é esta a melhor cena do filme. Um grupo de amigos começa a receber a corrente por email ou por mensagem de texto e depressa se percebe que os que a apagarem ou ignorarem vão ser mortos. As mortes destes jovens têm sempre correntes envolvidas e até que proporcionam uns momentos gore felizes.
Dois dos jovens empenham-se na investigação ao mesmo tempo que um detective (com tudo menos ar disso) começa a investigar os assassínios, especialmente a protagonista Jessie que descobre como o assassino sabe o destino que os jovens deram às mensagens e ainda da existência de uma seita contra as novas tecnologias. O final…não há final e mal se sabe ou melhor não se sabe quem foi o assassino.
Podia ter sido um filme bonito mas acabou por se tornar previsível e com pouco interesse. Há coisas mais interessantes para se gastar o nosso tempo.

Nota: 3/10

quarta-feira, 30 de março de 2011

Buried (2010)

Sinopse: Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um americano que trabalha como motorista de caminhão no Iraque. Ele acorda, sem saber como, enterrado vivo dentro de caixão de madeira. Sem saber o que aconteceu e o porquê de estar ali, ele tem em suas mãos apenas um telefone celular e um isqueiro. Começa então uma tensa corrida contra o tempo e a falta de ar. A pressão aumenta ainda mais quando os sequestradores exigem um resgate milionário para libertá-lo e um vídeo com suas imagens vai parar no YouTube. 

Opinião: Só a sinopse do filme diz praticamente tudo o que o filme é. Um americano que trabalha no Iraque e é apanhado por terroristas. Estes decidem enterrar Paul vivo e deixam-no apenas com algumas coisas dentro do caixão, uma delas um telemóvel. Após os momentos de pânico ao acordar e ver-se dentro de um caixão, o protagonista (e único actor que o filme efectivamente tem) agarra no telemóvel e é através dele que vai tentar pedir ajuda.
Achei muito engraçada a forma como ele é atendido em todos os serviços para que liga a pedir ajuda. O filme acaba um pouco por satirizar o atendimento telefónico por parte de alguns serviços do nosso dia-a-dia. Achei mesmo o máximo, o protagonista a apontar os números de telefone para onde tem de ligar na tampa do caixão. Ficamos presos à acção na curiosidade do que vai acontecer a seguir e se Paul vai de facto conseguir ser salvo da péssima situação em que se encontra e experimentamos também um pouco da ansiedade e aflição que a acção implica.
Muito boa a forma como foi filmado pois é incrível como fizeram um filme decorrer num espaço daqueles e sempre captando a atenção do espectador. O actor excelente em todos os momentos e em todas as emoções que consegue transmitir. O horror neste filme é mais o psicológico (estar enterrado vivo é por si só um horror lol)

Nota: 6/10

terça-feira, 29 de março de 2011

Vanishing on 7th Street (2010)

Sinopse: Quando uma falha eléctrica ocorre na cidade de Detroit, a mesma fica completamente às escuras.
Um grupo de pessoas encontra-se sozinho, enquanto que a grande maioria da população desapareceu, deixando para trás somente as roupas do corpo, carros abandonados e sombras sombrias.
Rapidamente, a luz do dia começa a desaparecer e os sobreviventes juntam-se num local abandonado. Eles constatam que a escuridão persegue-os e somente os pequenos focos de luz que ainda têm os podem salvar.
Opinião: Trata-se de um filme interessante que nos remete para tantos outros filmes como Guerra dos Mundos, The Mist ou a série Walking Dead. Confesso que estava com bastante expectativa mas acabei por me desiludir.
A acção começa num cinema de um centro comercial onde tudo decorre normalmente até que de repente se apagam todas as luzes. O empregado Paul olha para dentro da sala de cinema apenas para encontrar as roupas das pessoas que lá estavam sentadas. Ao começar a andar pelo centro comercial encontra um segurança e juntos procuram uma resposta. Depressa fica sozinho pois o segurança desaparece no ar deixando a roupa do corpo (importa salientar o tempo que Paul demora a olhar depois que o segurança grita…quando se procura algo e com um grito daqueles acho que se olha logo…). Depois temos outra personagem, Rosemary, que está num hospital quando tudo acontece e que procura incessamente pelo filho (uma personagem um pouco confusa tanto na sua construção psicológica como na linha de situações que lhe sucedem). Tenho de confessar que AMEI a cena da sala de operações, acho que foi o único momento mais perto de gore deste filme.
Seguidamente, um jornalista, Luke, que acorda de manhã e se prepara para ir trabalhar, e quando chega à rua encontra um mundo silencioso sem uma única alma.
72 horas depois, estas personagens vão encontrar o bar Sonny’s, completamente iluminado e alimentado através de um gerador a gasolina, onde vive um miúdo de 12 anos, James. Juntos vão todos tentar encontrar uma forma de sobreviver a um mundo de escuridão povoado por sombras que tenta apanhá-los a todo o custo.
Até aqui o filme é interessante, porém ao caminhar para o final torna-se uma desilusão especialmente o desfecho final.
Tenho a lamentar o facto de o actor John Leguizamo ser mais uma vez mal aproveitado, tendo um papel muito idiota e com diálogos mais idiotas ainda. Considerei igualmente um exagero ver a persongem de Luke constantemente a cair em situações de fuga. Os cenários são muito bons, passam muito bem a ideia de cidade abandonada e o filme consegue incutir um pouco no espectador o medo das luzes se apagarem embora acabe por não criar um ambiente de grande tensão.
Aconselho a ver mas não esperem grandes explicações nem um grande final porque isso não tem.

Nota: 4/10

sábado, 26 de março de 2011

Penance (2009)

Sinopse: Uma jovem mulher inocente é forçada a tornar-se stripper devido a problemas financeiros e acaba nas mãos de um depravado fanático religioso.

Opinião: Eu nem ia dar sequer opinião sobre este filme mas como me questionaram a propósito, vou fazê-lo. Se querem ver, não um filme mau, mas um filme mesmo muito mau é esta a escolha acertada… 
O filme denuncia a sua péssima qualidade logo no início. A protagonista tem problemas financeiros e decide, por conselho de uma amiga, tornar-se stripper por uns tempos para conseguir algum dinheiro. O namorado decide fazer um “documentário” acerca desta decisão, pelo que o filme é rodado como isso mesmo. Até aqui, embora mal concebido, ainda dá para seguir, o pior vem depois. Num dos trabalhos que a amiga de Amelia, ela vai acompanhada do namorado (sempre a filmar), e é apanhada juntamente com duas outras jovens por um fanático religioso. Este homem pretende limpar os pecados das jovens através de inúmeras torturas, torturas estas que me parecem surreais pois a esvaírem-se em sangue como ficavam as mulheres naquele complexo não duravam nem meia hora…
Deparamo-nos com outras situações ridículas como a sugestão da oferta de uma mala com dinheiro se as meninas quiserem ir embora livres, e as que aceitam tão graciosa oferta são presenteadas com um tiro na cabeça… Nas inúmeras possibilidades que Amelia tem de fugir, em vez de se concentrar na fuga, decide filmar as outras mulheres maltratadas para dar como prova na polícia como se o facto de se estar a esvair em sangue e com marcas óbvias de tortura não fosse suficiente…
A única coisa que tenho a louvar neste filme é de facto a personagem de Geeves, o fanático religioso, interpretada por Graham McTavish que realmente é muito creepy…

Nota: 2/10
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1261414/

sexta-feira, 18 de março de 2011

Época das Bruxas (2011)

Sinopse: Séc. XIV. Um grupo de cavaleiros transporta uma rapariga, suspeita de bruxaria, até um mosteiro onde irá ser julgada pelos monges. Mas a viagem vai ser mais longa do que imaginavam.
Opinião: Tive sérias reticências relativamente a este filme, não por Nicolas Cage mas mais pelo facto de ser classificado como fantasia… No entanto, foi uma agradável surpresa perceber que afinal tinha mais cenas gore que o que pensava.

A história começa no século XIV, época das cruzadas e em que a igreja católica abusava do poder que tinha condenando quem bem entendesse como hereges, bruxas e inimigos de Deus. Behmen (Cage) e Folsen (Perlman) são dois cavaleiros das cruzadas, amigos de longa data que decidem abandonar a sua missão por considerarem que as suas batalhas já não eram bem em nome de Deus. Na sua jornada, vão parar numa cidade contaminada pela peste negra e que cujos habitantes consideravam ser obra de uma bruxa que tinham presa num calabouço. Ao serem reconhecidos como desertores, os dois amigos são confrontados com um pedido: levar a suposta bruxa até outra cidade para ser submetida a um julgamento justo.
A acção do filme não é nada de extraordinário, uma historia simples que acaba por prender pela curiosidade de saber o que vai acontecer à suposta bruxa. É de louvar a interpretação desta actriz, Claire Foy, que faz o seu papel com muita excelência: do ar de menina inocente depressa passa ao ar de bruxa demoníaca o que nos suscita dúvidas a nós e ao protagonista Nicolas Cage. Os restantes actores nada a apontar, papel normalíssimo, diálogos sem grande conteúdo salvo algumas piadas felizes. Adorei os cenários sombrios que conferiram um grande suspense em certas situações e a caracterização das várias personagens especialmente no final. O final precisamente foi mais ou menos o esperado, mas não poderei adiantar mais pois corro o risco de *spoiler*.

Nota: 6/10

terça-feira, 15 de março de 2011

The Clinic (2010)

Sinopse: Atravessando o país numa viagem com o seu noivo, Beth acorda sozinha para o pior pesadelo de uma mãe, numa clínica isolada. Ate onde irá ela para salvar o seu bebé?

Opinião: Depois de já ter visto muita coisa do género como Penance, Hush ou Timber Falls (que até foi um filme que gostei bastante) não esperava um filme assim tão bom.
No inicio do filme temos a típica cena na longa estrada no meio do nada em que uma carrinha quase abalroa o carro dos protagonistas. Devido ao cansaço, o casal decide parar num motel para descansar antes de continuar a viagem. É aqui que desaparece a jovem grávida para vir acordar numa banheira cheia de gelo com a barriga cosida no local onde antes estava o seu bebé. Acaba por descobrir que existem mais mulheres na mesma situação que ela. Daqui para a frente é tudo uma luta pela sobrevivência e pela força de querer encontrar a criança que lhe foi tirada.
Os actores têm uma óptima performance, os diálogos são muito bons e coerentes e de facto existe uma história! A acção decorre de forma organizada e tem um aspecto que considerei o máximo: passa-se em 1976!! Não há telemóveis, computadores nem nada de modernices para estragar o suspense do filme. O cenário também ajuda muito, será o género de uma quinta de criação de animais, labiríntica e com um ar gélido.
Enfim, temos sangue, temos momentos de tensão (há um brutal mas não vou ser spoiler ahahah) e temos uma revelação final que dá um outro gosto ao final do filme.
Recomendo.


Nota: 8/10

terça-feira, 8 de março de 2011

O Último Exorcismo (2010)


Sinopse: Em O Último Exorcismo quando o reverendo Cotton Marcus chega à fazenda de Louis Sweetzer na Louisiana, ele espera realizar mais um exorcismo de rotina. Fundamentalista, Sweetzer entrou em contacto com o
pregador, como um último recurso, certo de que sua filha adolescente Nell está possuída por um demónio que deve ser exorcizado antes que uma tragédia inimaginável aconteça. Cotton permite que seu último exorcismo seja filmado para a realização de um documentário. Mas, ao chegar à fazenda da família, ele se surpreende ao perceber que nada se compara ao verdadeiro mal que encontra lá. Agora, tarde demais para voltar, as crenças do reverendo Marcus ficam abaladas até o âmago, quando ele e a equipe de filmagem precisam encontrar uma maneira de salvar Nell e salvarem-se também, antes que seja tarde demais.

Opinião: Temos aqui um filme de terror, classificado de terror mas de terror…não tem nada! Na realidade este filme é todo uma grande palhaçada. Cotton Marcus é um homem que se dedicou a fazer exorcismos e a salvar almas perdidas mas na realidade é tudo uma farsa. Este reverendo ainda diz umas piadas ao longo do filme, e finge fazer um exorcismo pois acredita que as coisas estão na cabeça das pessoas.
Se estão à espera de um filme estilo O Exorcista esqueçam, isto não tem nada a ver. É de louvar os actores, que são bons tendo em conta que o filme é gravado como um documentário, que também se deve salientar que esta muito bem. Quanto a sustos e horror só mesmo o ar tenebroso da jovem Nell porque de resto só para rir. O final do filme deixa muito a desejar.
Não é um filme que aconselharia mas só pela curiosidade se calhar vale a pena…

Nota: 5/10

The Tortured (2010)


Sinopse: A vida de um casal de classe média alta é destruída quando o seu único filho é raptado e morto. Obcecado por vingança, o casal aproveita a oportunidade para raptar e torturar o assassino.
Opinião: Este filme é extremamente idêntico ao filme francês Les Sept Jours du Talion. Após alguma pesquisa não consegui identificar exactamente qual dos dois estreou primeiro, mas fiquei a saber que The Tortured dos mesmos produtores de Saw, foi realizado em 2007 tendo passado dois anos e pouco em standby.
Em tudo o filme é semelhante ao francês (ou será o contrário), a história começa com um casal e o filho no momento em que a mãe sai de casa para trabalhar. A criança fica a brincar no jardim da casa e é raptada daí mesmo sendo o pai incapaz de impedir o rapto. A criança é assassinada e começa todo um mundo de devastação na vida deste casal que acaba por se separar, devido às discussões e acusações constantes. É o pai do menino que arranja um plano para raptar o assassino da carrinha da policia e fala com a ex-mulher para esta se juntar a ele. Apesar de alguma relutância, os dois acabam por se juntar e tocar com o plano para a frente. As coisas não saem exactamente como planeadas pois as carrinhas acabam por ter um acidente e é no meio da confusão e já com o assassino bastante ferido que o casal o leva para uma casa no meio do nada. Ao contrário do filme francês aqui a tortura é bem mais wicked bem com o final que para mim foi mesmo o típico final à psycho…

Pontuação: 7/10

Les Sept Jours du Talion (2010) (aka Seven Days)

Sinopse: Quando a sua filha de 6 anos é encontrada morta e violada, o cirurgião Bruno Hamel decide fazer o culpado pagar e sequestrá-lo durante sete dias numa casa isolada. Bruno crê poder exorcizar a morte da sua filha por meio de dolorosos suplícios infligidos ao culpado. Mas face à incompreensão da sua mulher, que lhe suplica para parar, Bruno refugia-se na solidão e no silêncio e continua em frente com o seu plano. O polícia Hervé Mercure, que ainda está a recuperar da morte da sua mulher, é encarregado da investigação, mas as numerosas precauções tidas por Hamel e a aproximação do prazo complicam as coisas.

Nota: traduzido do francês por Patrícia Serra
Opinião: não tinha grandes expectativas em relação a este filme e confesso que em muito por ser francês. A esta altura e depois de alguns filmes franceses que tenho visto já começo a perder esta reticência. Um filme com uma boa história e com um bom desenrolar.
A menina sai de manhã para a escola como todos os dias, mas nunca chega ao seu destino. É mais tarde e depois de muitos apelos dos pais, encontrada morta e aparentemente violada. O sofrimento destes pais está muito bem retratado, os actores estão de facto de parabéns. Bruno Hamel decide então vingar-se e no dia do julgamento rapta o individuo da carrinha que o iria transportar para o tribunal, e leva-o para uma casa isolada. É aqui que o filme atinge o auge de violência e sofrimento. Sendo Bruno um cirurgião, este filme teve mais do que espaço de manobra para as ideias de tortura e sofrimento e capacidade de manter o torturado vivo (muitas vezes quase ressuscitado). O final do filme ao mesmo tempo que é uma “desilusão” para muitos, é uma lição de vida para outros. Pessoalmente ainda não me decidi por uma das duas. Os franceses estão de parabéns!
Pontuação: 8/10

segunda-feira, 7 de março de 2011

Mirrors 2 (2010)

Sinopse: Quando Max, que está a recuperar de um acidente traumático, aceita um trabalho como segurança nocturno, começa a ter visões de uma misteriosa mulher no espelho da loja.


Opinião: Sendo este filme uma sequela é impossível analisá-lo sem fazer comparações com o primeiro. Em Espelhos temos um Kiefer Sutherland como actor principal e Alexandre Aja como realizador, este último com filmes de terror como The Hills Have Eyes, e isto por si só já sobe e muito a parada. No entanto não se trata de um grande filme a meu ver…
Mirrors 2 conta-nos a história de Max Matheson que vai trabalhar para a empresa do pai, após uma longa recuperação de um acidente de carro. Nas noites começa a ter visões com uma mulher que vem a saber ser uma funcionária desaparecida, ainda procurada pela irmã. Max estabelece contacto com a jovem e a partir daqui começam a tentar perceber o que se passou realmente.
Os actores são de alguma forma fraquitos, os diálogos e a profundidade de sentimentos deixam mesmo muito a desejar. Somos presenteados com algumas cenas gore porreiras mas se estão à espera de sustos e conteúdo interessante, esqueçam.
Aconselho o visionamento pois de uma forma geral entretém-nos durante hora e meia.

Pontuação: 6/10

The Traveler aka Mr. Nobody (2010)

Sinopse: Numa escura noite de Natal numa pequena cidade, o xerife solitário do turno da noite encontra um homem misterioso que atende pelo nome de Mr. Nobody. Conforme a noite avança, a xerife descobre que ele não é apenas um ninguém, mas um assassino vingativo cujo passado ameaça assombrar a todos.


Opinião: Eu simplesmente amei este filme!! Uma noite calma de trabalho na noite de Natal, numa esquadra de uma pequena cidade é interrompida com a chegada de um estranho que atende pelo nome de Mr. Nobody. É Val Kilmer que veste a pele desta personagem e muito bem. Kilmer sendo um homem bem parecido dá a Mr Nobody o ar sinistro perfeito que sela com a música Lacrimosa, de Mozart, que o próprio assobia ao longo do filme.
O decorrer da acção está uma coisa de brutal, a chegada do estranho e as confissões que ele deseja fazer e o que delas advém estão excelentes. O final confesso podia estar bem melhorzito ou pelos menos mais bem construído. Aconselho este filme vivamente, de facto amei!

Pontuação: 10/10

I Spit On Your Grave (2010)


Sinopse: Um remake ainda não classificado do filme de culto de 1978.
Uma bonita jovem da cidade, Jennifer Hills, aluga uma cabana isolada no campo para escrever o seu último romance.
Em pouco tempo, um grupo de locais deliquentes subjugam Jennifer a um pesadelo de degradação, violação e violência. Deixada para morrer, ela volta para se vingar.
Opinião: De acordo com algumas opiniões que já tive a oportunidade de ler, o filme de 1978 é bem melhor que o remake mas como não vi o original não posso opinar.
Quanto a este remake, gostei imenso do desenrolar de toda a acção, a chegada da jovem e o primeiro contacto com o grupo de locais que viria mais tarde a persegui-la. A intensidade e o ambiente conseguido no momento de violência psicológica contra Jennifer está também excelente. Os diálogos e os actores nem sempre estão muito brilhantes mas de uma forma geral até passam. O maior defeito que encontrei neste filme foi o desaparecimento e o reaparecimento de Jennifer. Nunca ficamos a saber o que aconteceu com Jennifer no período de tempo em que se prepara para a sua vingança e ao mesmo tempo tenta sobreviver. Temos uns vislumbres do que eventualmente terá acontecido já durante a sua vingança.


Nota: 7/10