sábado, 27 de outubro de 2018

Halloween (2007) + Halloween II (2009)

8 - Sinopse: Haddonfield. Michael Myers, aos 10 anos, é atormentado pelos colegas de escola e também pela sua família. Para extravasar a raiva o garoto passa a usar uma máscara de palhaço, com a qual tortura e mata animais. Até que, num Dia das Bruxas, a mãe de Michael é chamada pelo psiquiatra da escola para uma conversa.
Um gato morto e fotos exibindo maus tratos com animais são-lhe mostrados, sob a alegação de que seriam indícios de que Michael possui distúrbios psicológicos. Ao saber que seria analisado, Michael foge da escola. Já em casa é impedido de sair para comemorar o Dia das Bruxas, pois sua irmã deseja ficar com o namorado. Como vingança, ele mata o casal com facadas. Este acto faz com que Michael seja condenado e permaneça numa clínica psiquiátrica por 15 anos, período o qual não diz uma palavra sequer e ocupa seu tempo confeccionando máscaras. Até que, na véspera do Dia das Bruxas, Michael consegue escapar, retornando à sua cidade natal para se vingar.

9 - Sinopse: Laurie Strode é levada ao hospital, após supostamente matar o responsável pelo assassinato de diversas pessoas em Haddonfield, Illinois. A sua paz logo é abalada com o ressurgimento de Michael Myers, que mata todos aqueles que cruza para encontrar sua irmã Laurie. Ela mais uma vez escapa, mas passa anos amedrontada pelo ocorrido. Após bastante tempo, Laurie enfim consegue superar o trauma. Só que, com a aproximação de mais um aniversário do massacre, Michael ressurge com a intenção de provocar uma nova reunião familiar.

Opinião: Em 2007, eis que surge Rob Zombie e decide fazer um Halloween á maneira dele. Não será bem uma sequela, será mais um remake, no meu entender, da versão de 1978.
A acção é bem equivalente ao original com a diferença de que ele explora os anos de Myers na instituição bem como dá o seu cunho pessoal que todos bem conhecemos.
Boa cinematografia, bom gore e um seguimento da história interessante ao jeito de Rob Zombie. A não perder para quem aprecia o estilo.
Em 2009, Zombie avança com a sequela pegando no final do filme anterior mas, enquanto o primeiro até não é muito mau, este é mesmo péssimo. Estilo Rob Zombie muito exagerado e demasiado de Sheri Moon fazem deste filme quase indigno de ser comentado.


Nota: 6/10 ; 4/10

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Halloween (2018)

Sinopse: Jamie Lee Curtis volta a interpretar a icónica Laurie Strode, que vai confrontar pela última vez Michael Myers, a figura mascarada que a persegue desde que conseguiu escapar da matança no Halloween há quatro décadas. O mestre do terror John Carpenter é o produtor executivo e consultor criativo neste filme, juntando forças com o atual líder da produção de filmes de terror Jason Blum. Inspirados pelos clássicos de Carpenter, os cineastas Gordon Green e Danny McBride criaram uma história que marca um novo caminho a partir dos eventos do filme de 1978. Além do argumento, Gordon Green é também responsável pela realização.

Opinião: Quem tem acompanhado a saga de Halloween ao longo dos anos, certamente a esta altura já está um pouco cansado de tantas sequelas e novas ideias que pouco ou nada acrescentam aos dois primeiros filmes. Numa tentativa de salvar aquilo que se perdeu ao longo de tantos anos e aproveitando algumas das ideias surge este comemorativo dos 40 anos.
A acção começa com dois jornalistas interessados em falar com Michael Myers, na instituição onde está confinado, que não diz uma palavra há 40 anos. A partir daqui partem em busca de Laurie para saber um pouco mais sobre o passado e perceber qual a sua opinião quanto à transferência de Myers para outro local a ocorrer em breve. A partir daqui começamos a ser envolvidos na história de Laurie, no que se passou pós 1978 e como os seus relacionamentos familiares foram afectados com o trauma que sofreu.
Esta sequela torna-se, de alguma maneira, uma mistura de estilos: drama, slasher, teenagers, anos 80, umas piadas qb e consegue resultar bem no final. Os actores são mesmo muito bons bem com a cinematografia com umas mortes "à antiga". Uma boa sequela que arruma todas as que se seguiram a 1978.
Deixa no final um cheirinho a possível continuação.

Nota: 8/10

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Halloween H20: O Regresso (1998) + Halloween - A Ressurreição (2002)

6 - Sinopse: Duas décadas depois de sobreviver a um massacre, Laurie ainda é alvo de Michael Myers. Ela agora mora na Califórnia sob uma identidade falsa, mas Myers descobre o seu paradeiro. Outro Halloween se aproxima, e Laurie sabe que corre perigo.





7 - Sinopse: Um grupo de estudantes universitários é contratado por uma empresa para passar uma noite na casa em que Michael Myers passou a infância, com transmissão ao vivo pela internet, de forma a divulgar o lançamento do site Dangertainment.com. Porém, ao chegar no local eles começam a perceber que terão que enfrentar uma verdadeira batalha para sair da casa com vida, já que Michael Myers está de volta e disposto a acabar com os intrusos.

Opinião: Em 1998 chega uma nova sequela de Halloween em celebração dos 20 anos. Com Jamie Lee Curtis e Josh Hartnett em estreia absoluta como actor.
De todas as sequelas até este momento, foi esta a que conseguiu oferecer uma melhor conclusão à saga inicial de Halloween. Laurie é uma mulher bem sucedida com um filho John (contrariando algumas ideias anteriores) e que se vê novamente a braços com o irmão. O guião é bom, os actores fazem um excelente trabalho e a banda sonora a lembrar "Gritos" em muitos momentos, são factores que fazem deste sexto filme uma boa conclusão.
No entanto viria também a sétima sequela com a ressurreição de Michael Myers com ligação directa à sequela anterior. É verdade que encontraram uma forma inteligente de contornar o final do filme anterior em que Laurie matou Myers decapitando-o, no entanto todo o resto do filme é péssimo. Os actores são fracos e sem história, a cinematografia deixa muito a desejar e o próprio Michael Myers se torna estranho. De todas as sequelas, foi quase de certeza a pior.

Nota: 7/10; 4/10

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A Maldição de Michael Myers (1995)

Sinopse: Seis anos depois de Michael Myers ter aterrorizado Haddonfield, ele volta em busca da sua sobrinha, Jamie Lloyd, que escapou com o seu filho recém-nascido, para o qual Michael e um culto misterioso têm planos sinistros.

Opinião: A sexta sequela vai buscar novamente a personagem de Jamie e introduz alguns novos elementos à história. As opiniões dividem-se bastante quanto a este filme e sobre se deveria ter sido produzido ou não.
A acção é em alguns momentos confusa e somos quase bombardeados com toda uma série de novos elementos que parecem querer explicar o porquê de Michael Myers ser como é e pretender matar a sua família. Embora surjam daqui algumas boas ideias, acho que se perdem no meio da confusão sendo que no fim ficamos na mesma. 
Será mais uma tentativa de fazer algum dinheiro com o sucesso inicial de Halloween, com boas ideias mas uma fraca execução. Ponto positivo: as matanças de Michael voltam a estar em forma.

Nota: 5/10

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Halloween 4 - O Regresso do Assassino (1988) + Halloween 5 - A Vingança de Michael Myers (1989)




4 - Sinopse: Michael Myers, que parecia estar catatónico, foge do Hospital de Segurança Máxima Ridgemont, ao descobrir que tem uma sobrinha. A garota, que tem uma nova família, tem pesadelos com o tio, que quer matá-la.





5 - Sinopse: A jovem Jamie perde a fala e desenvolve uma ligação telepática com o tio demoníaco, Michael Myers. O engenhoso Dr. Sam Loomis percebe isso, e planeia usá-la para finalmente pôr fim à fúria do assassino.

Opinião: Com a falta de Michael Myers no terceiro filme, eis que surge a quarta sequela com o regresso do assassino dez anos depois da fatídica noite em que perseguiu a irmã Laurie. Desta vez o seu foco é na sobrinha que vive com pais adoptivos dado que a mãe Laurie faleceu. Dentro da mesma linha dos dois primeiros filmes, temos novos personagens e um Myers aparentemente indestrutivel. Importa salientar também o regresso de Dr. Loomis para apanhar o assassino bem como o bom desempenho de Jamie, uma criança de 9 anos e um interessante final em aberto para outra sequela.
No quinto filme já pouco esperamos a nível de inovação mas lá vem ele pegando nos eventos do quarto filme e tendo lugar um ano depois dos mesmos.
Novamente com uma excelente prestação de Jamie mas com demasiados jump scares, mortes na luz do dia, personagens femininas exageradas e pior, ignorando o final do quarto filme que prometeria uma grande reviravolta na saga.
Duas sequelas interessantes.

Nota: 6/10 ; 5/10

Regresso Alucinante (1982)

Sinopse: Uma jovem investiga um fabricante de máscaras que pode ter sido o responsável pelo horrível assassinato de seu pai.

Opinião: Publicitado como Halloween III e sequela das duas primeiras obras de Carpenter, muitos fãs foram atrás desta publicidade para ver novamente Michael Myers.
A acção nada tem a ver com Myers e não se trata de uma sequela. A história é sobre uma fábrica que distribui máscaras de Halloween com o intuito de matar, investigada por uma jovem que desconfia que esta mesma fábrica seja responsável pela morte do pai.
Os actores são muito fracos, a história é péssima e a páginas tantas já não conseguimos ouvir a música irritante da publicidade das máscaras. Pior ponto? Não tem absolutamente nada a ver com Michael Myers.
Péssimo.

Nota: 4/10

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O Regresso do Mal (1978) + Halloween II-o grande massacre (1981)

1 - Sinopse: Em 1963, na pequena cidade de Haddonfield, Judith Myers, é brutalmente assassinada pelo seu irmão Michael, de seis anos, na noite de Halloween. Quinze anos depois, o dr. Sam Loomis dirige-se ao hospital psiquiátrico onde Michael está internado. Michael nunca mais disse uma palavra desde a noite do assassínio e Loomis está convencido de que ele é a encarnação do Mal. Nessa mesma noite, Michael foge do hospital e Loomis tem a certeza de que o rapaz vai regressar a Haddonfield para cometer novos crimes. Entretanto, em Haddonfield é noite de Halloween e Laurie e Annie, duas colegas do liceu, têm um serviço de babysitting. Annie é estrangulada por Michael e torna-se na primeira vítima de uma longa, sangrenta e alucinante noite de horror.



2 - Sinopse: Encontramo-nos na mesma noite de Halloween que o filme original. Michael Myers,
após ter sido vítima de seis tiros, disparados pelo seu psiquiatra, o Dr. Loomis. No mesmo hospital encontra-se Laurie Strode e Michael tem uma razão para a perseguir…
Ele voltou para acabar o que eles nunca irão esquecer…

Opinião: Não há muito a dizer a não ser umas poucas linhas sobre estes clássicos do terror escritos por John Carpenter. Michael Myers marcou, em 1978, toda uma geração vindoura de filmes de terror, principalmente slashers, e inspirou inclusive a saga de Sexta Feira 13.
No primeiro filme é-nos apresentada a história de Myers e como 15 anos depois, foge do hospital psiquiátrico onde estava confinado e volta à sua terra natal. Sendo de toda uma simplicidade de efeitos, a tensão é magnificamente criada deixando-nos em sobressalto durante todo o filme. Jamie Lee Curtis, em inicio de carreira, faz um trabalho magnifico e prova que com bons actores e poucos recursos se pode fazer um filme genial.
A sequela vem três anos depois e inicia a acção precisamente onde termina o filme anterior. A qualidade mantém-se mas com uma acção mais rápida e um pouco mais de gore e também com uma revelação interessantíssima sobre Myers e Laurie. Ao contrário do primeiro filme existem algumas falhas na concretização de algumas cenas mas perfeitamente aceitáveis. É sem dúvida das melhores sequelas, na verdadeira acepção do termo, que vi até hoje.

Nota: 10/10 ; 9/10

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

He's Out There (2018)

Sinopse: De férias numa casa remota à beira de um lago, uma mãe e as suas duas filhas têm que lutar pela sobrevivência após caírem num bizarro e assustador pesadelo concebido por um psicopata.

Opinião: Não me foi recomendado por ninguém e tropecei neste filme por andar a pesquisar sobre a actriz principal, Yvonne Strahovski, protagonista da série Handmaid's Tale. Embora com uma premissa pouco original, despertou-me a curiosidade.
A acção é muito previsível com a mãe e duas filhas vão passar uns dias à casa de férias da família onde o pai das crianças deveria também chegar de seguida. Com a tensão bem construída, percebemos que vão, sozinhas, ter que lutar contra um psicopata que ronda a casa e pretende matá-las.
Dos actores apenas se destaca Yvonne, sendo que as crianças passam bastante do filme a chorar e a gritar de medo, o que a meu ver chega a ser excessivo. Também fica muito por explicar e bem sabemos o quão importante é saber o porquê de as coisas acontecerem: a motivação do assassino, o porquê de certos detalhes da sua conduta ao longo do filme.
Não é um filme espectacular mas também não é mau e pretende desenjoar desta quantidade de remakes, spin offs e sequelas com que temos vindo a ser bombardeados.


Nota: 6/10

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mandy (2018)

Sinopse: 1983. Algures numa região isolada das Shadow Mountains na Califórnia, o lenhador Red Miller vive apaixonado pela encantadora e misteriosa Mandy Bloom. Mas a vida pacata que construiu para si mesmo desmorona súbita e tragicamente quando um grupo descontrolado de idólatras invadem furiosamente o seu idílico paraíso. Destroçado, a existência de Red resume-se agora a um único pensamento: vingança. Estreado em Sundance, presente na Quinzena dos Realizadores de Cannes, o muito aguardado segundo filme de Panos Cosmatos (“Beyond the Black Rainbow”) tem desta vez Nicolas Cage como protagonista, mas mantém a capacidade para induzir estados alternativos de consciência no espectador. É também o último filme que conta com a música do malogrado compositor islandês Jóhann Jóhannsson.

Opinião: Apesar das muitas más opiniões sobre os filmes cujo protagonista é Nicolas Cage, eu sou grande apreciadora deste actor e não perco a oportunidade de ver um filme com ele. Mandy passou no MOTELX2018, sessão a qual não pude comparecer e que visualizei posteriormente.
A acção evolui de forma muita lenta e a primeira meia hora em que há uma ténue construção de personagens chega a ser aborrecida. Só quando estes fanáticos invadem a casa do casal é que nos começa então a despertar mais o interesse. Com uma cinematografia espectacular e bastante psicadélica, este filme falha um pouco na profundidade de história. No entanto, penso que a ideia seria criar uma obra de arte, na verdadeira acepção do termo, mais do que fazer um tenso filme de terror. 
Os actores, com especial destaque para Cage, estão muito bons e Cage perfeito ao adequar o comportamento e expressões ao clima geral que este filme transmite. Não sou muito fã de filmes grindhouse e talvez por isso não fiquei muito impressionada, já para os fãs vai certamente fazer as delícias.

Nota: 6/10

sábado, 15 de setembro de 2018

A Purga: Ano de Eleições (2016)

Sinopse: Passaram-se dois anos desde que Leo Barnes decidiu não levar a cabo um acto de vingança na “noite de purga”, um acontecimento anual em que durante 12 horas a lei fica sem efeito e qualquer tipo de crime é permitido pelo estado. Leo é agora responsável pela equipa de guarda-costas da candidata à presidência e senadora Charlie Roan e a sua missão é protegê-la nesta noite em que a candidata se torna num alvo a abater. James DeMonaco, criador do franchise “The Purge”, traz-nos o derradeiro capítulo da saga, em mais um filme repleto de adrenalina que nos faz olhar de forma diferente para a nossa sociedade e para o ser humano, chegando-nos curiosamente em pleno furor das eleições para a presidência dos EUA.

Opinião: James DeMonaco, cheio de criatividade, está imparável e não perde muito tempo em adiantar sequelas ao franchise "The Purge". Desta feita chega o terceiro filme, desta vez em clima de eleições.
A acção desta vez vai buscar Leo Barnes do filme precedente cuja missão é proteger uma senadora candidata à presidência e vista de lado devido a determinadas ideias e projectos que tem caso seja eleita. Sem adiantar nada de novo, embora com um tema mais ambicioso que os anteriores, este filme mantém o nível perdendo apenas um pouco por mostrar mais do mesmo. Nota-se algumas incongruências nas personagens relativamente às escolhas que fazem, no entanto os actores são bons e a premissa mantém-se com bastante acção e os habituais conflitos morais.
Quem acompanha a saga, é mais um a não perder.

Nota: 6/10

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A Purga: Anarquia (2014)

Sinopse: Várias pessoas tentam sobreviver à Noite da Purga, um período de 12 horas em que todos os crimes são permitidos. Sem lugar onde se proteger, todos tentam sobreviver ao caos e à violência que invadem as ruas.

Opinião: James DeMonaco não se quis ficar pelo primeiro e tenta uma sequela de A Purga. Como apreciei bastante o primeiro, tinha mesmo que ver o segundo.
A acção é um pouco diferente do primeiro filme, não se focando apenas numa família mas em várias situações: um homem que procura vingança, uma mãe e filha sozinhas e um casal cujo carro avaria antes de chegarem a casa para se protegerem da noite de purga.
Com bastante mais acção e apresentando-nos um conflito moral em diversas situações, esta sequela melhora largamente alguns aspectos do primeiro filme que era bem mais calmo.
Actores desconhecidos (relembre-se a participação de Ethan Hawke e Lena Headey) que fazem um excelente trabalho, um bom guião e uma boa cinematografia, este é mais um filme a não perder.
Não implica a visualização do primeiro filme dado que as histórias são completamente independentes.

Nota: 7/10

A Purga (2013)

Sinopse: Se pudesse cometer qualquer crime sem consequências, o que faria? Numa América do futuro, o governo autoriza um período de 12 horas anualmente, durante o qual toda a actividade criminosa, incluindo assassinato, se torna legal: a purga. Quando um intruso invade o condomínio fechado de James Sandin, dá início a uma sequência de eventos que ameaça destruir a sua família. Agora, cabe a James, à sua mulher, Mary, e aos seus filhos sobreviverem à noite sem se transformarem nos monstros dos quais se escondem.

Opinião: As opiniões sobre este filme dividem-se bastante principalmente pelo mote do filme: a possibilidade de uma vez por ano se poder cometer qualquer tipo de crime sem ser punido por isso. Por mais que isto possa ser falacioso ou não, penso ser importante focar no principal que é fazer um bom filme.
A acção foca-se numa família de novos ricos que conseguiram o que têm graças à venda de sistemas de segurança e desde cedo somos confrontados com a possível inveja e falsidade dirigida a esta família pelos outros membros da comunidade onde vivem. O conflito moral de várias situações é-nos constantemente apresentado durante todo o filme e os eventos que vão levando uma coisa a outra deixam-nos colados ao ecrã do inicio ao fim. A tensão e a história estão lá e as personagens podiam ser um pouco melhores nalgumas situações. É de facto um bom thriller.

Nota: 8/10

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Elizabeth Harvest (2018)

Sinopse: Elizabeth é uma jovem mulher recém-casada com o brilhante geneticista Henry. Depois de se mudarem para a propriedade rural do marido, é dada autorização a Elizabeth para explorar qualquer parte da propriedade, excepto o laboratório pessoal de Henry. Infelizmente, a jovem fica com um profundo desejo de saber o que se esconde por trás daquelas portas. Certo dia, quando o marido está ausente, Elizabeth aproveita para explorar a sala secreta e o que descobre não só altera por completo a imagem que tem de Henry, mas também da sua própria existência.

Opinião: Não fosse por fazer parte da sessão de encerramento do MOTELX 2018, nunca me atrairia visionar este filme. 
Uma acção bastante banal conforme confirma a sinopse, só com a primeira revelação parece que a mesma vai ficar mais intensa. No entanto, o interesse despertado dura pouco tempo pois começa a perder a tensão e qualidade com uma protagonista muito fraca e um guião bem péssimo. Mesmo com dois bons actores, não são estes suficientes para salvar este filme e a impressão que temos é que a determinada altura não sabem bem como avançar com a acção precipitando-se numa segunda revelação bem medíocre. Um thriller fraco com cinematografia fraca e uma premissa interessante mas mal explorada.
O final é absolutamente banal.

Nota: 5/10

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

The Cleaning Lady (2018)

Sinopse: Enquanto tenta sair de uma atribulada relação com um homem casado, Alice desenvolve uma amizade com Shelly, a jovem que contratou para tratar da limpeza da casa e cujo rosto está desfigurado devido a um acidente na infância.Alice é tímida e Shelly irá, gradualmente, conhecer o seu passado perturbador e aprender que algumas cicatrizes são mais profundas do que aparentam. Jon Knautz é bem conhecido dos espectadores do MOTELX: o seu primeiro filme, “Jack Brooks: Monster Slayer”, encerrou a edição de 2009 e os subsequentes “The Shrine” e “Goddess of Love” foram projectados, respectivamente, em 2011 e 2015. Baseado numa curta-metragem — com a protagonista Alexis Kendra no papel de Shelly —, este é o filme mais negro e perturbador do realizador.

Opinião: À primeira vista a sinopse é simples mas o trailer já promete alguma acção com a personagem de Shelly. The Shrine é um dos filmes da filmografia deste realizador que muito apreciei e então decidi visioná-lo durante o festival MOTELX.
A acção tem o ritmo e tensão perfeitos na primeira metade do filme tendo em conta que acompanha quase exclusivamente a evolução do relacionamento das personagens de Alice e Shelly e também nos revela alguns pontos que virão a ser cruciais. A segunda metade é cheia de violência e gore em muito boa medida com um final e revelações altamente perturbadores.
Actores espectaculares, com destaque para a tímida Shelly de Rachel Alig, uma boa cinematografia e um cruzamento de histórias bastante destabilizadoras fazem deste filme um must see.

Ghost Stories (2017)


Sinopse: O professor Phillip Goodman, psicólogo céptico por natureza, tem a sua racionalidade testada ao limite quando se cruza com uns ficheiros perdidos que contêm detalhes de três “assombrações” aterrorizantes. Impressionado pelo que leu, Goodman embarca numa missão para encontrar explicações lógicas para estes casos. À medida que se debruça sobre estas histórias, o mundo racionalista que construiu à sua volta começa a desmoronar-se. Será uma partida da sua mente ou existem forças ocultas em acção? Goodman é atraído gradualmente para a revelação de um segredo há muito guardado que irá virar o seu mundo do avesso. Adaptação cinematográfica da peça de grande sucesso escrita e encenada pela dupla Andy Nyman e Jeremy Dyson, que assinam a realização desta pequena antologia que é, na realidade, uma carta de amor ao cinema de terror britânico.

Opinião: Tendo em conta a sinopse e a publicidade deste filme, parti para o mesmo com uma ideia concebida que viria a ser completamente contrariada.

A acção no inicio é bastante cativante, no aspecto em que o professor Goodman, um céptico, se dedica a denunciar casos de assombrações falsos e lhe são apresentados ficheiros de casos por resolver que ele deverá investigar se são verdadeiros ou se se tratam de mais farsas. Esta teoria mantém-nos presos até mais ou menos metade do filme, momento em que ficamos um bocado aborrecidos pois nada de especial está a acontecer. Embora por diversas vezes nos seja passada a mensagem de que o nosso cérebro vê aquilo que quer, chegamos à reviravolta volta final sem a prever de todo e que se revela bastante inteligente.
É um filme interessante adaptado de uma peça de teatro mas que não é assim tão assustador quanto isso. De ressalvar os últimos dez minutos de filme.

Nota: 6/10

sábado, 8 de setembro de 2018

Upgrade (2018)

Sinopse: Após um brutal assalto, que vitimiza a sua esposa e o deixa paralisado, Grey Trace é contactado por um inventor bilionário com uma cura experimental que irá “melhorar” o seu corpo. A cura - um implante de inteligência artificial denominado STEM - permite a Grey aceder a habilidades físicas nunca antes experimentadas, incluindo uma vontade implacável de exercer vingança sobre aqueles que assassinaram a sua esposa e o deixaram para morrer. “Upgrade” é uma visão 
hiper violenta de um futuro não muito distante, produzido pela Blumhouse Pictures — a mesma de “Get Out” — e escrito e realizado por Leigh Whannell, criador de “Saw” e “Insidious”. Destaque também para a interpretação bastante exigente de Logan Marshall-Green, que pudemos ver num dos mais falados filmes de terror recentes, “The Invitation” (MOTELX 2015).

Opinião: Só por ser do criador de Saw e Insidious, este filme merecia sem dúvida ser visto, mesmo apesar de não ter uma sinopse apelativa e um trailer menos apelativo ainda.
A acção, de início, não contém nada que já não se tenha visto, um casal que é assaltado resultando na morte da esposa e ficando Grey tetraplégico. Numa visão futura em que muitas coisas se baseiam em inteligência artificial, um inventor bilionário convence Grey a colocar um implante que o fará andar de novo. Com esta possibilidade, Grey aproveita para por em prática um plano de vingança com uma ajuda muito especial.
Confesso que não fiquei muito impressionada com o filme mas a premissa é interessante. O destaque é de facto absoluto para a personagem de Grey, interpretada por Logan Marshall-Green que prova mais uma vez o seu imenso valor.
Com muito pouco gore e pouca tensão, contrariamente ao que Leigh Whannell nos habituou, não deixa de ser um filme relevante.

Nota: 6/10

Mary Shelley (2017)

Sinopse: Mary e Percy apaixonam-se e, para horror da família de Mary, decidem fugir juntos. É durante a sua estadia na casa de Lord Byron que a ideia para a criação de Frankenstein toma forma quando um desafio é lançado a todos os hóspedes para criarem um conto de terror. No entanto, a sociedade daquele tempo ainda não está preparada para aceitar e reconhecer o valor de mulheres escritoras. Com apenas 19 anos, Mary é forçada a confrontar-se com estes preconceitos, tanto para proteger o seu trabalho como para forjar a sua identidade. A história de Mary Wollstonecraft Godwin — autora de "Frankenstein”, um dos romances góticos mais famosos de sempre — e a sua intensa e tempestuosa relação com o conhecido poeta romântico Percy Shelley.

Opinião: Mary Shelley é uma das escritoras que bastante admiro, não só pela tão bem conhecida obra de Frankenstein mas pela sua força interior como mulher, feminista e uma especialista em romper valores e princípios da Inglaterra do século XVIII. Não tinha ainda visionado este filme sobre a sua vida e aproveitei a ocasião da Celebração do Bicentenário de Frankenstein (1818) pelo MOTELX para visionar este filme.
A acção inicia-se com a vida de Mary antes de escrever a sua obra mais famosa e dando conta dos factos e situações que se foram passando na sua vida que levaram à escrita de Frankenstein. Naturalmente, embora biográfico, este filme não deixa de ser ficção e dramatiza em muito os factos ocorridos na vida de Mary bem com os seus sentimentos mas é, no entanto, bastante preciso.
Para quem não conhece a vida de Mary mas aprecia a sua obra, este é um romance gótico a não perder.

Nota: 7/10

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ghostland - A Casa do Terror (2018)

Sinopse: Depois da morte da sua tia, Colleen e as filhas herdam a sua casa. Durante a primeira noite passada no novo lar, intrusos entram pela casa adentro, obrigando Colleen a lutar pela vida das suas filhas. Depois dessa noite, tudo muda. A filha mais velha, Beth, torna-se uma consagrada autora de literatura de terror, já a sua irmã, Vera, vai perdendo a sanidade e vive em constante paranóia. Dezasseis anos depois, mãe e filhas reúnem-se na casa onde Colleen e Vera continuam a viver. É nesse momento que começam a acontecer incidentes estranhos. 

Opinião: Pascal Laugier, realizador francês que muito aprecio e que dirigiu o meu filme preferido Martyrs (2008), volta com mais uma longa que seria impossível de perder. 
A acção começa com uma mãe e duas filhas que herdam a casa de uma tia e decidem ir para lá viver. No caminho para a casa, já vamos recebendo alguns sinais de que algo está errado e ao chegarem a casa são quase imediatamente atacadas por intrusos. Laugier não nos deixa muito em sofrimento à espera da acção pois cedo começa a luta destas mulheres pela sua vida. No entanto, apesar da sinopse, a reviravolta acontece mais ou menos a meio do filme, ao invés do habitual final. Todos os ingredientes estão lançados com uma forte aposta em fazer algo diferente do que estamos habituados, como aliás tem vindo a ser costume deste realizador.
Um filme forte, com boas actrizes a não perder de todo.

Nota: 8/10

Puen Tee Raluek (2017) aka The Promise

Sinopse: Em 1997, ocorreu na Tailândia um desastroso crash financeiro que deixou, do dia para a noite, milhares de famílias sem nada. O futuro brilhante que duas amigas, Boum e Ib, imaginaram para si mesmas, desmorona-se quando descobrem que as suas famílias estão falidas. As obras de construção de um condomínio de luxo, em que os pais delas investiram em conjunto, foram suspensas. Todos os seus bens são apreendidos para pagar dívidas. Incapazes de aceitar a dura realidade, decidem juntas pôr um término à sua vida numa das torres inacabadas. A promessa, no entanto, não é encarada de igual forma pelas duas amigas.

Opinião: Mais uma aposta no escuro num filme oriental, The Promise é um filme tailandês de 
Sophon Sakdaphisit cujo nome já não nos é estranho. Ladda Land e Shutter são bons filmes onde participou como escritor.
A acção começa com duas melhores amigas, filhas de famílias abastadas, que de repente se vêm em dificuldades devido a um crash financeiro. Perante uma série de dificuldades prometem fazer sempre tudo juntas e decidem suicidar-se juntas. A esta altura, já o espectador está completamente cativado pelas personagens, o que é um ponto interessante visto na maior parte dos filmes orientais haver uma componente dramática que não existe (ou existe de forma bastante banal) em outros filmes em que a violência é entregue gratuitamente. A construção da tensão e a cinematografia estão muito boas mas são mesmo os actores que são soberbos neste filme.
Tenso, com um final interessante e com uma carga dramática enorme, é um filme a não perder.

Nota: 7/10

A Filha (2003)

Sinopse: Ricardo Monteiro tem 45 anos e é um mediático produtor e apresentador de televisão. Acaba de ganhar a Estrela de Ouro para o programa mais popular do ano quando recebe um ultimato da sua filha, Leonor: se ele não voltar para casa a tempo de celebrar o aniversário dos seus 18 anos, nunca mais a verá. Ao chegar a casa, depara-se com o apartamento vazio e a filha desaparecida. Ricardo pensa tratar-se de um jogo, mas na ausência de telefonemas e mensagens começa a preocupar-se. Outra rapariga, mais ou menos da idade de Leonor, Sara, diz poder ajudar a encontrá-la. Mas Sara vai descobrir da pior forma as razões que levaram Leonor a fugir de casa.

Opinião: Não conhecia este filme português e o MOTELX providenciou esta excelente oportunidade. De 2003, com o falecido actor Nuno Melo serve um tributo ao mesmo e apresenta Solveig Nordlund, realizadora sueca a viver em Portugal.
A acção inicia com Ricardo, produtor de televisão muito envolvido na sua profissão e que aparentemente negligencia a sua filha que lhe faz um ultimato: ou ele vem para casa ou desaparece para sempre. Sempre num pânico crescente devido ao desaparecimento da filha, Ricardo começa a denotar algumas reacções estranhas.
Este é claramente um thriller psicológico muito bem elaborado com a performance habitual que Nuno Melo nos habituou e uma fabulosa actuação de Joana Bárcia. Embora lhe falte alguns elementos visuais mais agressivos, penso que o que é deixado à nossa imaginação é bem mais perturbador.
Um filme português a não perder.

Nota: 8/10