sábado, 20 de julho de 2019

O Culpado (2018)

Sinopse: Asger Holm, operador de central de emergências e ex-polícia, atende uma chamada de uma mulher raptada. Quando o telefonema é subitamente interrompido, começa a busca pela mulher e do seu sequestrador. “O Culpado” foi o filme vencedor do prémio "Audience Awards", no Sundance Film Festival 2018, e foi também seleccionado para as nomeações dos Óscares de Melhor Filme Estrangeiro.


Opinião: Habitualmente o que vem dos suecos a nível de policial, crime e horror costuma ser um ganho e este filme não é excepção. Gustav Möller, realizador sueco, entrega-nos um filme cheio de emoções.
A acção situada num único espaço e cujos eventos nos são descritos através dos telefonemas entre o ex-polícia que se encontra na central de emergências e uma vítima de rapto, consegue com elementos tão básicos prender-nos do principio ao fim.
A tensão e toda a panóplia de emoções como compaixão, tristeza, ansiedade e terror são-nos todos transmitidos através dos magníficos diálogos e expressões corporais do actor principal.
Este é mesmo a não perder.

Nota: 8/10

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Nós (2019)

Sinopse: Um pai e uma mãe levam os filhos para a sua casa de praia, esperando passar uns momentos descontraídos com a família e os amigos. Só que a tranquilidade e a alegria transformam-se em tensão e caos quando chegam algumas visitas que não foram convidadas… Um pesadelo saído da cabeça do galardoado cineasta Jordan Peele.

Opinião: Não fiquei muito fã de Get Out e por isso não fiquei entusiasmada com esta nova longa de Jordan Peele. No entanto e mantendo o mesmo estilo, Nós revelou-se uma surpresa, pelo menos para mim.
A acção acompanha uma família em férias na casa de praia onde lhes surge uma família na entrada da casa. Neste momento somos transportados para um ambiente do género The Strangers com uma premissa, viremos depois a saber, um pouco diferente. A ideia é interessante, a cinematografia, em especial a banda sonora, estão espectaculares. Reviravolta final que ninguém estaria à espera mas da qual tivemos muitas pistas ao longo do filme. Os actores irrepreensiveis com destaque para Lupita Nyong'o.
Embora com algumas coisinhas por explicar, recomendo.

Nota: 7/10

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Mãe! (2017)

Sinopse: A relação de um casal é colocada à prova quando recebem hóspedes que não convidaram e que interrompem as suas tranquilas existências.

Opinião: Como não sou fã de Jennifer Lawrence fui deixando esta longa para trás, embora o facto de haver tantas críticas 8 ou 80 me tivesse despertado a curiosidade. Depois do visionamento, percebi o porquê de se gostar muito ou se gostar pouco.
A acção mostra um casal que vive numa casa longe de tudo e todos, onde a mulher vai remodelando a casa e o marido (bem mais velho) tenta voltar a encontrar inspiração para escrever.
Quando um homem os aborda em casa, trazendo depois consigo a sua mulher, perturbando esta existência tranquila, sentimos uma certa familiariedade com algo que ainda não percebemos muito bem. A partir daqui, tudo parece decorrer como num sonho e percebemos que este filme é uma gigante analogia com a história da bíblia.
Tem de facto cenas violentas o que não faz, por si só, um filme de terror e a história acaba por se tornar um pouco estranha se não olharmos ao metafórico.
Pessoalmente não gostei nem desgostei, nem o consigo encaixar numa categoria (fantasia quiçá). 

O Prodígio (2019)

Sinopse: A mãe de Miles está preocupada com o comportamento perturbador do filho e convence-se de que uma força sobrenatural pode estar a afetá-lo. Será verdade?

Opinião: Como está tão na moda, filmes de possessões e paranormal e coisas que tais, achei que lá vinha mais um. Afinal não se trata exactamente de algo paranormal.
A acção baseia-se em Miles, uma criança que desde muito cedo revelou ter alguns dotes pouco normais para a sua idade, levando os pais a acreditar que seria sobredotado. No entanto, a partir de determinada altura, o comportamento de Miles torna-se algo bizarro e os pais procuram uma maneira de o ajudar, até que uma psicóloga os envia no caminho do que poderá ser uma reincarnação.
A ideia está original para desenjoar das já comuns possessões, a personagem de Miles está muito bem representada por Jackson Robert Scott e o final está mesmo muito bom. 
Merece o visionamento pela lufada de ar fresco que traz.

Tu És o Próximo (2011)

Sinopse: Na sua mansão, a família Davison celebra o aniversário de casamento do pai e da mãe. De súbito, são atacados por um bando de assassinos mascarados que os encurralam em casa. Numa luta implacável pela sobrevivência, uma das vítimas revelar-se-á o mais talentoso dos assassinos. 


Opinião: Do mesmo argumentista de V/H/S, acabei por deixar este filme para trás por vê-lo como mais um The Strangers, Purge e outros que tais. Embora sirva dentro da mesma premissa, este filme tem uma particularidade que me fez lamentar não o ter visionado mais cedo.
A acção começa com um convite de Paul e Aubrey aos seus filhos para um jantar de comemoração do aniversário de casamento. À medida que vão chegando, juntamente com as suas namoradas/esposas nota-se um mau estar entre os irmãos e principalmente durante o jantar surgem as rivalidades antigas. É neste momento de tensão que a família começa a ser atacada por pessoas com máscaras cuja pretensão parece ser elminá-los um por um. 
A reviravolta dá-se precisamente com um dos elementos da casa que parece determinado a sobreviver juntamente com uma revelação final muito interessante. Tenso, algum gore, bons actores e cinematografia. A não perder.

Nota: 7/10

quinta-feira, 18 de abril de 2019

A Maldição da Mulher Que Chora (2019)

Sinopse: La Llorona. Ou a Mulher Que Chora. Trata-se de uma horrenda aparição, que se encontra entre o Céu e o Inferno, aprisionada num destino terrível que ela própria originou. Ainda em vida, num ataque de fúria provocado por ciúmes, La Llorona afoga os próprios filhos num rio revoltoso, lançando-se de seguida atrás deles. Quem ouvir o seu choro, durante a noite, ficará amaldiçoado.
La Llorona persegue crianças, numa tentativa desesperada de substituir as suas. Ignorando o inquietante alerta de uma mãe perturbada que se suspeita maltratar os filhos, uma assistente social e a sua família depressa se veem envolvidos num assustador mundo sobrenatural. A única esperança de escapar à sua cólera mortífera parece estar nas mãos um padre desiludido e do misticismo que pratica para manter o mal à distância. Mas nada a demoverá da sua missão de os arrastar até à penumbra.

Opinião: Embora com James Wan na produção, a desilusão com A Freira Maldita foi tão grande que a expectativa para La Llorona era quase nula. Com a cortesia do Motelx lá fui à ante antestreia.
A acção tem uma história simples mas eficaz, afinal nem sempre histórias muito elaboradas, ou não, querem dizer qualidade. Somos contextualizados da história da Mulher Que Chora e enquadrados no drama familiar de Anna, viúva com dois filhos. História e simpatia pelas personagens aliada a uma excelente cinematografia, faz-nos ficar colados ao ecrã durante 1h30 para ver o que acontece a seguir. Jump scares, uma conclusão final muito boa e uma piada ou duas sem estragar a tensão. Ponto negativo, a meu ver, foi a personagem do curandeiro, muito pouco credível, dá ideia que não fez grande coisa para ajudar esta família.
La Llorona não é nada de espectacular mas é decididamente um filme a não perder.

Nota: 8/10

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Dave Made a Maze (2017)

Sinopse: Dave, um artista que ainda está por alcançar algo de significativo na sua carreira, constrói, por pura frustração, um labirinto no seu quarto, e acaba preso por causa das suas armadilhas fantásticas e por bichos provindos da sua imaginação. Annie, apesar dos avisos de Dave, lidera um grupo de exploradores numa missão de salvamento do seu namorado. Uma vez lá dentro, vêem-se enclausurados num mundo sobrenatural e em mutação constante, ameaçados por armadilhas e por um minotauro sedento de sangue. 
Inspirado pelos ‘quatro G’ – “Ghostbusters”, “Os Goonies”, (Michel) Gondry e (Terry) Gilliam – esta primeira longa de Bill Waterson, totalmente feita através de efeitos especiais artesanais e velhos truques ópticos, é um dos filmes mais inventivos dos últimos anos a nível visual.

Opinião: Embora as minhas habituais reticências com filmes de terror cómicos, achei que o mesmo merecia o visionamento já que teve o seu destaque no MOTELX 2017.
A acção é efectivamente nada mais do que um artista que constrói um labirinto na sala de estar e fica preso dentro do mesmo. Quando namorada e restantes personagens entram no labirinto, acabam por lá ficar presos também.
A única coisa interessante que este filme tem, são de facto os bonecos de papel e a criatividade do espaço do labirinto, pois personagens bem como diálogos e história não tem graça e ao fim de 30/40 minutos já estamos desesperados para que acabe.

Nota: 5/10

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Glass (2019)

Sinopse: "Glass", co-produzido e dirigido por M. Night Shyamalan, é a terceira e última parte da chamada trilogia “Eastrail 177”. A sequência inclui “O Protegido” (Unbreakable, 2000) e “Fragmentado” (Split, 2016). Bruce Willis e Samuel L. Jackson voltam aos seus papéis de “O Protegido”, enquanto James McAvoy e Anya Taylor-Joy regressam às personagens que desempenharam em “Fragmentado”.

Opinião: Muita expectativa já provou anteriormente não ser benéfica no que diz respeito a sequelas mas era impossível não ficar entusiasmada com a terceira parte da trilogia. Não digo última conforme tem sido afirmado pois existem questões que ainda poderão ser exploradas: spin off quem sabe que está tão na moda.
A acção começa por reunir as três personagens principais: David Dunn, o herói, Mr. Glass o vilão e Kevin que creio não o conseguimos exactamente situar. Uma vez reunidos numa instituição, Mr. Glass vai aproveitar-se das suas múltiplas personalidades para organizar uma fuga da mesma. Parece simples mas não é. Ao longo do filme, de passo lento mas conciso, vamos encontrando as referências aos filmes anteriores e principalmente a O Protegido, pois regressamos à temática do herói e do vilão e das habilidades sobre-humanas que possam ter e também outras personagens como a mãe de Elijah, o filho de David e Casey, a jovem que escapou ao rapto de Kevin. Kevin é o elo que os une.
Embora considere um bom filme, Glass ainda deixa muito a desejar. James McAvoy é mais uma vez a estrela sem qualquer apontamento, Bruce Willis mantém a pouca profundidade da sua personagem e Samuel L. Jackson continua a revelar cada vez mais de si proporcionando reviravoltas surpreendentes com mestria.
Ponto negativo, já não aprecio a personagem de Sarah Paulson e acho que não acrescenta muito ao filme, penso que outra actriz poderia ter dado outro impacto e até tornado a longa melhor que o esperado.
Não é espectacular mas é um filme a não perder para quem viu os anteriores.


Nota: 6/10

Fragmentado (2016)

Sinopse: As divisões mentais daqueles que sofrem de transtorno dissociativo de identidade há muito tempo que fascinam e iludem a ciência, e acredita-se que algumas dessas pessoas possam manifestar atributos físicos únicos para cada personalidade, um prisma cognitivo e fisiológico dentro de um único ser. Embora Kevin tenha evidenciado 23 personalidades à sua psiquiatra de confiança, Dra. Fletcher, existe ainda uma oculta, preparada para se materializar e dominar todas as outras. Forçado a raptar três adolescentes, incluindo a obstinada e observadora Casey, Kevin inicia uma guerra pela sobrevivência, juntamente com todos os que estão contidos dentro dele – bem como com todos os que estão à sua volta – quando as paredes entre os seus compartimentos se quebram.


Opinião: Dezasseis anos depois de O Protegido, chega-nos a sequela. Durante todo o filme as dúvidas acumulam-se sobre os aspectos em que esta longa poderá estar relacionada com O Protegido e é só no final que tudo faz sentido.

A acção parece bem desinteressada com um inicio não muito original: três jovens são raptadas e fechadas num quarto por um homem desconhecido. Uma das jovens, Casey, bastante mais perspicaz que as outras devido a um passado sofrido, tenta perceber o que este homem quer delas até que se começam a revelar as suas 23 personalidades e a possibilidade da 24ª. 
Um cenário assustador e tenso e um magnifico papel de James McAvoy. Se há actores merecedores de um Óscar, McAvoy merece sem dúvida nenhuma por esta interpretação soberba das diferentes personalidades.
A relação com O Protegido é mais bem clarificada no final e deixa em aberto o que Shyamalan já teria em mente para o final da trilogia.


Nota: 9/10

O Protegido (2000)

Sinopse: David Dunn regressa a casa depois de uma entrevista de trabalho quando de repente o comboio onde viaja descarrila. David é dado como o único sobrevivente do violento acidente, sem sofrer um único arranhão. Logo depois, é contactado por Elijah Price, o misterioso proprietário de uma loja de livros de BD, que lhe dá um bizarra explicação para o sucedido e que ameaça mudar a sua vida e da sua família para sempre: a de que David será um super-herói...

Opinião: Este filme acabou por ser mal recebido por todos pois esperavam mais um O Sexto Sentido depois do seu sucesso estrondoso. M. Night Shyamalan prova cada vez mais, com uns filmes melhores e outros piores, que tem uma mente espectacular cheia de boas ideias.
A acção foca-se em David Dunn, um homem triste e com uma vida de pouco sentido que, miraculosamente, é o único sobrevivente de um acidente de comboio. Elijah proprietário de uma loja de livros de banda desenhada, tenta convencê-lo de que é um super herói e que o acidente de comboio é prova disso. O relacionamento entre os dois permite a David uma evolução dos seus sentidos que nos transporta numa viagem de auto-descoberta surpreendente.
No entanto, para mim, é Elijah a cereja deste filme. Uma personagem excêntrica com um percurso de vida sofrido que nos conecta a ele de imediato e com muitos mistérios para descobrir.
Um filme surpreendente que vale a pena ver.

Nota: 7/10

segunda-feira, 18 de março de 2019

Presente de Morte (2009)

Sinopse: O ano é 1976. Norma Lewis é professora de um liceu privado e o seu marido, Arthur, um engenheiro que trabalha na NASA. Eles são, por todas as razões, um casal banal a viver a sua vida nos subúrbios com o filho. Até que um homem misterioso, com a cara horrivelmente desfigurada, aparece à sua porta e lhes apresenta uma proposta que irá alterar as suas vidas para sempre: uma caixa. Com apenas 24 horas para tomar uma decisão, Norma e Arthur enfrentam um enorme dilema moral. E rapidamente descobrem que as ramificações da decisão ultrapassam o seu controlo e vão muito além dos seus próprios destinos.

Opinião: Já havia tido a oportunidade de visionar este filme há bastante tempo atrás e não fiquei impressionada. Por acidente dei comigo a ver esta longa novamente e decidi escrever sobre ela.
A premissa da acção é bem básica, nada de especial que explora a natureza humana como ela é, expondo os conflitos interiores com que nos deparamos quando confrontados com uma proposta deste tipo. Mas além disso, este filme pretende explorar certos universos bastante interessantes mas mal concretizados, a meu ver, pela realização. O argumentista deste filme sabia exactamente aquilo que pretendia transmitir, mas nem os actores (excepção feita a Frank Langella) nem o realizador souberam passar a mensagem e apenas os mais atentos irão atentar no que significa a questão da caixa.
Cameron Diaz revela mais uma vez a péssima actriz que é, não dignificando em nada esta longa e o destaque vai todo para Frank Langella e as suas intervenções cruciais para a nossa remota percepção tendo em conta os elementos que nos são facultados.


Nota: 3/10

Raptadas (2013)

Sinopse: Depois da sua filha de seis anos de idade e uma amiga dela serem sequestradas, Keller Dove, um carpinteiro de Boston, enfrenta o departamento de polícia e o jovem detetive encarregue do caso. Sentindo-se abandonado pela lei, o pai captura o homem que ele acredita ser responsável e começa a torturá-lo numa desesperada tentativa de descobrir o que houve com as meninas.

Opinião: Um filme que me passou ao lado no seu tempo mas no qual tropecei quando procurava um bom thriller para ver. Com Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal e Viola Davis tinha tudo para dar certo apesar de ser um filme um pouco longo.
A sinopse por si só não faz jus à excelência deste filme. Duas crianças que desaparecem num contexto absolutamente quotidiano e nada forçado criado na perfeição e o pânico geral dos pais quando se apercebem da situação. Os dois casais representam as várias reacções possíveis a uma situação extrema como esta: a revolta, a calma, a fraqueza e a dúvida.
A acção não se resume apenas ao pai que captura o homem que acredita ser o responsável pelos desaparecimentos, passa pela investigação policial e as pistas largadas ao longo do filme.
São 2h30 colados ao ecrã cheio de tensão e mistério, excelente cinematografia e actores com uma prestação absolutamente magnífica.  

Nota: 9/10
IMDB: https://www.imdb.com/title/tt1392214/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A Possessão de Hanna Grace (2018)

Sinopse: Recém-saída de um programa de reabilitação, uma mulher começa a trabalhar à noite na morgue de um hospital e enfrenta uma série de acontecimentos bizarros e violentos causados ​​por uma entidade maligna que paira por ali…

Opinião: Sendo fã de filmes de possessões, não podia deixar passar esta estreia em Portugal em branco, especialmente com um trailer tão prometedor.
A acção entrega-nos logo de inicio uma grande cena que nos deixa com expectativas bastante altas. Após esta cena, inicia-se a acção propriamente dita com a jovem Megan, que enfrenta os seus próprios demónios pessoais, e que vai trabalhar no turno da noite de uma morgue. O espaço onde está localizada a morgue no hospital é de facto assustador e constitui um factor de tensão por si só bem como o ritmo a que o filme se vai desenrolando. As personagens fazem um bom trabalho embora considere que algumas não mereçam a importância que lhes foi dada. A história é interessante mas falta-lhe mais elementos para compor as personagens de Hannah Grace e Megan. A louvar de facto a cinematografia, os jump scares e a caracterização do corpo de Grace, perde na forma como se apressa para no final e resolve algumas questões que poderiam ser exploradas.
Lembrando filmes como The Grudge, pela representação de Hannah Grace, ou Autópsia de Jane Doe, pelo ambiente em geral, não traz nada de novo ao género mas não deixa de entreter.

Nota: 6/10

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Crimes Sombrios (2016)

Sinopse: Um polícia investiga um assassinato não resolvido e encontra semelhanças entre o crime e um livro do artista polaco Krystov Kozlow. Começa então a estudar a vida do escritor e da sua namorada misteriosa até ficar obcecado pelo caso.

Opinião: Já tendo visto Jim Carrey noutro registo que não a comédia e de facto ter apreciado, fiquei muito curiosa com esta estreia em Portugal.
A acção começa de uma maneira bastante crua e abrupta e parece prometer um bom thriller. O detective Tadek pega num caso arquivado e retoma a investigação acreditando saber quem é o assassino. Até aqui a história tem tudo para dar certo, ainda para mais sendo baseada num caso real. Passado na Polónia, Jim Carrey que surge quase irreconhecível e até altera o seu sotaque para parecer um polaco a falar inglês, não consegue dar o melhor da sua personagem. Com um guião péssimo, algumas más performances e sem tensão de todo, o potencial para cativar a atenção do público perde-se de tal forma que nem simpatia pelas personagens conseguimos desenvolver.
Ponto positivo para o final que não esperava mas que não compensa as imensas falhas.

Nota: 4/10

sábado, 29 de dezembro de 2018

Slender Man (2018)


Sinopse: Numa pequena cidade do estado de Massachusetts, Estados Unidos da América, quatro raparigas do ensino secundário decidem fazer um ritual na tentativa de desmascarar o mito de Slender Man. No meio do ritual, uma das raparigas perde-se misteriosamente, fazendo com que as colegas acreditem que esta foi, de facto, a última vítima de Slender Man.

Opinião: Slender Man era um filme que prometia muito e o adiamento da sua estreia devido a complicações com o primeiro trailer conseguiu de alguma maneira aguçar a curiosidade.
A história lembra tantos outros filmes e não é nada de original: quatro adolescentes fazem um ritual (ao estilo The Ring) esperando invocar o Slender Man. De facto, uma das jovens desaparece e as outras começam a ter alucinações. A partir daqui, o guião é péssimo, as personagens sem profundidade e sem interesse e as sucessivas aparições do Slender Man fazem com que esta longa se torne aborrecida, sem interesse e pouco assustadora. 
Ponto positivo, a cinematografia bem como a maquilhagem são bastante boas, é pena o resto não acompanhar.


Nota: 5/10

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

The Clovehitch Killer (2018)


Sinopse: Tyler é uma boa criança, escoteiro, criado por uma família pobre, mas feliz, numa cidade religiosa. Mas quando ele descobre que o seu pai, Don, tem uma pornografia perturbadora escondida na sua cabana, ele começa a temer que o seu pai pode ser Clovehitch, um abominável assassino em série que nunca foi apanhado. Tyler une-se a Kassi, uma adolescente nova na cidade que tem uma obsessão mórbida pela lenda do Clovehitch, para descobrir a verdade a tempo de salvar a sua família.



Opinião: Com uma premissa interessante e sendo cada vez mais difícil encontrar bons filmes "originais" no meio dos remakes e sequelas que estão na moda, rapidamente Clovehitch Killer se tornou obrigatório.
A acção envolve-nos de forma inquestionável numa comunidade bastante religiosa onde todos parecem perfeitos. Quando Tyler começa a desconfiar do seu pai, inicia-se todo um processo de desconstrução do mundo perfeito principalmente com a ajuda de Kassi, uma miúda nova na cidade, descrente da forma como todos vivem.
Não existem aqui grandes jump scares ou gore mas é sem dúvida um thriller que nos mantém colados do princípio ao fim. Actores quase irrepreensíveis com destaque para Dylan McDermott que surge praticamente irreconhecível.



Nota: 7/10

domingo, 2 de dezembro de 2018

Sei Que Estás Aqui (2018)

Sinopse: Uma jovem desperta após nove anos em coma. Durante esse período, um fenómeno apocalíptico matou milhões de pessoas e deixou o mundo habitado por escassos seres humanos, que deambulam por um cenário de horror e escuridão. Baseado no romance “Break My Heart 1000 Times”, de Daniel Waters.

Opinião: Pessoalmente, seria muito difícil de agarrar este filme para visionar caso o mesmo não estreasse em Portugal e normalmente o que estreia por cá é um perigo.
A acção até começa de forma interessante criando alguma profundidade nas personagens. Veronica Calder vive uma adolescente perturbada que perdeu o pai num evento apocalíptico que matou milhões de pessoas. À medida que a acção decorre somos mais ou menos esclarecidos sobre o que se passou nesse evento e as consequências que ficaram, nomeadamente um mundo onde vivem uma espécie de espíritos de pessoas que morreram.
A premissa é interessante e os actores não são maus mas a história e o guião,embora cativem na primeira metade do filme, perdem tudo já para o final. 
É de facto uma pena ver tão boas ideias serem tão mal aproveitadas ultimamente.

Nota: 5/10

A Floresta das Almas Perdidas (2017)

Sinopse: Numa floresta densa e remota, o local mais popular para a prática do suicídio em Portugal, dois estranhos conhecem-se. Ele é um pai de família à procura do local onde a sua filha morreu. Ela é uma jovem com uma paixão pela morte. Mas um deles não é quem diz ser.

Opinião: Há muito que tinha esta longa portuguesa na prateleira para visionar e, tendo decidido dar prioridade a outros visionamentos, acabei por deixar passar dois meses da estreia.
A acção foca-se no encontro de dois estranhos numa suposta floresta popular onde se cometem suicídios (a floresta existe mas não é conhecida por haver suicídios) e o diálogo que desenvolvem revela, a seu tempo, que têm ambos objectivos diferentes para ali se encontrarem.
A história é bastante interessante mas perde em vários pontos: os actores são pouco credíveis e sem profundidade, os diálogos tornam-se cómicos e a falta de relação ou de explicação para a forma com o filme termina e como inicia deixa bastante a desejar.
Acho que foi um bom esforço do realizador e sendo o seu primeiro filme, espero ansiosamente para ver como contornará o que correu mal desta vez na próxima.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Os Indesejados (2009)

Sinopse: Anna regressa a casa após um período de internamento numa clínica psiquiátrica no seguimento da trágica morte da sua mãe. Descobre, então, que a antiga enfermeira da sua mãe, Rachel, se mudou para a sua própria casa e ficou noiva do seu pai, Steven. Pouco depois de tomar conhecimento destas notícias chocantes, apercebe-se que é visitada pelo espírito da sua mãe que a avisa das intenções maléficas de Rachel. Juntas, Anna e a sua irmã, têm de convencer o pai que a sua actual noiva não é quem aparenta ser e, o que deveria ter sido um feliz encontro de família, torna-se num confronto mortal entre as enteadas e a sua madrasta.

Opinião: Não tendo ficado muito impressionada com o original coreano "A Tale of Two Sisters", fiquei com esperança que este remake viesse corrigir o que houve de errado no primeiro.
Ao contrário do que se passou com muitos remakes de origem asiática, este filme prima por transpor completamente a acção para o cenário americano (o que não aconteceu com The Grudge que se passa com actores americanos num espaço japonês) e no meu entender vem colmatar algumas falhas que se verificaram filme original. Muito mais tenso, com um guião muito melhor, menos aborrecido e mais coerente, Os Indesejados resulta não só como standalone mas também como remake.


Nota: 6/10




História de Duas Irmãs (2003)

Sinopse: Duas irmãs regressam a casa depois de um período de internamento, para continuarem a recuperação. Com o que não contavam era com os modos estranhos e a crueldade da madrasta e muito menos com a presença de um estranho fantasma. Vão viver os piores momentos das suas vidas...

Opinião: Visionei este filme no âmbito do MOTELx mas nunca escrevi sobre o mesmo. Embora a pontuação do mesmo seja alta no IMDB, não fiquei muito impressionada.
A acção não é mais do que a sinopse entrega de imediato: duas irmãs que regressam a casa para encontrar uma madrasta cruel e um fantasma. Ainda assim, tinha tudo para ser um excelente filme não fosse o fraco guião, o passo lento com que a acção avança e a sua extensão.
De uma forma geral, gosto muito dos filmes que vêm deste lado do mundo (este sul-coreano) e Kim Jee-woon viria a provar melhor a sua qualidade alguns anos mais tarde, no entanto este filme torna-se aborrecido ainda que os actores façam um excelente trabalho.
É importante salientar que não compreendo comentários quer classificam esta longa como uma obra-prima do cinema asiático.

Nota: 5/10