quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Outcast (2010)

Sinopse: Mary e o seu filho, Fergal, mudam de casa regularmente para despistarem Cathal, um homem perigoso cuja intenção é matá-los utilizando uma antiga prática de magia negra. A única defesa de Mary é utilizar a mesma magia para proteger o filho. Quando os habitantes da localidade para onde se mudaram começam a aparecer brutalmente assassinados por uma força desconhecida, o temor agrava-se. Será Cathal o responsável? A primeira longa-metragem do irlandês Colm McCarthy, realizador com currículo essencialmente televisivo, inspira-se no folclore da Irlanda para convocar um mundo de bruxaria e lobisomens misturado com um conceito de terror urbano muito característico das Ilhas Britânicas.


Opinião: Por ser mais um dos filmes apresentados no Motelx deste ano fiquei curiosa em visioná-lo. Também fiquei atraída pela sinopse apesar de à partida não estar à espera de um grande filme. De facto não é um grande filme, de um estilo muito próprio, como diz a própria sinopse, baseado num conceito de terror urbano.
A história não é má embora confusa. Tem algum gore, muitas vezes exagerado e as cenas não são muito convincentes, sejam as de horror como os diálogos entre actores. Tem também uma componente sexual muito alta que, pelo menos para mim, não gosto de ver em filmes de terror. Quanto aos actores também não são grande coisa excepto a actriz que faz de mãe de Fergal, Kate Dickie, que creio ser a única a conseguir ser convincente. A sinopse promete uns assassínios brutais e suspense mas não tem nem um nem outro. Dos assassínios só se ouve o som e o suspense para mim é zero.
Não é um grande filme, mas também não é tão mau assim se tivermos em conta que é um filme de estilo muito próprio e irlandês.

Nota: 4/10

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Maldição de Molly Hartley (2008)

Sinopse: Molly Hartley está decidida a deixar para trás todos os problemas do passado assim que começa a estudar numa nova escola. É um óptimo começo, principalmente porque inicia um romance com o rapaz mais popular do local. Mas a tensão e o medo novamente tomam conta de Molly. Ela tem dúvidas se conseguirá manter os seus segredos enterrados, sobretudo quando começa a descobrir terríveis acontecimentos que a esperam.

Opinião: Sobre este filme não há muito a dizer porque é péssimo. Ao ler o título em inglês "The Haunting of Molly Hartley" pensei em mais um filme de assombramentos, possessão/exorcismo, daí a minha decisão em visioná-lo. Pois estava errada.
O princípio do filme até é bem interessante e promete qualquer coisa, mas a hora e dez seguintes tornam-se uma autêntica seca em termos de clichés: sussurros que parecem vindos do além, reflexos em espelhos, luz por baixo de portas fechadas etc etc etc etc....
Passamos também esta hora e dez à espera de pistas para o que se está a passar. Como a própria sinopse informa, a protagonista muda de cidade e está a começar uma vida nova devido ao facto de a mãe a ter tentado matar. No início do filme, com a cena de introdução, o mesmo acontece mas e então pistas para nós seguirmos??? Afinal porque é que os pais das meninas as querem matar? Não dá mesmo para tecermos as nossas teorias o que é mesmo muito pouco aliciante. No entanto, no final, quando ficamos um pouco emocionados e pensamos que vai tudo ser explicadinho como deve ser, eis senão quando o filme acaba.
Há coisas mais interessantes para gastarmos hora e meia do que ver estes actores todos bonitos, que é o único ponto meio a favor: gente gira.

Nota: 4/10

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Comboio dos Mortos (2008)

Sinopse: Leon Kaufman (Bradley Cooper) é um fotógrafo cujo mais recente trabalho sobre a vida nocturna na cidade desperta o interesse da dona de uma galeria de arte (Brooke Shields) que o desafia a explorar o lado negro da humanidade num próximo trabalho. Acreditando estar no caminho para o sucesso, Leon procura obsessivamente o mais grotesco que a cidade os seus habitantes têm para lhe oferecer. Mas quando Leon se cruza acidentalmente com um assassino em série (Vinnie Jones) que anda a aterrorizar os passageiros do Metro, rapidamente percebe que pode vir a não viver para expor o seu trabalho.
Baseado num conto do mestre do terror Clive Barker, "O Comboio dos Mortos" é uma arrepiante viagem ao inferno. Prepare-se; próxima paragem: MORTE.

Opinião: Este filme poderá ser considerado uma obra-prima, se analisado tendo em conta certos aspectos. Estamos perante uma adaptação de uma short story de um dos grandes mestres do terror, Clive Barker, que já viu algumas das suas histórias adaptadas ao cinema como Hellraiser ou Candyman (ambos muitos bons). Para mim, Midnight Meat Train é a melhor adaptação de todas. Foi Ryuhei Kitamura, um realizador japonês, que se encarregou da realização e mais uma vez um japonês que não desilude. Devo confessar o meu grande respeito por realizadores japoneses que são brutais na concretização de efeitos visuais, ambientes, evolução e neste filme temos uma nova forma de ver o torture porn pois, não tendo a violência altamente bem conseguida de Hostel ou Saw, o gore e o horror surgem de forma natural e calculada. Sem muitos sustos, não é aborrecido, mas também não é excitante.
Um outro ponto mais do que importante a salientar é a personagem de Mahogany (The Butcher) desempenhada por Vinnie Jones. Deixem-me dar os parabéns a este homem porque foi qualquer coisa de fantástico. Deu ao seu personagem a figura sobrenatural, assustadora, calculista e perseguidora tendo apenas uma ÚNICA deixa em todo o filme!! Amei!
Pontos contra: a namorada do fotógrafo que se torna obcecado com Mahogany, é uma coisa que dá vontade de expulsar do filme ao chapadão. Sem graça nenhuma, sem deixas de jeito e demasiado molenga, desta jovem só gostei do final…
O fotógrafo só por si também não é grande coisa, não sei se culpa da realização ou se culpa do próprio actor, acho que a sua decadência à medida que caminhamos para o final do filme deveria estar mais bem conseguida.
O gore tem momentos de o sangue parecer saído do Mortal Kombat da Megadrive…mas de uma forma geral está aprovado.
Por fim, li uma review que mencionava esta questão e acho importante salientá-lo também: a tradução do título do filme. O comboio dos mortos não me pareceu uma grande escolha, primeiro porque as mortes ocorrem no metro de Nova Iorque, logo “comboio” não me parece muito bem e “dos mortos” parece-me péssimo. Ao lermos tudo junto parece que estamos perante um comboio assombrado e não tem nada a ver. Arrisco duas sugestões assim à pressa: O Talhante da Meia-noite ou A Última Viagem/O Último Metro.
Aconselho muito o visionamento deste filme, muito bom mesmo!

Nota: 7/10

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Little Deaths (2011)

Sinopse: “Pequena morte” (petite mort) é uma expressão francesa que define orgasmo e dá o título a esta colectânea de três curtas-metragens, em torno da temática sexo & morte. Em «House & Home», de Sean Hogan («Lie Still»), um casal realiza sádicos jogos sexuais com jovens mendigas inocentes, até que se cruzam com uma não tão inocente. «Mutant Tool», de Andrew Parkinson («I, Zombie»), acompanha os resultados de uma experiência com sémen de humanos mutantes criados pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. «Bitch», de Simon Rumley («Red, White & Blue»), segue uma relação sentimental alternativa centrada em torno de uma rotina canina que certo dia perde a graça.

Opinião: Temos aqui um "filme" de hora e meia constituído por três curtas que rondam em muito a temática do sexo. Das três a minha preferida é a primeira curta em que um casal leva mendigas para casa para fazerem os seus jogos sexuais. No entanto esta mendiga é diferente das outras e bem estranha... Para os fãs do gore esta é a melhor curta.
A segunda curta metragem é também interessante, creio no entanto que perde e muito com o final que é péssimo. Cruza-se nesta curta a história de uma prostituta a tentar limpar-se dos seus problemas com a droga com um médico que continua experiências iniciadas pelos nazis. Esta acho que se aplica mais aos fãs do sádico doentio e perturbador...
A terceira curta, para mim, é a pior de todas. Uma história altamente parva e incredível mas que no entanto tem uns últimos 15/20 minutos interessantes. Não consigo associá-la a nenhum tipo de terror...
Todas estas curtas metragens tem grandes reviravoltas finais o que as torna apetecíveis. Aconselho a dar uma olhada pois, não sendo um filme, apresenta uma boa proposta de entretenimento para os fãs do género. É uma mais valia em termos de conhecimento.

Nota: 7/10

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os Olhos de Júlia (2010)

Sinopse: Júlia, uma mulher que sofre de uma doença degenerativa da vista, encontra a irmã gémea Sara, que já cegara devido ao mesmo problema, enforcada na cave da sua casa. Apesar de tudo apontar para que se trate de suicídio, Júlia decide investigar o que ela intuitivamente sente ter sido homicídio, penetrando num mundo obscuro que parece esconder uma misteriosa presença. À medida que Júlia começa a desvendar a terrível verdade acerca da morte da irmã, a sua visão vai-se deteriorando, até que uma série de mortes e desaparecimentos inexplicáveis se cruzam no seu caminho... 


Opinião: Os Olhos de Júlia não vem acrescentar nada de novo ao género mas é no entanto um filme bom que nos mantém presos ao ecrã nestas quase duas horas de filme. 
Tal como figura na sinopse, Júlia encontra a irmã gémea enforcada na cave de sua casa e ao achar estranho o suicídio da irmã decide investigar um possível crime. À medida que tudo se desenrola, Júlia vai descobrindo mais acontecimentos estranhos e perdendo a visão ao mesmo tempo com a mesma doença de que padecia a irmã gémea. 
O ambiente deste filme é excelente. Na primeira hora de filme o realizador foi um mestre ao nos confundir entre o ambiente negro, paranormal e a realidade, deixando-nos na dúvida se estamos na presença de alguém real ou de um espírito mau. Os actores são muito bons, com especial destaque para a protagonista que faz o papel das duas irmãs (embora uma delas com poucas aparições). 
A história está muito bem pensada, apesar de apresentar alguns clichés habituais dos filmes de terror/thriller, como a polícia começar a não levar as queixas de Júlia a sério ou as habituais corridas a fugir ou perseguir não se sabe bem o quê. 
Confesso que tive alguns vislumbres e misturas em algumas cenas de O Projecto Blairwitch e outros filmes do género e de Abandoned, um filme que é a perfeita teoria da conspiração. Para os mais ansiosos, o final do filme tem umas três ou quatro cenas mais gore para fazer as suas delícias mas não é no entanto um grande final, tendo bastante potencial para ser mais interessante e acompanhar a primeira hora de filme. 
É um bom filme para entreter. 

Nota: 7/10 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

The Woman (2011)

Sinopse: Christopher Cleek, advogado e firme chefe de família, numa tarde de caça, cruza-se com uma mulher selvagem que habita nos bosques que circundam a sua casa. Cleek decide apresentá-la à família. Após uma série de assustadores encontros todos começam a perceber que há algo mais por detrás desta mulher e que por vezes o diabo se apresenta com um sorriso.

Opinião: Embora muitos digam que este filme não se trata exactamente de um filme de terror, considero que o é e um dos melhores que vi nos últimos tempos. Não tem muito gore a não ser na cena final, por isso quem procura um filme cheio de torturas e sangue infligido à The Woman, como a própria sinopse parece sugerir, vai sair muito desiludido. O terror chega ao público de forma muito psicológica e de uma maneira muito subtil, pois quando damos por nós estamos completamente absorvidos no que se passa naquela família.
Cleek, o chefe da família, ao caçar no bosque encontra uma mulher em estado selvagem e decide levá-la para casa para civilizá-la. Apresenta-a à família e distribui as tarefas de como todos deverão "cuidar" desta mulher. É aqui que nos apercebemos que há algo errado e disfuncional  pois as mulheres parecem viver num estado de apatia e de medo. Estando a mulher num estado selvagem e não compreender nem ter noção do que lhe estão a fazer, o seu sofrimento começa com o tentarem lavá-la, alimentá-la com talheres, vestirem-lhe uma roupa e mantê-la presa pelos braços e pernas.
Os actores deste filme são qualquer coisa de fenomenal com especial destaque para o pai que transmite na perfeição a disfuncionalidade do seu comportamento para com a família. Em certas alturas temos uns momentos de humor (negro a meu ver) que penso tenham sido criados para aliviar a tensão.
No festival Sundance houve um senhor que se levantou e acusou este filme de ser misógino: eu NÃO concordo. Acho que este filme pretende retratar um caso muito actual de violência doméstica, como existem homens que de facto tratam mulheres desta forma, como existem mulheres que vivem presas nesta vida e não conseguem sair e como esta atitude se pode perpetuar pelas gerações, que está bem patente no papel do único filho homem da família. O The Woman ao mesmo tempo que mostra cruamente esta violência, coloca a mulher selvagem num papel de heroína que vai "salvar o mundo". Prova que mesmo em estado selvagem, tem a noção do certo e do errado ao contrário dos filmes de terror normais em que a dicotomia é entre o bem e o mal. Ao mostrar um retrato de violência doméstica e ódio às mulheres, mostra a crítica ao facto disto existir utilizando a mulher selvagem para isso.

Creio que a cena final podia ter sido mais lenta e até violenta. As coisas acabam por se desenrolar muito rapidamente quando podiam ser mais bem exploradas e aproveitadas. Gosto também de uma dicotomia no final que mostra que é possível ser-se ainda mais selvagem do que a mulher selvagem e prova que ela tem um pouco de humanidade também. Como figura no poster do filme: "Not every monster lives in the wild"
Muito importante: antes de visionarem o filme, procurem o significado de anoftalmia (perceberão depois porquê).
Aconselho vivamente o visionamento, é um grande abre olhos para muitos.

Nota: 8/10

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Exorcismo (2010) (aka Exorcismus: The possession of Emma Evans)

Sinopse: Emma Evans (Sophie Vavasseur) não tem boa relação com os seus pais que, para ela, são autoritários e a oprimem. Em busca de sua identidade, a jovem decide libertar os seus desejos mais profundos e, assim, desencadeia forças poderosas e malignas das quais perde o controle. Todo esse horror resultado das acções de Emma atormenta a sua família e ela descobre que há coisas que é melhor não desejar.


Opinião: Apesar deste filme ser dos mesmos produtores de REC (um filme de terror muito bom), pensei que fosse outra banhada estilo O Último Exorcismo. Felizmente enganei-me. Dentro do género das possessões este é um filme que não desonra o título.
O início desta historia mostra-nos uma jovem adolescente, revoltada com os pais e com a sua vida em geral. Após uma discussão com a mãe, Emma tem uma convulsão e é levada ao hospital. Depois de exames feitos, tudo se encontra bem com a jovem e então os pais decidem que ela consulte um psiquiatra/hipnotista. Através do telemóvel a sua amiga e prima grava a sessão na qual o psiquiatra morre. O tio de Emma, um padre a quem no passado um exorcismo correu mal e a jovem que estava a tratar morre, oferece-se para ajudar a sobrinha e filma as sessões.
Todo o desenrolar do filme daqui para a frente mostra a tragédia que se abate sobre esta família mas o melhor mesmo é a reviravolta final que a meu ver dá todo o crédito a este filme, sendo que o resto não adianta nada de novo.
Gostei dos actores, especialmente de Sophie Vavasseur que é excelente na sua passagem de normal a possuída e vice-versa.
Aconselho.

Nota: 7/10

Frozen (2010)

Sinopse: Um dia típico de esqui nas montanhas torna-se um pesadelo para três esquiadores que ficam presos num teleférico antes da sua última descida. Os responsáveis da estação desligam as luzes da pista e o trio apercebe-se, em pânico, que foram esquecidos. Com o horizonte aterrador de hipotermia e queimaduras de frio cada vez mais perto, os amigos são forçados a tomar medidas extremas para saírem da montanha antes de morrerem gelados.

Opinião: Frozen é um dos filmes apresentado no MOTELx 2011 que, apesar de tudo, eu não classificaria como filme de terror mas sim como thriller.

O filme inicia com dois amigos e a namorada de um deles que passam o dia nas montanhas a esquiar. A jovem ainda está a aprender a esquiar e, apesar da renitência do amigo, o namorado insiste em integrá-la no grupo. No entanto o problema maior do trio estava ainda para vir. Na última descida do teleférico, o empregado da estação desliga o teleférico julgando não haver mais ninguém. Quando os jovens se apercebem disto ficam em pânico pois a estância só voltaria a abrir dali a quatro dias. 
A partir daqui todo o filme se desenrola em torno das emoções dos jovens e das adversidades a que estão sujeitos. Aqui não temos assassino, não temos fantasma, não temos psicopata. Temos as adversidades climatéricas e os perigos que se escondem numa montanha. Não tem muito gore, é aliás muito pouco e é um filme que nos prende do princípio ao fim para saber o que vai acontecer com o trio.
É de louvar como de uma ideia tão simples se faz um filme tão tenso. Aconselho o visionamento especialmente a quem gosta de um terror mais light.

Nota: 6/10
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1323045/

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MOTELx - 7 a 11 de Setembro no Cinema São Jorge em Lisboa

Decorre esta semana, de 7 a 11 de Setembro, o Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, MOTELx.
Este é um evento a não perder para todos o que que apreciam o terror de uma forma geral e para quem tem uma preferência especifica nas suas variantes.

O festival oferece-nos possibilidades interessantes, como as curtas-metragens, discussões e a oportunidade de trocar umas palavras com realizadores e/ou actores do cinema de horror. 

Saliento este ano a presença de Eli Roth, realizador de Hostel e Cabin Fever e uma maratona da série The Walking Dead, quem não pode seguir na televisão, aqui tem uma excelente oportunidade de "por a escrita em dia".

A não perder, filmes como The Ward, Wakewood, Hostel, Cabin Fever, The Woman ou Frozen e uma sessão de discussão sobre o cinema de terror em Portugal.


Site Oficial: http://www.motelx.org/ 

O Festival teve a sua sessão de abertura com Troll Hunter de André Øvredal, esgotada.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

I Saw the Devil (2010)


Sinopse: Numa noite de neve, a sua mais recente vítima é a atraente Ju-Yeon, filha de um chefe da polícia reformado e noiva de Soo-hyun, um agente especial de elite. Sedento de vingança, Soo-hyun decide perseguir o assassino mesmo que ao fazê-lo se torne também ele um monstro. E quando finalmente o consegue apanhar, entregá-lo às autoridades é a última coisa que lhe passa pela cabeça. A linha entre o bem e o mal desvanece-se neste diabólico e maquiavélico jogo do gato e do rato.


Opinião: Este é um filme diferente daquilo a que estamos habituados. Não é fabricado em Hollywood e como tal é bem mais puro em termos de violência e sem as habituais cenas cliché. Confesso que comecei por achar o filme cómico e foi logo no início quando encontram uma parte do corpo de Ju-Yeon a boiar num rio. A cena seguinte de jornalistas e polícia chega a tornar-se surreal. O filme começa com a cena que leva ao rapto e posterior morte de Ju-Yeon e até ao final da primeira hora vemos o seu noivo, Soo-hyun em busca do assassino e o primeiro encontro com este. É a partir daqui que Soo-hyun começa a execução da sua vingança chegando ao ponto de a certa altura tentarmos fazer a distinção entre o bem e o mal (que é o que normalmente fazemos) e não conseguirmos pois essa linha já não existe. A última meia hora é muito intensa pois os ânimos exaltam-se mais ainda com as coisas a perderem o controlo e sem sabermos como será o desfecho.
Gostei muito dos actores, as expressões faciais do serial killer Kyung-chul são qualquer coisa de naturalmente assustadoras e de uma loucura eminente. Tem bastante gore e a história está muito boa.
Em termos de pontos contra tenho a apontar a extensão do filme e as sessões de pancadaria. Pareceu-me muito surreal uma pessoa levar tamanhas cargas de porrada e continua a andar pelo próprio pé, ou então é erro meu e de facto os coreanos são um povo resistente.
É um filme a ver por ser diferente e por não ter provavelmente os recursos hollywoodescos à mão e sair algo tão puro e bom, no entanto, só o consideraria excelente e extraordinário, como classifica a maior das críticas que li, no panorama cinematográfico coreano, de uma forma geral não o faria.

Nota: 6/10

domingo, 21 de agosto de 2011

The Violent Kind (2010)

Sinopse: Uma noite, numa fazenda isolada no norte da Califórnia, um pequeno grupo de jovens motociclistas e as suas namoradas são atormentados quando uma delas é selvaticamente possuída e um gangue de "Rockabillies" aparentemente de 1950, desce sobre eles para recolher o que está a crescer dentro dela.

Opinião: Por ser um dos filmes apresentados para o programa do MOTELx 2011, decidi visioná-lo embora à partida não estivesse à espera de grande coisa.
Pois este filme não serve para todos os gostos. Começa com uma cena de sexo (sem nudez) seguida de uma sessão de pancadaria grátis que começou de imediato por me desiludir. Nos primeiros vinte minutos de filme ficamos a conhecer o background da história e este gang de motards que se prepara para ir até uma quinta isolada para os anos da mãe de um deles onde já se fizeram grandes festarolas. Esta festarola recheada de bebida, strippers e alusões de foro sexual acaba com o grupo inicial (quando todos já foram embora) a encontrar uma das jovens que já havia abandonado a festa toda ensanguentada. Ao tentarem ajudá-la percebem que foi possuída por qualquer coisa. Até aqui tudo mais ou menos, o mais estranho vem depois. Uns motards estilo James Dean com duas pin ups chegam até à casa e perguntam pela jovem possuída. Depois de uma conversa que chega a roçar o ridículo, pouco esclarecedora e que a certa altura já é mais ficção científica que outra coisa (género que não aprecio).
Os actores são bons, tem gore muito bem feito, banda sonora que é tudo menos de filme de terror e peca na conclusão e consequente explicação do que na realidade se passa ali (podiam ter perdido mais tempo aqui)... Quem gosta de ficção científica e de filmes algo cómicos pode apostar neste porque faz essa mistura, juntamente com o terror. De resto não acrescenta nada de novo ao género, de The Butcher Brothers esperava bem melhor.

Nota: 4

sábado, 30 de julho de 2011

The Ward (2010)

Sinopse: Kristen é encontrada pela polícia, desorientada e amnésica, após ter incendiado a casa em que vivia. É levada para um sanatório, onde conhece outras jovens igualmente perturbadas. Após diversas ocorrências estranhas, Kristen convence-se de que o local está assombrado. Incapaz de convencer o pessoal médico da instituição, não desistirá de provar a sua teoria ao mesmo tempo que luta pela vida das companheiras de ala e pela sua própria.


Opinião: Uma vez que se trata de um filme de John Carpenter que por sua vez já não nos presenteava como uma longa metragem há 10 anos, a expectativa era mais do que grande, ainda para mais quando o mesmo vai ser apresentado no MOTELx 2011. O facto é que o filme deixa um pouco a desejar se tivermos em conta a obra do mestre em filmes como Halloween ou The Fog.
A história começa com Kristen, uma jovem que acaba de pegar fogo a uma casa isolada, que é levada para um hospital psiquiátrico onde conhece outras jovens, cada uma delas com características especiais, e onde ela própria se sente lúcida e sem saber o motivo da sua estadia ali. Os primeiros 60mn de filme são muito parados mas nota-se, no entanto, a mestria de Carpenter na criação do ambiente certo, o fazer o espectador sentir exactamente o que se deve sentir num local como aquele. Os aparecimentos do fantasma que assombra aquela ala estão no mínimo brutais. O restante do filme já toma um ritmo bem mais animado que parece querer recuperar a energia que não houve de início. Aqui gore tem pouco ou nada mas compensa na tensão especialmente no final do filme.
construção das personagens está muito boa embora a personagem de Kristen pudesse ser mais aprofundada. Tenho a noção no entanto que a ideia não seja aprofundar esta personagem tendo em conta a reviravolta final do filme. Confesso que não estava à espera deste final que apesar de não ser nada de espectacular consegue surpreender e muito pela positiva. A acção, história, evolução do filme estão excelentes embora, volto a salientar, não seja nada de especial e estivesse à espera de bem mais do mestre.
Um filme bom que me parece mais de um realizador a querer imitar Carpenter do que dele mesmo.

Nota: 6/10

Estreia em Portugal: 08 Setembro 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Boogeyman 3 (2008)

Sinopse: Sarah (Erin Cahill) é uma estudante de psicologia que apresenta um programa de rádio nocturno. A sua vida muda ao presenciar o assassinato da amiga Audrey (Nikki Sanderson), estrangulada até a morte por um monstro.


Opinião: Para ver o terceiro e último filme da saga convém ter visto o segundo uma vez que este pega onde o outro terminou. Este começa com a tristeza da filha do Dr. Allen (falecido no filme anterior), Audrey,  que tenta lidar com o facto de ter perdido a única pessoa que tinha no mundo. Ao começar a ler o diário do pai e as suas teorias sobre o papão, Audrey sente-se perseguida pelo vilão e procura ajuda junto da melhor amiga e colega Sarah. Acreditando que Audrey está a enlouquecer devido à morte do pai, Sarah presta pouca atenção ao que a amiga lhe diz até que a vê ser estrangulada pelo suposto papão.
Em termos de gore, achei o segundo filme mais interessante que este, pois aqui há sangue mas um pouco mal feito. No entanto compensa na tentativa de entender a lenda do papão com base em teorias sociológicas o que me pareceu bem pensado (terror e inteligência) mas pouco aprofundado. Pecou muito nas inúmeras e óbvias influências de filmes com The Ring ou The Grudge, que embora sejam filmes que aprecie (especialmente a saga de The Grudge), surgiram deslocadas com especial reparo à figura do papão que me parecia a menina do The Ring com 70 anos...
Os actores estão bem, não temos aqueles diálogos com saídas ridículas e a acção está bem conduzida. Podiam ter melhorado o gore em todo o caso.

Nota: 6/10

domingo, 24 de julho de 2011

Boogeyman 2 (2007)

Sinopse: 0 terror invade um asilo isolado quando Laura, assombrada pelo seu medo irracional de "Boogeyman", torna-se numa das muitas pacientes prisioneiras das suas próprias fobias. Mas o que aparenta ser um esconderijo seguro rapidamente se transforma num diabólico asilo quando Boogeyman regressa, deixando-os presos lá dentro e encetando a sua caça a novas vítimas.

Opinião: Aqui está um exemplo de que nem sempre as sequelas são um desastre e, melhor ainda, podem ter uma qualidade superior ao primeiro filme da saga.
O filme começa na mesma linha do outro, crianças vêem pai e mãe serem mortos pelo papão, e dez anos depois vemos as consequências que isso lhes trouxe e as marcas que lhes deixou. Henry foi para uma clínica para curar a sua fobia e Laura, no dia em que ele sai, decide ir ela tentar curar a sua fobia visto o seu irmão se encontrar curado.
Acho que nesta sequela se perde a ideia sobrenatural do papão pois a figura dele torna-se num assassino bem real, ao contrário do que acontece no primeiro filme. No entanto esta personalização do papão creio dar-se por o próprio realizador/produtor querer dar a ideia que de facto este vilão não existe.
Os actores estão muito bem na representação dos seus medos, embora ache que a personagem da psiquiatra pudesse ter sido mais aprofundada. Os cenários dos crimes e a forma como são perpetuados estão muito bons e levam-me ao principal factor que importa mencionar: Tobin Bell no papel de dono da clinica e onde usa mais uma vez as célebres cassetes da saga de Saw. Sendo o filme de 2007 e o primeiro Saw de 2004 creio que acharam que indo buscar um pouco de Saw, Boogeyman teria mais destaque, que a meu ver acabou por não ter pois Saw é Saw.
Aconselho a ver e não carece de visionamento do primeiro filme pois só estão relacionados pela temática do papão.

Nota: 6/10

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quem tem medo do Papão? aka Boogeyman (2005)

Sinopse: Apesar de ser um jovem adulto, Tim continua a acreditar piamente que o desaparecimento do seu pai, no passado, esteve relacionado com a existência do “bicho-papão”. Será tal criatura real? Ou estará a imaginação de Tim a fabricar uma explicação para o seu pai ter abandonado a família?

Opinião: Embora tenha lido muitas críticas acerca deste filme (mais negativas que positivas) não resisti a visioná-lo. Para dizer a verdade gostei muito do filme. Não tem gore mas trata-se de um filme inteligente . O actor que veste a pele da personagem principal, Tim, está muito bem no seu papel de jovem perturbado com a história do papão e deste ter levado ou não seu pai e o enquadramento deste vilão da infância está excelente.
Pecou na namorada, que me parece deslocada (e de facto está, não sei se a ideia do realizador era essa) e no final em que o importante da história se desenlaça com a presença da ex-melhor amiga/namorada da infância que me parece igualmente deslocada do contexto.
 Achei muito inteligente os objectos relacionados com o papão que tanto perturbaram Tim, serem destruídos com vista a acabar com ele. E gostei da introdução da pequena Franny que devia ter sido uma personagem mais explorada e bem aproveitada.
Aconselho.

Nota: 5/10

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estreia Terror esta semana



Título Original:
 Insidious
Género: Thriller
Classificação: 16
Duração: 103 min
Ano: 2010 / Estados Unidos

Sinopse: Uma família luta contra espíritos malignos, na tentativa de os impedir que aprisionem a sua filha numa realidade alternativa.

Captifs (2010)

Sinopse: Algures na Europa Oriental, Carole, uma jovem enfermeira de um grupo de ajuda humanitária, chega ao fim da sua missão. Mas então, a jovem e os seus dois colegas são sequestrados por desconhecidos, por razões misteriosas. Mantidos em cativeiro, cuidados e mantidos vivos em um ambiente opressivo e sinistra, os três presos logo descobrem com horror o que seus sequestradores realmente tem guardado para eles.


Opinião: Como ando a ficar fã de filmes de terror franceses, desta vez arrisquei com Captifs. Não sendo um mau filme, acabou por desiludir um pouco. Tendo em linha de conta os últimos que vi, esperava mais gore e mais tensão. Na realidade trata-se de mais um na linha de Hostel e Train (2008).
O filme começa com um flashback da personagem principal, que até me assustou um pouco confesso. De seguida somos transportados para o momento actual em que Carole e os seus dois colegas estão a preparar-se para voltar a casa depois de uma missão humanitária. No caminho encontram a estrada cortada e são obrigados a ir por outro caminho. Acabam por ser raptados e colocados em celas. Daqui até ao fim do filme assistimos a duas ou três cenas mais a atirar para o gore e ao desespero dos cativos, primeiro por não saberem por que estão ali e depois por ficarem a saber para o que estão guardados. A cena final também está muito conseguida.
Aconselho, apesar de existirem alguns clichés (excepto o do telemóvel sem rede eheh) e de de lhe faltar mais construção de personagens incluindo a exploração do flashback inicial, cuja exploração se perdeu.

Nota: 5/10

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Insane (2010)

Sinopse: Sarah está perdida e vai a procura de um lugar para dormir. Ela encontra um pequeno hotel num local muito calmo, sem pessoas e é assassinada. Dias depois, a sua irmã vai a sua procura e fica hospedada no mesmo hotel… será que consegue sair de lá com vida?


Opinião: Aqui está um filme fresquinho 2011 que não vale nada. Mais uma das milhentas cópias de Psycho com uma acção pouco interessante e a precisar de mais mas personagens uma vez que ficamos sem margem para adivinhar quem é o assassino. Tem duas ou três cenas gore que a mim deram-me vontade de rir, especialmente a primeira de todas que é mesmo hilariante. O hotel onde decorre a acção até é assustador, os diálogos não têm grande sumo e as vítimas são muito peculiares visto não gritarem por socorro nem implorarem pela vida. Bem aproveitada a história deste filme tinha dado qualquer coisa bonita mas acho que já começa a ser recorrente: filmes com boas histórias e bastante potencial mas mal executados.
Se tiverem hora e meia disponível e não tiverem mais nada para fazer dêem uma olhada a este.

Nota: 3/10

domingo, 19 de junho de 2011

Respire (2011)

Sinopse: Os antigos romanos acreditavam que a alma escapa de um corpo no último suspiro, e que este tinha o poder de curar doenças e prolongar a vida. Em 1930, o Dr. Robert Kaminsky dedicou a sua vida a descobrir como aproveitar este poder. Susan Jordan é dona de uma loja de novidades e um dos seus itens é uma caixa antiga, que pertenceu ao Dr. Kaminsky, o que desperta o interesse de dois homens: Raif Collins, que espera que o seu conteúdo possa salvar a sua irmã da morte, e Alex Poe, cujas motivações são mais misteriosas. Susan então depara-se numa perigosa luta para proteger a caixa e os segredos que ela guarda.


Opinião: Filme de terror? Pronto está bem, tem meia dúzia de facadas, algum sangue e cuspidelas de dentes mas para terror a sério falta um bocado. No entanto este filme não é mau. Achei a história excelente que não tendo muito gore, conseguiu prender-me do princípio ao fim e até passei um bom serão. A acção começa com um regresso ao passado, há 75 anos atrás, com um médico que às portas da morte por ter sido baleado pede à mulher para ir buscar uma caixa que contem um líquido azul. Dá este líquido ao moribundo e de seguida com um tubo de ensaio apanha o ultimo fôlego do homem. Daqui transporta-nos durante alguns períodos da história, muito interessantes devo dizer, pelos quais a tal caixa passa e pelas mãos que passou até chegar ao presente e à personagem principal, uma antiquária com uma doença terminal. Quando a começam a contactar por causa da célebre caixa e um diário, Susan percebe que há um mistério de extrema importância relacionado com o que se encontra dentro da caixa.
Mais do que isto não posso revelar pois estaria a estragar por isso a acrescentar tenho apenas os diálogos que por vezes deixam a desejar e certos aspectos relacionados com o mistério da caixa que podiam ter sido mais explorados de forma a tornar o filme ainda mais cativante em termos de história. Aconselho, avisando que gore é pouco ou nada…

Nota: 6/10

Shadow (2009)

Sinopse: Depois de defender uma rapariga de uns indivíduos, ambos são perseguidos pela floresta, onde eles têm que salvar as suas vidas...atingindo o filme uma sequência de eventos que o vai surpreender....

Opinião: Este não superou expectativas nenhumas. Tendo em conta a sinopse parecia mais um dos filmes “vão ser perseguidos e torturados e etc”. De facto não é bem isso, e com o avançar do filme e ao serem apanhados pelo assassino muita coisa começa a precisar de explicação e esta não aparece. Motivação do assassino? Para que servem as “situações” (chamemos-lhe assim, não quero revelar demais) a que ele sujeita as suas vítimas? O que significam muitas das claras alusões à II Grande Guerra? De início pensei que fosse pelo facto da personagem principal ser um soldado americano que participou da guerra no Iraque e então haveria alguma ligação nesse sentido. Mas o final do filme revela que nada tem a ver com nada. Na realidade notei alguns “recados” por parte do realizador/produtor, digo eu, aos grandes lideres americanos mas isso posso ser eu…
Gore quase nada, uma cena ou outra de tortura mas que não revela nada, o senhor grita e nós imaginamos o que lhe está a acontecer.
Para quem não tem mais nada interessante para fazer pode dar uma olhada a este filme.

Nota: 4/10

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Needle (2010)

Sinopse: Um estudante universitário herda uma máquina antiga do seu pai e resolve mostrá-la ao grupo de amigos. Mas a máquina desaparece misteriosamente e Ben fica desesperado para recuperá-la. Não demora muito para que os amigos de Ben sejam mortos por um invisível e vingativo assassino. A partir de então, Ben reúne-se com o seu irmão para que juntos possam encontrar a máquina e descobrir a identidade do assassino, antes que eles também se tornem vítimas!

Opinião: É um filmezinho que dá para entreter, a história é interessante e desenrola-se de forma a nos prender à acção. Embora seja mais um para se juntar ao típico filme de grupo de adolescentes em que metade morre, outra metade sobrevive e há o coitadinho do grupo que é o herói e o motivo pelo qual as mortes estão a ocorrer, não deixa de ser um filme que promete. O defeito deste filme é que teve um realizador que não o executou da melhor forma. Os actores, nenhum conhecido, não são maus de todo, os diálogos são mais ou menos mas sem grandes disparates e o gore está óptimo e com um melhor aproveitamento tinha sido perfeito. Tenho a apontar o actor que faz de Marcus, irmão de Ben, personagem principal, que eu não entendi muito bem. O homem parece que anda com cara de gozo em relação a tudo e não se percebe muito bem os tão bons connects que tem com a polícia uma vez que chegou há poucos dias à cidade...
A revelação do assassino, que para mim não tinha sido claro até ao momento, foi mesmo surpreendente. Creio apenas que a história podia ter sido mais bem aproveitada pois era muito boa.

Nota: 5/10